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Posts Tagged ‘Tríduo Pascal’

Celebrações da Semana Santa na Sé de Lamego

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Por toda a diocese ressoa ainda a alegre notícia da Ressurreição do Senhor, acontecimento central da nossa fé e solenidade devidamente preparada e vivida nas comunidades cristãs desta porção do Povo de Deus. A exemplo do que se passou por essas igrejas paroquiais fora, também a catedral de Lamego, referência para todos os diocesanos e com a presidência de D. António Couto, acolheu muitos fiéis durante as celebrações da última semana. Aqui ficam algumas palavras e imagens.

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Quinta-feira Santa

A manhã de 5.ª feira é marcada pela Missa Crismal, celebração que junta o presbitério diocesano em redor do bispo, concretizando e alimentando a comunhão e a unidade. É também neste dia que são benzidos os óleos dos catecúmenos e da unção dos doentes, bem como consagrado o do crisma.

A Eucaristia iniciou-se às 10h, com a presença de cerca de 80 sacerdotes, de D. Jacinto e sob a presidência de D. António Couto. Como já é habitual, a estas horas da manhã não são muitos os fiéis leigos que estão presentes. O canto litúrgico esteve a cargo do Coro da Catedral. No final da celebração, e mantendo a tradição, todo o presbitério foi convidado a almoçar no Seminário Maior.

Na monição inicial lembraram-se os sacerdotes falecidos no último ano: Duarte Martins Vaz, Joaquim Manuel Pinto, Manuel João Nogueira Amaral, Filipe Gonçalves da Fonseca, Mário Ferreira Lages, José Gomes do Nascimento e Cândido António Lemos de Azevedo.

Também nesta celebração se homenagearam os sacerdotes que, em 2016, comemoram 25 anos de ordenação sacerdotal (bodas de prata): Agostinho Ramalho e Fernando Albano Cardoso. Este ano ninguém celebra bodas de ouro sacerdotais.

Neste dia, às 17h, e já com todos os bancos da igreja ocupados, celebrou-se a Missa vespertina da Ceia do Senhor, marcada também pelo lava-pés. Presidiu o nosso bispo, sempre acompanhado por D. Jacinto.

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Sexta-feira Santa

Na tarde de 6.ª feira, com a Sé cheia, a celebração iniciou-se às 17h, em silêncio, tal como sugerem as orientações litúrgicas, favorecendo a adoração, a escuta da Palavra e a necessária e oportuna meditação diante de tamanho amor divino.

Após a comunhão, o silêncio voltou a marcar o tempo, sempre com muitos a deterem-se junto do Santíssimo, na capela lateral.

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Vigília Pascal

No sábado santo, às 22h, e com alguns bancos desocupados (havia outras celebrações na cidade), D. António deu início à solene vigília pascal, a “mãe de todas as vigílias”. O vento que se fazia sentir dificultou o acender do círio, mas algum tempo depois as velas de todos iluminaram o templo com o “lume novo”.

Para lá das partes da celebração, que fazem um todo harmonioso e conhecido de todos, destaque ainda para o baptismo de um menino (cerca de 8 anos), nesta que era a noite do baptismo dos catecúmenos.

A alegria estava bem presente em todos os participantes, apesar da hora (quase 1h da manhã) a que terminou e diante do relógio que entraria, daí a pouco, em horário de verão.

in Voz de Lamego, ano 86/19, n.º 4356, 29 de março de 2016

Cerimónias da Semana Santa em Vila Cova à Coelheira

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A Semana Santa é uma tradição religiosa católica que celebra a Paixão, a Morte e a Ressurreição de Jesus Cristo. Inicia no Domingo de Ramos relembrando a entrada triunfal de Jesus em Jerusalém e termina com a ressurreição de Jesus, no Domingo de Páscoa.

As cerimónias da Semana Santa têm muito relevo por todo o concelho de Vila Nova de Paiva, manifestamente católico.

Em Vila Cova à Coelheira, o programa das cerimónias abre solenemente no Domingo de Ramos, dia 20 de março e prolonga-se até dia 27, Dia de Páscoa. Durante esta semana, decorrem inúmeras manifestações religiosas ligadas à quadra, entre elas, a bênção dos Ramos, o Aumentar das Almas, a visita aos doentes e as procissões. A manifestação mais simbólica que contempla a dramatização ao vivo da Paixão de Cristo e da Adoração da Cruz, estão inseridas na representação cénica das Estações da Via Sacra, com procissão do senhor do Santo Sepulcro do Monte Calvário para a Igreja Matriz, decorrem na tarde de Sexta-Feira Santa.

No sábado da Aleluia, realiza-se a Bênção do Lume e da Água e a Missa festiva da Ressurreição. As festividades do Domingo de Páscoa iniciam com uma arruada pela Banda Musical Progressiva de Vila Cova à Coelheira, a missa festiva e procissão eucarística e culmina com a visita pascal.

As cerimónias da Semana Santa tiveram a organização da Comissão Fabriqueira Paroquial, da Irmandade de Nosso Senhor dos Passos e Confraria do Senhor, com a colaboração do Grupo Coral da Paróquia, da Banda Musical Progressiva de Vila Cova à Coelheira, do Grupo Cénico Cultural e Recreativo, do Corpo de Voluntários da Ordem de Malta (Núcleo de Vila Cova à Coelheira) e do Grupo de Jovens desta vila.

