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Documento Final do Sínodo dos Bispos – 2.ª Parte

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E abriram-se-lhes os olhos!

A segunda parte do documento final do último Sínodo dos Bispos apoia-se na perspetiva dos discípulos de Emaús, que, ao fim de algum tempo de caminhada e de uma proximidade mais íntima com o Ressuscitado, a sua visão clareou e compreenderam o que até então lhe estava vedado.

Sob o impulso do mesmo Espírito que há 2000 mil anos fazia arder o coração daqueles dois que regressavam de Jerusalém para Emaús, a Igreja é desafiada a um novo Pentecostes, onde os jovens possam fazem um experiência profunda Deus e fazer refletir o rosto de um “Cristo eternamente jovem” (2ª parte, nº60).

No primeiro capítulo sobressai o exemplo e a vitalidade da juventude de Jesus, que tão bem a soube usar para valer aos mais necessitados do seu tempo e para afrontar corajosamente as autoridades e problemas daquela época. Ao mesmo tempo ressalvam-se as feridas que assolam a juventude de hoje e a indispensável atenção dada a esta idade das grandes decisões, feitas com liberdade responsável e, de preferência, sem perder de vista a missão de cristãos.

Com a preocupação da decisão vocacional, o segundo capítulo começa por apontar o chamamento de Samuel como modelo, que não é senão uma proposta de amor e confiança recíproca, da parte de Deus Criador. Urge o desevolvimento de uma cultura vocacional que promova o fascínio por Jesus Cristo, que dê relevo aos protagonistas bíblicos como vidas modelares e que ajude a descobrir a vocação à santidade na descoberta e vivência das diferentes vocações: família, vida consagrada, ministério ordenado e condição de solteiro (2ª parte, cap, II, nº 84-90).

 O capítulo seguinte assenta a preocupação na missão que a Igreja tem de acompanhar e de ajudar a discernir, dado o variadíssimo leque de possibilidades que se abrem aos jovens de hoje. Este acompanhamento, de acordo com o documento final, tem de ser feito simultânea e necessariamente em diferentes ambientes: comunitário, de grupo e pessoal. E em âmbitos diversos: espiritual, sacramental, etc. Isto é, o mais integral possível e com acompanhadores de grande maturidade humana.

O último capítulo incide na preciosidade do discernimento e na Igreja como ambiente privilegiado para que este aconteça. O santuário onde o discernimento tem de ter lugar será sempre a consciência, onde Deus fala mais intimamente com o ser humano (Gaudim et spes, 16). Daqui se impõe uma aposta na formação da consciência humana que predisponha os jovens a uma íntima familiaridade com Jesus, abrindo-se à voz do Espírito e num diálogo franco com o acompanhador que ajuda a diluir indecisões.

Pe. Diamantino Alvaíde, in Voz de Lamego, ano 88/48, n.º 4485, 13 de novembro de 2018

Documento Final do Sínodo dos Bispos – 1.ª Parte

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Terminados, que foram, os trabalhos sinodais em Roma, todos se puseram a caminho. De volta para as suas dioceses, para suas paróquias e movimentos, para as suas casas, para os seus estudos ou trabalhos. Isto é ser Igreja. Estar continuamente em movimento, em andamento, em desinstalamento.

É também este ininterrupto caminhar que o documento final do Sínodo sobre os jovens nos propõe como desafio maior. Como este relatório conclusivo se desdobra em três partes, proponho-me, hoje, refletir sobre a primeira, prometendo posteriormente abordar também as outras duas.

Assim, num primeiro grupo de quatro capítulos, o documento final do Sínodo incide, logo de início, no valor imprescindível da escuta. Uma atitude indispensável que a Igreja precisa de ter para assegurar a sua natureza e missão, que já era fundamental na relação de Deus com o Povo hebreu e que os jovens reivindicam agora como forma de serem “reconhecidos e acompanhados” (1ª parte, cap. 1, nº7).

Uma primeira preocupação recai sobre o diversidade de contextos e culturas em que os jovens vivem e se movem. Isto muito por culpa da crescente globlalização que, se por um lado nos torna vizinhos, em segundos, dos nossos antípodas, por outro lado nos deixa embrenhados num conjunto de transformações vertiginosas a nível social, politico, económico, demográfico, etc., que acontecem ao nosso lado, e das quais os jovens são as primeiras vítimas. Como contraponto, o documento final aponta a urgência de recentrar o papel e a atuação da Igreja, desde o seu papel educativo, à pastoral juvenil e vocacional, à realidade paroquial vigente até à formação dos candidatos ao sacerdócio.

