Paróquia de Almacave | Oração pela Paz na Síria

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Vigília de Oração pela paz na Síria

Uma noite calma. Uma cidade segura. Uma igreja, a Igreja de Almacave, a transbordar de uma energia contagiante, a energia que irradia de Jesus Cristo e que a todos irmana no mesmo Amor, o Amor ao Senhor e o Amor a todos aqueles que são nossos irmãos em Deus. Muitos jovens, um numeroso grupo de jovens, o Grupo Almacave Jovem, a que se uniram outros jovens vindos de outras Paróquias. Quiseram estar juntos, unidos na oração, rezando por todos os que sofrem por causa da guerra, em especial na Síria. Na sua segurança, na sua comodidade, unindo-se ao apelo do Papa Francisco, estes jovens não esquecem aqueles que não podem ter noite calmas nem seguras, pela intromissão permanente da guerra e dos horrores que a mesma traz à vida daqueles a quem a mesma é imposta. Sabem que só Deus poderá penetrar no coração dos homens, em especial daqueles que têm responsabilidades na condução das nações e dos povos, para que “olhem para o outro como um irmão e assumam com coragem e decisão o caminho do encontro e da negociação”. Nas preces da comunidade orante, não foram esquecidos os refugiados, em especial as crianças, para que o Senhor faça com que “os governos do mundo saibam olhar com misericórdia este povo torturado”. Os jovens saíram confiantes de que Deus, na sua infinita bondade e misericórdia, atenderá as orações de toda a Igreja e fará descer sobre a Síria a paz, de que tanto precisa. “Dá a paz Deus, dá a paz ò Cristo aos nossos dias”

Esta Vigília de Oração pela paz na Síria seguiu o ritmo da Oração de Taizé. É um tempo de oração, de muito recolhimento, de leitura bíblica, de meditação, de preces, em que os cânticos, repetidos para penetrar profundamente na mente e no coração, assumem o fio condutor na procura de Deus e dos caminhos da nossa vida para Ele. A Oração de Taizé é da responsabilidade do Grupo Almacave Jovem.

Este Encontro acontece todos os meses, no terceiro sábado, a partir das vinte e trinta horas. A Paróquia de Almacave e o Grupo Almacave Jovem convidam à participação de todos na Oração de Taizé.

M.R., in Voz de Lamego, ano 86/43, n.º 4379, 20 de setembro de 2016

Doutoramento do Padre José Fernando Mendes

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No dia 12 de Setembro de 2016, pelas 11 horas, o senhor padre José Fernando Duarte Mendes, pároco da Penajóia apresentou a sua Tese de doutoramento no INSTITUTO DE BIOÉTICA, Universidade Católica do Porto. A tese defendida teve como tema “LARES DE IDOSOS Perspectiva Bioética da Pastoral da Saúde”. Foi elaborada sob a orientação do Doutor P. António Jácomo e Monsenhor Vitor Feytor Pinto. Na defesa da tese estiveram presentes, para além da sua família, o Senhor Bispo de Lamego, D. António Couto, o senhor Bispo D. Jacinto, bispo emérito da mesma diocese,  o senhor vigário geral, alguns sacerdotes, um número significativo  de paroquianos e alguns amigos.

Fomos elucidados sobre diversos pontos de convergência da Pastoral da Saúde e da Bioética salientando e sublinhando  que a pessoa idosa é digna de respeito e mercedora de atenção e preocupação por parte de todos os envolvidos procurando promover a saúde e a vida no seu todo. Família, instituições de solidariedade social e todos os seus  colaboradores e a sociedade em geral não se devem nunca demitir da sua responsabilidade social de cuidar e defender a dignidade de cada pessoa, particularmente da pessoa idosa.

Falou-nos na necessidade de promover o respeito pela dimensão espiritual e religiosa da pessoa idosa, reforçando o papel Pastoral da Saúde na humanização, evangelização e sacramentalização. Deverá apostar-se numa Pastoral da Saúde que revele uma nova e saudável imagem da Igreja, não reduzindo  a Pastoral da Saúde e a Bioética à terceira idade, mas projectando e abrindo caminhos para uma Pastoral mais abrangente e alargada.

