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Archive for Agosto, 2015

Bicicleta de 12 lugares com religiosos a pedalar por Portugal

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A Conferência dos Institutos Religiosos de Portugal (CIRP) apresentou hoje um ‘velocípede de 12 lugares’ do Ano da Vida Consagrada, em Vila Nova de Gaia. “Para além de ser um excelente e saudável meio de transporte, de (des)encontros, este velocípede de 12 lugares evocará outro grupo de apóstolos. Vai congregar consagrados(as) que desejem e puderem afetiva e efetivamente pedalar pelos caminhos lusitanos humano-divinos”, explica o presidente da CIRP.

Segundo o responsável, a bicicleta de 12 lugares é um “sinal itinerante” que “ousa facilitar novos diálogos” nos lugares da vida quotidiana dos cidadãos. Neste contexto, os Institutos Religiosos e Seculares querem “ousar romper preconceitos” sobre quem são e o que fazem testemunhando a “genuína fraternidade, a desafiante multiculturalidade” e a “enriquecedora complementaridade na diversidade” através da “alegria” de seguirem Jesus Cristo.

Em pleno Ano da Vida Consagrada, vivido com o lema ‘Vida Consagrada na Igreja Hoje: Evangelho, Profecia e Esperança’, os religiosos vão manifestar a sua “dedicação ao próximo, exercitando a gramática da proximidade e contagiando o abraço de Deus para todos/as e para cada pessoa”, acrescenta o padre Artur Teixeira.

Confiantes na “proteção de Nossa Senhora de Fátima”, a meta desta viagem é o santuário mariano da Cova da Iria, onde esperam chegar a 7 de fevereiro de 2016, coincidindo com a peregrinação nacional de encerramento do Ano da Vida Consagrada em Portugal.

Uma iniciativa que pretende especificamente até 2 de fevereiro de 2016 ajudar institutos religiosos e seculares a concretizarem três grandes objetivos: “Fazer memória agradecida do passado; abraçar o futuro com esperança e viver o presente com paixão.”

in Voz de Lamego, ano 85/39, n.º 4326, 25 de agosto

Virgem Peregrina de Fátima | Zona Pastoral de Cinfães

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Nos dias seis e sete de Agosto, a zona pastoral de Cinfães teve a dita honra de ser presenteada com a visita da imagem peregrina de Nossa Senhora, cumprindo-se assim mais uma etapa do programa definido pela Diocese de Lamego, no quadro do plano definido pelo Santuário de Fátima para preparação da celebração do centenário das aparições em que todas as dioceses serão agraciadas com a Sua presença.

A imagem da Virgem de Fátima, vinda de Castro Daire, foi acolhida, pelas 18H00,  nas Portas do Montemuro, por uma vasta multidão de crentes fervorosos de rostos comoventes.

Após a celebração de acolhimento, seguiu-se a caminhada processional num cortejo apreciável de automóveis até a Igreja Matriz de Cinfães onde foi rezado o santo rosário. No percurso, nas localidades de Fermentãos, Meridãos, Mourelos e Marcelim o cortejo automóvel teria de fazer uma breve paragem em razão das pessoas que se reuniram junto à estrada para com cânticos e flores saudarem a passagem da imagem peregrina.

O ponto alto deste dia aconteceu noite dentro, que teve o seu início, ás 21 horas, com a celebração da Eucaristia em recinto preparado para o efeito, no largo da Feira em Cinfães,  concelebrada por todos os párocos desta zona pastoral, contando-se com a presença de alguns milhares de pessoas das dezoito paróquias, devidamente enquadradas pelos respetivos estandartes e bandeiras de associações e movimentos paroquiais.

Após a Santa Missa, e a procissão de velas seguiram-se horas de veneração á Santíssima Virgem para que intercedesse junto do Seu Filho Jesus Cristo as bênçãos de que todos necessitam, com orações e cânticos apropriados e cuja responsabilidade coube a diversas equipas pastorais do arciprestado, terminado altas horas da madrugada.

