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Archive for the ‘Eventos’ Category

Paróquia de Tabuaço – Encerramento da Catequese 2018

Com a chegada das férias escolares, chegam habitualmente também as férias na catequese, ainda na nossa Paróquia se tivesse prolongado alguns sábados. No itinerário de 10 anos de catequese, fomos celebrando, em cada ano de catequese, uma festa que sublinhou o que ao longo do ano se foi refletindo e aprofundando.

No dia 30 de junho, sábado, vivemos o Encerramento da Catequese, com muitos meninos já de férias! Tínhamos previsto este dia para o Santuário de Santa Maria do Sabroso, na paróquia vizinha de Barcos, mas a instabilidade do clima fez-nos ficar por casa. Num primeiro momento, no Centro Paroquial, jogos tradicionais e lanche partilhado. Num segundo momento, na Igreja Matriz, a celebração da Santa Missa, com alguns gestos e intervenções específicas da catequese.

Como catequistas quisemos deixar uma mensagem à comunidade e sobretudo aos pais dos nossos meninos, e que foi linda no momento de ação de graças:

“Chega ao fim mais um ano de catequese.

No início, partimos como uma caravana à procura do grande tesouro que estava para lá do deserto. Partimos à descoberta do nosso maior amigo, Jesus, e à descoberta de nós mesmos…

Aonde chegamos?!

Este é o momento de agradecer ao Senhor, pelo dom da vida, pela Sua presença, pela transformação que produziu em nós e naqueles com quem partilhamos a vida, pelas descobertas feitas, pelo crescimento feito na Fé e no Amor, tudo o que vivemos juntos nos nossos grupos e com toda a nossa comunidade cristã.

É Jesus quem dá sentido à nossa vida, às coisas boas e menos boas que fazemos. A Ele queremos agradecer por todos e por cada um de nós.

As férias estão a decorrer, mas Jesus não tem férias… como todos sabemos!

Gostaríamos de deixar dois desafios, sobretudo aos pais.

Primeiro: Levai os vossos filhos à grande festa de Jesus, a Eucaristia, ou entrem com eles numa Igreja e rezem em conjunto a oração que Ele nos ensinou, Pai-nosso. Façam isto algumas vezes. Eles vão gostar de ver Jesus.

Segundo: Um desafio e um pedido: necessitamos de catequistas para o próximo ano, contamos com a vossa melhor colaboração. Todos não somos de mais. Ouçamos a voz de Jesus: a Messe é grande mas operários são poucos. Precisamos uns dos outros. Precisamos de todos. Precisámos de vós.

Que o Deus de Jesus Cristo, Pai, Filho e Espírito Santo, a todos nos guie e nos desperte para o serviço em Igreja e em sociedade e a todos nos abençoe com a Sua paz e ternura”.

No final da Eucaristia, o nosso Pároco agradeceu o nosso trabalho dedicado ao longo de todo o ano pastoral de 2017-2018.

Grupo de Catequistas de Tabuaço, in Voz de Lamego, ano 88/31, n.º 4468, 3 de julho de 2018

Paróquia de Almacave – Encerramento do Ano Pastoral

Há alguns anos para cá que, no último domingo de Junho, a Paróquia de Santa Maria Maior de Almacave encerra as atividades pastorais com um convívio que envolve algumas centenas de paroquianos. Este ano, o convívio aconteceu no Santuário de Nossa Senhora da Abadia, no Gerês, com uma breve passagem por São Bento da Porta Aberta. Mais do que um mero passeio é uma ocasião para conviver com aqueles que, fazendo parte da comunidade paroquial, partilham durante o ano a pertença ativa à Paróquia. Fora do ambiente de trabalho e do quotidiano tantas vezes monótono, é sempre uma oportunidade para se criarem laços mais profundos de amizade e de comunhão paroquial.

A Eucaristia é sempre o ponto mais alto deste encontro alargado. É o Grupo de Jovens que marca sempre presença neste dia, animando liturgicamente a celebração eucarística. O entusiasmo e a alegria que se gera através do canto, fazem da Eucaristia a grande Festa, onde todos nos sentimos irmanados na celebração da mesma Fé que dá sentido à vivência comunitária expressa em tantos momentosos da vida pastoral paroquial.

Esta comunhão testemunha-se depois na partilha dos farnéis que, neste dia, se abrem para todos numa mesa comum.

Na Eucaristia, em que se celebrava a Solenidade do Nascimento de são João Batista, um dos Párocos, P. José Guedes, apelou para o compromisso comunitário de sermos também uma “comunidade precursora e profética” que prepara o caminho para que a Boa Nova de Jesus chegue a todos os paroquianos e, igualmente, à necessidade da “coerência de vida evangélica, para que dêmos um testemunho ousado das razões da nossa Fé com o mesmo ardor e a generosidade de João Batista”.

Chegava o momento de regressarmos a casa. Mas antes, já em Cabeceiras de Bastos, era preciso “dar cabo” dos farnéis que os vários autocarros ainda guardavam. Entre o petiscar e a música, a dança estendeu-se a todos que, mesmo já com alguma idade menos jovem, mostraram que para a dança não há idades.