Depois de uma brilhante  apresentação  do seu  trabalho o doutorando brindou-nos com uma espécie de resumo do tema abordado recorrendo a uma citação do nosso querido papa Francisco no que concerne aos idosos: “ enquanto somos jovens, somos levados a ignorar a velhice, como se fosse uma enfermidade da qual nos devemos manter à distância; depois, quando envelhecemos experimentamos as lacunas de uma sociedade programada sobre a eficácia, que consequentemente ignora os idosos. Mas os idosos são uma riqueza, não podem ser ignorados!” (Francisco, 4 de março 2015)

Depois de ter respondido às questões colocadas pelos arguentes presentes na mesa os orientadores da tese deram também a sua opinião sobre o trabalho elogiando o tema escolhido e o seu desenvolvimento e elaboração final. Saímos do auditório enquanto o júri reuniu e passados dez minutos fomos chamados para ouvir o resultado da prestação de provas. O novo doutor obteve a excelente nota de 18 valores magna cum laude. Parabéns ao padre Doutor José Fernando Duarte Mendes pelo seu contributo para o desenvolvimento da ciência e da promoção da pessoa idosa.

Liliana Silva, in Voz de Lamego, ano 86/43, n.º 4379, 20 de setembro de 2016

Centenário do regresso dos Padres Franciscanos a Lamego

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No próximo dia 4 de outubro, a Província Portuguesa da Ordem Franciscana vai celebrar em festa o Centenário do regresso dos Frades Franciscanos a Lamego, depois da República. A presença franciscana em Lamego remonta aos meados do século XIII, mais precisamente em 1256, ano em que as Irmãs Clarissas aqui se instalaram.

Em 1271 partiram para Santarém, dando lugar aos Frades Menores, que já viviam no Retiro de Fafel. A partir dessa data, até 1834, a Comunidade Franciscana, sacerdotes e leigos, foi crescendo, espalhando a semente do Evangelho por terras lamecenses, sempre vestidos de muita humildade. Com a chegada da República, os Frades foram expulsos do Convento e só puderam regressar em outubro de 1916.

Já passaram 100 anos, e é momento propício para fazer memória da vida e ação dos Franciscanos nesta zona nortenha de Portugal. Terá o seguinte Programa:

PROGRAMA | 4 de outubro

18h00 –  Eucaristia Solene na igreja de S. Francisco, presidida pelo Bispo da Diocese D. António Couto.

19h00 – Visita ao antigo Convento de S. Francisco – Messe dos Sargentos – reservada às autoridades civis, religiosas e restantes convidados, seguindo-se o jantar-convívio e um breve testemunho proferido pelo insigne lamecense Fr. Isidro Pereira Lamelas, sobre a “Vida e Ação dos Franciscanos em Lamego”.

in Voz de Lamego, ano 86/43, n.º 4379, 20 de setembro de 2016

Aniversário da Ordenação Episcopal de D. António Couto

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D. António José da Rocha Couto, foi ordenado Bispo no dia 23 de setembro de 2007, em Cucujães, pelo que nos unimos em oração e com amizade de Lhe desejamos uma pastoreio profícuo, para que através do Seu ministério à Igreja de Lamego se sinta lamecense, se sinta irmão em Cristo, seja alegre servidor desta vinha e que encontrem sempre a motivação para viver e anunciar o Evangelho de Jesus Cristo. Deus o abençoe e proteja, e lhe conceda a ousadia e a sabedoria para continuar a ser Apóstolo da Palavra de Deus, mensageiro da esperança, profeta de tempos sempre novos apoiados na novidade de Jesus Cristo.

D. António José da Rocha Couto

Data Nascimento: 18 de abril de 1952.

Naturalidade: Vila Boa do Bispo, Marco de Canaveses, Porto

Ordenação Sacerdotal: 3 de dezembro de 1980, em Cucujães.

Nomeação episcopal: 6 de julho de 2007, para Bispo Auxiliar de Braga.

Ordenação Episcopal: 23 de setembro de 2007, no Seminário das Missões, Cucujães, Oliveira de Azeméis.

Nomeação para Bispo de Lamego: 19 de novembro de 2011.

Tomada de Posse: 29 de janeiro de 2012.