No dia seguinte e após a Santa Missa na Igreja de Cinfães, a Imagem da Santíssima virgem rumou até á paróquia de Nespereira, passando por Vilar de Peso e Ervilhais, com as pessoas reunidas e ladeando as estradas, exprimindo a sua devoção filial a Maria.

Às 10.30 horas foi concelebrada a Eucaristia no recinto da gruta de Nossa Senhora de Lurdes com celebração mariana.

Dali a imagem peregrina da Virgem  foi transportada até á Paróquia de Souselo, passando por Fornelos, Moimenta, Travanca, Ponte da Bateira e  Couto. De Souselo partiu, pelas 15h00 para Oliveira do Douro passando por Espadanedo, Tarouquela, Piães e São Cristóvão de Nogueira.

Neste locais foi lindo ver grupos corais e movimentos das paróquias envolvidas, com carismas diferentes, prestarem culto á Virgem, com emoção, demonstrando cada um á sua maneira, uma inabalável confiança na mensagem que Nossa Senhora nos deixou em Fátima e paira nos céus deste país á beira mar plantado e abençoado por Ela.

Em Souselo e Oliveira do Douro tiveram lugar celebrações eucarísticas e marianas não havendo possibilidades de satisfazer todas as pessoas de outras localidades para estarem mais tempo junto da imagem por imperativos de horário.

Pelas 18h20 do dia 7 deste Agosto a imagem da Mãe de Cristo chegou a Aregos onde foi recebida pela zona pastoral de Resende do Arciprestado de Resende Cinfães.

A peregrinação que a zona pastoral de Cinfães fez por todo o concelho com a Virgem a presidir calou fundo nos corações de todos que viveram momentos emocionantes espelhados no rosto dos devotos que em número tão significativo prestaram vassalagem à Nossa Rainha em todos os locais por onde passou.

V. M., in Voz de Lamego, ano 85/39, n.º 4326, 25 de agosto

A simplicidade na oração em Taizé

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Em Taizé, três vezes por dia interrompem-se as diferentes atividades que ocupam os jovens: o trabalho, as reflexões bíblicas, as partilhas em pequenos grupos, o convívio. Os sinos chamam para a oração. Centenas, por vezes milhares de jovens dos mais diversos países dirigem-se à igreja e juntam-se aos irmãos da nossa Comunidade para rezar juntos.

Cânticos curtos, várias vezes repetidos, que procuram dizer em poucas palavras uma realidade fundamental facilmente assimilável. Depois, a leitura bíblica é feita em várias línguas. No centro de cada oração, o silêncio de alguns minutos é um momento único de encontro pessoal com Deus

Entre irmãos, ficamos frequentemente surpreendidos ao ver como os jovens participam nestas orações e depois as prologam ao serão, por vezes durante várias horas, em silêncio ou apoiados pelos cânticos meditativos. E os próprios jovens dizem-se muitas vezes espantados ao constatar o tempo que passam em oração em Taizé! Quando perguntamos aos grupos que encontramos no final de uma semana em Taizé o que mais os marcou, é raro a resposta não mencionar a oração.

Muitos dos que visitam a nossa colina dizem que em Taizé «se sentem em casa», que é como um porto seguro onde podem vir mesmo em momentos agitados. É impressionante ouvir estas mesmas expressões na boca de uma jovem professora lituana, de um jovem desempregado espanhol, de uma alemã estudante de teologia luterana, de uma estudante de enfermagem na Ucrânia ou de um informático húngaro. Ou ainda na boca de jovens africanos, latino-americanos e asiáticos que vêm a Taizé enviados pelas suas Igrejas, para passar três meses como voluntários durante o Verão

Será que podemos concluir que em Taizé nos esforçamos para nos adaptar aos jovens? Talvez, em certo sentido. Durante toda a sua vida, o irmão Roger procurou acolher e compreender aquilo que podia impedir alguém de confiar em Deus. Um dos primeiros irmãos da Comunidade, o irmão François, escreveu um artigo pouco depois da morte do irmão Roger onde dizia:

«O irmão Roger procurou sempre pôr-se no lugar dos jovens. O seu temperamento ajudava-o nesse sentido. Ele sentia e compreendia as coisas como eles. Ele pressentia facilmente o que era incompreensível para os jovens. (…) Ao ouvir o irmão Roger falar aos jovens, eu pensava muitas vezes na atitude missionária de São Paulo. Nas suas cartas, São Paulo adaptava o vocabulário aos destinatários, que eram extremamente diferentes uns dos outros, e integrava algumas expressões deles, com a única preocupação de poder ser compreendido. Uma elasticidade de espírito destas não é um sinal de fraqueza ou de temperamento versátil. Provém do facto do essencial ser mais firme do que tudo o resto.» («La Croix», 2 de Setembro de 2005.

