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Archive for Novembro, 2015

D. ANTÓNIO COUTO – O LIVRO DOS SALMOS – nova publicação

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D. António Couto, Bispo de Lamego, acaba de apresentar, no dia 21 de Novembro, no Seminário das Missões, a última obra O LIVRO DOS SALMOS.

Fazemos nossas as últimas frases de D. António na Introdução:

“Sei e sinto a imensa beleza e o sabor único dos Salmos, de cada Salmo. Aqui os deixo. Desejo aos leitores e estudantes que peguem neles como quem pega no pão ainda a sair do forno. Bom apetite.”

O livro da Editorial Missões – Cucujães, tem 120 páginas, 14×21 cm e o preço é de 7,00€.

in Voz de Lamego, ano 85/52, n.º 4339, 24 de novembro

Festa da Dedicação da igreja-mãe

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A nossa diocese assinalou festivamente, na última sexta-feira, mais um aniversário da Dedicação da sua catedral, a igreja-mãe de todas as igrejas diocesanas. A eucaristia, presidida por D. António Couto, contou com a participação de D. Jacinto Botelho e de alguns sacerdotes, bem como de um número não muito elevado de fiéis.

A atual catedral foi construída em meados do século XII, nos tempos do bispo D. Mendo, em substituição da capela de S. Sebastião existente. Nos séculos XV e XVI sofreu intervenções de fundo e, no século XVIII foi reedificada tal como a vemos hoje. Do edifico anterior restam a torre (sé. XII) e a fachada (séc. XVI). A sagração do templo actual foi feita no dia 20 de novembro de 1776, por D. Manuel de Vasconcelos Pereira.

20 de novembro

Não se registou a adesão de outros anos, quando esta data era assinalada no domingo seguinte, na Solenidade de Cristo Rei do Universo, quando era também vivido o Dia da Igreja Diocesana e, nos últimos anos, com a ordenação diaconal de futuros sacerdotes. O Dia da Família Diocesana está agendado para finais de Junho, no Santuário de Nossa Senhora da Lapa, e este ano, com tristeza, também não havia lugar a ordenações.

No início da celebração, o nosso bispo não deixou de fazer referência aos 239 anos da actual catedral, agradecendo o trabalho, dedicação e esforço de todos quantos contribuíram para a sua edificação e conservação ao longo dos séculos. Não apenas do edifício actual, mas também dos anteriores. Mas louvou, sobretudo, a acção pastoral e a vivência cristã de quantos, por estas paróquias foram, edificaram e vão edificando a Igreja Corpo de Cristo ao longo dos séculos que a nossa diocese já conta.

Partindo dos textos da Sagrada Escritura, D. António Couto sublinhou as palavras do profeta Ezequiel que fala do templo do Senhor como fonte de água viva que corre para vivificar e saciar todos. Porque Deus não abandona aqueles que criou e oferece a salvação a todos quantos se orientam pela Sua Palavra. Do Evangelho salientou a importância da presença e acção de cada um na edificação desse Templo e Corpo cuja cabeça é Cristo.

E terminava convidando os baptizados das 223 paróquias da diocese a tornarem presente e visível essa água que vivifica, através de um testemunho capaz de atrair, congregar e continuar a missão. O exemplo dos antepassados merece ser louvado, mas exige ser continuado neste tempo e nestas circunstâncias.

A catedral

A palavra “catedral” vem do grego “kátedra” e pode ser traduzida por “cadeira”. Embora pensemos de imediato no objecto que serve para sentar e repousar, falar desta “cadeira” é referir o lugar onde se senta aquele que ensina. O título de catedral concedido a uma igreja não lhe vem da sua grandeza ou antiguidade, mas do facto do bispo diocesano ter ali a sua “cadeira”, ou seja, a sua cátedra onde prega, ensina, preside, celebra…

A expressão “ecclesia cathedralis” é utilizada para designar a igreja que contém a cátedra oficial do bispo diocesano. Esta designação foi utilizada, pela primeira vez, nas actas do concílio de Tarragona, em 516. Outra designação utilizada era “ecclesia mater”, ou “igreja-mãe”. Também utilizamos a palavra “sé” para nos referirmos a este mesmo espaço, do latim “sedis” e se traduz por “cadeira”. Por isso, dizer “Sé Catedral” é uma redundância, já que as duas palavras significam a mesma coisa.

