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Archive for the ‘Jesus Cristo’ Category

Pedras Vivas – Festas da Catequese na Paróquia da Sé

PRIMEIRA COMUNHÃO NA SÉ

Como sempre acontece na paróquia da Sé iniciamos o Mês de Maria prestando-Lhe a maior e mais bonita homenagem  – entregando ao Seu cuidado e proteção as crianças que  vão receber pela primeira vez o Seu Filho Jesus.

Homenageamos ao mesmo tempo todas as mães que desde o berço guiaram estas crianças no caminho de Deus e lhes ensinaram as primeiras orações.

Em ambiente renovado pelo belíssimo altar que enriquece a Casa do Pai, celebramos todos em família o momento especial que estas crianças viveram, e rezamos para que não se afastem da Casa que os vê crescer na Fé e na Graça.

FESTA DA AVÉ-MARIA

Continuando a homenagear a Mãe, os nossos mais pequeninos foram este 2.º domingo de Maio consagrados aos seus cuidados maternais na Festa da Avé- Maria.

Ainda tão necessitados do colo das suas mães terrenas, terão certamente um “colinho” especial da Mãe do Céu que os acompanhará no seu percurso de crescimento na Fé Cristã.

Com eles está toda a comunidade paroquial, feliz por acolher estas crianças e por ajudar ao proporcionar um ambiente de amor e ternura onde se sintam cuidados.

IM, in Voz de Lamego, ano 88/24, n.º 44590, 15 de maio de 2018

Festa da Eucaristia na Paróquia de Almacave


No dia 13 de Maio, dia de Nossa Senhora de Fátima, decorreu no Auditório do Centro Paroquial de Almacave, a celebração do Sacramento de Eucaristia, para 57 catequizandos do 3º ano de Catequese, que fizeram o seu percurso com um grupo de 6 Catequistas que os acompanharam desde o 1º ano.

Vai-se notando a diminuição da natalidade a nível destes grupos mas, apesar de tudo, há ainda inúmeros pais e familiares comprometidos, que fazem com que os seus filhos percorram o seu caminho de formação religiosa, acompanhando-os à Eucaristia dominical e mesmo fazendo parte do Coro de Pais e Filhos, onde trazem os seus pequenos seres, dom de Deus nas suas vidas.

Como habitualmente o Auditório do Centro Paroquial torna-se exíguo nestas cerimónias, pois foram várias centenas de familiares e amigos que quiseram estar presentes com os meninos, nesta sua Festa de encontro com Jesus.

A preparação que decorreu 3 dias antes, foi ponto de referência para o reunião com os sacerdotes que, assim acompanham este percurso, bem como para a preparação de toda a cerimónia, o que estas crianças fazem com muita vivacidade mas também com sentido de cuidado e carinho na sua caminhada.

As suas confissões junto dos sacerdotes são sempre momentos lindos pelo seu “temor” inicial mas que, logo se torna alegria do encontro com o perdão de Jesus. Uma criança disse mesmo, após a sua confissão: “já desabafei com o Senhor Padre e estou muito contente”… ah singela pureza de crianças…

O dia da sua Primeira Comunhão com Jesus é de uma beleza excepcional, pois cada uma vive o momento de forma diferente e a sua alegria esfusiante  renova-nos a esperança de que o brilho da Luz de Jesus as ilumina e nos traz a Fé de que a Igreja tanto necessita. São estes momentos em que lembramos a passagem do Evangelho: “Deixai vir a Mim as criancinhas porque delas é o Reino do Céu”

Hoje foram pequenos sacrários que se abriram e que se espera que os seus pais os continuem a acompanhar na Eucaristia Dominical, para que assim possam renovar a sua Comunhão todas as semanas.

E, porque há gestos que nos surpreendem, uma Senhora, a D. Cândida, de 90 anos esteve no dia anterior a confecionar em surpresa biscoitos e bolinhos, bem como preparou algumas guloseimas para serem oferecidas a todos os meninos. Um gesto de carinho muito bonito pelo que os catequistas sensibilizados rezam a Maria pelo bem desta Senhora que já noutras ocasiões teve gestos silenciosos com os meninos da nossa Catequese.

A Maria pedimos, através da consagração realizada pelos meninos, que eles sejam abençoados e o gesto da oferta da sua flor branca à Mãe do Céu foi o simbolismo da entrega dos seus pequenos corações.

Que Maria a todos abençoe e faça com que os seus familiares continuem a fazer caminho de graça com eles, neste percurso catequético.

Isolina Guerra, in Voz de Lamego, ano 88/24, n.º 44590, 15 de maio de 2018

DESEJO e SEDE | EDITORIAL VOZ DE LAMEGO | 1 de maio de 2018

DESEJO e SEDE

Por estes dias não faltarão textos e testemunhos para assinalar o sucedido em Paris há 50 anos, Maio de 68, bem como a alusão a algumas das consequências do movimento então iniciado.