No segundo capítulo são identidados três pontos essenciais. O primeiro é o efervescente ambiente digital, com todos os riscos e ao mesmo com todas as potencialidades que oferece aos jovens. O segundo é a realidade migratória do nosso tempo, com todos os seus contornos, que se impõe como um desafio maior à Igreja. E o terceiro é a sinalização e reação a todo o tipo de abusos, de que tanto se tem falado.

O terceiro capítulo versa sobre a Família como ambiente nuclear para o desenvolvimento integral dos jovens, e a necessidade crucial das relações intergeracionais. Aponta o corpo e afetividade como duas realidades de grande inquietude para os jovens que precisam de respostas adequadas da moral cristã. E ressalva as formas de vulnerabilidade que assaltam os jovens nos mais diversos contextos da sua vida diária.

Por fim, o quarto capítulo faz sobressair os aspetos da cultura juvenil dos nosso tempo nas várias dimensões. Aponta aquelas que são as alavancas espirituais e as experiências religiosas mais fortes dos nossos jovens, dentro e fora da igreja. E termina salientando os anseios dos jovens na sua experiência com o sagrado e na forma de serem eles a protagonizar uma parte significativa da missão da Igreja.

 

Pe. Diamantino Alvaíde, in Voz de Lamego, ano 88/47, n.º 4484, 6 de novembro de 2018

Sínodo dos Bispos: Os jovens, a fé e o discernimento vocacional

Bispos portugueses no colégio português2Durante o mês de outubro, mais concretamente entre os dias 3 e 28, reuniu-se em Roma a XV Assembleia Geral Ordinária dos Bispos com a intenção de refletir sobre como a fé cristã pode ser vivida pelos jovens de hoje, olhando-os como elementos ativos da vida da Igreja.

Um dos princípios deste Sínodo ficou marcado pela necessidade de conhecer a voz dos jovens e as suas diferentes experiências, pelo qual o Sínodo não teve o seu início real no dia 3 de outubro, mas começou há algum tempo atrás quando os jovens de todo mundo foram chamados a responder a um questionário onde davam a conhecer os seus problemas, dificuldades e esperanças. Por outro lado, o Sínodo contou também com 43 jovens de todo o mundo para poderem participar nos trabalhos de reflexão e dar a conhecer de viva voz o caminho que estes desejam para a vida da Igreja.

Este Sínodo não foi apenas um evento, mas um elemento de todo um processo que continuará com a aplicação e elaboração das propostas pastorais adequadas a cada realidade.

Foi assim que, ao longo destes dias, nesta minha presença em Roma, tive a oportunidade de seguir de mais perto todo o trabalho e reflexão que decorria na sala sinodal, até porque para além de ter participado no encontro com os jovens que o Papa Francisco realizou no dia 6, marcado por testemunhos de fé muito fortes de jovens que encontraram na Igreja Católica e no seu testemunho a oportunidade de se aproximarem de Deus, foi possível conhecer alguns ecos dos trabalhos por meio dos três Bispos e três jovens que ao longo deste período ficaram hospedados no Pontifício Colégio Português em Roma.

Umas dessas referências que nos chegou foi o ambiente de família e proximidade que se viveu ao longo desta assembleia. De facto, o Santo Padre teve o cuidado de acolher todos os membros: Bispos, auditores, peritos e jovens para que todos se sentissem bem e assim pudessem refletir e decidir por alguns caminhos para a Igreja jovens cada vez mais se abre à multiculturalidade global.

Uma das conclusões partilhada foi a necessidade de uma mudança de mentalidade que passa por um novo olhar para os jovens. De facto, hoje os jovens não podem ser olhados e julgados como elementos distantes da vida da Igreja. Eles são batizados, percorreram o caminho da catequese, viveram os sacramentos. Assim, se eles se afastaram foi porque alguma coisa não correu bem nesse processo e é preciso ir ao encontro deles para saber o que se passou, passar tempo com eles para os conhecer, sem preconceitos ou imagens passadas da juventude, ajudando-os a construir o seu caminho com a experiência da fé e vida comunitária e não com pregações.

Naturalmente, todo este processo será cheio de dificuldades e exigirá muito tempo, pois não existem fórmulas feitas para que tudo resulte porque cada realidade é uma realidade, mas com tempo, à imagem do tempo que Jesus passou com os seus Apóstolos, integrar os jovens tornando-os elementos ativos da vida da Igreja.

Uma das grandes dificuldades que se encontra é o perigo da tentação de se querer uma Igreja perfeita, mas esse não é o caminho, não porque não se deseje a perfeição, mas porque muitas vezes não abrimos a possibilidade de integrar aqueles que à luz do nosso juízo nos parece que vão falhar.

Com efeito, um dos caminhos que certamente o documento final do Sínodo nos vai abrir é o caminho do acompanhamento iluminado pelo discernimento. Todos temos a responsabilidade de acompanhar o outro dando-lhe confiança e esperança num processo que os ajude a encontrar o seu próprio caminho e não fazendo o caminho por eles.