Em todas as dioceses do mundo, a catedral é lugar de referência da fé, um lugar sagrado onde os fiéis de uma igreja particular se reúnem para exprimir e proclamar a própria fé e a unidade em Cristo. A catedral é o centro eclesial e espiritual da diocese, o símbolo visível da unidade de toda a comunidade cristã, onde se reúnem todos os fiéis, sacerdotes, religiosos e religiosas de diferentes congregações, fiéis de todas as paróquias, de todas as comunidades, com diferentes sensibilidades, numa só assembleia visível, presidida e unificada pelo bispo que é garantia da comunhão e, por isso, garantia da autenticidade da fé e da vida cristã, a ligação real, histórica e mística com o Cristo histórico e com o Cristo ressuscitado e glorioso.

JD, in Voz de Lamego, ano 85/52, n.º 4339, 24 de novembro

Jubileu da Misericórdia | Continuidade

Pope Francis leads the Vespri prayer in Saint Peter's Basilica at the Vatican April 11, 2015.     REUTERS/Alessandro Bianchi - RTR4WX5G

Ao convocar e dedicar este jubileu extraordinário à misericórdia, o Papa Francisco inscreve-se numa dinâmica eclesial que imediatamente o antecede.

O Papa que convocou a Igreja para o II Concílio do Vaticano, S. João XXIII, afirmava que a “misericórdia é o mais belo nome de Deus” e os documentos conciliares abandonaram o tom severo de concílios anteriores, adoptando o diálogo como ponte e a misericórdia como remédio, sublinhando a intenção pastoral daquela magna reunião eclesial.

A segunda encíclica de João Paulo II é dedicada a este tema: “Deus rico em misericórdia”, (Dives in misericórdia), em 1980. E será este Papa que, influenciado pela mística Irmã Faustina, sua conterrânea, vai proclamar o II domingo de Páscoa como Domingo da Divina Misericórdia, encarregando a Igreja de transmitir e testemunhar ao mundo o fogo da compaixão. Nas suas exéquias, aquele que viria a ser o seu sucessor, J. Ratzinger, apontou a misericórdia como ideia mestra de todo o seu longo e fecundo pontificado.

Após a sua eleição, em plena guerra fria, o Papa vindo do leste escrevera na sua primeira encíclica (Redemptor Hominis) que “todos e cada um dos homens são o caminho da Igreja”. Não um qualquer caminho, mas semelhante ao que Cristo percorreu e que culmina na sua entrega por amor, algo que parece estranho à mentalidade contemporânea que parece opor-se a Deus, convencida de que o desenvolvimento tecnológico e o progresso verificado não deixarão “espaço para a misericórdia” (DM 2) ou para a divindade.

Diante desta realidade, já o Concílio Vaticano II havia alertado: “O mundo actual apresenta-se, assim, simultaneamente poderoso e débil, capaz do melhor e do pior, tendo patente diante de si o caminho da liberdade ou da servidão, do progresso ou da regressão, da fraternidade ou do ódio. E o homem torna-se consciente de que a ele compete dirigir as forças que suscitou, e que tanto o podem esmagar como servir” (GS 9).

Apesar dos avanços conseguidos, S. João Paulo II percebe que ficar por aí não chega e escreve que “a justiça, por si só, não é suficiente”. Porque a “permissividade moral” atinge a convivência humana e “é esta desmoralização que se transforma muitas vezes em ‘desumanização’. O homem e a sociedade, para os quais nada é ‘sagrado’, decaem moralmente não obstante as aparências” (DM 12).

E é neste contexto que aquela encíclica apresenta o amor divino, “paciente e benigno” (1 Cor 13, 4), que acolhe o homem e o motiva no caminho da conversão, porque o “autêntico conhecimento do Deus da misericórdia, Deus do amor benigno, é a fonte constante e inexaurível de conversão” (DM 13).

Na Bula que convocou este jubileu (Misericordiae vultus), o Papa Francisco reassume a necessidade da Igreja contemplar o mistério da misericórdia e dela dar testemunho, apesar da limitação do pecado (MV 2 e 3).

JD, in Voz de Lamego, ano 85/52, n.º 4339, 24 de novembro

Lei de Apoio à Maternidade e Paternidade – Revogar porquê?

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COMUNICADO

Lei de Apoio à Maternidade e Paternidade – Pelo Direito a Nascer – Revogar porquê?

