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Archive for Outubro, 2014

Exposição – CANCRO DA MAMA | Museu Diocesano | 19 a 24 de outubro

exposição

Decorreu de 19 a 24 de Outubro, no Museu Diocesano de Lamego, uma exposição fotográfica de onze mulheres, que surpreendidas pela temível doença, testemunham a sua história alicerçada na esperança, na coragem e na vontade de a superar.

Na sessão de abertura, às 21 horas de 18 de Outubro, estiveram presentes os seus mentores, Adelaide Sousa e Tracy Richardson, assim como uma das “Guerreiras”, natural de Lamego e que superou com sucesso esse inimigo silencioso. As entidades religiosas, civis e militares, estiveram também representadas.

Decorrida a primeira meia hora, em que as cerca de oitenta pessoas iam passando os olhos por cada uma das onze fotografias expostas e respectivos testemunhos, uma voz lírica, maravilhosa, silenciou o salão. Aos poucos, foi surgindo da sala contígua, em suas vestes medievais e encantando com seu canto, Filipa Taipina, que nos brindou com algumas melodias acompanhadas pela harpa que ela mesmo tangia.

Projectou-se de seguida, um pequeno documentário sobre estas mulheres “Guerreiras”, destacando-se em cada uma o sentimento e a atitude que as caracteriza. Anunciou-se em primeira mão, a publicação do livro “Mulheres Guerreiras – Histórias de Esperança, Coragem e Superação” de Adelaide Sousa e Tracy Richardson, para o dia 23 de Outubro.

Finda a apresentação, Adelaide Sousa tomou a palavra e mobilizou a atenção de todos os presentes, falando sem tabus sobre o cancro da mama que não escolhe idade nem sexo. Seu marido, Tracy Richardson, no uso da palavra, em Inglês, congratulou-se com a presença de muitos homens na sala, pois o cancro da mama não é exclusivo das mulheres, também vitima homens, embora em menor número.

A Lamecense Dra. Teresa Nunes, deu o seu testemunho e apelou aos presentes para a importância de uma permanente vigilância, pois quando menos se espera, somos surpreendidos, e o sucesso da cura tem a ver com a precocidade da detecção e tratamento.

Foi um acto essencialmente pedagógico, pois para além da mensagem de cada fotografia, os mentores e organizadores sensibilizaram os presentes para esta temática.

O senhor Presidente da Liga dos Amigos do Hospital de Lamego proferiu também algumas palavras de agradecimento a quantos se empenharam na concretização desta acção cívica.

Seguiu-se um “Porto de Honra” servido no átrio de entrada do Museu Diocesano que gentilmente cedeu as suas instalações para a realização deste evento.

A direcção da LAHL agradece reconhecidamente aos mentores e colaboradores que proporcionaram a realização desta actividade.

A Direcção, in VOZ DE LAMEGO, 28 de outubro de 2014, n.º 4286, ano 84/48

Conselho Diocesano | Movimento da Mensagem de Fátima (MMF)

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No passado sábado, 25 de novembro, decorreu no Seminário Maior de Lamego, o Conselho Diocesano do Movimento da Mensagem de Fátima da Diocese de Lamego.

Estiveram presentes trinta e cinco paróquias, algumas acompanhadas dos seus Assistentes. Aos senhores Padres presentes o nosso muito obrigado.

O Presidente Nacional do MMF, senhor Fragoso do Mar e o Assistente Nacional, senhor Padre Manuel Antunes, honraram-nos com a sua presença, dando a este Conselho a informação sempre atualizada e o incentivo de quem conhece e vive intensamente a Mensagem de Fátima.

Presidiu aos trabalhos o Assistente Diocesano, senhor Padre Vasco Pedrinho, que iniciou com a Oração de Laudes de Ação de Graças.

O tema para este ano Pastoral de 2014/2015 – “Santificados em Cristo”, foi inspirado na quarta Aparição de Nossa Senhora aos três pastorinhos. Nossa Senhora pede “ Rezai, rezai muito e fazei sacrifícios pelos pecadores, que vão muitas almas para o inferno por não haver quem se sacrifique e peça por elas”.

Todo o Homem nasceu para ser santo, podendo escolher livremente o seu caminho. Por isso, dizia-nos o Assistente Nacional: “A questão da santidade não é um privilégio de alguém, é um convite para todos”. Basta que vivamos a vida como um Dom de Deus.