É também nesta atenção de acompanhamento e discernimento que a dimensão da pastoral vocacional se colocará como proposta de vida enquadrada na experiência de vida, pois a vocação manifesta o caminho que cada um faz na sua vida tendo como meta a santidade, podendo esta passar pelo matrimónio, pelo sacerdócio ou pela vida consagrada.

Esperamos agora pelo texto final com as suas conclusões de modo a que este processo seja orientado para uma experiência cada vez mais participativa dos jovens na Igreja e que todos sejam capazes de estar à altura da exigência evangélica à qual Jesus Cristo nos chamou: de O seguir e O anunciar a todos sem exceção.

Pe. Miguel Peixoto, Sacerdote de Lamego a estudar em Roma

in Voz de Lamego, ano 88/46, n.º 4483, 30 de outubro de 2018

Sínodo dos Bispos: o início de um Sínodo que chegou ao fim

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Apetece-me dizer: “Finalmente, começou o Sínodo!”. Decorridas quatro semanas de reflexão, estudo, debate, partilha, intervenções várias e de vários pontos do mundo, o Papa Francisco presidiu este domingo à Eucaristia de encerramento da XV Assembleia Geral Ordinária do Sínodo dos Bispos, desta vez sobre o tema Os jovens, a fé e o discernimento vocacional.

O mundo cristão começou a movimentar-se bastante cedo, em ordem a preparar os trabalhos sinodais. Os questionários feitos nas dioceses de todo o mundo, a pedido do Papa, os relatórios locais enviados antecipadamente a Roma, a publicação de um documento preparatório denominado Instrumentum laboris e a seleção de um grande número de jovens que tiveram assento e intervenção na aula sinodal são a prova de que o Sínodo não se realiza apenas num mês de reuniões, nem se confina às fronteiras territoriais do Vaticano. O Sínodo é preparado a partir de fora; é discutido sobretudo cá fora; e é concretizado pelo mundo fora. Por isso é que ele agora começa.

Fechados os trabalhos sinodais estão agora elencadas as bases e pressupostos essenciais para que se possa fazer um verdadeiro “syn-odós” (caminho em conjunto). Daqui em diante, em cada país, em cada diocese, em cada paróquia, em cada movimento, é mais clara a direção e mais evidente o rumo do caminhar da Igreja com os jovens.

O documento final deste Sínodo deixa um conjunto de pistas muito concretas e assertivas, do que terá de ser o nosso agir eclesial e a nossa postura pastoral diante de tão grande desafio, como são os jovens e as suas inquietações. Dividido em três partes diferentes, com quatro capítulos em cada uma das partes, este documento serve-se da passagem bíblica dos discípulos de Emaús para delinear a forma de atuação necessária e urgente, que a Igreja precisa empreender para fazer caminho a par e passo com os jovens, como Jesus fez a caminho de Emaús, após a Páscoa da Ressurreição.

  Quem olha para o elenco de indicações resultantes deste documento percebe de imediato que o Papa teve, na condução dos trabalhos, uma noção muito incarnada da realidade juvenil de todo o mundo e as propostas que deixa são perfeitamente “adequáveis” a todas as realidades eclesiais, do Norte ao Sul, das mais antigas até às recém-nascidas.

Daí que a porta dos trabalhos sinodais nunca se feche completamente e haja até quem tenha dado ao desafio do “to be continued”!

Pe. Dimantino Alvaíde, in Voz de Lamego, ano 88/46, n.º 4483, 30 de outubro de 2018

Encontro de Cuidadores – Cuidar com dignidade

No passado dia 29 de Setembro, tal como foi anunciado no artigo anterior foi promovido o Encontro de Cuidadores, intitulado por “Cuidar com Dignidade” no auditório do Centro Paroquial de Almacave, com início às 9h30. O Sr. Padre José Fernando, responsável pela Pastoral da Saúde da Diocese de Lamego e também promotor deste Encontro, fez a respetiva apresentação dos oradores. O Sr. Bispo D. António Couto fez uma breve nota introdutória ao tema e ainda parabenizou o Centro Social Filhas de São Camilo pelos 25 anos de existência na Diocese de Lamego, pela assistência humana realizada aos utentes da mesma, sempre com o espírito de São Camilo.

O encontro contou como moderador o Sr. Doutor António Jácomo, sacerdote da Diocese de Viana do Castelo, Doutorado em Filosofia e Letras, investigador do Instituto de Bioética da Universidade Católica Portuguesa, o mesmo fez o enquadramento geral dos temas a tratar no encontro, expondo vários conceitos ligados ao cuidar do sofrimento com arte.