No entanto, o irmão Roger não costumava falar em querer adaptar-se. Falava de simplificar. Muitas pessoas diziam que ele tinha uma linguagem que passava bem junto dos jovens. Mas ele não falava como eles. Nos seus textos, encontramos constantemente palavras bíblicas como «misericórdia», «compaixão», «comunhão»… Palavras que até parecem pouco acessíveis aos jovens. Apesar disso, surpreendentemente, na boca do irmão Roger, com as suas frases simples, os jovens não se assustavam com este tipo de vocabulário. No fundo, o irmão Roger conseguia dizer-lhes com simplicidade alguns aspectos exigentes da Fé cristã. Um pouco como nas parábolas do Evangelho, ele adaptava-se sem se adaptar. Falar com parábolas não é dizer tudo, mas deixar antever que há algo para aprofundar. Desta forma, sem compreenderem sempre tudo, os jovens percebem que há caminho a percorrer e algo mais a descobrir. É uma linguagem que não os desconcerta, mas que deixar espaço para avançar.

O irmão Roger procurava continuamente simplificar, tanto a forma de viver como a forma de se expressar. O melhor exemplo desse desejo de simplificação é talvez a nossa oração comunitária. Também nessa área, o irmão Roger deu um salto gigante: transformou pacientemente a oração, deixando de lado elementos que não são essenciais e que criam bloqueios inúteis. E tentou colocar nela tudo o que uma pessoa dos nossos tempos lá procura para aprofundar a confiança em Deus. Tornou contemplativa a própria oração comunitária.

A nossa forma de rezar, com cânticos simples e meditativos, teve a sua origem na vontade de tornar uma experiência interior acessível aos grandes números de jovens que nos visitam. Não que tudo tenha sido adaptado para a juventude. Os cânticos de Taizé não são propriamente feitos com músicas que se possam dizer «jovens». São cânticos profundamente enraizados na tradição contemplativa: através da letra, que vem frequentemente dos Salmos, da longa tradição de oração cantada que começou nas primeiras assembleias de Israel; e através do seu carácter meditativo e mesmo repetitivo. No fundo, no início a Comunidade cantava Salmos e hoje continua a fazer isso mesmo. Mas em vez de cantar todo o Salmo, ficamos só com um versículo, que meditamos juntos, deixando-o ecoar em nós e encontrar experiências que podem ser iluminadas.

Por isso não se trata verdadeiramente de uma adaptação, é preciso ir mais longe. O que toca os jovens em Taizé talvez seja o facto deles perceberem que nos esforçamos por tornar o mais simples possível a expressão da Fé, sem no entanto a nivelarmos ou a adocicarmos. Eles sentem, por vezes de forma emotiva e atingidos no mais profundo de si mesmos, que a oração que lhes é proposta não é a tradução na linguagem deles de uma realidade que lhes é estrangeira. É antes um convite a viver uma procura que os faz avançar e que, pondo na boca deles palavras de outros tempos, os obriga suavemente a saírem de si mesmos, libertando-os para novos horizontes.

Talvez os jovens sintam que, como Comunidade, ao termos em conta na liturgia a presença deles, procuramos alargar a nossa própria estrada, alargando a todos a intimidade que desejamos viver em Deus.

Para terminar, sublinho ainda dois aspetos da simplicidade que talvez ajudem a nossa oração a ser acessível, atraente e acolhedora para muitos jovens. Por um lado, ela não esmaga caminhos de Fé que podem ser muito tímidos e revelam até uma certa fragilidade. Por outro, centrando-se naquilo que é essencial, ela permite dar lugar à diversidade na expressão da Fé sem que cada detalhe seja motivo de discórdia. Hoje, para muitos jovens, a procura de unidade na diversidade não pode ser descuidada.