Chegámos, à nossa Paróquia de Almacave, felizes e mais ricos porque vivemos um dia de muita comunhão fraterna, agradecendo a Deus as maravilhas que em nós operou ao longo deste ano pastoral.

Embora já em tempo de férias, as Conferências Vicentinas continuarão o seu trabalho semanal de cuidar dos que mais precisam e os jovens reunir-se-ão, às sextas-feiras, agora para prepararem a peregrinação à Comunidade Ecuménica de Táizé (Borgonha-França) que ocorrerá de 3 a 13 de Agosto.

Mais uma vez sentimos e experienciámos que, mais do que nunca, saber partilhar a fé, a alegria e a vida com os outros é a expressão mais bonita de sermos e mostrarmos que somos Paróquia.

FS, in Voz de Lamego, ano 88/30, n.º 4467, 26 de junho de 2018

VOCAÇÃO E SERVIÇO | Editorial Voz de Lamego | 26 de junho de 2018

VOCAÇÃO E SERVIÇO

A Igreja de Lamego prepara-se para a ordenação sacerdotal do Diác. Vítor Carreira. A notícia enche-nos de alegria, porque todo o padre é um dom do amor de Deus ao mundo.

E se é verdade que as ordenações têm diminuído, acompanhando o declínio populacional e religioso, também é verdade que, nos nossos dias, continuam a existir jovens que se comprometem a seguir Jesus Cristo, tornando-se padres. Deus não cessa de chamar para o serviço na Messe, mas o ruído e a dispersão dificultam a escuta e colocam entraves ao compromisso para seguir e servir.

Porque é que, mais de dois mil anos depois, há homens que deixam tudo para seguir Jesus nesta vocação? No fundo, o que é um padre? Isto porque, a visão do Padre como um celibatário, um desencantando com o mundo ou alguém muito ocupado, é redutora.

O Padre é um homem chamado, escolhido por Cristo para servir na Igreja. Um chamamento (vocação) que é aspiração pessoal para seguir Cristo e que cresce e se consolida com a oração. Mas também um chamamento da Igreja que, pela voz de um amigo, familiar, padre e do bispo, autentifica a aspiração interior. O rito da ordenação começa sempre com o chamamento. E só livre e responsavelmente se pode responder.

O Padre é um apaixonado, por Deus e pelos outros. Descobre que Jesus está na sua vida, apesar de ter consciência de que não é melhor que ninguém, e procura descobrir e concretizar, todos os dias, o mistério da sua vocação, amparado e acompanhado por todos quantos seguem Jesus.

O Padre vive no mundo e caminha com um povo, numa cultura e numa história, mas pertence a Deus para continuar a missão de Cristo Salvador e Misericordioso.

Rogando a Deus pelo Vítor, felicitamo-lo e desejamos-lhe uma vivência plena e apaixonada da missão sacerdotal.

Pe. Joaquim Dionísio, in Voz de Lamego, ano 88/30, n.º 4467, 26 de junho de 2018

Acólitos da Sé de Lamego na Peregrinação Nacional

Foi um dia de festa e  reencontro o que viveram os acólitos da paróquia da Sé a 1 de Maio.

Reencontro com a Sra de Fátima e os milhares de acólitos portugueses que se reuniram no local que Ela escolheu para nos visitar. Foi a Peregrinação Anual dos Acólitos Portugueses.

São Pedro brindou-nos com um dia de sol, mas não muito quente, perfeito quer para a viagem quer para as atividades realizadas no recinto.

Após uma viagem animada em que a conversa nos aproximou mais como irmãos e amigos e afastou os últimos vestígios de sono, chegamos ao centro Paulo VI tinha justamente sido iniciado o acolhimento e animação – com cânticos e anedotas fomos ficando todos super animados e respondemos entusiasticamente á chamada pelas nossas dioceses ( o grupo da Sé foi um digno representante da diocese de Lamego, mas esperamos ter a companhia de muitas mais paróquias em próximas peregrinações…). Ler mais…

DIGNIDADE DOS TRABALHADORES | Editorial Voz de Lamego

DIGNIDADE DOS TRABALHADORES

A exemplo do que acontece noutros países, também os portugueses param para viver a festa dos trabalhadores, no primeiro dia de Maio, recordando as lutas sociais e a repressão sangrenta que nesse dia, em 1886, aconteceu nos EUA.

A Igreja não poderia deixar de participar nesta jornada. Por isso, em 1955, Pio XII instituiu a festa de S. José Operário, convidando à dignificação do trabalho e de todos os trabalhadores, bem como à contemplação de José, aquele a quem Deus confiou Jesus.

E José nem será uma referência se atendermos apenas à performance do trabalho por muitos defendida: o mais rápido, o mais forte, o que ultrapassa os outros. Na carpintaria de Nazaré estamos longe do culto da competitividade, dos objectivos sobre-humanos, da idolatria da carreira, do êxito profissional a todo o custo… Isso levaria apenas ao stress ou às intermináveis horas suplementares nem sempre pagas, com as consequências negativas desse modo de vida profissional: famílias abandonadas, ausência face aos filhos, desgaste e perda de saúde, depressões… Uma carreira profissional merecerá tais sacrifícios? No fim, o que fica?

