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Archive for Julho, 2017

Falecimento da Avó do Pe. Filipe Rosa

Deus, Pai de Infinita Misericórdia, chamou a Si a Sra. D. Margarida Pereira, avó do Pe. Filipe Pereira Rosa, Pároco de Poço do Canto, Fonte Longa, Paipenela e Ranhados; Diretor do Departamento da Catequese.

D. António Couto, Bispo de Lamego, em comunhão e em nome do Presbitério de Lamego, manifesta ao Pe. Filipe Rosa e aos seus familiares o seu pesar, unindo-se em oração, confiando a Deus a Sua vida.

Funeral: 1 de agosto | 15h30 | Igreja Matriz de Cambres.

Agradeçamos a Deus o dom da Sua vida e confiemo-la à Sua misericórdia eterna.

UM REPARO: PASSEIOS DE IDOSOS

Por estes dias, em muitas das nossas freguesias, os mais idosos são presenteados com um passeio/convívio. Aqui se louva a iniciativa e se pede que a mesma se diversifique, tornando-se um hábito anual e não apenas quando se aproximam eleições.

Num país em que tanto se faz, e bem, pelas gerações mais novas, se apoiam associações desportivas e culturais, se investe em foguetes e cartazes, etc, também é importante oferecer algo a quem as forças físicas já vão faltando e que, em muitos casos, só nestas alturas tem um dia de descanso, uma jornada diferente e uma oportunidade para conhecer outras terras e conviver com outras gentes. Por isso, parabéns às autarquias que há muito têm o dia do idoso e outras iniciativas do género.
Há alguns anos andou por aí um filme intitulado “Este país não é para velhos”. No entanto, fora das salas de cinema, continuam a encontrar-se situações onde aquele título não é descabido: nas estradas, quando a sua pouca velocidade trava gente apressada; na caixa de supermercado, quando os gestos mais lentos retardam o avanço; nas repartições públicas, quando a impaciência de alguns funcionários aparece diante das menores capacidades de quem não andou na escola; na passadeira, quando obrigam a parar condutores atrasados; à mesa, quando o mastigar devagar retarda o fim da refeição; quando repetem histórias já ouvidas; quando não ouvem e obrigam a que se repita; quando afastam os serviços da sua área de residência…
Os passeios são uma oportunidade, entre outras, para lhes agradecer e lhes mostrar que são importantes, acarinhados e centro de atenções. Sem eleitoralismo, é bom que existam e se ofereçam mais oportunidades destas aos nossos mais velhos, enquanto lhes restam algumas forças para saírem e desfrutarem um pouco do país que somos.

JD, in Voz de Lamego, ano 87/37, n.º 4422, 25 de julho 2017

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Convívios fraternos: ORAR … CAMINHAR … AMAR

Foi no passado sábado, dia 22 de julho, que alguns elementos dos Convívios Fraternos da nossa Diocese se levantaram bem cedo para realizarem uma peregrinação de Semitela à Lapa, num total de 13 km. A mesma foi orientada, segundo a Leitura: LC 24, 13 – 25, que nos convidava a refletir interiormente sobre Jesus que constantemente caminha ao nosso lado, nos dá liberdade para percebermos que o amor que Ele sente por cada um de nós nos torna livres para que possamos dizer “Fica connosco, Senhor” e que a experiência que fazemos na sua pessoa arde no íntimo do nosso coração enchendo-o de uma maneira única.

Durante o percurso houve ainda tempo para a partilha de experiências e meditação do terço, em que a cada mistério era feita uma prece, pedindo ao Pai que nos atendesse e enchesse o nosso coração com esperança e coragem para servir o outro, algo que muitas das vezes nos esquecemos. Quando chegamos ao Santuário, entramos para contemplar toda esta obra de Deus e rezar mais um pouco. Seguidamente, foi tempo de “ recarregar baterias” e saciar a nossa fome de forma a ter energia para o mini-concerto orante dos MC 16,15 que se revelou em mais um instrumento para louvar a Deus.