Irmão David, da Comunidade de Taizé, in Voz de Lamego, ano 85/39, n.º 4326, 25 de agosto

Visita Pastoral de D. António Couto à Paróquia de Ferreiros de Avões

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A freguesia conhecida por ser a “varanda do Douro” recebeu durante quatro dias a visita pastoral prevista pela Diocese de Lamego. Esta visita ocorreu nos dias 30 e 31 de Julho e 1 e 2 de Agosto. No primeiro dia o Sr. Bispo de Lamego, D. António Couto, encontrou-se com os colaboradores da paróquia. Este encontro, que se realizou na residência paroquial da freguesia, serviu de apresentação da dinâmica de trabalho referente às atividades que são desenvolvidas durante o ano. Estiveram representados o Conselho Económico, a Catequese, o Grupo Coral, o Movimento de Mensagem de Fátima, o grupo de Ornamentação da Igreja, o Apostolado da Oração, o Grupo de Jovens, a Obra Kolping, a Junta de Freguesia e a Comissão de Festas. Estas são as instituições que, juntas, promovem o desenvolvimento da freguesia de Ferreiros junto das mais diversas faixas etárias. No final deste encontro o Sr. Bispo referiu a importância da catequese para o desenvolvimento dos mais jovens, apelando à sua participação contínua até à realização do Crisma.

O segundo dia foi marcado por outro encontro, desta feita, na sede da Junta de Freguesia de Ferreiros. Neste encontro coube ao Presidente da Junta – Patrício Esteves, apresentar perante o Sr. Bispo, o Pároco da Paróquia, o seu executivo e assembleia e todos os líderes das associações existentes em Ferreiros de Avões, todas as medidas instauradas a nível social, cultural e empresarial na freguesia. Na sua intervenção, em forma de conclusão, o Sr. Bispo afirmou: “sendo Ferreiros uma freguesia da região demarcada, seria bom aproveitar todos os recursos naturais, cultivando toda a sua área. O trabalhador da terra não é menos digno do que o trabalhador dos escritórios”.

No terceiro dia, os contemplados com a visita de D. António Couto foram os doze doentes, assinalados pelo Sr. Padre Silvestre e Junta de Freguesia, como incapacitados de se dirigirem à Santa Igreja para receberem a Santa Unção. No que a este dia diz respeito, o Sr. Bispo de Lamego e o Sr. Padre de Ferreiros concordaram e referiram a fé, o carinho e a devoção com que foram recebidos nas casas dos seus paroquianos.

O culminar desta visita pastoral deu-se no domingo, dia 2 de Agosto, com a celebração da missa por parte do Sr. Bispo. A receção foi feita com muito entusiasmo pelos paroquianos, que esperaram a chegada do seu pastor, na entrada da igreja, com uma faixa e flores para o saudar. Depois de um discurso lido com muita emoção por parte de um conterrâneo da freguesia – Leonel Gonçalves, iniciou-se esta missa especial para os ferreirenses que foi também especial para um senhor, emigrado em França, que viu ser celebrada nesta missa a sua cerimónia da confirmação, o Crisma. Ao longo da celebração da missa, D. António Couto insistiu que a sua visita teve um propósito e este prende-se à transmissão da palavra de Deus. Afirmou também que a sua mensagem deve continuar a ser alimentada ao longo do ano, ou seja, que a união entre todos os ferreirenses deve ser contínua, que deve existir entreajuda entre todos, porque um trabalho feito em união traz resultados mais duradouros: “a alegria, o amor, a confiança e a esperança, a luzinha pequenina de todos estes sentimentos vem de Deus. Devemos partilhar a nossa luzinha com todos”, afirmou. Terminada a cerimónia religiosa foi realizado um almoço-convívio na cantina da freguesia que contou com a presença de cerca de cinquenta pessoas. No final da refeição, em forma de despedida o Sr. Bispo agradeceu a forma como foi recebido pela paróquia de Ferreiros e confidenciou, em entrevista, que o balanço final foi muito positivo: “quer com os nossos jovens, quer com os nossos idosos e doentes da paróquia correu tudo muito bem e foi muito bom”. Também o Sr. Padre Silvestre quis prestar o seu agradecimento a todos quantos ajudaram na organização desta Visita Pastoral e, emocionado, declarou em entrevista: “não há palavras que descrevam a ajuda dada pelos paroquianos, foi uma ajuda alegre, espontânea, forte, total, de gente ligada à Igreja e até menos ligada. É encantador ver como o Bispo congrega todo o povo à volta do pastor”. O Presidente da Junta de Freguesia questionado sobre o balanço final da Visita Pastoral afirmou ter corrido tudo bem: “correu tudo bem, estamos felizes por isso e fica o convite ao Sr. Bispo para voltar em breve”. Também a população concordou com a importância desta visita para a unificação da freguesia: “é muito importante, ficamos mais próximos”, afirmou Cassilda Xavier, responsável pelo almoço-convívio. “Estes convívios dão mais vida à freguesia” concluiu Mariana Moreira, uma jovem da freguesia de Ferreiros.