1 – Este início da XIII Legislatura está marcado por um retrocesso civilizacional gritante – Revogação de Lei do Apoio à Maternidade e Paternidade – Pelo Direito a Nascer.

2 – Graças a uma grande movimentação cívica foi levada ao Parlamento a Lei do Apoio à Maternidade e Paternidade – Pelo Direito a Nascer. Após cumpridos todos os requisitos da Iniciativa Legislativa de Cidadãos e da Constituição Portuguesa, tal I.L.C. viria a dar origem, com o voto da maioria no Parlamento e posterior promulgação do Presidente da República, à Lei n.º136/2015.

3 – Trata-se de uma lei que, em síntese:

a) Afirma o valor social da Maternidade e Paternidade e consequentes responsabilidades que daí advêm para o Estado e para a Sociedade;

b) Cria mecanismo de apoio à Maternidade e Paternidade em período de discernimento;

c) Revoga o afastamento compulsivo dos profissionais de saúde, quando estes se declaram objectores de consciência.

4 – Este quadro de apoio à Maternidade e Paternidade foi desenvolvido numa postura de respeito pela pergunta do passado referendo de 2007.

5 – Porém, numa atitude ideológica, cega e sem qualquer pingo de solidariedade é agora apresentado o Projecto-Lei n.º4/XIII (PS) que, em suma:

a)Omite totalmente que tal lei resulta de uma Iniciativa Legislativa Cidadãos subscrita por cerca de 50.000 eleitores;

b)Nega o reconhecimento do valor social da Maternidade e Paternidade;

c)Revoga o apoio à Maternidade e à Paternidade;

d)Afasta compulsivamente médicos e enfermeiros objectores de consciência, do acompanhamento clínico às suas pacientes.

6 – Trata-se de um diploma sem humanismo, violento, violador das melhores práticas clínicas e da solidariedade social que este Séc. XXI tanto reclama.

7 – Num tempo em que o consentimento informado, a medicina de proximidade, a patient advocacye o humanismo na prática clínica são reclamados em todo o mundo ocidental como caminho de Futuro, vem agora este Projecto-Lei negar às mulheres que se encontram nas dificuldades próprias do drama da I.V.G., o apoio, a ajuda e o aconselhamento que em cada caso poderia e deveria ser dado.

8 – Só há Liberdade se forem conhecidas e conseguidas, as condições necessárias à escolha. No caminho que é único não há escolha, não há Liberdade.

Sem informação, sem alternativas, sem apoio a I.V.G. nunca será por livre vontade da mulher, mas sim imposta por uma Sociedade e um Estado que negam à Mulher apoio numa hora de necessidade.

9 – Em nenhum país da Europa a I.V.G. é tratada com a frieza, a falta de solidariedade e desprezo como a que estava plasmada na lei portuguesa, e agora se quer repor.

Voltamos assim aos dias em que à grávida em dificuldade o Estado nada mais oferece do que o aborto.

Aparentemente, para os proponentes deste projecto-lei é mais importante a ideologia do que o drama de tantas mulheres empurradas para o aborto pela falta de apoio da Sociedade e do Estado.

10 – Dos Srs. Deputados que sabem e têm consciência do valor civilizacional da Maternidade e Paternidade e respeitam a longa tradição de Liberdade dos respectivos partidos políticos, espera este Povo, que levou ao Parlamento a Iniciativa Legislativa de Cidadãos, um voto de rejeição a tão retrógrado e violento Projecto-Lei.

A Comissão Executiva da Iniciativa Legislativa de Cidadãos

in Voz de Lamego, ano 85/52, n.º 4339, 24 de novembro

Encontro do Pré Seminário

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No passado fim de semana, nos dias 21 e 22 de Novembro, realizou-se no Seminário Maior de Lamego e primeiro encontro do Pré-Seminário deste ano letivo.

Tivemos a alegria de acolher e reunir sete jovens provenientes de várias paróquias da nossa Diocese, cinco dos quais frequentam o Seminário Menor de Resende e dois vieram diretamente de suas casas. Chegaram ao Seminário cheios de entusiasmo e esperança, alguns deles acompanhados pelos seus pais e outros, pelos formadores do Seminário Menor.

O encontro foi marcado por vários momentos de reflexão sobre o tema da vocação sacerdotal, partindo do tema da Semana dos Seminários: Olhou-os com Misericórdia. Visualizaram-se alguns pequenos filmes com testemunhos de vida de alguns sacerdotes e jovens que sentiram o chamamento à vida sacerdotal.  Apelou-se a um sério, consciente e necessário discernimento vocacional, convidando cada qual a colocar-se inteiramente nas mãos de Deus e a confiar-se à sua proposta.

