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Dia Vocacional na Pereira – Paróquia de Cetos

No passado dia 15 de outubro, a comunidade do Seminário de Lamego foi em ação de promoção vocacional à Pereira (paróquia de Cetos), cujo padroeiro é S. José e de onde é natural o Celestino, seminarista de 9º ano.

Estivemos na presença do Sr. Padre Costa Pinto que nos recebeu muitíssimo bem e que nos convidou a participar na Eucaristia. Durante a celebração tivemos a oportunidade de ouvir os sábios conselhos deste Rev. Pe. No fim, apresentámo-nos.

Depois seguiu-se o almoço onde contámos também com a presença do Sr. Padre Américo (pároco) e dos familiares do nosso colega e amigo Celestino, a quem desde já deixamos o nosso muito obrigado pela forma como nos trataram e acolheram.

No final, regressámos ao Seminário.

Agradecemos aos Rev. Padres Américo e Costa Pinto esta excelente oportunidade e esperamos regressar o mais brevemente possível.

 

José Miguel, seminarista.

9.º ano, in Voz de Lamego, ano 87/46, n.º 4432, 17 de outubro 2017

MISSÃO . PEREGRINOS | Editorial Voz de Lamego | 17 de outubro

MISSÃO . PEREGRINOS

 

O próximo domingo, penúltimo de Outubro, é Dia Mundial das Missões e, como habitualmente, o Papa escreveu uma mensagem, este ano intitulada “A missão no coração da fé cristã”, na qual convida todos a serem protagonistas na missão eclesial de anunciar o Evangelho e testemunhar Jesus Cristo. Porque uma fé que não influencia a vida do crente, os seus gestos e opções está adormecida e precisa acordar para assumir a adesão e concretizar o seguimento.

A missão da Igreja funda-se sobre “o poder transformador do Evangelho” e apresenta o Salvador e Senhor da Vida que continua a missão do bom samaritano nos nossos dias.

O convite não é novo, mas apela para uma missão sempre nova e exigente, a cumprir-se num mundo em devir, onde o sofrimento põe em causa a existência de Deus, as guerras adiam sonhos e encurtam vidas e as quimeras abundam e confundem.

Por outro lado, a mensagem papal sublinha também a espiritualidade de êxodo, peregrinação e exílio contínuos que a missão inspira. Isto é, a missão ajuda-nos a perceber que estamos de passagem e, nessa medida, desinstala-nos e provoca-nos a olhar as exigências do caminho, a dependência diante de Deus, a brevidade da vida e a necessidade de dar frutos.

A consciência de que somos peregrinos, convidados a ultrapassar dificuldades e a socorrer quem está no caminho, leva-nos a evitar parar, a olhar para o lado ou a perder tempo, a saber ver os sinais, a aproveitar dons e oportunidades, a não desperdiçar graças, a relativizar o acessório, a construir pontes…

Todo o baptizado é um missionário a caminho. E enquanto caminha tem sempre oportunidade de testemunhar as “razões da sua esperança” ao mundo que o cerca e aos irmãos que encontra.

 

Pe. Joaquim Dionísio, in Voz de Lamego, ano 87/46, n.º 4432, 17 de outubro 2017

Um reparo: Água

Na nossa região, como em tantas do país, as consequências da seca prolongada vão sendo sentidas e comentadas. Não por falta de assunto, mas porque a situação é preocupante. A chuva tarda, as reservas de água nas albufeiras vai escoando e o sofrimento aumenta.

As previsões indicam que a seca vai continuar, que a chuva andará ausente e que, quando vier, será reduzida.

No fundo, todos sofrem com esta realidade que afecta a produção agrícola e a torna mais dispendiosa (captação e transporte de água, reservatórios, electricidade e outros combustíveis, etc), se reflecte no bolso dos consumidores (produtos mais caros) e no meio ambiente (desertificação, incêndios…).

As alterações climáticas estão a acontecer e a motivar mudança de certos hábitos, já que os recursos não são ilimitados. Multiplicam-se os estudos, as previsões e os apelos para uma utilização mais responsável dos meios disponíveis.

É verdade que o calor que se faz sentir proporciona dias de praia e o prolongar da pele bronzeada, que a ausência de frio motiva o passeio, o sair de casa e o adiar da compra de roupa mais quente, que os locutores deixaram de falar na chuva como algo triste e ruim… Mas os nossos agricultores desesperam e vão mostrando e denunciando prejuízos nas suas colheitas e plantações.

