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Archive for Fevereiro, 2012

25 de Fevereiro: Dia Diocesano do Catequista

No próximo dia 25 de Fevereiro, o Centro Paroquial de Almacave, na cidade de Lamego, acolhe o Dia Diocesano do Catequista, subordinado ao tema “Chamado por Deus, participante da missão de Jesus”.

A Jornada conta com a presença do Sr. D. António Couto que, depois da oração da manhã, prevista para as 10h00, tem a seu cargo a Conferência sobre o tema deste Dia Diocesano do Catequista. Seguir-se-á a celebração Eucaristica, por volta das 12h00. Segue-se o almoço e uma tarde de workshops com temas ligados à catequese.

As actividades terminarão por volta das 16h30 com a oração de encerramento.

As inscrições podem ser feitas junto do P. Filipe Rosa

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D. António Couto: “Um povo torna-se pobre, quando lhe roubam as canções de infância”

D. António Couto, em “lua-de-mel” como Bispo de Lamego, veio à III Jornada da Pastoral Familiar falar de “afectos e compromissos na família à luz da Bíblia”. Citando um poeta siciliano, lembrou que “um povo torna-se pobre quando lhe roubam as canções que aprende na infância, em família”, mais que quando lhe roubam a liberdade ou a riqueza.

A “casa do pai”, no conceito bíblico, significa a família alargada, que inclui o pai, a mãe, os filhos solteiros e casados, os netos, os trabalhadores e os próprios bens. E segundo a tradição bíblica, no Antigo Testamento, os pais contam aos filhos as origens e a identidade do povo a que pertencem: a História do povo é carregada de mistério e beleza, de solidariedade nas dificuldades e de festa nas alegrias, sempre com Deus no centro, atingindo o ápice na ceia pascal judaica.

Aos onze anos, rapazes e raparigas do povo judaico tornam-se “filhos do mandamento”, numa festa semelhante à da profissão de fé cristã. Eles e elas, nessa festa, percorrem a casa de todos os familiares e recolhem as memórias/histórias dos seus antepassados e aprendem as trovas e cantigas, lembrava D. António Couto, especialista em Bíblia.

Em contrapartida, nós “facilmente abandonamos e desprezamos o que vem dos nossos avós/bisavós e até dos nossos pais.”

Na Bíblia, encontramos evidente a tradição de “uma geração enaltece à outra as obras” que Deus fez na sua História: “cantaremos as suas obras, para que a geração seguinte as conheça e não se esqueçam das obras de Deus e guardem os seus mandamentos”.

Contar histórias da nossa vida atravessadas por Deus é mais importante que dar cheques, euros, ou cartões de crédito, afirmava o bispo, esclarecendo que “os meus actos têm valor e consequências para a família, que é pátria/mátria do dom”.

Património e matrimónio têm na sua significação o dom (múnus) de saborear novas e permanentes relações de corresponsabilidade.

Aclarando o significado de paixão e de amor, D. António Couto lembrava que “estar apaixonado/enamorado é sofrer; amar é decidir, actuar”: a Bíblia não ensina apaixonai-vos uns pelos outros, diz “amai-vos uns aos outros, …amai os vossos inimigos”. E concluía que “amar é uma atitude, sucessão de actos oblativos, gratuitos”.

Terminando, sugeria aos casais presentes que deixassem como “herança” aos seus filhos “histórias de amor atravessadas por Deus”, testemunhando-as, porque “testemunhar é gerar vida nova”, como nos mostra a Bíblia, tanto no Antigo, como no Novo Testamento.

G.I.

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D. António Couto no Seminário de Resende

Num dia em que o vento gelado se fazia sentir com especial intensidade, não faltou o calor humano na festa de Nossa Senhora de Lourdes, Padroeira do Seminário Menor de Resende.

A este Seminário, onde estudam 17 alunos, que procuram discernir a sua vocação, deslocou-se o Sr. D. António Couto, novo Bispo da Diocese de Lamego, onde chegou quando passavam poucos minutos das 10h00. À sua espera estavam os membros da Equipa Formadora do Seminário (P. António José Ferreira, Vice-Reitor; P. Miguel Peixoto, Formador; P. João Carlos Morgado, Director Espiritual; e P. José Manuel Correia, que ali colabora), seminaristas, quer de Resende, quer do Seminário Maior de Lamego, com os seus familiares, vários sacerdotes, membros da Associação dos Antigos Alunos dos Seminários da Diocese de Lamego, funcionários do Seminários e alguns benfeitores. Também marcou presença o ilustre Presidente da Câmara Municipal de Resende, Dr. António Borges, o Sr. D. Jacinto Botelho, Bispo emérito da Diocese de Lamego e o Sr. D. António José Rafael, Bispo emérito da Diocese de Bragança-Miranda, que, no passado, exerceu o seu ministério sacerdotal como Vice-Reitor do Seminário de Resende.

A manhã foi preenchida pela saudação de boas vindas do P. António José a todos os presentes. Seguiram-se umas breves palavras de apresentação do Sr. D. António Couto proferidas pelo seu antecessor, Sr. D. Jacinto.