A propósito, sem entrar em grandes explicações ou detalhes, sublinha-se apenas a vontade de abolir interditos (“é proibido proibir”), abrindo à possibilidade de experimentar tudo sem a obrigatoriedade de não se decidir por nada. Uma postura que conduziu a uma certa volatilidade dos compromissos, ao consumismo, a uma atrofia dos fins e a uma cultura do “assédio constante”. Um facto que continua a ver-se: vivemos numa “sociedade excitada” que proporciona uma contínua possibilidade de experimentar, ansiosa pela novidade.

O desejo de experimentar é natural e inato, mas a ausência de regras e do sentido do interdito pode levar a uma “cultura frígida, estéril e esterilizadora”.

Daí que alguns estudiosos, como Maria Clara Bingemer (Experiência de Deus na contemporaneidade, Paulinas, 2018), afirmem que estamos numa “cultura em recesso de desejo”, onde o “desinteresse progressivo” se torna visível. Porque, “pretender experimentar tudo pode ser, no final, não experimentar verdadeiramente nada”.

O Padre Tolentino Mendonça, no recente retiro pregado em Roma, também falou do assunto (Elogio da sede, Quetzal, 2018), sublinhando a importância da “sede de viver”, afirmando que “há na nossa cultura, e nas nossas Igrejas de igual modo, um défice de desejo”.

E identifica esta ausência de desejo com a “acédia”, que conduz à perda de vontade, a “olhar para a vida de um modo atonal, sem apetite”, uma espécie de indiferença, falta de presença e de interesse, perda de gosto de viver, desvitalização interior.

E conclui: “quando renunciamos à sede é que começamos a morrer”, com o risco de sermos como um “corpo abandonado sem sepultura”.

O desejo e a sede traduzem a abertura ao infinito.

Pe. Joaquim Dionísio, in Voz de Lamego, ano 88/22, n.º 44588, 1 de maio de 2018

Modelo cristão de felicidade como alternativa: Alegrai-vos e exultai

Exortação apostólica Gaudete et Exsultate

O Papa Francisco publicou ontem a sua nova exortação apostólica (documento pontifício de índole catequética), dedicada à santidade, na qual propõe um modelo cristão de felicidade como alternativa ao consumismo, à pressa e à indiferença face ao outro. “Se não cultivarmos uma certa austeridade, se não lutarmos contra esta febre que a sociedade de consumo nos impõe para nos vender coisas, acabamos por nos transformar em pobres insatisfeitos que tudo querem ter e provar”.

A exortação apresenta-se como um “apelo” renovado à santidade como proposta radical de vida. “O Senhor pede tudo e, em troca, oferece a vida verdadeira, a felicidade para a qual fomos criados. Quer-nos santos e espera que não nos resignemos com uma vida medíocre, superficial e indecisa”.

A terceira exortação apostólica do pontificado defende a necessidade de travar a “corrida febril” da sociedade contemporânea para recuperar espaço para Deus e tempo para os outros. “Tudo se enche de palavras, prazeres epidérmicos e rumores a uma velocidade cada vez maior; aqui não reina a alegria, mas a insatisfação de quem não sabe para que vive”, adverte o pontífice, que fala na tentação de “absolutizar o tempo livre”.

Francisco diz que, nesta sociedade, “volta a ressoar o Evangelho” para oferecer “uma vida diferente, mais saudável e mais feliz”, a santidade. Esta, explica, não está reservada apenas a algumas pessoas, mas encontra-se “por toda a parte”, nas famílias, no trabalho, naquilo a que o Papa chama como “classe média da santidade”, inclusive “fora da Igreja Católica e em áreas muito diferentes”.

O Papa elogia os “estilos femininos de santidade” que se manifestaram, ao longo da história, em “tantas mulheres desconhecidas ou esquecidas que sustentaram e transformaram, cada uma a seu modo, famílias e comunidades com a força do seu testemunho”

A ‘Gaudete et Exsultate’ recomenda a santidade dos “pequenos gestos”, que impede de falar mal dos outros, olha para o pobre e reserva tempo para a oração. O texto elogia a “ousadia” nas comunidades católicas e diz que a santificação é um caminho comunitário, “contra a tendência para o individualismo consumista que acaba por isolar, na busca do bem-estar à margem dos outros”.

O Papa elenca “grandes manifestações do amor a Deus e ao próximo” que devem contrariar uma cultura marcada pela “ansiedade nervosa e violenta”, “o negativismo e a tristeza” ou o individualismo, rejeitando “tantas formas de falsa espiritualidade sem encontro com Deus que reinam no mercado religioso atual”.

in Voz de Lamego, ano 88/19, n.º 4456, 10 de abril de 2018

Almacave Jovem – retiro 2018

Foi no fim de semana de 6 a 8 de abril que o grupo Almacave Jovem se reuniu no Seminário Menor de Resende, juntamente com os jovens que se preparam para receber o Sacramento do Crisma, para o retiro anual.

