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Amigos do Hospital de Lamego celebra Dia Internacional Voluntariado

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O dia 3 de dezembro marcou o arranque das celebrações do Dia Internacional do Voluntariado, comemorado em todo o mundo no dia 5 de dezembro. A iniciativa, que decorreu nas instalações do Hospital de Lamego, é da Liga dos Voluntários do Hospital que, para além de celebrar a efeméride, assinalou o importante papel que a associação tem tido no funcionamento do hospital.

O dia começou com uma Eucaristia, celebrada na Capela do Hospital de Lamego. Presidida pelo Pró-Vigário João Carlos Morgado, e coadjuvado pelo Cónego José Ferreira, pelo Monsenhor José Guedes e pelo Capelão Ricardo Pinto e animada pelo Grupo Coral da paróquia de Ferreirim, contou com a presença de mais de 80 pessoas, entre voluntários, sócios, familiares, tendo ainda contado com a presença do Senhor José Pinto, Vice-presidente da Câmara Municipal de Lamego e da Senhora Enfª. Olga Cardoso, Adjunta da Direção de Enfermagem do Hospital de Lamego.

Durante a Eucaristia receberam a Bata amarela de voluntariado, Agostinha Assunção e João Cabral. Já os voluntários Cândida Carvalho, Luís Teixeira, Manuel Adrega e Maria José Pereira receberam os “Vês”, denominação atribuída ao alfinete em forma de V, colocado na bata após um ano de atividade. Ler mais…

COMUNHÃO PASCAL | HOSPITAL DE LAMEGO

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Mais uma vez se cumpriu a tradição.

Sábado, 30 de Maio, o Hospital de Lamego entrou em festa, e mais uma vez corredores e átrios se encheram de flores em ramos, arranjos e magníficos tapetes que receberam todos quantos iam chegando para se juntar a doentes e funcionários e celebrar a Comunhão Pascal e o Dia do Hospital de Lamego.

Honrou-nos com a sua presença D. António Couto, acompanhado pelo Vigário Geral, Monsenhor Joaquim, pelo Pro-Vigário, Dr. João, Cónego José Ferreira, Pe. Joaquim Dionísio e o nosso capelão Pe. Ricardo, ainda convalescente de um grave acidente, mas a recuperar bem, graças a Deus.

A Leandra, acólita na Sé, deu mais uma vez o seu generoso contributo, disponível como uma boa cristã.

A sessão solene com que se deram as boas-vindas aos participantes contou com um emotivo tributo aos funcionários aposentados em 2014 e a algumas instituições que de modo especial colaboraram com o nosso hospital; um agradável momento musical fez a transição para uma interessantíssima conferência, proporcionada pelo Dr. José Pessoa, que de modo muito claro e que prendeu a atenção de toda a assembleia, nos falou sobre a história dos Hospitais e da Medicina em Portugal e, em particular, do Hospital de Lamego – fica o curioso facto de, nos tempos do Marquês de Pombal, um registo a pedido deste efetuado, revelar que o Hospital de Lamego, então a funcionar no edifício do atual Teatro Ribeiro Conceição, dispunha de “60 camas, 2 médicos e 2 cirurgiões em permanência, 4 enfermeiros e vários serviçais”…um grande hospital, tendo em conta que a população era bastante menor que a atual! Comovente o cuidado (registado!) da Misericórdia que todos os dias enviava um dos Irmãos para provar a comida que era servida aos doentes e vigiar a sua distribuição!

No início do séc. XIX inaugura-se o Hospital de D. Luís nas instalações do “Hospital Velho”, que nos serviu por mais de um século e que muitos dos lamecenses lembram com carinho e saudade – lá encontraram ajuda para os seus males e aflições, lá nasceram muitos deles e seus filhos, lá viram partir para o Pai os familiares que Ele entendeu levar…

Mantém intacta a estrutura inicial, influenciada pelo grande médico português Ribeiro Sanches (mais conhecido por ter sido o médico de confiança de Catarina da Rússia), com realce para os fabulosos azulejos do átrio da entrada que retratam vários personagens da religiosidade popular ligadas à cura e tratamento dos doentes e, entre as quais, em respeito às crenças locais, figura o Heitorzinho do Loureiro, pessoa de grande fé e bondade, que muitos consideram ser intercessor junto de Deus pela saúde dos seus conterrâneos; também as galerias de ferro forjado são dignas de admiração pela beleza e graciosidade com que emolduram o repousante jardim central, local de descanso e relaxe de muitos utentes (a quem a deambulação era possível) e dos seus familiares.

