ORDENAÇÃO – DIÁCONO | Editorial Voz de Lamego | 21 de novembro

ORDENAÇÃO – DIÁCONO

No próximo domingo, 26 de novembro, encerramos o ano litúrgico em curso, com a solenidade de Nosso Senhor Jesus Cristo Rei do Universo.

Na nossa diocese, a data é também marcada pelo assinalar de mais um aniversário da dedicação da igreja catedral (21 de novembro).

Mas este dia festivo será ainda enriquecido com a ordenação diaconal de um jovem que terminou há poucos meses a sua caminhada no Seminário e vive agora o seu estágio pastoral, o Vitor Manuel Teixeira Carreira. Natural de Queimadela, Armamar, deixou-nos um texto antes de partir para Avessadas, Marco de Canavezes, onde, por estes dias, está em retiro espiritual, acompanhado pelos padres Carmelitas.

Com alegria, esperamos testemunhar a sua ordenação presbiteral no primeiro domingo de julho de 2018. Até lá, caminharemos com ele e por ele rezaremos ao Senhor da Messe, para que o proteja e abençoe na vivência do seu sacerdócio e no cumprimento da sua vida.

A ordenação é sempre um momento de festa para a Igreja e o acontecimento deve ser anunciado e vivido com alegria por toda a comunidade que testemunha a entrega generosa de uma vida à causa do Evangelho e da humanidade. Porque toda a ordenação visa sempre testemunhar Jesus Cristo para a salvação de todos.

Mais do que lamentar a diminuição do número de ordinandos, importa enaltecer a prontidão de quem responde ao chamamento e a disponibilidade generosa para ser enviado a servir no mundo. Não sabemos como será o futuro nem se teremos muitas ou poucas ordenações; sabemos que não estamos sós e confiamos na providência divina para os dias que virão e para iluminar a Igreja no encontrar de soluções.

Por agora, felicitamos o Vitor pela sua decisão e juntamo-nos a todos quantos se alegram com a sua ordenação.

Pe. Joaquim Dionísio, in Voz de Lamego, ano 87/51, n.º 4437, 21 de novembro de 2017

UM REPARO: talvez

A conhecida e muito divulgada cimeira tecnológica voltou a Lisboa, arrastando multidões, enchendo bares e hotéis e divulgando a cidade anfitriã. Em ambiente festivo e descontraído, ali se juntam especialistas, individualmente ou em grupo, que querem mostrar e vender produtos, bem como os empreendedores em busca de bons investimentos. Eis um evento mundial que arrasta muita gente e com repercussões na vida de milhões.

Não restam dúvidas sobre a sua oportunidade, nem se negam os benefícios que as novas realidades tecnológicas conferem à vida da humanidade que deles pode usufruir. Contudo, tal desenvolvimento, trazendo conforto e proveito, também apresenta riscos, nomeadamente para o mundo laboral.

O aparecimento de novas soluções tecnológicas vai tomando conta de muitos postos de trabalho e assim vai continuar. Há lugares extintos e profissões que, embora muito conceituadas nestes dias e segundo os estudiosos, correm sérios riscos de virem a desaparecer nos próximos anos, já que as máquinas poderão substituir os humanos nessas tarefas.

Talvez o futuro traga, também, novas profissões que permitam criar novos postos de trabalho.

Talvez reste ao homem mais tempo para contemplar e usufruir, em vez de transformar e produzir.

Talvez avance definitivamente a ideia de um rendimento de subsistência garantido que liberte do trabalho e garanta meios para consumir o que as máquinas produzem.

Talvez venhamos a contemplar um ser humano mais desocupado, o que pode não ser sinónimo de mais realizado.

Talvez se testemunhe mais solidão e mais depressões provocadas pela perda de sentido e pela ausência de razões para continuar.

Talvez se acentuem as desigualdades entre uns poucos que dominam e a maioria que luta para sobreviver.