Blogue de D. António Couto: www.mesadepalavras.wordpress.com

Para outros dados sobre D. António Couto,

visitar página oficial da Diocese de Lamego: www.diocese-lamego.ptAQUI.

Curso de Direito Canónico: A REFORMA DO PROCESSO MATRIMONIAL

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Com cerca de setenta participantes, realizou-se em Fátima, de 7 a 10 de Setembro de 2016, o Curso de Direito canónico A Reforma do Processo Matrimonial, organizado pela Associação Portuguesa de Canonistas (APC). Foi Coordenador do Curso o Pe. Dr. Manuel Joaquim da Rocha, Vigário judicial de Aveiro e Presidente da Direcção da APC.

No primeiro dia, as sessões estiveram a cargo do Prof. Federico Aznar, desde 1981 professor da Faculdade de Direito Canónico da Pontifícia Universidade de Salamanca. Este sacerdote foi professor de várias gerações de canonistas portugueses, pelo que a sua presença durante todo o Curso foi motivo de agradáveis reencontros e ocasião de trocas de impressões variadas e proveitosas.

Na conferência de abertura, o Prof. Aznar referiu-se aos recentes Sínodos dos Bispos sobre a Família e sua influência na reforma do processo matrimonial, protagonizada para a Igreja latina pelo motu proprio “Mitis Iudex Dominus Iesus” do Papa Francisco, de 15-VIII-2015.

As duas seguintes conferências versaram sobre um tema de direito penal canónico, O delito contra o sexto mandamento do Decálogo cometido por um clérigo contra um menor, primeiro os aspectos substantivos e depois os aspectos processuais.

A quarta conferência do Prof. Aznar tocou um tema que no nosso país parece afectar a vida das Misericórdias, Pessoas canónicas públicas e bens temporais.

O segundo dia foi dedicado ao estudo do citado motu proprio, que entrou em vigor em 8-XII-2015. Para este efeito, esteve no Curso Mons. Mário Rui Oliveira, actualmente chanceler do Supremo Tribunal da Assinatura Apostólica. Em duas sessões tratou, respectivamente, do Novo processo matrimonial canónico e da Reforma do processo matrimonial à luz dos princípios gerais do processo canónico.

O processo mais breve diante do Bispo foi o tema da exposição do Coordenador Pe. Manuel Joaquim da Rocha, enquanto o Pe. José Alfredo Patrício, Defensor do vínculo do Tribunal Interdiocesano de Vila Real abordou as Regras de procedimento nas causas de nulidade matrimonial.

Que impressões profundas podem ter deixado estas exposições no espírito dos participantes, entre os quais se contavam vigários judiciais e juízes eclesiásticos, professores de direito canónico e de direito civil, advogados civis e párocos e um Bispo?

Além do maior conhecimento das normas em vigor e das questões que traz a sua aplicação aos problemas que se pretende resolver acertadamente (aequitative), penso – salvo melhor opinião – que foram muito salutares para a compreensão do direito canónico, não como uma imposição abstracta do poder eclesiástico, mas como um instrumento necessário ao serviço da justiça na Igreja (aspecto pastoral). Daí que a formulação das suas normas, além de procederem da autoridade legítima, devam estar adequadas ao bem da Igreja no tempo e no espaço, para o que é importante a experiência pastoral da autoridade com os seus conselhos (quaedam rationis ordinatio ad bonum commune, ab eo qui curam communitatis habet, promulgata S. Th., I-IIae, q. 90, a.4). Naturalmente, o direito canónico terá de estar sempre em sintonia com o direito divino (natural e revelado), para poder ser “uma norma racional ordenada ao bem comum”.

Em consequência, o direito canónico – quer as normas promulgadas, quer a sua aplicação aos casos concretos – é sempre perfectível, dependendo das situações reais da Igreja local no tempo. Para isso, requer-se um sentido apurado e prudente da pastoral, próprio dos pastores e dos agentes canonistas. Recorde-se que, para este efeito, os Bispos diocesanos têm a faculdade reconhecida pelo actual Código de dispensarem das leis disciplinares dadas para a Igreja universal (cân. 87).