Tomou, depois, a palavra o Sr. D. António Couto, para falar do tema que anima o ano escolástico no Seminário de Resende: “Aprender com Maria a viver com Jesus”. Depois de saudar os presentes, o Bispo de Lamego propôs aos presentes uma reflexão sobre Maria, usando três imagens, ou ícones: o primeiro ícone, Maria como escutadora da Palavra; o segundo, Maria como olhada amorosamente por Deus; o terceiro, Maria como bem aventurada que vai à frente a abrir novos caminhos. “Ao longo da história, não foram os políticos nem os intelectuais quem abriu caminhos novos: foram os pobres e os santos aqueles que trilharam novos rumos de santidade”, afirmou.

Em todas as imagens que apresentou, recorrendo a passagens, quer do Antigo, quer do Novo Testamento, o Sr. D. António procurou mostrar como o Seminário pode e deve ser o lugar onde, seguindo o exemplo de Maria, os seminaristas devem aprender a abrir caminhos novos, abrindo-se às pessoas num abraço terno e alegre.

O ponto alto da celebração ocorreu com a celebração da Eucaristia, presidida pelo Sr. D. António e concelebrada pelo Sr. D. Jacinto, pelo Sr. D. António Rafael, pelo Mons. Joaquim Dias Rebelo, Vigário Geral da Diocese e com cerca de duas dezenas de sacerdotes.

Na homilia, o Sr. D. António, no comentário às leituras do dia, referindo-se a Maria como aquela que guardava todas as palavras, compondo-as no seu coração. “Mulher bela, entretida com a Música divina, ela soube ouvir para depois espalhar essa melodia divina nos caminhos que percorreu”, afirmou o Prelado lamecense.

Seguiu-se o almoço para todos os presentes, o qual foi o prelúdio da tarde de convívio que fechou a festa da padroeira do Seminário de Resende.

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 Diocese de Lamego – Gabinete de Imprensa

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Padres portugueses vencem «europeu» de futsal

In Agência Ecclesia

Os padres portugueses venceram, esta quinta-feira, pela primeira vez, o Campeonato Europeu em Futsal para sacerdotes católicos, cuja sexta edição decorreu na cidade de Gyula, Hungria.

Depois do empate no final do tempo regulamentar, os padres portugueses ganharam (4-3) à seleção da Croácia através da marcação de penalties, como relatou hoje à Agência ECCLESIA o padre Marco Gil, capitão da seleção

O sacerdote português referiu que o jogo “foi difícil, mas estava controlado”, apesar da desvantagem inicial, porque as “oportunidades de marcar golos iam surgindo”.

Antes do jogo, o capitão da seleção portuguesa sentia que jogadores estavam “calmos” e “que era possível trazer a taça para Portugal”.

Durante o torneio, que se iniciou na segunda-feira, os padres portugueses jogaram sete partidas e apenas foram derrotados uma vez.

Eslováquia, Roménia, Ucrânia, Áustria, Polónia e Bósnia-Herzegovina e Croácia foram os adversários dos padres portugueses no torneio que decorreu na cidade húngara, cerca de 230 quilómetros a sudeste de Budapeste.

Ao nível de prémios individuais, o padre Marco Gil referiu que o melhor guarda-redes foi o da Eslovénia e o melhor marcador foi um sacerdote polaco.

O padre Custódio foi o eleito do capitão português para melhor jogador da equipa das «quinas».

Sobre o trabalho do treinador, padre José Cunha, o capitão refere que “ele percebe muito de futsal”, mas não esquece a experiência acumulada dos anos anteriores e o labor dos jogadores.

Em conversa com a Agência ECCLESIA, o padre Cunha começou logo por dizer que estava “rouco” por causa da forma de dar indicações para dentro de campo.

“Valeu a pena”, referiu.

A equipa nacional regressa hoje a Portugal, pelas 23 horas, tendo garantido um título inédito, após o segundo lugar na competição de 2011.

O próximo torneio decorrerá na Eslovénia.

Na equipa que venceu o torneio também participou o P. Amadeu Costa e Castro, Arcipreste de S. João da Pesqueira, da Diocese de Lamego.

LFS/OC

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Departamento Nacional da Pastoral Juvenil reúne em Fátima

O Departamento Nacional da Pastoral Juvenil reunirá, em Fátima, nos dias 10 e 11 de Fevereiro, com todos os diretores diocesanos e respetivos assistentes.
O encontro inicia às 21h30 de sexta feira com a abertura da ordem de trabalho pelo bispo de Viseu, D. Ilídio Leandro, vogal da Comissão Episcopal do Laicado e Familia.
O objetivo é a elaboração de um plano de atividades para o triénio, dar conhecimento de todos os membros que compõem a equipa nacional e perceber a realidade das dioceses no âmbito juvenil.
Em destaque estará a publicação do livro “Firmes na Fé” (que concentra todas as mensagens e discursos do papa em Madrid, uma publicação das Paulinas e do DNPJ), a partilha de experiências das JMJ Madrid 201, programação do Fátima Jovem 2012 e toda a ação que mobilizará a juventude para RIO 2013.
Esta será a primeira vez que os representantes de cada diocese reunirão com o novo diretor da pastoral juvenil, P. Eduardo Novo, que redigiu por mail uma carta convocatória para todos, onde realça que “na pluralidade das nossas vivências e carismas, somos convidados, e interpelados pela força do Espírito Santo, a, com trabalho, sonho e ousadia definir um projecto plural, mas comum, para o Departamento Nacional”.
O encontro termina no sábado, dia 11 de fevereiro, após almoço.
Da Diocese de Lamego, participará neste encontro o P. Bráulio Carvalho
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Tomada de posse do Sr. D. António Couto, Bispo de Lamego

