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Seminário interdiocesano de São José – Dia da Faculdade de Teologia

FOTO GRUPO FACTEO BRAGA

O Seminário Interdiocesano de São José, sediado Braga, que junta os seminaristas das Dioceses de Bragança-Miranda, Guarda, Lamego e Viseu, marcou presença nas comemorações do Dia Nacional da Faculdade de Teologia, um evento que juntou em Lisboa os alunos da Faculdade de Teologia que frequentam os centros regionais de Braga, Porto e Lisboa.

O dia começou mais cedo, do que o habitual, para a comunidade do Seminário Interdiocesano de São José que rumou a Lisboa para participar nas comemorações do Dia Nacional da Faculdade de Teologia da Universidade Católica Portuguesa.

Chegados à capital teve lugar, o primeiro momento do dia, com uma iniciativa chamada “Conversas Improváveis” e que contou com a presença de actual líder do CDS-PP, Assunção Cristas, do escritor e critico, Pedro Mexia e da Humorista e Actriz, Maria Rueff. Procurando responder à pergunta “Quem é este homem? Jesus como interrogação e provocação” os convidados levaram ao rubro o auditório Cardeal Medeiros no Campus universitário da UCP em Lisboa.

Do programa fez parte ainda um almoço convívio que juntou a comunidade académica e o Conselho Superior da Universidade Católica Portuguesa de onde se destacam a Reitora, Doutora Maria da Glória Garcia, e o Magno Chanceler da UCP, o Cardeal-Patriarca de Lisboa, D. Manuel Clemente.

A tarde foi preenchida com vistas aos Museus do Mosteiro dos Jerónimos, da Presidência da República, do Palácio nacional da Ajuda entre outros que se encontram na zona de Belém.  Numa jornada que se quis de partilha, comunhão e reforço da unidade enquanto comunidade académica o momento mais expressivo deste espírito foi, sem dúvida, a Eucaristia presidida por D. Manuel Clemente e concelebrada por vários sacerdotes, entre os quais o Reitor do Seminário Interdiocesano, Padre Paulo Figueiró, que acompanhou os seminaristas neste dia de festa.

O dia terminou com um jantar onde teve lugar a cerimónia de passagem de testemunho onde foi entregue ao Centro regional de Braga a missão de, no próximo ano, organizar as comemorações do Dia Nacional da Faculdade de Teologia. Houve ainda tempo para cantar e dançar ao som do Grupo de Cantares de Braga que encerrou com chave de Ouro um dia em que o sentimento de unidade da Faculdade saiu reforçado.

Diogo Domingues de Jesus, in Voz de Lamego, ano 86/25, n.º 4364, 24 de maio de 2016

CRER E PERTENCER | Editorial Voz de Lamego | 28 de outubro 2014

VL - 28 de outubro

Em vésperas da Solenidade de Todos os Santos e da Comemoração dos Fiéis Defuntos, com a visita aos cemitérios, o Jornal da Diocese, Voz de Lamego, traz à primeira página o tema da Santidade, como desafio, como caminho, para que a pessoa possa ser livre e responsável no mundo em que vive.

Para lá do tema principal, a última edição de outubro dá nota de notícias da região e da Igreja, com reflexões variadas, mas que no essencial nos envolve no compromisso com os outros e com o mundo, respiram fé e vida e escolhas e caminhos, apontam para os outros, para Deus e para Jesus Cristo, ajudam a alargar os horizontes da nossa mente e do nosso coração e da nossa militância cristã.

Saliente-se como informações: as matrículas de EMRC nas escolas da Diocese; a exposição sobre o Cancro que decorreu no Museu Diocesano de Lamego; o Conselho Diocesano do Movimento da Mensagem de Fátima (MMF); a Feira da Maça, em Armamar; a recolha de alimentos, pela Cruz Vermelha de Lamego; o 6.º Festival Gastronomia e Vinhos do Douro; a semana do Papa Francisco, com as diversas intervenções e mesnagens.

Para já, e como habitualmente, o ambiente da Voz de Lamego, com o Editorial:

CRER E PERTENCER

Há alguns anos, uma socióloga francesa, caracterizando a religiosidade do homem moderno, descrevia-o como um peregrino. Não no sentido que habitualmente damos a este termo – o estar a caminho de um espaço sagrado – mas entendendo esta peregrinação como caminhada errante, por entre os meandros das diferentes propostas que compõem o campo religioso.

No nosso ocidente, passada que está a hegemonia da “Cristandade”, quantas vezes nos chegam relatos de gente que vai deambulando em busca da novidade entre propostas diversas e que afirmam estar no caminho certo a cada nova adesão ou descoberta? Quantas vezes o percurso feito e a construção pessoal do “edifício da fé” não resulta de diferentes contributos que se apropriam de acordo com sensibilidades e circunstâncias?

Mas encontramos também quem se declare sem religião, embora afirme ter fé. Uma situação cada vez mais frequente e que o estudo da UCP sobre a religiosidade dos portugueses contabilizou. Sem negarem a fé num ser supremo, confessando sede de transcendência e de espiritualidade, cultivam uma autonomia que se traduz numa não pertença à religião institucionalizada.

No caso cristão, crer sem pertencer é sinónimo de não compromisso com a Igreja, assembleia convocada e reunida para celebrar, guardar e transmitir; é querer apresentar-se como crente, mas dispensando-se de formar um corpo. Por outro lado, pertencer sem acreditar e professar o depósito da fé é “estar por lá” sem ter consciência do que diz e celebra.

A missão eclesial de hoje e de sempre, assumida com fidelidade ao Senhor e concretizada com esforço pelas paróquias, grupos ou movimentos visa formar e educar na fé os que pelo Baptismo já pertencem, bem como manter a porta aberta, convidar, acolher e ajudar caminhar todos os que, como na Atenas de Paulo, crêem no Deus desconhecido.

Pe. Joaquim Dionísio, VOZ DE LAMEGO, 28 de outubro de 2014, n.º 4286, ano 84/48