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Archive for Fevereiro, 2017

Mensagem de D. António Couto para a Quaresma 2017

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O DOM ALUMIA, MAS O PECADO CEGA

  1. «O outro é um dom», «o pecado cega-nos», «a Palavra é um dom», são, por esta ordem, os subtítulos ou fios condutores com que o Papa Francisco costurou a sua mensagem para esta Quaresma de 2017 que agora se inicia. Entre «dom» e «dom», o pecado, que é uma espécie de nó cego no coração, bloqueia-nos num mundo de portas fechadas a cadeado, tornando-nos imunes, isto é, vacinados, indiferentes, insensíveis, face aos outros e face à Palavra, aquela que vem de Deus, Palavra criadora e carinhosa, e aquela que vem dos outros, da ternura dos outros, mas também das suas dores, sofrimentos e gritos.
  1. Sim, o dom é primeiro. A Palavra criadora de Deus está antes das coisas, da história e de mim. Ou não seria Palavra criadora! E ainda antes de mim estão outras mãos que me acolhem com carinho. É suficientemente claro que não fui eu o primeiro a chegar aqui. Diz Deus para Baruc e para mim: «Tu procuras para ti coisas grandes! Não procures! Porque eis que Eu farei vir a desgraça sobre toda a carne, oráculo do Senhor. Mas darei a ti a tua vida como despojo em todos os lugares para onde fores» (Jeremias 45,5). E João, o Batista, aponta a cada um de nós a fonte da vida e do dom, afirmando: «Um homem nada pode receber, a não ser que lhe tenha sido dado do céu» (João 3,27). E São Paulo deixa a retinir nos nossos ouvidos a pergunta essencial: «Que tens tu que não tenhas recebido?» (1 Coríntios 4,7).

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RETIRO PARA AGENTES PASTORAIS – Jornada de Oração/Reflexão

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No próximo dia 4 de março, primeiro sábado da Quaresma irá decorrer nas instalações do Seminário de Lamego uma Jornada de Oração e Reflexão (retiro) para Agentes Pastorais.

Se todos gostamos de ter razões para o viver do dia a dia, é essencial também cultivar as razões da nossa fé e aprofundar o sentido do nosso empenho como discípulos / apóstolos de Jesus Cristo.

Especialmente orientado para aqueles que desempenham uma missão concreta (serviço) na comunidade  cristã, a participação é aberta a outras pessoas. Sob o lema, “Corações novos no testemunho da Boa Nova”, o programa terá a seguinte sequência:

9.30 – Acolhimento

10.00 – Oração da manhã

                – Meditação

10.45 – Exposição do Santíssimo

                – Reflexão

                – Oração/reflexão pessoal

                – Celebração do Sacramento da Penitência

                – Oração comunitária

                – Bênção do Santíssimo

12.45 – Almoço

14.15 – Diálogo – Partilha

14.45 – Reflexão: A nossa diocese e os desafios da nova evangelização.

(Observação: o andamento e o acerto do horário da parte da tarde dependerá da disponibilidade dos participantes)

– É conveniente que os participantes informem antecipadamente da sua presença (se possível até ao dia 1 de Março Telefone: 254612151) para facilitar a preparação de materiais de apoio e do almoço).

in Voz de Lamego, ano 87/15, n.º 4400, 21 de fevereiro de 2017

Centenário das Aparições | Viver a Mensagem

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Na semana passada escreveu-se aqui sobre os “apelos do Céu”, apontando para as aparições e para o que nelas foi ensinado. Isto porque se, inicialmente, o que mais impressionará serão determinados prodígios (visões e milagres), a verdade é que, o mais importante será sempre o ensinamento, a tal “mensagem” que deve ser escutada e acolhida. A “mensagem de Fátima” interpela e convida para uma vivência evangélica.

Olhando assim para Fátima, facilmente compreendemos que, mais do que as estruturas levantadas, as peregrinações habituais, os relatos que se fazem, as imagens dos peregrinos que se propagam, a presença de protagonistas mais ou menos conhecidos… o mais importante será sempre a “mensagem” e o apelo à sua vivência.

O Santuário de Fátima, enquanto espaço, é uma referência mundial e incontornável ponto de encontro da Igreja em Portugal, mas cada peregrino que ali acorre deve empenhar-se em conhecer a sua “mensagem” e esforçar-se no seu cumprimento, porque por ali ecoam ensinamentos e apelos do Evangelho.