Deste modo, respeitando sempre o direito divino (natural e revelado) e interpretando equitativamente o direito eclesiástico, a autoridade eclesiástica tem todos os meios para resolver acertadamente os problemas que surjam, sem se sentir limitada pelas normas existentes.

No último dia do Curso, foram tratados dois temas de alcance particular no nosso país: Centros Sociais e Paroquiais, pelo Cón. Álvaro Bizarro, Ecónomo do Patriarcado de Lisboa, e Misericórdias: aspectos jurídicos, pelo Cons. José Joaquim Almeida Lopes, juiz eclesiástico do Porto e Vice-Presidente da APC. Ambas as exposições foram seguidas com muito interesse, pois de alguma maneira afectavam a muitos participantes.

Todas as sessões foram muito concorridas, mesmo as do último dia. De salientar a excelente organização do Secretário do Curso, Pe. Daniel Rodrigues, coadjuvado por Maria Benvinda Palma Rios.

Como já é habitual, foi animadora a presença de três canonistas do Brasil e dois de Angola.

A Associação Portuguesa de Canonistas, fundada em 23 de Fevereiro de 1990, contava no final de 2015 com 187 sócios, entre canonistas, juristas civis e pessoas de outra formação. O endereço electrónico da APC é info@apcanonistas.org e a sua página na Internet é http://www. apcanonistas.org.

Miguel Falcão, in Voz de Lamego, ano 86/43, n.º 4379, 20 de setembro de 2016

MMF – Peregrinação ao Santuário de Nossa Senhora da Lapa

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MOVIMENTO DA MENSAGEM DE FÁTIMA

O Movimento da Mensagem de Fátima vai realizar a sua Peregrinação Diocesana ao Santuário de Nossa Senhora da Lapa, no dia 8 de outubro do ano em curso.

Todos são bem-vindos. Venham e tragam a vossa família e amigos. Este ano, teremos ainda a possibilidade de terminar o Ano Jubilar da Misericórdia passando a Porta Santa aberta neste Santuário e, assim nos prepararmos melhor para o ano da comemoração do Centenário das Aparições de Nossa Senhora, em Fátima.

Esperamos por vós junto de Nossa Senhora da Lapa.

Programa da Peregrinação

8h00 – Acolhimento

8h30 – Confissões

9h15 – Saudação a Nossa Senhora

10h00 – Caminhada com oração

11h00 – Celebração da Eucaristia

12h30 – Almoço (farnel)

14h00 – Assembleia nos claustros do colégio

15h15 – Adoração Eucarística no Santuário

16h00 – Despedida

O Secretariado Diocesano, in Voz de Lamego, ano 86/43, n.º 4379, 20 de setembro de 2016

O Seminário de Resende por terras de Mêda

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Na passada quarta feira o Seminário Menor de Resende abriu as suas portas para acolher os 8 seminaristas que este ano nele ingressaram para mais um ano letivo. Neste sentido começamos também a pôr em prática o nosso programa anual de atividades. Nele fazem parte algumas iniciativas de ação de promoção vocacional como por exemplo a nossa passagem por algumas paróquias que nos vão convidando.

Com estas idas às paróquias temos como objetivo ir ao encontro das comunidades paroquiais para levarmos o Seminário até às pessoas e responsabilizamos as pessoas pelo Seminário. Também vamos ao encontro dos jovens e crianças das nossas paróquias, podendo desta forma, falar do Seminário, convida-los a ir conhecer e quem sabe até, a colocarem como futuro a questão vocacional.

Neste domingo, juntamente com o Senhor Vice-Reitor fomos às paróquias de Fonte Longa, Poço do Canto, Ranhados e Paipenela, ao cuidado do Rev. Padre Filipe Rosa, na zona pastoral de Mêda.

Nas celebrações tivemos a possibilidade de cantar, proclamar a Palavra de Deus, acolitar e ainda dar o nosso testemunho vocacional. No fim das celebrações, almoçámos e regressamos ao Seminário.

Agradecemos ao senhor Padre Filipe Rosa pelo convite e desde já mostramos a nossa disponibilidade para irmos às comunidades paroquiais da nossa Diocese.

João Patrício, 11º ano,

in Voz de Lamego, ano 86/43, n.º 4379, 20 de setembro de 2016