Foram apresentadas as actividades do Plano Pastoral para este ano. São de realçar a Formação, Oração e Reparação. O trabalho do Movimento centra-se nas paróquias. Por isso, é tão importante a formação de grupos de ação paroquial. O Presidente Nacional deu algumas directrizes para que estes grupos funcionem. A reflexão mensal, feita a partir do Boletim, leva ao enriquecimento dos Mensageiros e ao encontro com o “outro” pelo trabalho nos vários campos de Apostolado.

Terminou-se o encontro com a vontade de trabalhar mais e melhor, levando à prática o pedido dirigido, pelo nosso Bispo, a toda a Diocese, na sua Carta Pastoral “ Ide e construí com Mais Amor a Família de Deus” para a santificação de todos.

O Secretariado Diocesano, in Voz de Lamego, 28 de outubro de 2014, n.º 4286, ano 84/48

CRER E PERTENCER | Editorial Voz de Lamego | 28 de outubro 2014

VL - 28 de outubro

Em vésperas da Solenidade de Todos os Santos e da Comemoração dos Fiéis Defuntos, com a visita aos cemitérios, o Jornal da Diocese, Voz de Lamego, traz à primeira página o tema da Santidade, como desafio, como caminho, para que a pessoa possa ser livre e responsável no mundo em que vive.

Para lá do tema principal, a última edição de outubro dá nota de notícias da região e da Igreja, com reflexões variadas, mas que no essencial nos envolve no compromisso com os outros e com o mundo, respiram fé e vida e escolhas e caminhos, apontam para os outros, para Deus e para Jesus Cristo, ajudam a alargar os horizontes da nossa mente e do nosso coração e da nossa militância cristã.

Saliente-se como informações: as matrículas de EMRC nas escolas da Diocese; a exposição sobre o Cancro que decorreu no Museu Diocesano de Lamego; o Conselho Diocesano do Movimento da Mensagem de Fátima (MMF); a Feira da Maça, em Armamar; a recolha de alimentos, pela Cruz Vermelha de Lamego; o 6.º Festival Gastronomia e Vinhos do Douro; a semana do Papa Francisco, com as diversas intervenções e mesnagens.

Para já, e como habitualmente, o ambiente da Voz de Lamego, com o Editorial:

CRER E PERTENCER

Há alguns anos, uma socióloga francesa, caracterizando a religiosidade do homem moderno, descrevia-o como um peregrino. Não no sentido que habitualmente damos a este termo – o estar a caminho de um espaço sagrado – mas entendendo esta peregrinação como caminhada errante, por entre os meandros das diferentes propostas que compõem o campo religioso.

No nosso ocidente, passada que está a hegemonia da “Cristandade”, quantas vezes nos chegam relatos de gente que vai deambulando em busca da novidade entre propostas diversas e que afirmam estar no caminho certo a cada nova adesão ou descoberta? Quantas vezes o percurso feito e a construção pessoal do “edifício da fé” não resulta de diferentes contributos que se apropriam de acordo com sensibilidades e circunstâncias?

Mas encontramos também quem se declare sem religião, embora afirme ter fé. Uma situação cada vez mais frequente e que o estudo da UCP sobre a religiosidade dos portugueses contabilizou. Sem negarem a fé num ser supremo, confessando sede de transcendência e de espiritualidade, cultivam uma autonomia que se traduz numa não pertença à religião institucionalizada.

No caso cristão, crer sem pertencer é sinónimo de não compromisso com a Igreja, assembleia convocada e reunida para celebrar, guardar e transmitir; é querer apresentar-se como crente, mas dispensando-se de formar um corpo. Por outro lado, pertencer sem acreditar e professar o depósito da fé é “estar por lá” sem ter consciência do que diz e celebra.

A missão eclesial de hoje e de sempre, assumida com fidelidade ao Senhor e concretizada com esforço pelas paróquias, grupos ou movimentos visa formar e educar na fé os que pelo Baptismo já pertencem, bem como manter a porta aberta, convidar, acolher e ajudar caminhar todos os que, como na Atenas de Paulo, crêem no Deus desconhecido.

Pe. Joaquim Dionísio, VOZ DE LAMEGO, 28 de outubro de 2014, n.º 4286, ano 84/48

EDUCAÇÃO | educar em sintonia

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Educar em sintonia

Para que a educação seja eficaz é necessário que o pai e a mãe eduquem os seus filhos em sintonia um com o outro. Isto requer, em primeiro lugar, muita sensibilidade. Se não se cultiva essa delicadeza, acaba-se por retirar a autoridade ao outro cônjuge quando se vê uma situação educacional de um modo diferente.

Os filhos, para serem bem-educados, necessitam de um pai e de uma mãe que se amem e se respeitem de verdade. Quando é fácil e quando é difícil. Quando tudo corre bem e quando ficam tensos por diferentes situações da própria vida.

