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Archive for Agosto, 2017

Dia Internacional da Caridade

No próximo dia 5 de Setembro de 2017, vai celebrar-se o Dia Internacional da Caridade, data que assinala o aniversário da morte de Madre Teresa de Calcutá,  uma mulher simples que dedicou a sua vida aos pobres e que representava alguns dos valores que dignificam o ser humano ”compaixão, generosidade, solidariedade, alegria e esperança.”

Foi a ONU(Organização das Nações Unidas) que instituiu a data como forma de lembrar a todo mundo o trabalho que é realizado pelas instituições de cariz social, governos e demais pessoas que procuram ajudar os outros, quer monetariamente, quer através do diálogo ou qualquer outra atitude que vise o alívio da sua dor.

Este ano, a  Cáritas Diocesana de Lamego para comemorar a efeméride, irá levar a efeito as seguintes ações:

  • Dado que dentro de dias arrancará mais um ano escolar,  a CDL vai proceder a uma recolha de material para  o efeito ( cadernos, canetas de colorir, dossiers, máquinas calcular, entre outros), nos próximos dias 2 e 3 de Setembro, nas instalações do Supermercado Continente. Esta atividade resulta de uma parceria com a Associação Karingana Wa Karingana e o Instituto de Apoio à Criança, no sentido de apoiar as crianças carenciadas.
  • No dia 5 de Setembro, pelas 18h30m mandará celebrar uma Missa de Ação de Graças, na Sé Catedral de Lamego, por todos aqueles que contribuem com os seus donativos ( monetários, géneros alimentares, roupas e  outros) para permitirem que a Cáritas possa exercer a sua Missão da defesa do Bem-Comum, através da Pastoral Social, fomentando a partilha de bens e a assistência em situações de calamidade e emergência.

No Dia Internacional da Caridade, reflitamos na mensagem que nos é legada pelo Papa Bento XVI, na Carta Encíclica Deus Cáritas Est, 2005, nº25, “ Para a Igreja, a caridade não é uma espécie de atividade de assistência social que se poderia, mesmo, deixar aos outros, mas pertence à sua natureza, é expressão irrenunciável da sua própria essência.”

Isabel Mirandela, Presidente da Cáritas Diocesana de Lamego,

in Voz de Lamego, ano 87/40, n.º 4425, 29 de agosto 2017

DEVOÇÃO E DIVERSÃO | Editorial Voz de Lamego | 29 de agosto

Regresso do Jornal Diocesano, Voz de Lamego, ao nosso convívio, depois de duas semanas de descanso dos que o produzem. Regressa com a imagem gráfica renovada, com a preocupação de levar aos diocesanos notícias, reflexões, eventos, envolvendo todos na vida da Igreja e da sociedade.

Como editorial, o Pe. Joaquim Dionísio, a contextualização e o diálogo da devoção com a diversão.

DEVOÇÃO E DIVERSÃO

As festas da cidade de Lamego estão a decorrer, motivando a participação dos locais e de tantos que acorrem de perto e de longe. E, como habitualmente, muitas são as propostas agendadas para promover a diversão, proporcionar o convívio e testemunhar a alegria.

Mas o centro será sempre aquela que associamos a Lamego, Nossa Senhora dos Remédios, com o belo santuário onde se venera, a imponente escadaria que convida a subir ou o verde e arejado parque onde o repouso se experimenta.

É verdade que, também nestes dias, alguns poderão passar e festejar sem lembrar a Mãe: porque o olhar não contemplou mais alto, porque a diversão esgotou o tempo, porque a fé anda algo adormecida, porque Deus pode perturbar a autonomia, porque a opinião dos outros conta demais, porque a aflição já passou, porque a gratidão não se assume, porque isso de rezas é para os outros…

Mesmo assim, a Mãe não os esquecerá. E, por isso, continuará atenta e solícita a tantas situações de vida, acompanhando e intercedendo.

