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Archive for Junho, 2016

Movimento da Mensagem de Fátima: Dia do Deserto

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O Movimento da Mensagem de Fátima convida todos os Mensageiros para um Dia de Deserto.

Vai realizar-se no dia 2 de julho próximo, no Santuário do Senhor dos Enfermos em Macieira – Fornelos, Cinfães.

Tema do ano “Eu vim para que tenham vida”.

O orientador será o Reitor do Seminário Maior de Lamego, Senhor Padre Joaquim Dionísio.

Para o almoço devem levar um pequeno farnel, que será partilhado por todos.

 

9h30 – Acolhimento

Oração

10h00 – 1.ª Conferência

11h00 – Intervalo

11h15 – 2.ª Conferência

12h00 – Reconciliação

13h00 – Almoço partilhado

14h00 – Terço

14h30 – 3.ª Conferência

15h30 – Eucaristia

16h30 – Adoração ao Santíssimo Sacramento

17h00 – Final

 

Lá estaremos à vossa espera. Que Nossa senhora nos ajude e acompanhe.

 

O Secretariado Diocesano, in Voz de Lamego, ano 86/33, n.º 4369, 28 de junho de 2016

«A história do menino Joaquim»

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Também ela começa por «era uma vez», mas ao ler o pequeno livro que nos relata essa história, depressa damos conta de que essa «vez»  é irrepetível, sobretudo se se pretende contar uma história real.

E real foi a história de Joaquim Alves Brás, a quem se dedica este espaço na «VOZ DE LAMEGO», para dar a conhecer a meninice, juventude e idade adulta daquele que foi o fundador da chamada «Obra de Santa Zita».

Quem ele foi é já do conhecimento de muitos dos nossos leitores; quem ele é na história que não acabou no dia da sua morte, faz parte do que a Família Blasiana quer mostrar nos cinquenta anos da morte de Mons. Alves Brás. O seu sonho de ser Padre esbarrava para muitos na doença que limitava a sua locomoção; mas a história fala dos fortes e dos que confiam em Deus.

Foi padre e experimentou a vida paroquial, a de Director Espiritual no Seminário da Guarda, mas experimentou também a dor e tortura física e moral de muitas jovens que, deixando a sua aldeia, procuraram na cidade um trabalho, que tantas vezes as lançou na miséria e, depois, no vício. Ouviu muitas lamentações: «ajude-me, sr. Padre Brás; ai, se eu pudesse voltar atrás, não estaria a sofrer como estou.  Afastei-me do bem e, agora, estou perdida».

Também ele sofria e descobriu outro sonho; dele nasceu a Obra, que com o lema «mãos no trabalho e coração em Deus», procurou «prevenir, agir e formar» tanta pessoa, que assim ajudou e salvou no mundo do seu tempo, tempo que hoje se estende, embora de modo diferente, em Portugal e no Estrangeiro.

Vi-o entrar no salão de estudos do Seminário de Lamego, coxeando mas aprumado no seu ser, e forte na sua palavra; aquela com que ajudou e salvou tantas jovens do vício da «cedade» (ele trocava o i por um e) e hoje, pensa-se na sua canonização, o prémio de Deus e o reconhecimento da Igreja para quem soube viver e fazer o bem neste mundo dos homens e na Igreja de Jesus Cristo.

P.e Armando Ribeiro, in Voz de Lamego, ano 86/33, n.º 4369, 28 de junho de 2016

Família Blasiana em Peregrinação Internacional em Fátima

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Foi a 19 de Junho de 2016, que a Família Blasiana viveu um dia de ação de graças, no Santuário de Fátima, encerrando o cinquentenário da morte do seu Fundador Venerável Pe. Alves Brás…

Nesta Peregrinação Internacional, cada localidade demonstrou com a diversidade de vivências e mensagens de toda a parte; porque o Pe. Brás está vivo, através das suas Obras nascidas do seu coração compassivo e empreendedor…

Também de Roma o Santo Padre Francisco enviou uma importante mensagem…

E ainda o testemunho do Monsenhor Feytor Pinto, sobre o Pe. Brás, com quem conviveu e muito o ajudou e por ele sente uma grande estima e admiração, dizendo que é um santo…

O Pe. Brás viveu sob o olhar e presença de Deus, cumprindo a sua vontade. Atento à Inspiração Divina segundo os sinais dos Tempos…

A sua vida chegou aos 67 anos sob o signo da Cruz, mas a preocupação do Venerável Pe. Brás, dar glória a Deus, salvar as pessoas, a santificação das Famílias.

Agora, junto de Deus intercede por todos; recordamos a ele com fé e confiança …

Maria Fernanda Costa, in Voz de Lamego, ano 86/33, n.º 4369, 28 de junho de 2016

Programa Ecclesia: Dia da Família Diocesana – Lapa 2016

Dia da Família Diocesana. Proximidade entre irmãos, à volta de Deus

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Proximidade e ternura entre irmãos e à volta de Deus

Tal como agendado no plano anual, o último sábado de Junho foi o dia escolhido para a vivência do Dia da Família Diocesana. Aconteceu no Santuário de Nossa Senhora da Lapa e congregou muitas centenas de diocesanos que, à volta do seu bispo, expressaram a sua fé e testemunharam a alegria de uma pertença.

