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Archive for the ‘Fé’ Category

Por terras da Polónia: Testemunho

Tive por estes dias oportunidade de com um grupo de amigos ir conhecer a Polónia; privilégio desejado por muitos pelo seu Património, História e Natureza, e em particular pelos católicos, por ser o país natal de São João Paulo II, Papa que deixou indeléveis marcas em todos nós e na Igreja Mundial.

Sendo, no entanto, uma admiradora de Ratzinger, com cuja maneira de ser me identifico mais, não fui tanto atrás do Santo, mas mesmo pelo país, que já sabia ser muito bonito e historicamente imperdível.

No entanto, todo o tempo que lá estive foi outra a vertente que me subjugou! A Espiritualidade!

A Natureza, o Património, a História… fantásticos!

São João Paulo… sempre presente!

Mas o Povo, a força espiritual, a religiosidade pura e sincera, o modo simples e inteiro como viviam a Fé…não há palavras! Ler mais…

Convívios fraternos: ORAR … CAMINHAR … AMAR

Foi no passado sábado, dia 22 de julho, que alguns elementos dos Convívios Fraternos da nossa Diocese se levantaram bem cedo para realizarem uma peregrinação de Semitela à Lapa, num total de 13 km. A mesma foi orientada, segundo a Leitura: LC 24, 13 – 25, que nos convidava a refletir interiormente sobre Jesus que constantemente caminha ao nosso lado, nos dá liberdade para percebermos que o amor que Ele sente por cada um de nós nos torna livres para que possamos dizer “Fica connosco, Senhor” e que a experiência que fazemos na sua pessoa arde no íntimo do nosso coração enchendo-o de uma maneira única.

Durante o percurso houve ainda tempo para a partilha de experiências e meditação do terço, em que a cada mistério era feita uma prece, pedindo ao Pai que nos atendesse e enchesse o nosso coração com esperança e coragem para servir o outro, algo que muitas das vezes nos esquecemos. Quando chegamos ao Santuário, entramos para contemplar toda esta obra de Deus e rezar mais um pouco. Seguidamente, foi tempo de “ recarregar baterias” e saciar a nossa fome de forma a ter energia para o mini-concerto orante dos MC 16,15 que se revelou em mais um instrumento para louvar a Deus.

Para culminar, tivemos a Eucaristia, em que mais uma vez foi tempo para agradecer ao Senhor o dom da Vida e a recente ordenação deste novo sacerdote, o Luís Rafael Azevedo e a oportunidade para estarmos reunidos à Sua mesa e comungar do Seu Corpo e Sangue. Foi ainda um dia para lembrar todos os convívios, especialmente os da nossa Diocese e a renovação do nosso compromisso com Deus. Posto isto, foi tempo para uma calorosa despedida marcada como sempre pelos afectos e pela certeza que nunca caminhamos sozinhos nesta vida.

Cláudio Manuel, C.F.1321 (Cinfães), in Voz de Lamego, ano 87/37, n.º 4422, 25 de julho 2017

Acampamento Regional do CNE da Região de Lamego

Foi num ambiente misto de saudade e alegria que cerca de 300 Escuteiros encerraram no dia 9, ao final da tarde, o Acampamento Regional do CNE da Região de Lamego. (ACAREG)

Teve início em 7 de Julho de 2017, com a montagem de campo pelas 18h, tendo pelas 22h acontecido a receção à imagem de Nª Sª de Fátima oferecida, na penúltima peregrinação deste Movimento a Fátima (2006), pela Junta Central, à Junta Regional de Lamego e que nós guardamos com todo o carinho e devoção na sede da Junta Regional durante estes onze anos. Quisemos assinalar o centenário das Aparições com a peregrinação desta imagem a todos os Agrupamentos da Região de Lamego. Esteve durante esta semana no Agrupamento de Penude e daí foi transportada no seu andor até ao nosso Acampamento situado nas instalações do Aquartelamento do CTOE em Penude.

Toda a mística subjacente às atividades foi orientada com base no tema, inserido no logótipo: “Fátima no Mundo”. Ler mais…

Almacave em Festa | Ação de Graças pela Ordenação do Pe. Luís Rafael

Após a Ordenação Presbiteral ocorrida na Diocese de Lamego, no passado dia 2 de Julho, a Paróquia de Almacave, através do seu Conselho Pastoral Paroquial tomou a decisão da organização de um momento celebrativo de Ação de Graças, pela ordenação do Padre Luís Rafael Azevedo, que esteve em estágio pastoral nesta Paróquia.