Para culminar, tivemos a Eucaristia, em que mais uma vez foi tempo para agradecer ao Senhor o dom da Vida e a recente ordenação deste novo sacerdote, o Luís Rafael Azevedo e a oportunidade para estarmos reunidos à Sua mesa e comungar do Seu Corpo e Sangue. Foi ainda um dia para lembrar todos os convívios, especialmente os da nossa Diocese e a renovação do nosso compromisso com Deus. Posto isto, foi tempo para uma calorosa despedida marcada como sempre pelos afectos e pela certeza que nunca caminhamos sozinhos nesta vida.

Cláudio Manuel, C.F.1321 (Cinfães), in Voz de Lamego, ano 87/37, n.º 4422, 25 de julho 2017

Lançamento do livro Retábulos na Diocese de Lamego

Teve lugar no passado sábado, dia 22 de Julho, o lançamento do livro Retábulos na Diocese de Lamego, resultante de uma parceria entre a Diocese de Lamego e a Universidade do Algarve. A obra de autoria de Francisco Lameira, Pedro Vasconcelos Cardoso e José João Loureiro, aborda a história e temática do retábulo na Diocese, com especial incidência entre os séculos XVI a XX.
O evento começou com uma visita guiada à capela de Nossa Senhora do Desterro, em Lamego, orientada por um dos co-autores do livro – Pedro Vasconcelos Cardoso. Aquando da análise formal daquele espaço, foi referida a possibilidade de se tratar de uma “obra de arte total”, conferida pelo conjunto de elementos constitutivos do interior daquele espaço, destacando-se a importância da talha na sua concepção.
Da capela, local de paramentação dos bispos de Lamego, seguiu-se para a Sé onde, este co-autor abordou, de novo, a temática dos retábulos, dando especial relevo à ideia da Mitra ser o principal introdutor das novidades da retabulística na Diocese, a par de alguns mosteiros da região. Esse facto é manifestado pela datação do altar-mor, ou do altar de São Miguel no transepto, ambos a comportarem-se como importantes introdutores na região do Tardobarroco e Rococó respectivamente. Seguiu-se uma outra intervenção, esta proferida por José João Loureiro, também co-autor do livro, que abordou a pintura do retábulo-mor da Sé. Nela falou sobre a atribuição da autoria da tela e do aspecto curioso de o pintor se ter feito retratar na mesma.
Posteriormente ocorreu o lançamento do livro Retábulos na Diocese de Lamego no auditório do Museu Diocesano, apresentado pelo Cónego José Paulo Leite de Abreu. Foi enaltecida a grande qualidade gráfica da edição, acrescida pela excelência dos registos fotográficos, e igualmente foram louvadas a clareza e sistematização dos conteúdos que, desta forma, se tornam acessíveis a qualquer indivíduo. A intervenção daquele Cónego pautou-se pela boa disposição sem deixar de referir os aspectos importantes que o livro levanta, quer para o estudo da história da arte do retábulo, quer para a investigação e conhecimentos de outras expressões da história da arte em geral.
Coube de seguida aos três autores do livro a vez de exporem algumas considerações sobre o percurso da obra, as principais novidades que levanta e agradecer a total colaboração da Diocese no processo de investigação, destacando-se o papel desempenhado pelo Pró-Vigário Geral no processo.
O Senhor Padre João Carlos Morgado, enquanto Pró-Vigário Geral e coordenador de todo o evento, presidiu à sessão, e, antes do encerramento, destacou a importância desta obra como um documento, ou registo global, que fica sobre o retábulo na Diocese de Lamego, tornando-se, a par de outras edições de importantes investigadores locais, uma obra de referência para o estudo da arte sacra da região.