Por outro lado, há populações que já dependem da água potável que alguns carros-cisterna lhes levam, provocando o racionamento da mesma e alterando hábitos de vida. Neste particular, só as torneiras secas nos ajudarão a valorizar devidamente o precioso líquido! Porque, como a experiência nos ensina, só a ausência nos faz valorizar a presença e só a carência nos motivará a agradecer a abundância.

JD, in Voz de Lamego, ano 87/45, n.º 4431, 10 de outubro 2017

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Semana Missionária em Nespereira

“Quem dá e se dá por amor não dá recebe.”

Luiza Andaluz,

fundadora da Congregação das Servas de Nossa Senhora de Fátima

Esta semana missionária decorreu entre os dias 17 a 24 de setembro, foi dinamizada pelas Irmãs Anabela Bulanguete, Joaquina Ribeiro, Mafalda Leitão e Rosária Monteiro,Servas de Nossa Senhora de Fátima, e teve como objetivo preparar a visita Pastoral do Senhor Dom António Couto, Bispo de Lamego, e celebrar os 25 anos de consagração religiosa da Ir. Joaquina Ribeiro, snsf, que é também desta diocese.

Partimos de Lisboa no final da tarde de sábado, dia 16,e levávamos no coração a alegria de sermos enviadas para esta missão.

O programa das atividades, elaborado em diálogo com o Padre José Augusto, pároco da Igreja de Nespereira, foi abrangente pois desejávamos chegar a todos. Constou da participação nas Eucaristias dominicais, onde reforçávamos o convite a que as pessoas participassem nos encontros e celebrações,reuniões de formação para os crismandos, vigília de oração com toda a comunidade cristã e com os crismandos sob o tema “Demos o primeiro passo na construção da paz”, celebração penitencial em preparação para o Sacramento da Reconciliação com os crismandos, encontros de formação com os catequistas, encontros de formação com os casais,visita aos idosos no lar, encontro com as crianças do jardim-de-infância e do primeiro ciclo da escola de Nespereira,encontro com as crianças e adolescentes da catequese, e visita aos idosos, doentes e suas famílias nas suas casas, em que partilhámos a sua vida quotidiana, como as colheitas.

Esta semana foi para nós uma experiência rica de partilha da vida concreta das pessoas, de encontro, de oração, de formação, de celebração da fé em que contemplámos aquelas serras que tanto nos falam da beleza e da bondade do Criador.

Concluiu com a celebração eucarística dominical com toda a comunidade,no dia 24, onde a Irmã Joaquina foi convidada a dar o seu testemunho como consagrada.

Por tudo damos graças a Deus e desejamos que a visita pastoral do Senhor Dom António Couto possa dar frutos abundantes.

Irmã Joaquina Ribeiro

Serva de Nossa Senhora de Fátima

in Voz de Lamego, ano 87/45, n.º 4431, 10 de outubro 2017

Equipas de Nossa Senhora | Setor de Lamego

Decorreu no passado sábado, dia 7 de outubro, a reunião do Setor de Lamego das Equipas de Nossa Senhora. Dois grandes objectivos presidiram a esta reunião: a passagem de testemunho do Casal Responsável de Setor (CRS) e a apresentação do Plano de Ação para o presente ano pastoral.

Relativamente ao primeiro objectivo, o casal Maria Judite e João Ferraz assumem, por um período de três anos, a função de Casal Responsável do Sector de Lamego e que continua a contar na Equipa com os casais Manuela/Quim Simões, Celina/Graciano Fernandes e Odete/António Pina. Para este trabalho muito específico nada melhor do que ter presente o SIM de Maria quando o Anjo Lhe anunciou que ia ser Mãe do Salvador. Cumpramos nós também esta missão que nos foi confiada escutando a Palavra de Deus e pondo-a em prática.

Um segundo momento foi a apresentação do Plano de Ação para este ano pastoral. Para além da apresentação das diversas actividades locais, regionais e nacionais, um dos grandes desafios que se nos coloca é a de “arrancarmos” com a constituição de novas Equipas de Nossa Senhora. Neste desafio em concreto queremos contar com a colaboração muito particular dos Srs. Arciprestes para que lancem “a rede” junto dos muitos casais jovens que estão “à espera” de uma abordagem; nós Equipa de Setor faremos o trabalho seguinte: apresentar o Movimento, fazer a pilotagem e acompanhar a(s) Equipa(s) que se constituírem.