Após a inauguração de um “pequeno museu” no hall de entrada que permitirá o contacto dos visitantes com o passado do Hospital e das instalações da Casa do Pessoal, há muito aguardadas, teve início a Eucaristia celebrada por D. António Couto, concelebrada pelos senhores Padres anteriormente referidos e abrilhantada pelo Coro dos Funcionários do Hospital com ajuda vocal e instrumental de jovens voluntários da cidade. Foi para todos tocante a homilia de D. António Couto que, com notável compreensão do papel, por vezes muito difícil, de quem trabalha neste tipo de instituições, conseguiu fazer-nos pensar no papel que o Espírito Santo tem no coração e na inteligência de cada um de nós ao tornar-nos agentes de compaixão e amor, ao  fazer nos ver a Deus no Outro que sofre, olhar e admirar O filho de Deus no doente, vê-lo nosso irmão e adorar a Deus através da nossa atuação, da nossa doação, dando apoio, carinho e felicidade a quem só tinha dor; fazer deste local, inicialmente de sofrimento, um local de confiança e felicidade, de EUTROPIA!

Estimulados e entusiasmados com estas palavras, o nosso trabalho será mais leve, pois sabemos que o fazemos por Ele, ABBA!

Por Ti Pai, trazemos o Amor e a Ternura da Igreja todos os dias para dentro deste Hospital!

Podíamos ser apenas funcionários, fazer apenas a nossa obrigação, cumprir apenas os nossos contratos…mas os nossos irmãos merecem mais! E por Amor a Deus, vamos dar-lhes o Amor que Ele nos deu a nós! Com esta certeza fortalecida, enchemos os corredores, saímos da capela e, envoltos em cânticos de louvor, seguimos a imagem de Cristo e o nosso Bispo para visitarmos com renovado ânimo os doentes e seus familiares, que receberam Deus com alegria comovente.

Com a felicidade de uma tarde tão bem passada, as conversas e comentários trocaram-se acompanhados por um apetitoso lanche servido no nosso refeitório e que encerrou do melhor modo esta confraternização anual que é, com estas características, única a nível hospitalar.

Até para o ano, e esperamos contar novamente com todos os que estiveram e com muitos mais lamecenses que a nós se quiserem juntar.

Esta é a CASA de todos!

I.M., in Voz de Lamego, n.º 4316, ano 85/29, de 2 de junho de 2015

Visita Pastoral em Lamego |> Unidade Hospitalar de Lamego

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Integrado num programa alargado de Visita Pastoral às Paróquias da Sé e Almacave, o Sr. Bispo de Lamego manifestou a vontade de estar com os doentes e com os colaboradores da Unidade Hospitalar de Lamego do CHTMAD E.P.E, no dia 4 de março de 2015, pelas 15.00h. Depois de recebido na porta do Hospital pelos representantes do Conselho de Administração na Unidade Hospitalar de Lamego e outras pessoas que o esperavam, o Sr. D. António Couto visitou os diversos serviços do Hospital, cumprimentando, dando a sua bênção e a sua palavra amiga a todos os doentes e colaboradores que foi encontrando na sua caminhada.

Foi percetível a satisfação e alegria com que muitos doentes sentiram a presença próxima e solidária do seu Bispo, ouviram as suas palavras e se sentiram reconfortados na sua dor. Como disse D. António Couto, são pessoas que doem e temos que lhes acudir. Na sua dor física, mas também na sua dor espiritual. E por isso, demoradamente, afavelmente, um por um e a cada um abriu as suas mãos e, com o seu irmão, se fez solidário.

No fim da visita pelos serviços do Hospital, reuniu-se com todos os colaboradores que quiseram estar presentes no auditório. Aí, foi proferido um pequeno apontamento formal de boas vindas pelo Enfº. José Manuel Correia que, em nome da Instituição, o saudou e lhe disse que a sua presença era importante para a maior parte das pessoas e dos colaboradores desta casa:

  • Importante porque é Pastor de um rebanho que contém muitas pessoas que connosco estão todos os dias (doentes, familiares, colaboradores);

  • Importante porque é uma pessoa com responsabilidade social acrescida e capacidade de cativar os outros;

  • Importante porque a Igreja não pode deixar de ser parceiro deste “nosso” Hospital na sua missão de “acudir às pessoas que doem”;

  • Importante porque  o  consideramos  nosso  amigo  e  esperamos  que  com  a  sua solidariedade e partilha possamos prestar cada vez mais e melhores cuidados de saúde.

De seguida o Sr. D. António Couto agradeceu o acolhimento e a oportunidade de poder estar perto dos que sofrem e dos que deles cuidam. Enfatizou o seu desejo, a necessidade e a disponibilidade para ajudar a encontrar a melhor assistência religiosa para esta Unidade e, porque estamos todos do lado das pessoas, juntar a sua voz e a sua escrita ao anseio legítimo (das pessoas) de haver cada vez “mais saúde” nesta região e nesta Diocese de população idosa e fragilizada, de menor densidade populacional mas de elevada densidade intelectual e moral, sempre com o objetivo de continuar a prestar-se os melhores cuidados de saúde em proximidade e qualidade.

Terminou com palavras bonitas e sentidas de um poema seu e que nos exorta a saber ver a flor de amendoeira que, do negrume da invernia é a primeira e emergir, nascida bela e harmoniosa, como que a querer dizer-nos: Olhem. Vejam. Vem aí a primavera. Vem aí a esperança. Vamos caminhar em frente…

in Voz de Lamego, n.º 4307, ano 85/20, de 31 de março de 2015