E como notam os filhos que os seus pais se respeitam um ao outro? No modo como dialogam entre si e como sabem ceder em assuntos que não possuem especial importância. A confiança e a proximidade não podem fazer perder nunca o respeito ― primeira manifestação de um verdadeiro amor.

Os filhos têm de ser testemunhas de que os seus pais sabem ouvir-se um ao outro, falam com delicadeza e sem levantar a voz, não se retiram a autoridade mutuamente quando pensam de um modo diferente. E, ponto de capital importância, nunca discutem entre eles diante dos filhos.

A educação é uma arte e os pais não podem esquecer que não educam nunca sozinhos: têm de saber ouvir e respeitar a sensibilidade do outro progenitor que, por ser diferente, possui uma visão complementar da educação.

Os filhos necessitam das sensibilidades paterna e materna para crescerem sãos e confiantes. Alguém dizia que, quando chegam aos sete anos, os filhos ouvem do seu pai: «Sobe mais um degrau na tua vida». E, simultaneamente, ouvem da sua mãe: «Fá-lo com cuidado e não te aleijes». Os dois conselhos são importantes e complementares.

O carinho real que os filhos recebem dos seus pais deve ser uma sobreabundância do carinho que o pai e a mãe têm entre si. É desse carinho que eles procedem. E é esse carinho, em primeiro lugar, que os faz sentir seguros.

Resumindo: os pais devem educar-se a si mesmos e educar-se entre si para poderem educar os seus filhos em sintonia e com verdadeira eficácia.

 

Pe. Rodrigo Lynce de Faria, in VOZ DE LAMEGO, 21 de outubro de 2014, n.º 4285, ano 84/47

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BEATO PAULO VI: A IGREJA AO SERVIÇO DA HUMANIDADE

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No passado domingo, em Roma, a Igreja beatificou o Papa Paulo VI. Sucedendo a João XXIII, que convocara o último Concílio, coube a Paulo VI conclui-lo e, mais difícil ainda, pô-lo em prática. Para muitos dos nossos leitores, este Papa é recordado com alegria, lembrando a sua vinda a Fátima (1967) ou as suas viagens (esteve nos cinco continentes). Outros o recordarão como alguém que, depois das expectativas decorrentes da novidade conciliar, protagonizou ensinamentos e decisões que pareceram anular tal abertura.

Homem do mundo

Todos nós olhamos para as viagens papais como algo normal, mas é importante dizer que Paulo VI foi o primeiro Papa a apanhar o avião para ir ao encontro do mundo. A audácia papal permitiu-lhe olhar o mundo tal como era realmente e não apenas a partir da Igreja. Um mundo que se transforma continuamente e que se apresenta com as suas conquistas, os seus riscos e as suas oportunidades.

Entre os gestos de Paulo VI, destaque para a sua visita às Nações Unidas. Em pleno Concílio, num tempo em que as viagens eram mais cansativas e demoradas, apanha o avião em Roma e, numa viagem relâmpago, vai até aos Estados Unidos da América e permanece 13 horas em Nova Iorque, discursando para o mundo na Assembleia das Nações Unidas. Uma breve presença marcada por um discurso ouvido com atenção e que serviu, também, para apresentar a Igreja como instituição “perita em humanidade”, companheira na caminhada, não apenas para estipular regras, mas também para partilhar os debates, os diálogos e as dificuldades da transformação do mundo.

A acção de Paulo VI pretende mostrar uma Igreja que não se limita a pregar uma espiritualidade desincarnada, mas implicada nas transformações da sociedade. Como uma instância de diálogo e não uma instância dominadora que julga, em diálogo e, em certa medida, ao serviço do mundo.

Homem do diálogo

Um dos seus conselheiros, o filósofo francês Jean Guitton, aconselhou a escrever uma Encíclica sobre a “verdade”, mas Paulo VI ofereceu ao mundo, no dia 06 de Agosto de 1964, a Encíclica “Ecclesiam Suam”, onde o Papa mostra uma Igreja que aprofunda a consciência que tem de si mesma e uma Igreja que se oferece ao mundo no diálogo.

Diante de um mundo que se afastava de Deus e da fé, encara a abertura da Igreja como forma de se aproximar dos que não crêem e dos que não confiam no discurso eclesial. E é esta mesma disposição para o diálogo e para a importância de saber estar no mundo que marca o último grande documento conciliar, a constituição Gaudium et Spes.

