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Lamego celebrou solenidade Corpo de Deus

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A palavra entrou no dicionário litúrgico e cristão das nossas comunidades e é difícil dizer alguma coisa sem se dizer: “Corpo de Deus”.

Lamego não fugiu nem quer fugir às celebrações que Portugal dedica ao mistério do Corpo e Sangue de Cristo.

Por isso, encheu-se a Catedral e muitos vieram das suas paróquias. O concelho de Lamego está, desde há muito, convidado para esta celebração, com a participação na Eucaristia e na Procissão que percorre diversas ruas da cidade. Alguns sacerdotes, muitos cristãos vêm e participam. Se Portugal é terra onde o mistério é celebrado e vivido de modo muito solene, Lamego não foge à regra. A Catedral enche-se, fazendo deste dia, com a congregação dos que acreditam, amam e, por isso, celebram o mistério de Jesus Eucaristia.

Enriquecida pela presença e brilho do Coro da Catedral, a celebração teve a presença das Autoridades civis e militares que sempre marcaram presença, acrescida na colaboração prestada na Procissão, empunhando as varas do Pálio, em alternância com membros das Irmandades do Santíssimo, das paróquias da Cidade.

Presidiu à celebração o nosso Bispo, Senhor D. António, ali vimos o Senhor D. Jacinto e à volta do altar os cónegos e sacerdotes que puderam estar presentes.

A homilia, proferida pelo nosso Bispo, pode ser lida nas páginas do nosso jornal, pelo que nos dispensamos de dar as suas ideias principais e que podermos aprender para a vida.

A Solene Procissão percorreu as ruas à volta da Catedral, parte da Avenida Central e retomou a 5 de Outubro a partir da confluência com a Columela; da Praça do Comércio a Rua de Almacave, retomou o caminho da Catedral, onde todos recebemos a Bênção do Santíssimo e ouvimos o agradecimento do nosso Bispo a todas os que participaram nas celebrações do dia.

As paróquias do Concelho, Arciprestado ou Aro, participaram com as suas Cruzes paroquiais, as Irmandades e grupos de Apostolado da cidade participaram com as suas opas ou vestes próprias, dando à Procissão o tom Solene da Festa que todos, mesmo os que se mantêm firmes ao longo dos anos, não querem esquecer, pôr de parte a sua fé e o seu amor ao Senhor na Eucaristia.

Reposta a Festa no seu dia tradicional, Lamego e todo o Portugal souberam mostrar que as nossas terras, a nossa Pátria, são terras, onde a fé não morreu, não morre, mesmo que algumas vozes teimem em ser de mau agoiro. A resposta foi dada, seja aprendida a lição e, como alguém dizia, «os outros gostam, mas sejamos nós a mostrar o contrário».

Pe. Armando Ribeiro,

in Voz de Lamego, ano 86/26, n.º 4365, 31 de maio de 2016

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