Houve também espaço e tempo para convívio e partilha com os seminaristas do Seminário Maior, com a apresentação e testemunho vocacional de cada um, em que se falou da experiência do Seminário Maior Interdiocesano de São José – Braga. À noite os rapazes participaram numa vigília de oração na igreja paroquial de Almacave, segundo o modelo de “Oração Taizé”.

No Domingo, às 8h30, celebrámos a Eucaristia no Mosteiro das Irmãs Dominicanas de clausura, juntamente com outros fiéis que habitualmente ali participam na celebração eucarística, que muito felizes ficaram por verem um grupo de rapazes tão simpático e disponível, dando uma boa ajuda nos cânticos da celebração. Presidiu o sr. Reitor do Seminário Maior, Padre Joaquim Dionísio e  concelebraram, o sr. Pró-Vigário Geral e o responsável pelo Pré-Seminário do Seminário Maior. Acolitou o João Pereira, seminarista do 2º ano de Teologia.

Depois do almoço e do café houve a oportunidade de visitar o lar das “Filhas de São Camilo”, onde conversámos com dois sacerdotes da nossa Diocese, Monsenhor Germano e Padre Domingos.

Regressaram alguns ao Seminário de Resende, logo a seguir e outros a suas casas. Todos se despediram com a vontade de regressar e de percorrer o caminho que Deus lhes indica. Certos que disponíveis estarão sempre para fazer a Sua vontade e responder aos seus apelos. O próximo encontro do Pré-Seminário do Seminário Maior será nos dias 20 e 21 de fevereiro de 2016.

Padre Vasco Oliveira Pedrinho, Formador no Seminário Maior de Lamego

in Voz de Lamego, ano 85/52, n.º 4339, 24 de novembro

CONSELHO GERAL DA CÁRITAS PORTUGUESA

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O Conselho Geral da Cáritas Portuguesa desenrolou-se em Fátima com a Abordagem e reflexão conjunta de todas as dioceses, sobre a situação que se vive na Europa com os refugiados. Em consonância com os Bispos de Portugal, compromete-se a promover acções transformadoras, quer no acolhimento fraterno, quer nas comunidades que estão na linha da frente, em nome das “raízes humanas e cristãs da Europa”, porque “Ser Cáritas não é estarmos com os outros, porque também nós somos o outro de alguém.

O Conselho demonstrou ainda a sua preocupação com a atual situação política do país, apelando a soluções que tenham em conta o bem comum e as necessidades das pessoas que mais sofreram nos últimos quatro anos de grave austeridade. O novo Plano Estratégico da Caritas Internationalis – uma só família humana, cuidar da criação – levará em conta elementos como a identidade, a influência pública (advocacy), a resposta às necessidades dos mais frágeis, o reforço da organização e da rede Cáritas, bem como a continuação dos processos de capacitação das comunidades paroquiais, tal como o Papa Francisco pediu “a Caritas […] deve procurar maior expansão nas diferentes paróquias e comunidades, para renovar aquilo que aconteceu nos primeiros tempos da Igreja” .

(In Conclusões do Conselho Geral) in Voz de Lamego, ano 85/52, n.º 4339, 24 de novembro

Campanha do Banco Alimentar contra Fome | 28 e 29 de novembro

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O Banco Alimentar Contra a Fome de Viseu vai realizar nos próximos dias 28 e 29 de Novembro mais uma Campanha de Recolha de alimentos nos supermercados do nosso distrito.

Numa altura em que a ajuda de cada um de nós se torna mais imprescindível, aqui estamos uma vez mais a pedir a sua indispensável colaboração, pedindo que apele à participação dos seus Paroquianos para a referida campanha durante as missas celebradas no fim-de-semana anterior ou nas folhas informativas publicadas até essa data. Graças à generosidade de muitas pessoas o Banco Alimentar está neste momento a contribuir todos os dias com alimentos para 103Instituições de Solidariedade Social do Distrito de Viseu, muitas das quais Centros Sociais Paroquiais e Conferências de S. Vicente de Paulo, que os entregam a mais de 5.700 pessoas necessitadas.

in Voz de Lamego, ano 85/52, n.º 4339, 24 de novembro