Fruto de alguma “crise” de fé a que todo o cristão está sujeito, esta atividade a que o nosso grupo de jovens se tem habituado a realizar desde a sua própria criação, foi o momento pelo qual todos esperávamos há um ano. O retiro realizado com os crismandos da paróquia é um momento de introspeção e intimidade com Alguém que nos esquecemos muito facilmente no meio de tantos problemas da nossa vida atual: Deus.

Ainda antes de iniciarmos a viagem com destino a Resende, fomos perguntando aos jovens crismandos quais eram as suas espectativas acerca das temáticas/ objetivos deste encontro e como já é hábito, as respostas foram sendo dadas com alguma reticência. No entanto, com o desenrolar de toda atividade, de todos os momentos de reflexão, descontração, dinâmicas de grupo, cânticos, jogos, risadas e até algumas lágrimas, o que era um aglomerado de pessoas estranhas e sozinhas, num sítio desconhecido e longe das nossas casas, tornou-se uma família, com Ele.

Todos juntos descobrimos que temos um talento! Aprendemos que essa maravilhosa benção que Deus nos deu está dentro de nós, bem escondida e que apenas temos de a descobrir, e usá-la ao serviço de quem nos rodeia. Aquilo que é fácil para nós pode ser de extrema dificuldade para o próximo. Se somos felizes, vamos contagiar com a nossa energia quem está mais em baixo. Se temos a nossa fé fortalecida vamos ao encontro de quem duvida d’Ele, sendo samaritanos na nossa família, escola, trabalho, grupo de amigos, etc. Pouco a pouco fomos percebendo melhor a temática de todo o retiro: a caridade, o viver para servir o outro, à imagem de Jesus.

No Domingo à tarde, já com os nossos familiares presentes, despedimo-nos do Seminário de Resende por mais um ano, prometendo praticar tudo o que aprendemos neste fim de semana, comprometendo-nos em “ser” caridade, agora fortalecidos com a esperança de vermos os crismandos integrados no nosso grupo de jovens.

Bryan Fonseca, Almacave Jovem, in Voz de Lamego, ano 88/19, n.º 4456, 10 de abril de 2018

SÍNODO DOS JOVENS | Editorial Voz de Lamego | 10 de abril de 2018

SÍNODO DOS JOVENS

No próximo outono, a Igreja reunirá mais uma assembleia sinodal, em Roma, desta vez para olhar a realidade juvenil. Uma assembleia que, embora maioritariamente constituída por bispos, contará com jovens de todo o mundo, nomeadamente através dos contributos previamente enviados, e, sobretudo, com a presença do Espírito Santo.

Como sempre, o Papa convocou o Sínodo e definiu o tema. Depois da família, agora os jovens, assunto que motivou uma conversa entre o Papa e Thomas Leoncini, da qual surgiu o livro “Deus é jovem”, onde Francisco retoma algumas das suas.

E assim voltamos a ouvir certos apelos: “sair do sofá”, “assumir a vida”, “ir além da cultura do usar e deitar fora”, “falar com coragem”, “ser protagonista”, “sentir-se em casa quando se está na Igreja”, “participar na revolução da ternura”, “assumir o poder como um serviço”, “fazer e não apenas dizer”, “olhar os outros como uma grande família”…

Mas ouvimos também Francisco caracterizar o nosso tecido social como uma “sociedade desenraizada”, onde “o mundo virtual deixa os jovens voláteis”, em que se promove uma “cultura narcisista”, marcada pelo “pensamento único”, que dá “demasiada importância ao efémero” e cultiva uma “estética artificial”…

Como proposta, o Pontífice destaca a possibilidade de uma “filosofia da bofetada cultural” que promova a diferença, o encontro/diálogo entre gerações capaz de originar “velhos que sonham e jovens que profetizam” ou, ainda, o assumir da “artesanalidade” (fazer-se com criatividade)…

E já na parte final, quando questionado sobre a formação cultural dos jovens, sugere que esta articule três linguagens: “da cabeça”, “do coração” e “das mãos”. E sugere aos mais novos: “aprende o que ouves e faz”, “ouve o que pensas e faz”, “faz aquilo que pensas e escuta”.

A proximidade do Sínodo pode motivar esta e outras leituras e algumas das afirmações podem ajudar a pensar.

Pe. Joaquim Dionísio, in Voz de Lamego, ano 88/19, n.º 4456, 10 de abril de 2018

Falecimento da Irmã do Padre Manuel Pedro (já falecido)

O Senhor Deus, Pai de Misericórdia Infinita, Senhor da Vida e da Morte, chamou a Si a Sra. D. Maria do Céu Almeida, irmão do (falecido) Padre Manuel Pedro de Almeida.

O Senhor D. António Couto, também em nome do presbitério de Lamego, manifesta o seu pesar à família, amigos e comunidade à qual pertence, e une-se na oração, na fé e na esperança que em Deus esta nossa irmão encontra o descanso eterno.

A Missa Exequial será celebrada a 7 de abril, pelas 17ho0, na Capela de Nossa Senhora da Guia, na Paróquia de São João de Fontoura, na Zona Pastoral de Resende.

Unamo-nos na oração, confiantes na bondade de Deus que ressuscitou Jesus!