 

in Voz de Lamego, ano 86/18, n.º 4355, 22 de março de 2016

D. ANTÓNIO COUTO PRESIDE A CELEBRAÇÕES DA SEMANA SANTA

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Celebrações da Semana Santa | Em Casa e à Mesa

A diocese Lamego, à imagem da Igreja que vive nos mais diversos cantos do mundo, viveu as celebrações da Semana Santa e da Páscoa da Ressurreição com alegria. Nas diferentes paróquias que formam esta porção do Povo de Deus, com mais ou menos residentes, com maior ou menor visibilidade, a fé foi assumida e festivamente celebrada.

 Ungidos e enviados

Mais de oitenta sacerdotes da nossa diocese juntaram-se à volta do bispo diocesano, D. António Couto, na manhã de Quinta-feira Santa, na Sé, para a celebração da Missa Crismal. Presentes também D. Jacinto Botelho, os dois diáconos que serão ordenados em julho próximo e um diácono permanente natural da nossa diocese e residente no Porto, bem como várias dezenas de fiéis leigos que, não enchendo os bancos da Sé, participaram na cerimónia.

Partindo dos textos bíblicos proclamados, sublinhando a importância de todos para a edificação da Igreja neste “hoje” contínuo que é o tempo do Povo de Deus, D. António Couto dirigiu-se, em particular, ao seu presbitério. “«O Espírito do Senhor sobre mim, porque o Senhor me ungiu». É assim também que nós Hoje, caríssimos sacerdotes, submersos pelo Espírito, reunidos em unum presbyterium, para nos dizermos, temos de receber de Jesus as mesmas palavras que Ele próprio pediu emprestadas e a que deu sentido pleno, corpo, rosto e voz, fazendo-as sair da superfície plana da folha de papiro. «O Espírito do Senhor sobre mim, porque o Senhor me ungiu» constitui, de facto, a maneira mais bela e profunda de o presbitério de uma Diocese poder afirmar em uníssono a sua identidade Sacerdotal e Diaconal, à maneira de Jesus Cristo. É mesmo a única maneira de nós podermos dizer quem verdadeiramente somos. Algumas formas verbais que podemos pedir outra vez emprestadas a Isaías e a Jesus podem ajudar-nos a perceber melhor a grandeza e a dignidade da nossa vocação e missão: ungidos e enviados para anunciar o Evangelho aos pobres…

Guardemos connosco, Hoje, amados irmãos, esta unção e este reino de sacerdotes. Sim, somos um presbitério de Ungidos, desde o bispo, aos sacerdotes, aos diáconos. Ungido diz-se em hebraico Mashîah, e em grego Christós, termos que, em português, soam Messias e Cristo. O Ungido por excelência é, então, Cristo, Jesus Cristo, Jesus Ungido, e d’Ele todos sabemos que, enquanto Ungido com o Espírito Santo, passou pelo meio de nós fazendo o bem e curando e libertando e amando até ao fim, intensa e plenamente, sem pausas nem bemóis, porque Deus estava com Ele (Actos 10,37-38), porque Deus tocava nele, porque nele se tocava em Deus. Se o Ungido é Cristo, então nós somos outros Cristos, porque somos igualmente Ungidos. E se somos outros Cristos, então a referência da nossa maneira de viver terá de ser também sempre Cristo. Temos, então, de nos revestir de Cristo (Romanos 13,14; Gálatas 3,27; Colossenses 3,12-14), de fazer nosso o estilo de vida de Cristo, manso e humilde, orante, feliz, evangelizador, apaixonado, pobre, despojado, ousado, próximo e dedicado. Só assim, configurados com Cristo, cristificados, podemos viver e agir in persona ChristiCapitis ou in persona Christi Servitoris, na pessoa de Cristo Cabeça do seu Corpo, que é a Igreja, ou na pessoa de Cristo Servo do seu Corpo, que é a Igreja. É assim que dizemos hoje, nesta Quinta-Feira Santa, a nossa identidade Sacerdotal e Diaconal, à maneira de Jesus”.

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Jubileu sacerdotal

Durante a Eucaristia, a nossa diocese deu graças pelos 50 anos de sacerdócio de quatro dos seus presbíteros: Joaquim Manuel Silvestre, pároco de S. João Baptista de Avões, Nossa Senhora das Candeias de Ferreiros de Avões e de S. Pedro de Samodães, no arciprestado de Lamego; Vitor Esteves Rosa, pároco de Nossa Senhora dos Remédios de Lamelas e de S. João Baptista de S. Joaninho, na zona pastoral de Castro Daire; Albano de Almeida Pereira, pároco da paróquia de Nossa Senhora da Graça, na zona pastoral de Armamar; Manuel Esteves Alves, pároco da paróquia S. João Baptista de S. João de Fontoura, na zona pastoral de Resende. Graças também pelos 25 anos de sacerdócio do Padre José António Magalhães Rodrigues que vive a sua missão pastoral na paróquia de Nossa Senhora da Graça da Abrigada, no Patriarcado de Lisboa. Ler mais…