Neste particular, será importante também referir o singular encontro de Paulo VI com o Patriarca Atenágoras, em Jerusalém, há 50 anos. Uma data assinalada pelo Papa Francisco na sua recente viagem a Israel. Em perspectiva, o diálogo ecuménico, procurando reencontrar a unidade eclesial perdida e sempre desejada.

O espírito contestatário do Maio de 68 que, entretanto, chega a todo o lado exigiu-lhe perseverança, mas também decisões difíceis, nem sempre bem acolhidas. Os que com ele conviveram mais de perto dizem que sofreu por não ter sido compreendido, ao testemunhar as derivas, as caricaturas até, da abertura da Igreja diante do mundo.

Homem do concílio

Eleito quando o Concílio já tinha concretizado a sua primeira sessão, foi grande o seu papel na concretização e conclusão do mesmo. Morrera aquele que o convocara e instalara- se um certo desânimo perante o ritmo e a aparente indecisão quanto ao rumo a seguir. O aparecimento de Paulo VI imprime novo ardor e as suas orientações revelam-se preponderantes para o avançar e concluir dos trabalhos conciliares.

Todos são unânimes em aceitar a grande influência de Paulo VI em documentos conciliares fundamentais como são Lumen Gentium e, em particular, Gaudium et Spes. Este último mostra o compromisso da Igreja na sociedade, num diálogo desejado e permanente, e é, certamente, muito devedor da acção e ensinamento de Paulo VI, cuja visão sobre o assunto já havia sido apresentada na sua primeira encíclica.

Não restam dúvidas de que o concílio, reunião de todos os bispos, foi inspirado e assistido pelo Espírito, mas também sabemos como é fundamental a abertura humana para que o divino se manifeste e d’Ele seja instrumento. Num encontro com tão grande diversidade de personalidades, culturas e sensibilidades há um mesmo Espírito, mas há também necessidade de estabelecer linhas de actuação e consensos. Porque a história desta reunião magna não se resume aos dezasseis documentos aprovados e difundidos. Há também uma história intelectual dos bispos presentes, marcados por uma mentalidade e por uma formação bastante clássicas e que, graças ao contributo de especialistas e teólogos, se alterou e caminhou de encontro a uma sociedade em mudança.

in VOZ DE LAMEGO, 21 de outubro de 2014, n.º 4285, ano 84/47

SÍNODO DOS BISPOS: sem consenso sobre divorciados e homossexuais

Opening of the Extraordinary Family Synod

Assembleia falha consenso sobre divorciados e homossexuais

SÍNODO DOS BISPOS

O Vaticano apresentou o relatório final da assembleia extraordinária do Sínodo dos Bispos que debateu os temas da família, no qual sublinha a “verdade” da indissolubilidade do casamento, recusando outros tipos de união. O documento refere que o único “vínculo nupcial” na Igreja Católica é o sacramento do Matrimónio e que “qualquer rutura do mesmo é contra a vontade de Deus”.

O Sínodo assume a necessidade de “discernir os caminhos para renovar a Igreja e a sociedade no seu compromisso pela Igreja fundada sobre o matrimónio”, a “união indissolúvel entre o homem e a mulher”.

Os participantes sustentam que “os grandes valores do matrimónio e da família cristã” são a resposta aos anseios da existência humana face ao “individualismo” e “hedonismo”.

Debate aberto

O documento sintetiza as duas semanas de debate, com intervenções em sessões gerais e discussões em grupos linguísticos em que se discutiu muito a relação entre doutrina e misericórdia.

Jesus, “colocou em prática a doutrina ensinada, manifestando assim o verdadeiro significado da misericórdia”, pode ler-se, antes de se referir que “a maior misericórdia é dizer a verdade com amor”.

A reflexão sobre casamentos civis, divorciados e recasados na Igreja deixa uma mensagem de “amor” para com a “pessoa pecadora” e diz que esta participa “de forma incompleta” na vida eclesial. “Trata-se de acolher e acompanhar estas pessoas com paciência e delicadeza”, pode ler-se.

A caminho do consenso

O documento retoma as observações sobre a necessidade de fazer “escolhas pastorais corajosas” na ação da Igreja junto das “famílias feridas”, em particular junto de quem “viveu injustamente” a separação e o divórcio.

O relatório final do Sínodo de 2014 foi votado ponto a ponto, em cada um dos seus 62 números, que reuniu 470 propostas dos chamados ‘círculos menores’.

As votações sobre cada número foram divulgadas pelo Vaticano, por decisão do Papa, revelando que os parágrafos 52 (acesso dos divorciados recasados à Comunhão), 53 (comunhão espiritual a divorciados) e 55 (homossexuais) não chegaram a uma maioria de dois terços dos 183 padres sinodais presentes; o parágrafo 41 (matrimónios civis e uniões de facto) mereceu 54 votos contra.