Afinal, que destaques reter da Mensagem de Fátima? Eis alguns…

Apelo à conversão. Num tempo em que o eterno é esquecido, todos são destinatários do convite para colocar Deus no centro, deixando-se guiar pelo Evangelho. A conversão é objectivo de toda a vida e condição de acesso ao Reino de Deus. Um convite que se torna mais urgente quanto maior é o risco de fugir de Deus, tratar a fé como algo supérfluo e cair na indiferença. E sabemos como a conversão de uns poderá beneficiar outros, porque o testemunho é visto e o exemplo pode ser seguido.

Penitência. Na vida do cristão estará sempre presente a cruz. Não porque se busque, já que o sacrifício não tem valor em si mesmo, mas porque a felicidade não se alcança com facilidade e tal iniciativa pode contribuir para a afirmação da vontade, o fortalecimento da determinação e fidelidade, para enfrentar o facilitismo e desenvolver a atitude de serviço. O sacrifício, a penitência, a expulsão do pecado da nossa vida pessoal de que se fala em Fátima, está ao serviço do caminho da cruz que se percorre para chegar à salvação. A luta contra o pecado é contínua, porque permanente é também a certeza da misericórdia de Deus.

Oração. Repetidamente, Nossa Senhora, na sua mensagem, uniu estreitamente, a penitência à oração do rosário, uma popular devoção que proporciona a contemplação de importantes passagens evangélicas e sintetiza, nas suas orações, importantes ensinamentos do Senhor. Rezar é estar diante de Deus e em comunhão com os irmãos. Desde as aparições do Anjo, em 1916, que Fátima apela à oração de adoração e do rosário. Em ambiente litúrgico, em assembleia ou a sós contribui para uma maior proximidade com Deus e com os outros, vencendo as tentações e ajudando no crescimento e perseverança do crente.

Continuaremos…

JD, in Voz de Lamego, ano 87/15, n.º 4400, 21 de fevereiro de 2017

Dissertação de Mestrado do Pe. Luciano Moreira

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No dia 16 deste mês, o Padre Luciano Augusto dos Santos Moreira apresentou e defendeu a sua dissertação de Mestrado em História, ramo de Sociedades, Políticas  e Religiões, orientada pela Doutora Maria Alegria Fernandes Marques, na Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra.

O trabalho deste sacerdote do nosso presbitério, pároco na zona pastoral de Penedono (Penedono, Penela da Beira, Granja e Póvoa de Penela), intitula-se “A evolução da rede paroquial entre o Coa e o Távora, do século XI ao século XVI”.

O Júri apreciou e louvou o trabalho desenvolvido, atribuindo-lhe a nota de dezanove valores.

O nosso jornal, porta-voz de todos os diocesanos, felicita o Pe. Luciano pelo percurso já realizado e pelo êxito alcançado. Esperamos poder vir a divulgar, brevemente, a publicação deste estudo, bem como a de outros trabalhos que, estamos certos, lhe irão seguir.

in Voz de Lamego, ano 87/15, n.º 4400, 21 de fevereiro de 2017

Encontro de Jovens: Vigília de Oração em Tabuaço

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Vivemos no passado dia 11 a XXV Jornada Mundial do Doente. Nesse espírito, uma semana depois, na paróquia de Tabuaço mas a nível diocesano, aconteceu, como resposta à proposta do Departamento Diocesano da Pastoral dos Jovens de Lamego (DDPJ) uma vigília de oração pelos doentes. Esse momento de oração foi preparada pelas gentes de Tabuaço, especialmente pelo Grupo de Jovens (GJT). Nessa vigília, motivados pela ação global de recordação e oração em favor daqueles onde o próprio Cristo se diz Presente, fomos convidados à meditação nessa dura realidade: a doença. Porém, como Filhos do Deus Vivo, não ficámos nesse plano, fomos até ao “Médico dos corpos e das almas” e encontrámo-nos com Ele, na certeza de que Ele está onde dois ou três estiverem reunidos em Seu Nome.

O momento de oração foi presidido pelo sr. diácono Luís Rafael Azevedo, presidente do DDPJ e contou com a presença de jovens de outras paróquias que se quiseram associar à dinâmica. A iniciativa teve início pelas 21h00 e terminou cerca de uma hora depois.

