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Archive for the ‘Fé’ Category

Editorial Voz de Lamego: O Ministério da Bondade

Hoje destacaria dois acontecimentos, a partir de duas figuras que encarnam e visualizam a ternura e a bondade: o Papa Francisco e a sua Viagem ao Encontro Mundial das Famílias, na Irlanda, e D. António Francisco dos Santos e a estátua erigida em Tendais, Cinfães, no dia do seu aniversário natalício, 29 de agosto (faria 70 anos de idade), em homenagem póstuma, cerca de um ano depois do seu falecimento, a 11 de setembro de 2017.

Ao longo do seu pontificado o Papa Francisco tem posto em evidência o Evangelho da Alegria, a alegria do amor e da família, a ternura de Deus transposta para a ternura nas relações humanas. Há uma revolução a fazer, a revolução do amor. Para lá chegar, voltou a sublinhar Francisco, é necessária a revolução da ternura. Trata-se de assumir a postura de Jesus, aproximando-se das pessoas, especialmente das mais vulneráveis e cuidar das suas feridas com amor. Os apelos são constantes, à reconciliação e à paz, à inclusão e ao respeito pela vida e dignidade humanas, apostando na cultura do encontro. Pode haver desencontro de ideais e de projetos de vida, mas haverá sempre pontos de contacto, de diálogo, de encontro, de enriquecimento mútuo.

Os gestos do Papa trazem o calor dos países latinos, no abraço, na carícia, no olhar, no diálogo que mantém com os fiéis que encontra, fazendo perguntas, rezando um pai-nosso, uma ave-maria, pedindo a bênção dos peregrinos…

Na viagem apostólica à Irlanda, os meios de comunicação social ressalvaram, mais uma vez, o escândalo dos abusos sexuais de menores por parte de membros da Igreja. Sem esconder nem secundarizar este fracasso, viu-se também o aproveitamento de alguns para denegrir a figura do Papa e de tudo o que ele representa. Alguns lóbis movimentaram-se para boicotar a participação da população que deveria acolher o Papa. As perguntas feitas ao Papa voltam sempre ao mesmo: aborto, eutanásia, homossexualidade… tentando encontrar algum falha, lapso, alguma nuance na linguagem… Tal como em relação a Jesus, ao Santo Cura d’Ars, ao Santo Padre Pio, a Bento XVI, também Francisco tem sido atacado por pessoas de fora mas sobretudo e escandalosamente por pessoas ligadas à Igreja. Seria interessante perceber as motivações dessas pessoas!

Destaque da Voz de Lamego desta semana, a homenagem a D. António Francisco dos Santos, Bispo do Porto, anteriormente Bispo de Aveiro, e no início do seu pontificado Auxiliar de Braga. Na paróquia de onde é originário D. António, Tendais, na Zona Pastoral de Cinfães, Diocese de Lamego, aí se juntaram centenas de pessoas para lhe prestarem uma merecida homenagem póstuma. Deixou, nas terras onde serviu a Igreja, um rasto de bondade, de simpatia, de proximidade, de calor humano. Mas Cristo que era Cristo não agradou a todos, e também D. António Francisco enfrentou adversidades, algumas delas públicas, e também aqui (sobretudo) por parte de pessoas com responsabilidades dentro da Igreja.

A inveja é um pecado que destrói! A luz sempre ofusca e baralha aqueles que preferem caminhar nas trevas. Mas só a luz nos leva a Jesus.

Pe. Manuel Gonçalves, in Voz de Lamego, ano 88/38, n.º 4475, 4 de setembro de 2018

Taizé, um caminho de confiança e alegria

Escrever sobre o que se vivencia em Taizé durante uma semana não é uma tarefa fácil, pois, por um lado, a dimensão e a intensidade do que lá se experiencia não consegue nunca ser traduzida por palavras, faladas ou escritas, e, por outro lado, as expectativas, os anseios, e em consequência, a própria vivência da peregrinação, são tão pessoais que se corre o risco de se apresentar uma visão com um tom demasiado subjetivo no qual nem todos os participantes se revejam. Mas esse é um risco que se corre sempre que comunicamos, seja sobre que assunto for.

Ao partir para Taizé, muitos procuram fazer uma pausa no louco frenesim do mundo, “recarregar baterias” como se costuma dizer, procurar forças renovadas para enfrentar os desafios, ou buscar algo de novo. E também há quem vá em busca de respostas, em momentos difíceis do seu caminho, de como continuar a viver em meio ao sofrimento, até se é possível voltar a amar, ou procure reconfortar a sua fé. Depois de ter vivido Taizé e falado com tantos que lá estiveram, serão raros aqueles que não encontraram nenhuma destas coisas, senão mesmo todas. Julgo que vários aspetos evidentes da dinâmica que se vive em Taizé concorrem para que assim seja, e acho que todos aqueles que lá estiveram os reconhecerão. Ler mais…

Os Meninos da caverna… visto a partir das redes sociais

  • “O que mais chamou a atenção no salvamento dos meninos da caverna da Tailândia foram a falta de gritos histéricos, de chantagens emocionais e de tentativas dos pais de culpar alguém, tão comuns, infelizmente, na nossa cultura.

