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Archive for Junho, 2017

CEFÉCULT – proposta de formação e aprofundamento da fé

CENTRO DE ESTUDOS FÉ E CULTURA DA DIOCESE DE LAMEGO

Para começar no próximo ano pastoral, 2017-2018. Abertas as inscrições. Leia – Partilhe – lance o desafio – Convide

Ordenações sacerdotais – 2 de julho – 16h00 – Sé de Lamego

À conversa com os nossos Diáconos Ângelo, Diogo e Luís Rafael

Para os nossos leitores, quem sois vós?

Ângelo: “Porque eu sou, junto de Vós, um peregrino, um caminhante como os meus antepassados” (Sl 38,13). Um peregrino em rumo à pátria do amor trinitário. Frequentei o Seminário Maior de Lamego durante seis anos (2009-2015). No período de 2015-2016 fiz uma paragem para uma etapa diferente no percurso vocacional. Durante esta etapa estive ligado a uma Organização Não-Governamental de inspiração cristã, chamada Leigos para o Desenvolvimento.

Diogo: Bem, penso que nós não somos os melhores a falar de nós mesmos… Sou um diácono, natural de um lugar chamado Mazes, pertencente à Paróquia de S. Miguel de Lazarim. Depois de ter frequentado os Seminários da nossa Diocese, estou a fazer o estágio pastoral com o Pe. Bráulio Carvalho e o Pe. Jorge Giroto, nas Paróquias de Alvite, Leomil e Sever. E, juntamente com dois diáconos da nossa Igreja de Lamego, preparo-me para a Ordenação Presbiteral.

Luís: Sou aquele menino que cresceu junto às águas do Távora, em Vila da Ponte. Sou aquela criança irrequieta que nem sempre se portava bem na catequese mas gostava muito de vestir a alva e ajudar o Senhor Padre na Missa. Sou aquele adolescente aventureiro que encontrou no Seminário de Resende uma nova casa. Sou aquele Jovem Sem Fronteiras que sempre procurou “estar perto dos que estão longe, sem estar longe dos que estão perto”. Sou aquele estudante de teologia… seminarista… filho… amigo… diácono… discípulo-missionário… embalado pelo Amor de Deus.

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Novo livro de D. António Couto: Sobre este chão. Sob este céu

O nosso bispo, D. António Couto, publicou mais um livro da sua autoria, desta vez, um conjunto de quarenta poemas que intitulou “Sobre este chão – Sob este céu”. A edição é da Editorial Missões – Cucujães e já está à venda na Gráfica de Lamego (5 euros).

Na palavras do autor, são “quarenta poemas, de uma forma ou de outra saídos das páginas da Bíblia e da sensibilidade do meu coração ao fulgor vulcânico e fervente das imagens saídas dessas páginas, aos acontecimentos do dia-a-dia e ao impacto que sobre mim vão exercendo algumas leituras de autores antigos e modernos”. Daí que natural, segundo D. António, “que Deus ande sempre por lá, pelos poemas, e que o tom da oração seja o seu jeito” (pp. 5 e 6).

 

Aqui fica um desses poemas:

 

Palavra com história

A Palavra de Deus desce, desce, desce,

Atravessa as nuvens,

Como chuva miudinha,

Cai num pedaço de chão,

Ou num pobre coração,

E adormece

Como o crescente

No ventre da farinha,

E cresce, cresce, cresce,

Até voltar a Deus, sua nascente.

 

A oração do humilde é pobre e pura,

Mas sobe, sobe, sobe,

Como um passarinho,

Atravessa as nuvens,

E deita-se de mansinho no coração de Deus,

Que presta atenção e cura

As nossas penas

Leves e escuras

E acaricia as nossas loucuras.

E as nossas alegrias.

 

Atende, Senhor, as nossas preces de hoje

E de todos os dias.

in Voz de Lamego, ano 87/33, n.º 4418, 27 de junho 2017

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Inauguração da Loja Social na Obra Kolping de Portugal

A Obra Kolping de Portugal e o seu projeto  “Solidary Ties” inserido no programa de Serviço de Voluntariado Europeu conquistaram mais um objectivo com a inauguração da Loja Social Kolping. Variado material que pode ser adquirido a preços baixos e que contribui para a missão da organização.