Texto: Laura Azevedo | Fotografia: Luís Saavedra

in Voz de Lamego, ano 85/39, n.º 4326, 25 de agosto

IRMÃO E PASTOR | Editorial Voz de Lamego | 25 de agosto

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A Voz de Lamego desta semana abre com as Festas de Nossa Senhora dos Remédios, que entretanto já ocupam a vida da cidade e da região. Como sempre, muitos outros eventos, textos, notícias, reflexões, preenchem as páginas de cada edição. Para iniciar a leitura, o Editorial do Diretor, reverendo Pe. Joaquim Dionísio, esta semana bobre o Simpósio do Clero, que por estes dias se realizará em Fátima:

IRMÃO E PASTOR

A Comissão Episcopal para as Vocações e Ministérios organiza para os padres portugueses mais um simpósio nacional, entre os dias 31 de Agosto e 03 de Setembro, em Fátima. Trata-se, como habitualmente, de proporcionar um encontro alargado que seja um tempo forte de oração e exteriorize a alegria da vocação, ao mesmo tempo que favorece o diálogo, a partilha e a escuta de reflexões que questionam e ajudam a avançar.

Para lá da oportunidade para sair do espaço habitual, do proporcionar o convívio social e fraterno e da partilha de experiências e situações de vida, o Simpósio é também momento marcante da formação contínua a que todos são chamados.

E há sempre algo para acolher e aproveitar, muito para lá do programa proposto ou dos oradores previstos: pela comunhão e fraternidade que se experimentam, pela diversidade de contextos de vida que se juntam, pela visão que se proporciona quando saímos da nossa “zona de conforto”, pelas sugestões apontadas, pela reflexão divulgada, pelos testemunhos partilhados, pela aquisição de algum livro e, sobretudo, pela oração e escuta.

O Simpósio é uma oportunidade para escutar, não apenas os oradores, mas também o Senhor que conta com cada um para a missão. E nem sempre é fácil o exercício humilde de escutar para quem está, sobretudo, habituado a falar para os outros.

“Padre, irmão e pastor” é o tema escolhido para este VIII Simpósio, através do qual facilmente se percebe que, sem a proximidade física e afectiva, dificilmente o padre viverá a sua vocação e cumprirá efectivamente a missão que a Igreja lhe confiou.

O Simpósio pode ser um contributo para reavivar a vontade de estar perto e de não recear o tal “cheiro das ovelhas” de que fala o Papa.

in Voz de Lamego, ano 85/39, n.º 4326, 25 de agosto

XLI ENCONTRO NACIONAL DE PASTORAL LITÚRGICA

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Comunicar na liturgia

Pela 41ª vez, entre os dias 27 e 31 de julho, reuniu-se em Fátima um grupo de cerca de 1100 participantes em mais uma Semana Nacional da Pastoral Litúrgica, este ano subordinada ao tema “A comunicação na liturgia”. Durante a semana foram vários os momentos que nos ajudaram a refletir e compreender o modo como a liturgia é fonte e meio para o encontro com Deus.