De seguida tomou a palavra a Doutora Eugénia Magalhães, Psicóloga e Presidente do Instituto de Estudos Avançados Catolicismo e Globalização, nomeando alguns conceitos e princípios do envelhecimento positivo. Envelhece-se logo quando se nasce, não se trata de uma doença, pois há idosos cheios de esperança e com vivência espiritual. A oradora alertou para o facto de que se deve ter sempre em conta a história de vida do idoso, bem como a importância de o cuidador amar, pois só dessa forma conseguirá ser um bom cuidador. Ler mais…

Aniversário natalício de D. Jacinto Botelho, Bispo Emérito de Lamego

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Hoje, dia 11 de Setembro, o Senhor D. Jacinto Tomás de Carvalho Botelho, Bispo Emérito de Lamego celebra o seu aniversário natalício.

Nasceu em Prados de Cima, freguesia de Vila da Rua, concelho de Moimenta da Beira, Arciprestado de Moimenta da Beira, Sernancelhe e Tabuaço, no ano de 1935, completando 80 anos de idade.

Entrou para o Seminário de Resende em 1946 e foi ordenado, no dia 15 de agosto de 1958, ano em que morreu o Papa Pio XII. Celebrou os 50 anos de Sacerdócio no dia 15 de agosto de 2008. Depois da Ordenação foi estudar para Roma.

Concluídos os estudos em História da Igreja, regressou à Diocese de Lamego, concretamente ao Seminário Maior, sendo professor e integrando-se na Equipa Formadora, vindo a assumir a responsabilidade do Seminário. Entretanto, assumiu outras missões, como Vigário Geral Adjunto e Vigário Geral da Diocese. Durante algum tempo foi pároco de Sande (Lamego).

Foi nomeado Bispo Auxiliar de Braga e a sua ordenação Episcopal, na Sé Catedral de Lamego, foi no dia 20 de janeiro de 1996, dia de S. Sebastião, Padroeiro de Lamego.

Depois da morte de D. Américo Couto de Oliveira, Bispo antecessor, viria a assumir a responsabilidade da Diocese, tomando posse no dia 19 de março de 2000. No dia 8 de julho de 2000, seria ordenado o primeiro padre, na Diocese, pelas suas mãos, e que é o Pároco de Tabuaço, Pe. Manuel Gonçalves.

Parabéns D. Jacinto e que a Senhora dos Remédios, a Senhora da Lapa, a Senhora da Conceição, a Senhora da Assunção, a Mãe de Jesus Cristo, continue a velar pelo seu ministério sacerdotal e episcopal.

Atualmente a residir na cidade de Lamego, é Bispo Emérito deste nossa Diocese, desde o dia 29 de janeiro de 2012, dia da tomada de posse de D. António Couto, como Bispo de Lamego.

SÍNODO – IDENTIDADE | Editorial Voz de Lamego – 24 de julho

SÍNODO – IDENTIDADE

No dia 6 de outubro de 2016, o Papa anunciou o tema da XV Assembleia Geral Ordinária do Sínodo dos Bispos: “Os jovens, a fé e o discernimento vocacional”. De imediato foi elaborado o Documento Preparatório (com um questionário), publicado a 13 de Janeiro de 2017, juntamente com uma Carta aos Jovens, do Papa. Entre os dias 11 e 15 de setembro de 2017, em Roma, realizou-se um seminário internacional sobre a situação dos jovens no mundo de hoje. Mais recentemente (19-24 de março), também no Vaticano, com a presença de 300 jovens dos cinco continentes (cerca de 15 mil participaram através das redes sociais), teve lugar uma reunião pré-sinodal, concluída no Domingo de Ramos, com a entrega ao Santo Padre de um documento final.

O material recolhido nestas iniciativas foi vasto e foi sendo sintetizado para ser integrado no Instrumento de Trabalho agora divulgado e estruturado em três partes. A primeira, ligada ao verbo “reconhecer”, recolhe diferentes momentos de escuta da realidade e faz um ponto da situação dos jovens. A segunda, orientada pelo verbo “interpretar”, oferece chaves de leitura para as questões decisivas no discernimento sinodal. A terceira, cujo objectivo é “escolher”, recolhe elementos para ajudar os participantes sinodais a decidir.

Numa perspetiva geral, parece que o tema da identidade é transversal, com o objectivo de ajudar os jovens a encontrar um sentido para a vida e um lugar na sociedade. Isto é, chamar cada jovem à vocação, ao compromisso, à felicidade.

Diante da iniciativa eclesial, algumas vozes temem pela sua eficácia. Mais do que atrair os jovens como o mundo os trai, talvez fosse melhor perguntar o que é que a Igreja pode trazer de essencial e único aos jovens. Mais do que encontrar os jovens, deveríamos atraí-los.

Pe. Joaquim Dionísio, in Voz de Lamego, ano 88/34, n.º 4471, 24 de julho de 2018