Talvez as novidades tecnológicas permitam sonhar com um progresso contínuo, sem que tal signifique sempre um real avanço para a realização humana…

JD, in Voz de Lamego, ano 87/50, n.º 4436, 14 de novembro de 2017

Eucaristia pelos benfeitores do Centro Diocesano de Promoção Social

“Em Vida, Irmão, em Vida”

Honrando o nosso princípio católico, o Centro Diocesano de Promoção Social, no passado dia 6 de novembro, juntou todas as suas respostas sociais, na tradicional Eucaristia pelos Benfeitores da Instituição.

Ao longo destas cinco décadas de existência, foram muitos os que por nós passaram, uns passageiramente, outros, à instituição, dedicaram toda a sua vida. Alguns ainda estão entre nós, outros já partiram. Não sendo possível nomear cada um deles, celebrámos a memória dos muitos colaboradores, professores, alunos e dirigentes, que fizeram do CDPS o que é hoje, uma instituição de referência, alargada a vários setores da comunidade, desde as crianças, passando pelos jovens até aos idosos. De modo mais particular, lembrámos neste momento de partilha, o nosso fundador, Monsenhor Ilídio Fernandes, o empreendedor, aquele que plantou a semente e transformou a ideia em realidade. A essência do CDPS é a ele que a devemos, ao homem, que no seu tempo, sonhou para lá dos horizontes estipulados. Outra memória presente foi a de D. António Francisco dos Santos, também ele presidiu aos destinos da nossa instituição. Foi o unificador. Os valores de solidariedade, bondade e partilha, base da nossa fundação, foram amplamente difundidos por si, em todas as suas ações. Ler mais…

Mensagem do Papa Francisco para o Dia Mundial do Pobre 2017

(XXXIII Domingo do Tempo Comum – 19 de novembro de 2017)

 

  1. «Meus filhinhos, não amemos com palavras nem com a boca, mas com obras e com verdade» (1 Jo 3, 18). Estas palavras do apóstolo João exprimem um imperativo de que nenhum cristão pode prescindir. A importância do mandamento de Jesus, transmitido pelo «discípulo amado» até aos nossos dias, aparece ainda mais acentuada ao contrapor as palavras vazias, que frequentemente se encontram na nossa boca, às obras concretas, as únicas capazes de medir verdadeiramente o que valemos. O amor não admite álibis: quem pretende amar como Jesus amou, deve assumir o seu exemplo, sobretudo quando somos chamados a amar os pobres. Aliás, é bem conhecida a forma de amar do Filho de Deus, e João recorda-a com clareza. Assenta sobre duas colunas mestras: o primeiro a amar foi Deus (cf. 1 Jo 4, 10.19); e amou dando-Se totalmente, incluindo a própria vida (cf. 1 Jo 3, 16).

Um amor assim não pode ficar sem resposta. Apesar de ser dado de maneira unilateral, isto é, sem pedir nada em troca, ele abrasa de tal forma o coração, que toda e qualquer pessoa se sente levada a retribuí-lo não obstante as suas limitações e pecados. Isto é possível, se a graça de Deus, a sua caridade misericordiosa, for acolhida no nosso coração a pontos de mover a nossa vontade e os nossos afetos para o amor ao próprio Deus e ao próximo. Deste modo a misericórdia, que brota por assim dizer do coração da Trindade, pode chegar a pôr em movimento a nossa vida e gerar compaixão e obras de misericórdia em prol dos irmãos e irmãs que se encontram em necessidade. Ler mais…

Parada do Bispo celebrou Santa Eufémia

«Eu também acredito em Cristo, eu sou baptizada», disse ela

Eufémia quer dizer que falou bem; e de Santa Eufémia se diz que perante a possibilidade de não ser martirizada, gritou diante dos verdugos: «eu também acredito em Cristo, eu sou baptizada». E acabou por ser mártir, no sentido que esta palavra tem, perante a morte violenta pela fé, não rejeitando a palavra para outros actos iguais nos efeitos, mas diferentes nos motivos.

Santa Eufémia é venerada em Parada do Bispo, freguesia do concelho de Lamego, mas por quem há muita veneração em várias outras paróquias de Portugal, e foi lembrada no dia 1 de novembro corrente na paróquia acima enunciada.