Assim, tudo se destinou para que o sábado, dia 8 de Julho, se tornasse num marco de convívio da Comunidade Paroquial de Almacave. Precedido pelo trabalho de um grupo constituído pelos diversos movimentos e Grupos, tudo se foi orientando para que se pudesse fazer a congregação de todos os paroquianos e demais Comunidade Lamecense neste acontecimento. Ler mais…

À conversa com… Padre João Carlos Costa Morgado

A nossa Diocese assinala, com alegria e gratidão os 25 anos de fidelidade sacerdotal de dois membros do seu presbitério. No sentido de melhor os conhecermos e de, com eles, darmos graças ao Senhor da Messe, fomos ao seu encontro e deixámos-lhes algumas questões. Aqui ficam as suas palavras, que agradecemos.

1 – Como foram vividos estes 25 anos de missão?

Estes 25 anos tem sido vividos ao serviço do Povo de Deus através das diversas funções e nos diferentes lugares, a que os meus bispos me tem enviado.

“Dar-vos-ei Pastores segundo o meu coração” (Jer 3,15) foi o lema escolhido para a minha ordenação sacerdotal, nesse ano de 1992 em que São João Paulo II publicou a exortação apostólica pós sinodal “Pastores dabo vobis”, sobre a formação dos sacerdotes nas circunstâncias atuais. Nessa altura estava longe de imaginar que seria chamado a trabalhar na formação dos futuros sacerdotes das dioceses de Lamego, Guarda, Viseu e Bragança, como professor dos seminaristas no Instituto Superior de Teologia Beiras e Douro de 2000 a 2013 como Prefeito e Vice-reitor do Seminário Maior de Lamego e Diretor Espiritual no Seminário de Nossa Senhora de Lourdes de Resende. Resulta pois que metade do tempo que levo como presbítero foi gasto nesta exigente e gratificante missão da formação dos presbíteros nas circunstâncias atuais. O que me levou a dizer aos três novos sacerdotes, meus antigos alunos, ordenados no passado dia 2, que a sua ordenação constituía para mim, a melhor prenda de Deus neste meu jubileu sacerdotal. Ler mais…

FÉRIAS – ACOLHER | Editorial Voz de Lamego | 11 de julho de 2017

E como já se começa a respirar férias… No Editorial da Voz de Lamego desta semana, no nosso Diretor, Pe. Joaquim Dionísio, desafia a ACOLHER…

FÉRIAS – ACOLHER

A chegada do verão é sinónimo de alteração de ritmo para muitos e a oportunidade para concretizar dias diferentes, alguns deles sonhados e preparados, individualmente, em família ou em grupo, ao longo de semanas ou meses.

Eis o tempo das férias. Para muitos significam paragem e repouso, mudança e tempo livre; para outros será uma época de maior actividade e trabalho; para a maioria talvez continuem a ser apenas uma palavra ouvida e uma experiência nunca vivida.

Mas se as férias proporcionam partidas e chegadas a muitos, também ocasionam acolhimento para outros, tal como acontece na nossa região. Há casas que se abrem, famílias que crescem, ruas mais movimentadas, festas e convívios nas aldeias, viagens que se fazem, igrejas que se enchem, sorrisos que regressam, dores que desaparecem, sons que se propagam, abraços que se multiplicam, promessas que se cumprem, cansaços que descansam…

As nossas gentes anseiam pelas férias. Não para partir, mas para acolher!

Eis o tempo das férias. Como ao longo do ano e de toda a vida, um tempo novo que Deus nos dá e que importa acolher! Talvez seja ocasião para reaprender a ler rostos e sinais, deixar que o olhar se demore mais sobre a paisagem e dar ao sol, à noite ou ao vento a hipótese de nos encontrar.

Eis o tempo das férias. Uma oportunidade para habitar diferentemente as nossas vilas, cidades e campos, aprendendo a viver como peregrino e estrangeiro (a nossa morada está no céu). Um convite a viver dias diferentes e aproveitar para estreitar ligações (estamos destinados à unidade). Uma ocasião para ousar sair de si mesmo (para encontrar Cristo).

Eis o tempo das férias. Um tempo que nos é dado por Deus. Ousemos recebê-lo e vivê-lo.

 

in Voz de Lamego, ano 87/35, n.º 4420, 11 de julho 2017

O MILAGRE DO ACOLHIMENTO

D. ANTÓNIO JOSÉ DA ROCHA COUTO, Bispo de Lamego

DOMINGO XIII DO TEMPO COMUM – ano A – 2 de julho de 2017

1. Neste Domingo XIII do Tempo Comum, escutaremos o final do Discurso Missionário do Evangelho de Mateus (10,37-42), que iniciámos há dois Domingos atrás. Específico desta última parte do Discurso é que ele não é dirigido aos missionários, mas àqueles que os acolhem. O acolhimento feito aos missionários reveste-se de extrema importância, pois é dito que é como acolher o próprio Cristo e Aquele que o enviou (Mateus 10,40). Para tornar este aspeto visível e audível, neste pequeno texto de seis versículos, o verbo «acolher» (déchomai) faz-se notar por seis vezes (Mateus 10,40[4 vezes].41[2 vezes]). «Acolher» é, pois, a palavra-chave do texto de hoje.