Mas importa também louvar e agradecer o belo testemunho de tantos e tantos que, a sós ou em grupo, na flor da idade ou já marcados pelo tempo, a qualquer hora do dia, em voz alta ou em silêncio, com sorrisos ou em lágrimas, com movimentos rápidos ou gestos pausados se assumem na sua fé e demonstram a sua devoção filial.

Talvez façam menos ruído e os cartazes não divulguem os seus rostos, mas estes peregrinos de Nossa Senhora dos Remédios sabem que só assim poderão viver plenamente a festa, sem deixar de participar noutros eventos e de viver com alegria outros momentos.

A fé cristã e a devoção que a habita não excluem a sã diversão.

in Voz de Lamego, ano 87/40, n.º 4425, 29 de agosto 2017

SÍRIA: Devolver a esperança através do desporto em Alepo

“A zona ocidental de Alepo não apareceu tanto nos meios de comunicação social mas sofremos também muito com a guerra”, comenta Kevork Mavian, empresário de origem arménia. O bairro de Al-Zizieh, situado numa zona maioritariamente cristã perto do centro histórico de Alepo, acolhe uma comunidade traumatizada pelas consequências da guerra. Antes da guerra havia cerca de 150.000 cristãos mas por causa da violência, da falta de oportunidades e por causa da perseguição levada a cabo pelos grupos jihadistas, só restam 35.000.

As estradas estão salpicadas de buracos e cicatrizes que permanecem no asfalto, marcas das bombas que caíram durante mais de quatro anos de combate nesta cidade do Norte da Síria que, antes da guerra, era a cidade mais populosa e o maior núcleo industrial do país. Ler mais…

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Acompanhamento de Peregrinos no Santuário de Fátima

Neste ano em que se celebra o centenário das aparições de Nossa Senhora em Fátima, não podia eu deixar de também me aproximar mais daquele Santuário já apelidado como “altar do mundo”. Ao longo do último ano, várias vezes me debrucei sobre o “Acontecimento Fátima”: quer na oração, quer em leituras, quer em conferências, quer na escolha da música que escutei e, por fim, no zénite que foi a peregrinação dos passados dias 12 e 13 de Maio ao lado do Santo Padre.

No intuito de aprofundar mais intimamente as palavras da “serva e mensageira da Palavra” e sentir mais proximamente a diversidade de formas como, ali, Maria é “saudada por todas as gerações” decidi aproveitar a oportunidade que o Santuário de Nossa Senhora do Rosário de Fátima oferece aos seminaristas e, durante a quinzena de 15 a 31 de Julho, vivi Fátima em Fátima. O projeto de “acolhimento dos peregrinos por seminaristas” é uma oportunidade única de chegar ao coração daquele santuário. Partilho agora consigo, caro(a) leitor(a), aquela que foi a minha experiência:

O caminho para Fátima de autocarro fazia-me antever as expressões de fé que lá havia de encontrar. O condutor do autocarro, que de forma muito educada me acolheu, é exemplo daqueles cristãos que não varrem os sinais que apontam para a Mãe de Jesus Cristo. Junto ao volante, lá estava uma dezena que, se nunca foi rezada, deve ter a força de (e)levar o pensamento para a proteção maternal de Maria de cada vez que os olhos a fitam. Ler mais…

Paróquia da Mêda veste-se para Concerto Solidário

A Casa Municipal da Cultura de Mêda, vestiu-se no passado dia 30 de julho,para um concerto Solidário pelas vítimas de Pedrogão Grande, Figueiró dos vinhos e Castanheira de Pêra. Esta atividade organizada pela paróquia de Mêda (Grupo de catequistas), reuniu neste espaço muitos corações solidários que participaram de forma ativa, por todas as vítimas deste incêndio.

Ao longo de toda a tarde de domingo, vários artistas musicais do concelho, subiram ao palco, para este Concerto Solidário com lotação esgotada, tendo na plateia o Sr. Pe. Basílio Firmino, Sr. Presidente da Câmara e o Sr. Presidente da Junta de Freguesia de Mêda.

