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Arciprestado de Lamego: Peregrinação a Nossa Senhora dos Remédios

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No dia 29 de Maio, último domingo do mês de Maria, as paróquias do Arciprestado de Lamego realizaram, mais uma vez, a sua peregrinação ao Santuário dos Remédios. Pelas 16h, uma multidão de fiéis concentra-se no adro da Sé Catedral, onde se destacam os estandartes identificativos de cada paróquia, caminhando em seguida em direcção ao Santuário. Um cordão humano, representando o terço do rosário, composto por elementos de várias paróquias, com cores alusivas a cada mistério, era visível no meio da peregrinação. Uma inovação bem conseguida.

Ouviam-se cânticos marianos, difundidos pelas colunas de som distribuídas ao longo do percurso. Eram entoados, em uníssono, pelos peregrinos. O terço, rezado e meditado, a todos envolvia num clima, ora de oração ora de silêncio. Maria arrasta e atrai e a ninguém deixa indiferente. Mesmo os que não puderam seguir a pé desde a catedral até ao alto do monte de S. Estêvão, contemplavam e escutavam religiosamente as mensagens evangélicas que iam sendo transmitidas pela instalação sonora.

Chegados ao alto do Santuário, e com o tempo favorável, logo se enche por completo o recinto. Após o cortejo dos sacerdotes pelo meio da esplanada, dá-se início à Missa Campal, presidida pelo Sr. D. António Couto, bispo de Lamego. Os cânticos estiveram a cargo do grupo coral, sob a direcção do P. Marcos Alvim. Numa breve admonição, o Arcipreste de Lamego deu as boas vindas a todos os peregrinos e recordou o lema para este ano de pastoral na nossa diocese e o do ano jubilar em curso.

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Depois, convidou a todos a aproveitarem a riqueza espiritual de uma peregrinação como esta: “Estamos na casa da Mãe da misericórdia. Esta é a nossa casa, onde todos nos sentimos por Ela fraternalmente acolhidos e eclesialmente incluídos… deixemo-nos surpreender por Deus”.

Na homilia, o Sr. Bispo comentou o Evangelho do IX Domingo comum, que relata o episódio do centurião romano, a interceder pelo seu servo que se encontrava doente, a ponto de enviar a Jesus alguns anciãos dos judeus para Lhe pedir que fosse salvar aquele servo. Frisou a admiração de Jesus pela sua tão grande fé. Na verdade, o mais frequente nos evangelhos é a admiração das multidões pelas palavras de Jesus. Aqui, é Jesus que se admira pela fé deste homem.

Exortou a seguirmos o exemplo do centurião, na proximidade e empenho pelos doentes e na fé que demonstrou na força da Palavra de Jesus. As palavras, que o centurião mandou dizer a Jesus por uns amigos, foram recebidas na Liturgia e continuam hoje a ser rezadas na Eucaristia, antes da comunhão: “Senhor não Te incomodes, pois não mereço que entres em minha casa”.

Referindo-se ainda a Maria, sublinhou o facto de Ela não ser programada nem projectável. Tudo o que n’Ela se passa vem de Deus. Deixou-se surpreender por Deus. Por isso, Ela é a “Cheia de Graça”. Assim a saudou o Anjo. É Ela que nos arrasta, mas com carinho, a seguirmo-La nesta peregrinação.

No final da Eucaristia, o Arcipreste expressou a sua gratidão a todos os que colaboraram, participaram e se incorporaram activamente nesta tão bela manifestação e vivência de fé. Mencionou alguns, mas agradeceu a todos sem excepção. Ao Sr. D. António Couto por se dignar presidir à peregrinação, aos sacerdotes do Arciprestado, ao Sr. Comissário e membros da Comissão Administrativa, ao grupo coral, ao Seminário Maior de Lamego, ao Sr. Reitor do Santuário, às Irmãs Franciscanas Hospitaleiras, aos escuteiros da Fraternidade Nuno Álvares e aos que vieram das paróquias de Almacave, Cepões e Penude.

Deixou ainda uma palavra de estímulo: “Que ao regressarmos da peregrinação saiamos mais motivados para anunciar o Evangelho a toda a criatura. E que nos comprometamos a ser mais misericordiosos, como Pai do Céu é misericordioso… deixemos Maria entrar em nossas casas, para que estas também se possam tornar casas de oração e de misericórdia”.

O andor de Nossa Senhora, transportado em ombros, dirige-se, posteriormente, para o interior do Templo, em procissão. Os peregrinos acenam-Lhe com os lenços brancos. É sempre comovente esta despedida. O cântico do “Adeus ó Mãe, minha Mãe adeus” encerra esta jornada de piedade popular tão bela. Entoa-se o “Salve Regina”, já no interior do Santuário. Os fiéis fixam o olhar na imagem de Maria e entregam-Lhe as suas últimas preces. Os sinos do Santuário repicam festivamente e no coração de cada um sente-se a paz e alegria da Mãe que a todos os filhos abençoa.

Pe. Joaquim de Assunção Ferreira,

Arcipreste de Lamego, in Voz de Lamego, ano 86/26, n.º 4365, 31 de maio de 2016

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