  • O comportamento propositadamente controlado, para que não piore a situação nem acrescente variáveis indesejáveis, constitui belo exemplo de como lidar, de forma inteligente, com dificuldades extremas. O que fica de mais relevante no episódio são: o comportamento dos meninos, o dos pais e a generosidade daqueles que arriscaram a vida para salvá-los.”

  • “Marinha Tailandesa diz que não sabe se resgate em caverna é milagre ou ciência”

  • A corda guia usada pelo mergulhador acabou a determinada altura. Aí o mergulhador sobe para tomar ar e é precisamente quando encontra os meninos sentados à sua frente. Ele disse que se a corda fosse mais longa teria passado debaixo de água e não os teria encontrado.

  • Apenas um dos meninos sabia inglês e pode comunicar com o mergulhador britânico. É o único cristão do grupo e aprendeu idioma num projeto missionário organizado pela sua igreja

  • A chuva manteve-se discreta durante 3 dias, não afetando a operação. No entanto, choveu muito nas áreas ao redor.

  • Um mergulhador relata que logo após todos saírem da caverna as bombas de água pararam de funcionar. Se tivesse acontecido antes seria um grande desastre.

  • Um dia depois do resgate choveu o dia todo e a caverna ficou totalmente inundada

  • Todos os meninos foram resgatados em condições de saúde surpreendentes que nem os médicos conseguiram explicar.

  • Mesmo diante de inúmeras diferenças linguísticas e culturais, foram coordenados procedimentos sem qualquer dificuldade de entendimento

  • Em todo o mundo os homens rezaram para que as crianças e treinador fossem resgatadas com vida e com saúde.

HL, in Voz de Lamego, ano 88/33, n.º 4470, 17 de julho de 2018

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VOCAÇÃO E SERVIÇO | Editorial Voz de Lamego | 26 de junho de 2018

VOCAÇÃO E SERVIÇO

A Igreja de Lamego prepara-se para a ordenação sacerdotal do Diác. Vítor Carreira. A notícia enche-nos de alegria, porque todo o padre é um dom do amor de Deus ao mundo.

E se é verdade que as ordenações têm diminuído, acompanhando o declínio populacional e religioso, também é verdade que, nos nossos dias, continuam a existir jovens que se comprometem a seguir Jesus Cristo, tornando-se padres. Deus não cessa de chamar para o serviço na Messe, mas o ruído e a dispersão dificultam a escuta e colocam entraves ao compromisso para seguir e servir.

Porque é que, mais de dois mil anos depois, há homens que deixam tudo para seguir Jesus nesta vocação? No fundo, o que é um padre? Isto porque, a visão do Padre como um celibatário, um desencantando com o mundo ou alguém muito ocupado, é redutora.

O Padre é um homem chamado, escolhido por Cristo para servir na Igreja. Um chamamento (vocação) que é aspiração pessoal para seguir Cristo e que cresce e se consolida com a oração. Mas também um chamamento da Igreja que, pela voz de um amigo, familiar, padre e do bispo, autentifica a aspiração interior. O rito da ordenação começa sempre com o chamamento. E só livre e responsavelmente se pode responder.

O Padre é um apaixonado, por Deus e pelos outros. Descobre que Jesus está na sua vida, apesar de ter consciência de que não é melhor que ninguém, e procura descobrir e concretizar, todos os dias, o mistério da sua vocação, amparado e acompanhado por todos quantos seguem Jesus.

O Padre vive no mundo e caminha com um povo, numa cultura e numa história, mas pertence a Deus para continuar a missão de Cristo Salvador e Misericordioso.

Rogando a Deus pelo Vítor, felicitamo-lo e desejamos-lhe uma vivência plena e apaixonada da missão sacerdotal.

Pe. Joaquim Dionísio, in Voz de Lamego, ano 88/30, n.º 4467, 26 de junho de 2018

Profissão da Fé na Paróquia da Sé

Apesar do tempo tristonho e chuvoso, nada alterou a alegria e o entusiasmo com que os paroquianos encheram a catedral este domingo para a celebração das dez horas.

Jovens, familiares e restantes elementos da comunidade paroquial preparavam-se para celebrar a Profissão de Fé dos jovens do 6.º ano.

Com um percurso catequético e uma maturidade que já lhes permite optar com liberdade e conhecimento, os jovens decidiram fazer diante de Deus e da comunidade reunida na Eucaristia a renovação única e pessoal das promessas por eles feitas por seus pais e padrinhos por ocasião do seu Batismo; a vela que nessa altura representou a Luz de Cristo foi agora novamente acesa com a ajuda de alguns Pais, símbolo do Amor que nos une a Deus, e no qual estes jovens querem continuar a sua caminhada; o Credo foi rezado com especial fervor, após o que invocamos o Espírito Santo para que nunca deixe de os guiar, e Nossa Senhora para que os ampare sempre com o seu amor de Mãe.