Desde muito cedo começaram a chegar os romeiros, ao que se ouve por ali, com diversos motivos para uma presença que vai desde a «marrã», carne de porco assada no momento e na brasa ao ar livre, aos biscoitos e outros artigos que fazem de uma festa uma feira de utilidades ou simples bugigangas. A pé vão muitos de Lamego e outras terras mais vizinhas; outros vêm de Resende, e do outro lado do rio Douro, de mais longe ou de mais perto se procura o caminho que leva à Capela do lugar, onde há a possibilidade de participar da Eucaristia, receber os sacramentos da Reconciliação e Comunhão, cumprir a promessa feita, mostrar em figuras de cera a dificuldade que foi vencida graças a Santa Eufémia; e ninguém ouse duvidar de uma coisa e/ou da outra. Ler mais…

Cruz da Jornada e Cruz dos Convivas

Este domingo foi um dia cheio para a paróquia da Sé .

Além da Festa da Palavra, tivemos a alegria de ter entre nós, na Missa das Dez, dois símbolos da vitalidade do compromisso cristão da nossa juventude: a Cruz das Jornadas da Juventude, encontro que na nossa diocese ( como também noutras pelo país fora!) congrega sempre um impressionante número de jovens comprometidos coma Mensagem de Cristo, e a Cruz dos Convívios Fraternos, encontros que reúnem grupos de jovens durante 4 dias em introspeção, meditação, oração e reflexão acompanhadas, com o objetivo de descobrirem ( ou reforçarem) o que é para eles Cristo e a força da Sua presença nas suas vidas.

Foi um momento emotivo para todos e uma novidade para as crianças, se bem que muitas, tendo irmãos ou outros familiares mais velhos , já tivessem tido contacto com este tipo de atividades.

Mas o testemunho dos jovens foi um dos momentos altos da celebração: “A cruz cristã não é uma mobília da casa ou um ornamento a ser usado, mas uma recordação do amor com o qual Jesus se sacrificou para salvar a Humanidade do mal e do pecado.” Foi o que nos disse o Papa Francisco em relação a este que é o maior símbolo da nossa Fé – a cruz é sacrifício e amor, é dificuldade e esperança, é a recordação em torno da qual congregamos, dando e recebendo. E por ser este centro da nossa comunidade, é rara a atividade em que não a materializamos.

Neste momento, temos connosco a cruz dos Convívios Fraternos e a Cruz das Jornadas Diocesanas da Juventude. Uma é a chama da nossa Fé e a outra é a assinatura do nosso compromisso mas, na verdade, ambas são isto e muito mais, são uma só – a maior prova de amor misericordioso de Deus.

A peregrinação seguirá para paróquia de  Almacave, e depois para outras paróquias da nossa diocese, sempre acompanhada por jovens que participaram em ambos os eventos ( Jornadas e Convívios) e por todos os que fizeram questão de os acompanhar.

Será um período em que a força da juventude se fará sentir em todos os recantos da diocese e lembrará que Cristo está vivo e entre nós, pois as novas gerações de cristãos estão aí, com toda a sua força, alegria e entusiasmo.

Inês Montenegro, in Voz de Lamego, ano 87/50, n.º 4436, 14 de novembro de 2017

Animação Vocacional por terras de Armamar

No passado dia 12 de novembro, a comunidade do Seminário de Lamego foi em ação de promoção vocacional às paróquias do Sr. Pe. Leontino. Fomos até São Romão cujo padroeiro tem o mesmo nome, de seguida fomos até Tões, em que a padroeira é Santa Senhorinha, depois fomos até Queimada sendo padroeiros S. Pedro e S. Paulo e de onde é natural o Pedro, seminarista do 9ºano.

Na nossa eucaristia, o Tiago, seminarista do 12ºano, falou um pouco da sua ida para o Seminário e sobre o que era o Seminário. A irmã Claudina também enriqueceu a eucaristia com a sua história de vida.

De seguida, dirigimo-nos até ao lar de S. João Batista onde tivemos a oportunidade de conhecer o espaço e onde pudemos almoçar.

Agradecemos ao Sr. Pe. Leontino esta excelente oportunidade e esperamos regressar o mais brevemente possível.

Diogo Ferreira, 9.º ano,

in Voz de Lamego, ano 87/50, n.º 4436, 14 de novembro de 2017