Parabéns a todos os grupos que participaram, mostrando assim que tudo se pode fazer com talento da “Prata da Casa”.

Os donativos foram entregues voluntariamente e um quadro foi doado para o efeito, e, leiloado por duas vezes. Os fundos criados num bar de apoio às pessoas que ali se encontravam, reverteu para o mesmo fim!

No final do concerto, foi anunciado que os donativos tinham totalizado cerca de mil e oitocentos euros, revertendo a favor da Cáritas Nacional, para reforçar o apoio às populações afetadas!…

Resta-nos agradecer a todas as pessoas que exaltaram a solidariedade do povo português, neste caso, a comunidade de Mêda, e a sua capacidade de ajudarem os seus irmãos a reerguerem-se após uma tragédia.

Hoje são eles que precisam, amanhã poderemos ser nós!…

 

Catequistas: Cristina Branco e Conceição Lourenço

in Voz de Lamego, ano 87/39, n.º 4424, 8 de agosto 2017

A postura de quem distribui a Sagrada Comunhão

Um professor de História da Igreja contava-nos o episódio do superior do convento que periodicamente passava revista às celas dos seus frades acompanhado por alguns conselheiros.

Ao passar pela cela de um dos religiosos e vendo como tudo estava arrumadinho, limpo e asseado, deu graças a Deus: Bendito sejas, Senhor, por este nosso irmão. É tão santo que a cela será mesmo o espelho da sua alma!

Porém, os conselheiros esperavam a reação do bondoso superior ao passar pela cela de um dos religiosos em que estava tudo desarrumado, a cama por fazer e as peças de roupa ou de calçado para cada lado. E o superior, otimista como era e consciente de que não lhe era dado fazer juízos precipitados, rezou: Bendito sejas, Senhor, por este nosso irmão. É tão santo e tão unido a Ti espiritualmente que não lhe sobra tempo algum para tratar das cosias materiais!

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UM REPARO: ORÇAMENTO

As notícias sobre as alterações climáticas repetem-se, tal como os apelos para cuidar da Terra, a casa comum. Mas há ainda os alertas sobre a diminuição dos recursos naturais.

Esta semana foi notícia o anúncio de que se teriam esgotado, no dia 2 de Agosto, “os recursos disponíveis para 2017”. Tal como numa família, em que o orçamento que deveria dar para um mês acaba na terceira semana! Quanto tempo aguentará a viver do crédito?

A notícia não é nova, já que assim acontece há mais de 40 anos. O facto relevante está no contínuo antecipar da data; cada vez se esgotam mais cedo os recursos necessários para cada ano.

O estudo baseia-se em dados como os da emissão de gases causadores do efeito estufa, os recursos consumidos pela pesca, pecuária e agricultura, bem como as construções e o uso de água.

As consequências estão à mostra e com tendência para se agravarem: escassez de água, desertificação, erosão do solo, queda da produtividade agrícola e das reservas de peixe, desmatamento, desaparecimento de espécies. Isto é, a natureza não é uma jazida da qual possamos extrair recursos indefinidamente.

A tentativa de fazer face à situação já motivou cimeiras mundiais, tal como a última, em Paris (2015), antecedida por um texto papal sobre o tema (Laudato Si).

Apesar dos sinais, alguns líderes mundiais teimam em adiar medidas que dificultem tal degradação. Mas a verdade é que as próximas gerações vão enfrentar maiores dificuldades.

Os ambientalistas propõem medidas como a extensão dos tempos de vida dos bens e equipamentos, ultrapassando a prática do “usar e deitar fora”. Também falam de uma “economia circular”, procurando a utilização e reutilização de recursos, bem como um maior investimento na mobilidade, diminuindo o número de carros.

Mesmo que pouco, cada um pode ajudar a melhorar o “orçamento natural anual”.

 

JD, in Voz de Lamego, ano 87/39, n.º 4424, 8 de agosto 2017