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D. António Couto participa na Formação Permanente do Clero de Aveiro

A formação permanente do Clero da Diocese de Aveiro arrancou hoje com três intervenções sobre diferentes perspectivas acerca da família.
Na Casa Diocesana de Albergaria-a-Velha, 50 padres e diáconos viram e ouviram D. António Couto apresentar a visão bíblica da família e, de tarde, o Pe. Francisco Martins e Juan Ambrosio, respectivamente, a visão sacramental e pastoral da realidade familiar.
 O Bispo de Lamego começou a sua intervenção como uma citação de Ignacio Buttita (poeta siciliano): “um povo torna-se pobre quando lhe roubam as canções que aprendeu dos seus pais”.
 A partir de três exemplos veterotestamentários (um do Deuteronómio e dois dos Salmos), o biblista relevou o papel de transmissão e de “recitação daquilo que é precioso” e que cabe aos pais dizer aos filhos. E afirmou: “no dia em que perdermos a música e a toada familiar inscrita na Bíblia ficaremos sem sentido e à deriva”.
 Para o responsável da Comissão Episcopal da Missão e Nova Evangelização, este é o grande “património espiritual da família”, pois pai e a mãe devem ter uma “música a passar aos seus filhos”. E questionou: “Num tempo em que os pais não se encontram com os seus filhos o que é que lhes podem dar a não ser uns quantos euros?
 D. António Couto destacou, depois, que na família tem de haver um “pioneiro”, um “abridor de caminhos”. Este é o papel que cabe ao que na Bíblia se designa de “feliz, de beato, de bem-aventurado”.
Antes de finalizar a sua intervenção falou ainda da “música do Dom” e da “música do Amor”. Pegando nas palavras “matrimónio e património” destacou que na origem das duas está o “munus”, o “dom”. E atirou que “quem recebe um dom deve entrar no jogo do dar”, sabendo-se que “quem não joga este jogo fica imune”.
 Acerca da “música do amor” estabeleceu a diferença entre “amar” e “estar apaixonado”. Para o prelado, “estar apaixonado é um estado, amar é um acto”. Não é necessariamente certo que quem esteja apaixonado ame quem quer que seja.E ironizou: “a Bíblia não é estúpida. A Bíblia não manda apaixonar-se, mas manda-nos amar”.
 Finalizou destacando a preciosidade que toda a Bíblia coloca nas mãos e no coração, desafiando a Igreja a saber dar o seu contributo a uma sociedade cada vez mais anestesiada e mais imune à cultura do dom, do amor e da família.
Pe. José António Carneiro, GIDA, Diocese de Aveiro
Foto: P. Júlio Grangeia

O bispo de Lamego afirmou esta segunda-feira que “a Bíblia não é estúpida”, durante a intervenção que dirigiu aos padres da diocese de Aveiro reunidos em Albergaria-a-Velha para um encontro formativo.

“A Bíblia não é estúpida. A Bíblia não manda apaixonar-se, mas manda-nos amar”, sublinhou D. António Couto na conferência sobre a evolução da instituição familiar no Antigo e Novo Testamento, refere uma nota de imprensa da diocese aveirense enviada à Agência ECCLESIA.

O responsável alertou para os riscos da falha de transmissão das narrativas bíblicas de pais para filhos: “No dia em que perdermos a música e a toada familiar inscrita na Bíblia ficaremos sem sentido e à deriva”.

“Num tempo em que os pais não se encontram com os seus filhos o que é que lhes podem dar a não ser uns quantos euros?”, perguntou o presidente da Comissão Episcopal da Missão e Nova Evangelização aos 50 padres presentes no encontro.

O teólogo Juan Ambrosio apresentou os reptos colocados às famílias, que são um “espaço de vida privada” cada vez mais “centrada no indivíduo”, o que obriga a “sucessivas reconfigurações”.

O encontro formativo prossegue hoje com a intervenção do padre Vasco Pinto de Magalhães, que vai falar sobre os “Desafios da sociedade à família” e os “Desafios da família à sociedade”.

Após o almoço realiza-se um painel sobre “Catequese intergeracional e catequese familiar” com Maria Isabel Azevedo de Oliveira e os padres Joaquim Martins (Diocese de Aveiro) e Vasco Gonçalves (Diocese de Viana do Castelo).

O padre vianense reflete esta noite, no Seminário de Santa Joana Princesa, em Aveiro, sobre a “A catequese familiar: o que é e como se pode projetar”, numa conferência dirigida a todos os fiéis envolvidos na educação cristã e na evangelização.

GIDA/RJM

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