“Esta Loja Social é um bem que deve ser acarinhado e bem recebido por esta comunidade de Lamego”. Foi desta forma que o Dr. João Dias, Vice- Presidente da Confederação Nacional de Instituições de Solidariedade Social e todos os presentes que através de aplausos e sorrisos se referiram e deram as boas vindas,no passado dia 22 de Junho, ao mais recente projeto concretizado pela Obra Kolping de Portugal. Foram várias as personalidades da sociedade que a convite da Direção estiveram presentes na inauguração da Loja Social resultado de um trabalho de quase 3 meses feito pelos dois voluntários Gregos que a instituição acolhe no âmbito do programa de Serviço de Voluntariado Europeu e do projeto “Solidary Ties”. No programa das festividades houve antes da cerimónia e depois de umas palavras por parte do Presidente da Direção da Obra Kolping , um colóquio moderado pelo Pe. João Carlos Morgado, Pró-Vigário Geral da Diocese de Lamego e Praeses Nacional da Obra Kolping, onde se abordaram temas como a Economia Social, cuja exposição ficou a cargo do Dr. João Dias, Vice-Presidente da CNIS. De seguida o Professor Guilherme Bernardo, Presidente da Liga dos Amigos do Hospital de Lamego deu um emotivo testemunho sobre todo o trabalho protagonizado pelos voluntários no Hospital de Lamego que este ano comemoram 25 anos e cuja Liga foi recentemente galardoada com a medalha de mérito municipal pela CM de Lamego. No final da sessão houve a apresentação do projeto de SVE “Solidary Ties” e da Loja Social apresentada pela Coordenadora do Projeto de SVE e membro da Direção OKP, Professora Graciema Gonçalves que se mostrou visivelmente satisfeita com um projeto que classificou como “exigente e que por isso é motivo de grande satisfação saber que ele foi concretizado” e que contou “sempre com o apoio e grande abertura por parte da Direção da Obra Kolping”.

A inauguração propriamente dita da Loja Social contou com a bênção conjunta dos três sacerdotes presentes, Pe. João Carlos, Pe. Valentim e Pe. Diogo que abençoaram, mais um lugar, onde a missão da Obra Kolping irá ajudar quem mais necessita.

A cerimónia terminou com um lanche convívio, oferecido pela Direção da OKP a todos os presentes nos jardins da Sede Nacional, com o sol a iluminar esta iniciativa nobre.

José Eduardo Cação

Estagiário da OKP

in Voz de Lamego, ano 87/33, n.º 4418, 27 de junho 2017

Solenidade do Sagrado Coração de Jesus na Sé de Lamego

Deus é amor. O amor é de Deus. O amor vem de Deus.

Coração de Jesus

No dia 23 deste mês, a Igreja viveu a Solenidade do Sagrado Coração de Jesus, o que habitualmente acontece na sexta-feira após a oitava do Corpo de Deus. O nosso bispo presidiu à Eucaristia celebrada, na Sé, às 18h30, bem como à consagração de todos os diocesanos ao Coração de Jesus.

A preparação desta festa, na paróquia da Sé, é particularmente assumida e vivida, pelos Associados do Apostolado da Oração, com um tríodo eucarístico. Ao longo desse tempo, o ritmo é marcado pelas celebrações eucarísticas, pela adoração ao Senhor, pela oportunidade de Reconciliação, pela escuta da Palavra e pela presença de um pregador convidado. Este ano esteve presente o Padre José Miguel Loureiro, a quem o pároco, Cón. José Ferreira, agradeceu no final.
D. António Couto, acompanhado por D. Jacinto Botelho e por um grupo de fiéis que não enchia a Sé, presidiu, às 18h, à adoração eucarística e à Bênção do Santíssimo Sacramento, encerrando o referido tríodo preparatório.
Mas, antes da bênção e como habitualmente, consagrou toda a diocese ao amor misericordioso e sempre atento do Coração de Jesus a quem pediu graças e protecção.
Na homilia da Eucaristia que se seguiu, o nosso bispo convidou todos a perderem-se no refúgio do Coração de Jesus, a alegrarem-se e a darem graças ao Amor celebrado, uma presença sempre vida e sublime, ao mesmo tempo que recordava a jaculatória tantas vezes repetida: “Sagrado Coração de Jesus, fazei o nosso coração semelhante ao Vosso”.
Recordando a história recente desta festa e das protagonistas que incentivaram à sua vivência, D. António sublinhou as afirmações do Apóstolo João, que não se cansou de dizer o quanto o Amor de Deus é primeiro e como está sempre onde é preciso: “Deus é Amor. O Amor é de Deus. O Amor vem de Deus”. E convidou a imitarmos Deus: a estar primeiro e a imitar o amor solícito de Jesus.
E responder a um amor assim exigirá a atenção aos mais fracos e pobres, os socialmente esquecidos.