Os vários oradores procuraram apresentar vários prismas referentes à relação entre Homem e Deus na celebração litúrgica. Nas várias apresentações, evidenciou-se a liturgia como o momento auge e incontornável de toda a vida da Igreja, onde é possível o encontro corporal entre Deus e os homens, quer pela presença corpórea no pão e vinho consagrados, quer pela voz do celebrante e dos leitores que proclamam a mensagem salvífica para toda a assembleia.

Foi discutida também a importância de uma correta postura dos fiéis e do presidente para que se criem as condições necessárias para a consciencialização da real presençade Deus e para que esta possa ser sentida por toda a assembleia celebrante: “A liturgia não reclama uma presença de espectadores, não, a liturgia reúne um corpo vivo” (Prof. Dr. José Frazão) e celebranteque é o corpo eclesialcujo a cabeça é Cristo. Apontou-se ainda a importância de todos se abrirem ao Espírito Santo que é quem nos pode fazer sentir Deus, nos ensina quem Ele é e a sua vontade, apontando-se a demasiada catequese como irrelevante quando essa abertura não se verifica: “O centro do cristianismo não é compreender Jesus Cristo, mas sim ser encontrado por Ele” (Ibidem) e esse encontro só é possível na Eucaristia “onde podemos ser tocados e tocar o corpo real de Cristo” (Ibidem).

Temas como “o canto como comunicação”, “a liturgia e as novas tecnologias”, “as artes ao serviço da liturgia” foram alguns dos assuntos também tratados no variado leque de apresentações e de oradores, que sem dúvida, proporcionaram aos participantes mais atentos, novos horizontes úteis para as várias missões que cada um desempenha na vida comunitária da Igreja.

À formação aliou-se aindaa oração com os momentos diários de celebraçãoda Eucaristia e da liturgia das horas, mais precisamente das Laudes e Vésperas.

Importa ainda fazer aqui referência aos treze participantes oriundos da Diocese de Lamego, entre os quais leigos(as), sacerdotes, religiosos(as) e seminaristas, procurando desta forma também apelar à participação de mais cristãos da nossa diocese nos próximos encontros.

João Pereira, Diogo Rodrigues e Vítor Carreira, seminaristas

in Voz de Lamego, ano 85/38, n.º 4325, 18 de agosto

Peregrinar com o Movimento da Mensagem de Fátima

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MMF na Espanha

O MMF da Diocese de Lamego, realizou nos dias 14, 15 e 16 de Agosto a sua peregrinação a Tuy e Pontevedra, passando por Balazar e S. Tiago de Compostela.

Em Tuy e Pontevedra  Nossa Senhora continuou as aparições à Irmã Lúcia nos anos de 1925 e 1926, os peregrinos foram convidados,  a entrar um pouco mais no conhecimento da Mensagem de Fátima.

Os apelos feitos por Nossa  Senhora  em Pontevedra  à Irmã Lúcia, para que se estabelecesse no mundo a devoção ao seu Imaculado Coração e a devoção dos cinco primeiros sábados; as aparições em Tuy sobre o mistério da Santíssima Trindade;  a ligação entre os acontecimentos de Balazar, com a vivência reparadora da Beata Alexandrina e os pastorinhos de Fátima são conteúdos explicados  aos peregrinos, nos lugares próprios onde tudo aconteceu .O MMF  ao levar a efeito esta peregrinação, pretende  ajudar os peregrinos a descobrir formas de aprofundar e viver melhor  a sua  fé.

Não foi descurada a parte lúdica da peregrinação, o convívio, a admiração de paisagens, monumentos e outros momentos de lazer. São dimensões que fazem parte integrante  da mesma.  Regressámos  com o coração mais enriquecido  pelos conhecimentos adquiridos, pelos laços de  amizade  e pelo sadio convívio que se aconteceu.

Aos participantes, o Secretariado Diocesano agradece o empenho  e  a atenção  dispensada   durante toda a peregrinação.

Que Maria Mãe de Deus e nossa Mãe a todos ajude e proteja nesta caminhada da vida.

O Secretariado, in Voz de Lamego, ano 85/38, n.º 4325, 18 de agosto