Terminada a Catequese da Infância, seguem agora o seu percurso com a Catequese da Adolescência, onde esperamos que continuem a “dar bons frutos” e a ser elementos válidos e bem formados da comunidade cristã.

IM, in Voz de Lamego, ano 88/28, n.º 4465, 12 de junho de 2018

DECIDIR E ACEITAR | Editorial Voz de Lamego | 12 de junho de 2018

DECIDIR E ACEITAR

 

Amanhã celebramos a memória litúrgica de um dos portugueses mais conhecidos no mundo, apesar de ter vivido poucos anos e de nunca se ter esforçado para ser “famoso”!

Conhecemos bem a história deste santo que, tendo nascido em Lisboa, se deixa seduzir pelos Franciscanos, em Coimbra, e parte para África, animado pelo espírito missionário, mas a quem a doença e a tempestade levam até terras italianas, onde acabará por morrer e ser sepultado, em Pádua. É “de Lisboa” porque ali nasceu e “de Pádua” porque ali morreu, mas é, sobretudo, da Igreja e de todos quantos nele encontram um exemplo motivador e um intercessor a quem recorrer.

Mais do que proporcionar umas “sardinhadas”, umas procissões, uns arcos ou uns foguetes, St. António ensina a não ficar parado, a valorizar o dom da vida, a gastar os talentos recebidos, a servir onde quer que se esteja e todos os que se encontram, a valorizar a Palavra e a não desistir de anunciar, mesmo sem plateias numerosas…

Deste português, o primeiro dos “santos populares” que junho nos apresenta, poderíamos reter a coragem para decidir e a disponibilidade para aceitar. Não se trata de aventureirismo ou simples espírito de rebeldia; a sua coragem é amadurecida e assenta na vontade de cumprir a vida. Por mais que ame e respeite quem o deseja por perto e com determinado rumo, assume a sua vida e decide afirmar a sua vontade. Um exemplo diante de tanta indecisão e comodismo que, às vezes, se observam.

Por outro lado, é capaz de aceitar a novidade, abandonar-se à providência e não desesperar perante o que lhe sucede e que, aparentemente, contraria as suas opções. Mais do que fatalismo, aceita os desafios que o percurso escolhido lhe apresenta e permanece firme.

Pe. Joaquim Dionísio, in Voz de Lamego, ano 88/28, n.º 4465, 12 de junho de 2018

Paróquia de Almacave – Festa da Vida

A Catequese Paroquial de Almacave, celebrou com os catequizandos da Adolescência a sua FESTA DA VIDA fazendo assim, com aqueles que presentes, um tempo de reflexão e convívio conjunto sobre a temática da VIDA.

Estando nesta altura os decisores políticos a debater o problema de fim de Vida, numa tentativa de se legalizar mais um procedimento recorrente de morte, entre as muitas opiniões que se dividem, tivemos a nossa juventude, do Grupo Almacave Jovem e dos catequizandos, a refletir sobre o valor da Vida e o empenho a ter na sua defesa.

Começando com um tempo de atividades lúdicas e recreativas, organizadas pelo Grupo de Jovens, passou-se depois a um tempo de encontro, por grupos, onde todos, catequizandos, catequistas e jovens, elaboraram as frases de meditação para o ofertório e os pensamentos e palavras alusivas à VIDA.

Depois dos ensaios para os cânticos da Eucaristia e de um pequeno lanche, encaminharam-se para a Celebração Eucarística onde marcaram presença em conjunto com diversos familiares que os quiseram acompanhar.

A celebração presidida por Monsenhor Bouça Pires, e concelebrada pelos sacerdotes Pe José Abrunhosa e Pe Luís Rafael Azevedo, foi assim momento de festa e de oferenda pela VIDA destes jovens e acima de tudo pela VIDA, dom da Criação de Deus que devemos respeitar e usufruir com todas as dádivas que esse mesmo DEUS pôs ao nosso dispor.

Neste sentido, o Grupo de Jovens elaborou uma pequena lembrança para estes catequizandos, contendo algumas sementes num gesto simbólico de convite à VIDA que se prolongue na natureza e, no respeito pelo dom maravilhoso que temos ao nosso alcance.

Assim, a sensibilização às gerações futuras poderá ser um tempo de responsabilização sobre o seu advir, pois todas as decisões agora tomadas serão aqueles que eles irão herdar, para o bem ou para o mal.

Que Santa Maria Maior os ilumine e ajude a caminhar na fé e na defesa da VIDA.

Isolina Guerra, in Voz de Lamego, ano 88/26, n.º 4463, 29 de maio de 2018