União Eucarística

No final da homilia e antes da profissão de fé, a assembleia testemunhou a presença e o compromisso de novos membros da União Eucarística Reparadora. A todos foi proferida uma breve nota histórica e, logo de seguida, se procedeu ao chamamento dos novos membros que, em uníssono, assumiram o seu compromisso de adorar o Senhor e de levar até ao Senhor todos quantos mais precisam. Foi distribuída uma insígnia, benzida pelo presidente da celebração, que os novos associados colocaram ao pescoço.
Este movimento eclesial foi fundado por um bispo espanhol na primeira metade do século passado, Manuel Gonzalez (falecido em 1940), recentemente canonizado, e era também conhecido como “Marias dos Sacrários-Calvários”.
O objectivo primeiro desta obra é promover a adoração e o aperfeiçoamento espiritual de quantos a assumem, nomeadamente através da visita regular aos sacrários e ao Senhor que ali está e nunca deixa de escutar as súplicas e os louvores dos seus amigos visitantes. Como escreveu o seu fundador, trata-se de “procurar a agradável e fiel companhia ao abandono mais injusto, mais cruel, mais transcendente de todos os abandonos – o do Coração de Jesus nos seus Sacrários”.

JD, in Voz de Lamego, ano 87/33, n.º 4418, 27 de junho 2017

SACERDÓCIO E COMUNHÃO | Editorial Voz de Lamego | 27 de junho

A edição desta semana da Voz de Lamego dá grande destaque às Ordenações Sacerdotais que se aproximam rapidademente. O Pe. Joaquim Dionísio, nosso Diretor, faz eco deste acontecimento importante para a vida da Igreja, em particular da Igreja na Diocese de Lamego…

SACERDÓCIO E COMUNHÃO

No próximo domingo, primeiro de julho, a nossa diocese alegra-se com a ordenação sacerdotal dos três diáconos que o nosso jornal apresenta, nesta edição, aos nossos leitores. Em simultâneo, damos graças ao Senhor da Messe pelo dom da vocação e felicitamos estes jovens pela generosa resposta ao chamamento, o caminho percorrido e a decisão tomada.

A propósito, vale a pena recordar uma passagem que o Concílio Vaticano II dirigiu aos padres: “Os presbíteros, tirados dentre os homens e constituídos a favor dos homens nas coisas que se referem a Deus, para oferecerem dons e sacrifícios pelos pecados, convivem fraternalmente com os restantes homens” (PO 3).

No Antigo Testamento, o sacerdote é o “homem do sagrado”, separado dos irmãos. Uma separação que visa recordar-lhe que está ao serviço de Deus, o “totalmente Outro”. O sacerdote faz parte de uma tribo, a tribo de Levi, que não tem território e o sumo-sacerdote deve separar-se do povo para entrar sozinho no santuário.

O sacerdote (padre) do Novo Testamento é o homem da comunhão, o irmão sobre quem o último concílio insiste longamente no que respeita às suas relações com o bispo, com os outros padres e com todos os baptizados. Ele é o irmão, sinal de um Deus que quis incarnar-se, e o coração do seu ministério é a Eucaristia, mistério da união entre a humanidade e Deus. E toda a sua vida deve manifestar o essencial.

Os padres, tal como os demais cristãos, são chamados a não viverem para si próprios, mas a saberem, segundo as exigências da lei da caridade, colocar ao serviço dos outros os dons recebidos (cf. PO 6).

Rogando a Deus pelos esperados membros do nosso presbitério, felicitamos os futuros Padres Ângelo Santos, Diogo Rodrigues e Luís Rafael, a quem desejamos uma vivência plena e apaixonada da missão sacerdotal.

 

in Voz de Lamego, ano 87/33, n.º 4418, 27 de junho 2017