Em relação ao acesso à Comunhão e à Penitência pelos divorciados em segunda união, tema sobre o qual se gerou divisão entre os participantes, alguns “argumentaram em favor da disciplina atual [que impede o acesso aos sacramentos]” e outros propõem um “acolhimento não-generalizado”. Este foi o ponto em que houve mais votos contra (74), no qual se pede que seja aprofundada a questão, “tendo presente a distinção entre situação objetiva de pecado e circunstâncias atenuantes”.

O texto apresenta dois números sobre a situação dos homossexuais, com críticas às “pressões” sobre os membros da Igreja por causa da sua doutrina nesta matéria e às leis que instituem uniões entre pessoas do mesmo sexo. 62 pessoas votaram contra um número no qual se afirma que “os homens e as mulheres com tendências homossexuais devem ser acolhidos com respeito e delicadeza”.

O relatório do Sínodo alude ainda às propostas para tornar “mais acessíveis e ágeis”, de preferência “gratuitos”, os procedimentos para o reconhecimento de casos de nulidade matrimonial, realçando que alguns participantes se mostraram “contrários” a mudanças.

Os vários pontos apelam à valorização dos métodos naturais de planeamento natural e da adoção, condenando a mentalidade “antinatalista”; recordam a reflexão sobre a família nos documentos da Igreja e pedem liberdade de educação para os pais.

Encontro marcado

Após a apresentação do texto citado, o porta-voz do Vaticano, padre Federico Lombardi, sublinhou que este não é um documento “doutrinal” e que vai servir de base para a preparação da assembleia geral ordinária do Sínodo dos Bispos, em outubro de 2015.

A 14ª Assembleia Geral ordinária do Sínodo dos Bispos vai decorrer de 4 a 25 de outubro de 2015, com o tema «A vocação e a missão da família na Igreja, no mundo contemporâneo».

 

in VOZ DE LAMEGO, 21 de outubro de 2014, n.º 4285, ano 84/47

D. António dedica o altar da Igreja de São Tiago de Leomil

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Sede sempre alegres. Orai sem cessar. Em tudo dai graças. Esta é, de facto, a vontade de Deus a vosso respeito.” 1 Ts 5 16-18

Foi neste espírito que a comunidade paroquial de São Tiago de Leomil viveu um dia grande no passado domingo, 12 de Outubro. As ruas e a Igreja, os fiéis e seus párocos, vestiram-se de festa para a Dedicação do altar da Igreja e para acompanhar oito jovens que receberam o Sacramento da Confirmação.

A unção com o Santo Crisma dos jovens do 10ºano de catequese que se empenharam e prepararam para dar o seu sim e renová-lo todos os dias era, por si só, motivo de grande júbilo.

Mas o dia tornou-se ainda mais belo porque foram inauguradas e benzidas as obras da Igreja, dedicado o seu altar e benzido o ambão. É destas fontes de vida eterna e de felicidade, da palavra e do pão, que a comunidade quersaborear, viver e partilhar.

A celebração eucarística presidida por sua excelência reverendíssima Dom António, concelebrada pelos reverendíssimos Vigário Geral, pró Vigário Geral, arcipreste, bem como pelos párocos de São Tiago de Leomil e por sacerdotes que quiseram partilhar esta alegria, foi um hino profundo de Acão de Graças ao Senhor por tão grande benefício. Solenizada pelo canto das crianças da catequese, a oração subiu como incenso para o nosso Deus que se baixou e para nós olhou, como humildes servos, e connosco tomou parte, comungando do nosso júbilo.

Proferida a homília e de traje nupcial revestidos, acompanhámos a dedicação do altar com o óleo do crisma para que nele e sobre ele esteja o próprio Cristo. A mesma unção não apenas reveste mas entra e integra o coração e a mente de cada jovem crismado, no desejo ardente de se configurar à pessoa de Jesus Cristo.

No final da celebração, os párocos agradeceram a cada pessoa que fez desta obra sua, sendo projeto, anseio e objetivo de todos.

A participação de tantos, incluindo dos nossos irmãos evangélicos batistas, mostra uma Igreja viva e peregrina por terras de Deus, protegida pela forte intercessão de São Tiago, apostados em construir e instaurar, aqui e agora, o reino dos Céus.

Texto: os Párocos | Fotos: Cristina Centeio,

in VOZ DE LAMEGO, n.º 4285, de 21 de outubro de 2014