Toda a temática da vigília (“O Médico que é Hóspede”) apontou para a integralidade do doente, em que este, estando doente não é doente, mas sim uma pessoa com uma história de vida e uma dignidade inalienável que, naquela fase da vida, tem uma doença. Neste aspeto todos aqueles que acompanham os doentes são essenciais para manter a dignidade destes imaculada. No final, foi entregue uma oração a todos os que estiveram presentes com o intuito de a rezarem nos momentos de maior provação e sofrimento, estando doentes ou acompanhando-os em verdadeira comunhão.

Nesta dinâmica de amparo e união, houve depois da vigília tempo para um “chazinho” no Centro Paroquial para todos aqueles que quiseram conviver um pouco mais. Está de parabéns o GJT pela organização e todos os presentes pela fiel participação. A doença é uma realidade que mais direta ou indiretamente nos toca. Que todos os doentes encontrem a Paz no Deus da Vida.

Diogo Martinho

Seminarista / Grupo de Jovens de Tabuaço

in Voz de Lamego, ano 87/15, n.º 4400, 21 de fevereiro de 2017

Ultreia Arciprestal

Arciprestado de Moimenta da Beira, Sernancelhe, Tabuaço

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JESUS AMA-NOS

Foi debaixo desta enorme certeza que se realizou esta ultreia. Mais de sete dezenas de cursilhistas das várias paróquias deste arciprestado aceitaram o convite do Senhor para viverem momentos de oração e partilha. Começamos a ultreia invocando o Espirito Santo pois sabemos que sem a Sua força não caminharemos e jamais alcançaremos.

No capítulo 15 do evangelho de São João lido pelo senhor padre Aniceto, o Senhor mostra-nos o tanto que nos quer e o quanto nos ama.

Uma cursilhista, proclamou um pequeno rolho que tinha como titulo. «Como descobrir o amor de Deus na doença». Testemunhando como o senhor ajudou a descobrir o quanto a ama, e também como levar esse amor aos irmãos. Momentos fortes.

Seguiram-se os testemunhos de outros cursistas.

O Senhor diz-nos: onde dois ou três se reunirem em meu nome, Eu estarei no meio deles.

Mas o Senhor foi mais longe. Ele presenteou-nos com a Sua presença viva, Corpo, alma e Divindade, presente no Santíssimo Sacramento da Eucaristia.
Era hora de regressarmos a casa, não sem antes nos deliciarmos com um belo lanche que os nossos irmãos de Moimenta da beira prepararam.
Momentos maravilhosos e profundos, diante do Senhor, em que cada um partilhou com o Senhor, o que lhe ia no coração. A ultreia ia caminhando, não para o fim, é que a ultreia nunca acaba. É preciso levar o amor de JESUS para os nossos ambientes.

Agradecer ao Senhor a presença do senhor padre Diamantino, pároco desta paróquia e do senhor padre Aniceto, que quiseram partilhar estes momentos connosco.

OBRIGADO SENHOR POR TUDO O QUE NOS CONCEDES.

DECOLORES.

                                       Paulo Jorge, in Voz de Lamego, ano 87/15, n.º 4400, 21 de fevereiro de 2017

Encontro Interregional em Vila da Ponte

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Com Maria: INTERligando margens!

No fim-de-semana de 11 e 12 de Fevereiro, os Jovens sem Fronteiras (JSF) do Minho e do Douro reuniram-se em Vila da Ponte, sob o tema “Com Maria: INTERligando margens”, para um interregional inesquecível!!!

O encontro foi preparado ao pormenor e esteve recheado de surpresas! Quando os jovens do Minho e Douro chegaram a Vila da Ponte tinham à sua espera um acolhimento, onde não faltou alegria, boa disposição e onde pudemos ouvir pela primeira vez o hino deste InterRegional, cuja letra nos desafiava:

«Não olhes p’ra vida só vendo as paisagens!

Sai do teu sofá onde só vês miragens!

Vem construir pontes, construir passagens!

Juntos “Com Maria INTERligando margens”! »

A manhã terminou com um almoço partilhado, que permitiu um primeiro contacto entre todos, começando assim a união de margens. Ler mais…