Os evangelhos dizem pouca coisa sobre José e, ele próprio, nada diz. Mas adivinhamos facilmente que ele faz o seu trabalho, sem correrias, obcecado com o sucesso ou o lucro. José é um trabalhador comum, “um bom pai de família”, no que isso tem de mais simples. Educou Jesus, ensinou-lhe a sua profissão, proporcionou-lhe uma existência tranquila, não particularmente rica, mas não necessariamente pobre. Um modelo pacífico e acessível, muito longe do culto da performance dos tempos modernos.

A idolatria do trabalho é a antítese do trabalho tal como o exemplifica S. José. O trabalho é alegria e sofrimento, serviço da comunidade e aproximação de Deus: eis o que podemos aprender na escola de Nazaré.

Pe. Joaquim Dionísio, in Voz de Lamego, ano 88/21, n.º 44587, 24 de abril de 2018

DIGNIDADE DA MULHER | Editorial Voz de Lamego | 6 d março d 2018

DIGNIDADE DA MULHER

Na próxima quinta-feira, dia 8, assinala-se mais um Dia Internacional da Mulher, para sublinhar o percurso feito na defesa e promoção da dignidade e igualdade e, em simultâneo, recordar que tal caminho está ainda atrasado em vários países do globo.

A comunicação social continua a divulgar situações em que as mulheres são exploradas, excluídas, violentadas, vítimas de tráfico, de exploração sexual, de trabalho escravo e mortas. Várias são ainda as sociedades onde mulher é sinónimo de sujeição e humilhação públicas, ficando impunes os culpados. Continuamente surgem notícias de mulheres sujeitas a agressões físicas e psicológicas, que carregam vidas de sofrimento ou que são assassinadas por maridos, companheiros ou namorados.

Por isso, assinalar este dia é recordar a importância de continuar a lutar pela dignidade e igualdade da mulher em todos os dias do ano.

Talvez por causa da proximidade da data, uma revista do Vaticano, distribuída conjuntamente com o jornal Observatore Romano, escreveu sobre religiosas que se doam ao serviço de bispos e cardeais e que não são devidamente reconhecidas e recompensadas pelo seu trabalho.

A revista apresenta diversas dessas situações, percebendo-se a tristeza das protagonistas por não se verem reconhecidas na sua dedicação ou até, por obediência, cumprirem uma missão algo distante da vocação e carisma professados e assumidos.

Mas esta deverá ser, também, uma oportunidade para alguns desses “príncipes da Igreja” tomarem consciência do quão distantes estão de praticar o que pregam, quer na forma como vivem quer na forma como tratam quem em casa os serve. Mesmo não sendo muitos, serão sempre demais.

A oportunidade da denúncia não se questiona, bem como a necessidade de mudanças para promover a mulher dentro da Igreja, tal como o assumiu, desde o início, o Papa Francisco.

Pe. Joaquim Dionísio, in Voz de Lamego, ano 88/14, n.º 4451, 6 de março de 2018

ESCOLHER CUIDAR | Editorial Voz de Lamego | 23 de janeiro de 2018

ESCOLHER CUIDAR

No primeiro dia das recentes Jornadas de Formação do Clero, esteve entre nós um jovem padre dehoniano que, entre outras coisas, falou da importância e urgência de saber cuidar, bem como da arte do cuidador.

E foi no decorrer do encontros que desafiou os presentes a elaborarem, individualmente e em cinco minutos, uma lista com dez realidades que não gostariam de perder. Sem muito tempo para pensar ou justificar, quase por impulso, cada um lá escreveu o que quis. E todos sabiam que a lista não era para partilhar, o que favorecia a espontaneidade.

Depois, com a mesma simplicidade e rapidez, todos foram desafiados a “libertarem-na” de duas realidades, reduzindo-a a oito. E não foi fácil, pois todas haviam merecido o título de “importantes”. Mas o esforço aumentou: optar e riscar… No fim, apenas poderia ficar uma realidade!

A tarefa é fácil de enunciar, mas, quando feita com seriedade, exige esforço, já que obriga a discernir e a optar. No meio de tanto que nos é caro, é interpelante e desafiador elaborar uma lista com algumas realidades que não gostaríamos de perder. E o desafio aumenta quando exige desprendimento para ir deixando para trás o que se julgava fundamental.

No final, talvez o exercício, aparentemente infantil, surpreenda pelo que restou e ajude a concluir que nem sempre a atenção e o esforço são devidamente investidos ou que há confusão entre o essencial e o acessório…

Talvez a escolhas finais de cada um, de cada família, de cada grupo, de cada comunidade sirvam para hierarquizar prioridades e tarefas no meio de tanto que há para fazer; talvez motivem mudanças e ajudem escolher meios e modos para cuidar do que, realmente, é importante e não gostaríamos de perder.

Pe. Joaquim Dionísio, in Voz de Lamego, ano 88/08, n.º 4445, 23 de janeiro de 2018