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Uma iniciativa que começa

Pelo segundo ano consecutivo, a nossa diocese decidiu convidar todos os diocesanos a viverem um dia diferente, celebrando a fé e experimentando a proximidade diocesana. É verdade que, habitualmente, tal pertença festiva era assinalada na Solenidade de Cristo Rei do Universo, muito por força da presença dos diversos Movimentos e Grupos, com destaque para a Acção Católica Rural. Mas com a diminuição dos seus membros, a presença de diocesanos foi diminuindo. Com vontade de assinalar festivamente a data, foram fixadas para esse dia as possíveis Ordenações diaconais, na esperança de conseguir maior participação. Mas há anos em que, infelizmente, não há candidatos a essa Ordenação. Ler mais…

CAMINHAR JUNTOS | Editorial Voz de Lamego | 28 de junho

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No passado sábado, 25 de junho, realizou-se a segunda edição do DIA DA FAMÍLIA DIOCESANA, no Santuário de Nossa Senhora da Lapa, com muitas das paróquias presentes bem como de alguns movimentos eclesiais, que constituem a Diocese de Lamego. Um dos destaques vai precisamente para esta festa de encontro, convívio, partilha da fé e da vida, mas outros motivos há para ler a Voz de Lamego, com notícias da Diocese e da região, bem como textos que convidam à reflexão. Destaque também para a Visita Pastoral de D. António Couto na Paróquia do Carregal, na Zona Pastoral de Sernancelhe.

A abrir a leitura, o Editorial do Pe. Joaquim Dionísio, Diretor do Jornal Diocesano, que convida a caminhar juntos, ainda que sejamos diferentes, como Pedro e Paulo, que diferentes, procuram anunciar e viver Jesus Cristo, no serviço à Igreja, no serviço ao Evangelho.

CAMINHAR JUNTOS

A Igreja celebra amanhã, 29 de Junho, a memória de dois grandes da sua história: um pescador não isento de limites que foi escolhido para ser pedra firme no edifício eclesial e um fariseu letrado e zeloso do judaísmo para ser apóstolo dos gentios.

As escolhas de Deus surpreendem e podem escandalizar quantos se consideram na posse de meios que permitiriam escolher melhor e delegar responsabilidades mais criteriosamente. Mas Deus é assim e gere os seus “recursos humanos” de forma surpreendente. Por isso, Pedro é apresentado como referência para a unidade e Paulo é surpreendido no caminho para mudar de trajectória.

O calendário litúrgico assinala e exalta o martírio de ambos na mesma data e situa-o na mesma cidade. E assim nos ensinam que, apesar de protagonizarem percursos e personalidades distintos, a missão une e o testemunho junta.

Ontem como hoje, em grandes ou pequenas comunidades, na cidade ou no campo, entre os fiéis leigos ou entre os ministros ordenados continuam a existir homens e mulheres que, como Pedro e Paulo, podem ter diferentes percursos e ritmos de vida, posicionar-se em campos vizinhos, adoptar formas de estar diversas, confrontar-se nas suas opções, contribuir com as suas particularidades… mas participam com igual dignidade e oportunidade na edificação eclesial.

E é a via sinodal que permite integrar e acolher o contributo de todos. O “caminhar juntos” assim concretizado visa, não apenas ter companhia no caminho, mas antes o partilhar e o usufruir da diversidade.

Não somos santos, mas não perdemos a esperança de o ser; não somos a Igreja toda, mas contribuímos para a sua catolicidade; não somos menos que os outros, mas podemos contribuir para que todos sejam mais… Podemos não ser colunas, mas somos pequenas pedras que ajudam a ser e a crescer…

in Voz de Lamego, ano 86/33, n.º 4369, 28 de junho de 2016

Apontamento Social: A Europa e o terror

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Não pensei que a Europa tornasse a viver tão cedo momentos de terror. Após os atentados em França, o policiamento reforçado, a segurança levada ao extremo, o cuidado com a vigilância de possíveis terroristas, criou uma acalmia na população, uma sensação de normalidade, da inevitabilidade de retomar o dia-a-dia e de seguir em frente.

E eis que, a pretexto de um campeonato desportivo, do que deveria ser uma exibição saudável de equipas apoiadas por adeptos, claro, mas sem motivos para confrontos, se presenciam cenas dignas do mais refinado terrorismo, autênticas batalhas campais entre cidadãos europeus, que nem se percebe como se iniciam, mas que terminam sempre com feridos, destruição de património e sobrecarga da já tão sobrecarregada polícia francesa.

Vergonhosamente, ainda não conseguimos combater o “terrorismo interno” de supostas claques que não são mais que desordeiros, muitos já identificados mas que continuam a poder viajar e acompanhar os clubes da sua preferência arrastando com eles multidões que apenas vão pelos distúrbios.

Assistindo, num torpor estranho, os responsáveis desculpabilizam e ameaçam com sanções que não se concretizam. O futebol rende milhões…

É este o preço a pagar? Quando o dinheiro fala mais alto pobre vai a civilização europeia da qual nos orgulhamos.

Acho que já nem precisamos do Daeshe, esta malta vai partir a loiça sozinha…

I.M., in Voz de Lamego, ano 86/32, n.º 4368, 21 de junho de 2016