A Palavra de Deus que escutámos nas leituras de Domingo falavam-nas da vinha. A vinha de que uma e outra leitura nos fala é a casa de Israel, o povo de Deus. O Senhor cuida deste povo como o bom agricultor cuida das suas vinhas. Mas este povo nem sempre correspondeu ao carinho que o Senhor teve para com ele.

Vamos para a Vinha e convidar “novos trabalhadores”.

Maria Judite e João Ferraz

CRS de Lamego das Equipas de Nossa Senhora

in Voz de Lamego, ano 87/45, n.º 4431, 10 de outubro 2017

PASTOR – CUIDAR | Editorial Voz de Lamego | 10 de outubro

No passado dia 5 de outubro, aproveitando o feriado nacional, a Diocese de Lamego viveu a Assembleia do Clero, no Seminário Maior de Lamego. O Pe. Joaquim Dionísio reflete sobre a participação dos sacerdotes nestes encontros de confraternização, de formação e de diálogo.

Mas esta é a porta de entrada para a leitura do Jornal Diocesano, mas muitos outros temas se encontram nesta edição, notícias, eventos, reflexões… Boa leitura

PASTOR – CUIDAR

A participação nas nossas assembleias do clero tem vindo a diminuir, apesar de realizadas num feriado nacional, de ocuparem apenas uma manhã e de serem vistas como uma oportunidade de encontro e de diálogo fraternos.

Os motivos para a diminuta participação poderão resultar das dificuldades de agenda e de incapacidades ocasionais ou serem fruto de uma avaliação e opção pessoais, nomeadamente sobre a oportunidade do encontro alargado, o tema proposto, os intervenientes ou a modalidade prevista.

Talvez esta tenha sido pouco preparada e divulgada ou, então, talvez os encontros alargados tenham deixado de motivar e devam ser valorizados grupos mais reduzidos, nomeadamente os previstos nos arciprestados… Só a identificação das causas poderá ajudar a corrigir, a fazer diferente ou a deixar de insistir neste modelo.

A última assembleia havia sido pensada à medida do tema do ano pastoral em curso, nomeadamente sobre o cuidado com ministério sacerdotal. Cuidado e atenção de cada ministro ordenado diante do dom recebido; cuidado solidário e próximo para com os outros presbíteros; cuidado da comunidade cristã que acolhe e acompanha os seus pastores. Dito de outra forma, há uma responsabilidade pessoal que não pode ser hipotecada e uma acção comunitária indispensável para preservar e viver o dom do ministério sacerdotal. Porque, se o próprio não quiser, de pouco valerão as visitas, os convites, as reuniões ou as ajudas e se ninguém se interessar poderá o próprio sentir-se esquecido.

Neste particular e no que ao cuidado com os ministros ordenados diz respeito, o Bispo assume especial protagonismo, sendo convidado a preocupar-se com quem não está e a ter “uma compaixão prática pelos sacerdotes que se encontram nalgum perigo ou faltaram já a alguns dos seus deveres” (CD 16). Trata-se, mais uma vez, de procurar a ovelha perdida.

in Voz de Lamego, ano 87/45, n.º 4431, 10 de outubro 2017

Um reparo: resultados eleitorais

Os eleitores foram às urnas de voto e escolheram os responsáveis pelo poder local para os próximos quatro anos. Se a alguns foi renovada a confiança para permanecerem nos cargos, a outros foi dada a possibilidade de concretizar promessas feitas, numa natural rotatividade democrática. E isso aconteceu um pouco por todo o lado.

Na cidade de Lamego, das cinco candidaturas à presidência do Município, apenas três delas foram contempladas com lugares na Vereação: 3 lugares para a lista vencedora, cujo candidato era apoiado pelo PS, dois lugares para a lista do candidato do PPD/PSD e dois para a lista da coligação CDS-PP/PPM.

Tais resultados não deram maioria absoluta ao vencedor, o que deixa antever negociações ou possíveis coligações, senão permanentes pelo menos pontuais, para determinadas decisões e aprovações. Se tal situação aparenta contratempo para quem anseia decidir rápido, a verdade é que a busca de consensos pode beneficiar um leque mais alargado de propostas e de destinatários. Ler mais…