in Voz de Lamego, ano 87/37, n.º 4422, 25 de julho 2017

Concerto Solidário – Mêda, 30 de julho de 2017

No próximo dia 30 de Julho, pelas 16 horas, na Casa Municipal da Cultura da cidade de Mêda. vai realizar-se um Concerto Solidário a favor das vítimas de Pedrogão Grande, Figueiró dos vinhos e Castanheira de Pêra.
do nosso Concelho e terá como intenção, homenagear as vítimas desta tragédia e angariar dinheiro para ajudar as populações afetadas por este incendio que devorou vidas e bens, na região Centro.
Pretendemos ainda com esta iniciativa, dar um pouco de conforto para aqueles que ficaram!… Transmitir uma energia positiva, para que as vítimas desta tragédia ganhem coragem, e “tenham esperança”.
Hoje são eles que precisam, amanhã, poderemos ser nós!…
Seja solidário, apareça e faça a diferença!..

in Voz de Lamego, ano 87/37, n.º 4422, 25 de julho 2017

PROIBIÇÃO: LAMENTO | Editorial Voz de Lamego | 25 de julho de 2017

Consta que o papa Francisco tem um letreiro na porta do seu quarto: “Proibido lamentar-se”. É a partir desta expressão que o Pe. Joaquim Dionísio, Diretor da Voz de Lamego, que nos faz refletir sobre vitimização e do lamento que não caminha…

PROIBIÇÃO: LAMENTO

Na porta que dá acesso ao gabinete papal, na Casa de Sta. Marta, foi afixado um papel com a frase “Proibido lamentar-se”, lembrando ainda que os transgressores ficam sujeitos à síndrome de vitimização e consequente diminuição do humor e da capacidade de resolver problemas.

Alguém mostrou a frase ao Papa Francisco que, com humor e sentido de oportunidade, a mandou guardar e afixar de maneira visível para quem o visita ou por ali passa. Certamente que a iniciativa não visa esconder ou simplificar os problemas, nem pretende atemorizar quantos se aproximam para partilhar algo menos agradável. Talvez provoque sorrisos e motive abordagens diferentes.

A lamentação é humana e pode resultar de algo menos conseguido, da privação, das escolhas, da observação, das falhas de alguém ou do próprio. Mas deve ser transitória. O mal não será queixar-se, mas ficar preso e teimar em não ver o bem ou possibilidade de mudança. Sem cair no optimismo vazio, talvez se possa evitar o negativismo ou o discurso derrotista dos “velhos do Restelo” que são sempre vencidos, porque nada tentam.
O convite papal visa retirar força e oportunidade aos “profissionais da queixa”, para quem ninguém escapa ou nada tem valor. O lamento contínuo só serve para aumentar a tristeza e afastar os outros. Ninguém quer ficar muito tempo junto de alguém que só teima nos defeitos, insiste nas derrotas ou desconhece a esperança. Como já em tempos aqui se escreveu, o mal não está no “fazer do luto”, mas no viver em permanente luto.

O Papa e todos os crentes terão sempre motivos para se lamentarem. Mas, por outro lado, não lhes faltarão razões para evitar a inutilidade do lamento. Não porque escondem a realidade, mas porque aceitaram, há muito, o convite de Deus para serem protagonistas na história.

in Voz de Lamego, ano 87/37, n.º 4422, 25 de julho 2017

Um reparo: ajudas

O incêndio que vitimou mais de sessenta pessoas e destruiu casas e outros bens de muitas famílias, em Pedrógão Grande, foi há um mês.

Desde a primeira hora se movimentaram indivíduos, grupos e instituições para socorrer os sobreviventes com bens de primeira necessidade. Como habitualmente acontece nestas situações, a partilha foi grande e a generosidade da população devolveu esperança e dignidade às vítimas.

Os apelos sucederam-se e as iniciativas juntaram quantias avultadas que, quando devidamente aplicadas, poderão minimizar as perdas sofridas. Os responsáveis políticos, desde cedo, prometeram ajudas e comprometeram-se a ser céleres na atribuição de verbas e no solucionar das dificuldades. Quantas vezes a diminuição dos procedimentos burocráticos já seria uma grande ajuda! Ler mais…