2. Acolher os Doze, os discípulos de Jesus, os missionários e evangelizadores de todos os tempos, não consiste apenas em recebê-los educadamente em casa. Consiste também, e sobretudo, em expor-se ao anúncio que trazem, ao testemunho que dão. Não consiste apenas em abrir-lhes as portas da casa, embora isso também seja importante para quem deixou tudo por causa de Cristo (Mateus 10,37-39), e de vez em quando precisa de um quarto de hora de hospitalidade. Tem muito mais a ver com abrir o coração à mensagem de que são portadores, sabendo e vendo bem que por detrás deles, está Jesus, que os enviou.

3. Acolher os anunciadores, os mensageiros, os profetas, não é fácil, porque o anúncio de que são portadores provoca divisão, requer uma nova postura pró ou contra Cristo, uma escolha que não admite compromissos ou soluções retóricas, divide a humanidade, a família, o coração de cada um. Muitas vezes esperamos que os profetas nos ajudem a justificar os nossos compromissos, a nossa maneira de viver assim-assim. Mas, nesta matéria, o profeta é intolerante e radical. Eis o motivo pelo qual acolher um profeta é coisa difícil. É quase como tornar-se profeta também. Ambos terão, portanto, a mesma recompensa (Mateus 10,41).

4. Acolher Jesus ou os seus enviados é aceitar expor-se à cirurgia da Palavra, que divide junturas e medula e julga as disposições e intenções do coração (Hebreus 4,12). Acolher não é organizar uma festa de amigos. É aceitar conviver com um bisturi dentro de nós, com um fogo a arder dentro de nós (Jeremias 20,9; Lucas 24,32). É, afinal, tão complicado ou tão simples como oferecer um copo de água fresca a um missionário. É verdade, este simples copo de água fresca pode trazer pela mão a eternidade (Mateus 10,42).

5. A melodia do acolhimento vem de longe. Nove séculos antes de Cristo, lê-se no Segundo Livro dos Reis 4,8-11.14-16, uma mulher rica de Sunam, uma aldeiazinha situada na planície meridional do monte Carmelo, acolheu em sua casa o profeta Eliseu, em quem ela reconhece um homem de Deus (2 Reis 4,9). Eliseu, do hebraico ʼelîshaʽ ou ʼelyashaʽ [= «Deus salvou»], é apresentado como filho de Safat, natural de Abel Mehôlah, no vale do Jordão, e os Livros dos Reis mostram-no como sucessor de Elias e continuador da sua missão profética. Para tal, recebe o manto de Elias (1 Reis 19,19; 2 Reis 2,13) e a dupla porção do seu espírito (2 Reis 2,9), e segue o mestre até ao seu arrebatamento (1 Reis 19,21; 2 Reis 2,1-11).

6. A hospitalidade da mulher de Sunam traduz-se na construção de um pequeno quarto no terraço da casa, equipado com uma cama, uma mesa, uma cadeira e uma lâmpada (2 Reis 4,10). O suficiente para Eliseu, o homem de Deus, poder repousar quando estiver de passagem por Sunam. Mas, como quem acolhe um profeta por ele ser profeta, recebe recompensa de profeta, também a mulher hospitaleira de Sunam recebe uma recompensa nova: um filho! (2 Reis 4,16). A Palavra profética tem, de facto, uma energia nova: é a Palavra antes das coisas e do homem, de modo diferente da história comummente entendida, que pD. õe as palavras depois das coisas e do homem.

7. A passagem da Carta aos Romanos 6,3-4.8-11 é um grande texto batismal. Batizados na morte de Cristo e com Ele sepultados, formamos com Ele uma realidade só, e viveremos com Ele, por graça, a vida nova da ressurreição.

8. Motivos sempre em excesso para cantar, saboreando a bondade do Senhor, e aprender a reconhecer a sua presença no meio de nós com a aclamação terûʽah (Salmo 89,16), grito ruidoso de emocionada alegria, em si intraduzível, mas que é a maneira de o povo fiel assinalar a presença favorável de Deus. É o que fazemos também nós hoje, cantando o Salmo 89, um Salmo Real, que canta Deus e o seu Messias, e o Reino maravilhoso do seu amor já estabelecido no meio de nós.

António Couto

 

FONTE: Mesa de Palavras