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Tempo, espaço e vivências de Nossa Senhora dos Remédios

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O rosto de Lamego

A igreja do Santuário de Nossa Senhora dos Remédios foi escolhida, mais uma vez, para a cerimónia de apresentação de um livro, da autoria do Reitor daquele espaço diocesana, Pe. João António Pinheiro Teixeira. Aconteceu na tarde do passado domingo e contou com muitas presenças, entre as quais as de D. António Couto e de D. Jacinto Botelho.

Rosto que provoca

“O rosto de Lamego. Tempo, espaço e vivências de Nossa Senhora dos remédios”, nas suas mais de 500 páginas, é, segundo o Comissário da Irmandade de Nossa Senhora dos Remédios, Dr. Manuel Teixeira, o resultado de um grande esforço de investigação por parte do autor e o fruto de uma enorme dedicação daquele sacerdote, oferecendo a todos uma “história do santuário actualizada”. Ler mais…

JUBILEU DA MISERICÓRDIA: Caridade da razão

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O título deste apontamento foi retirado do livro de L. Manicardi, “A caridade dá que fazer”, aqui citado na semana passada. E tal como o título, também as linhas que se seguem ali se inspiram.

A caridade, entendida como amor que aproxima do outro, não passou de moda e, tal como ontem, continua a ser necessária e bem-vinda nos tempos que correm. Não a caridade entendida como favorzinho, esmolinha ou sinónimo de pena, mas realidade humana que é capaz de ver o outro, reconhecer necessidades e agir oportunamente.

Mas a caridade é mais abrangente do que o gesto de dar alguma coisa a alguém; entende-la e vive-la assim seria pouco ambicioso e justo. Isto é, a caridade não pode ser entendida e vivida longe da justiça. Nesse sentido, a caridade deve, também, identificar e denunciar as causas e os causadores de tudo quanto atenta contra a dignidade humana.

Assim, falar de caridade da razão é esforçar-se por ter presente “o sentido do outro”, levando a caridade a ser mais que um mero sentimentalismo ou uma vaga piedade. Porque a caridade não pode andar longe da justiça: “se a caridade é amor pelo irmão, a justiça é amor pelos direitos dos irmãos”. Nesse sentido, a justiça é o rosto social da caridade.

Importa que a caridade tenha capacidade crítica, fruto da presença da razão e da inteligência. Isto significa que a caridade tem que fazer um juízo sobre as situações e sobre as realidades e exprimir uma palavra “forte, clara e profética” sobre os males que produzem a pobreza, a desigualdade, as injustiças… Estar atento e ser responsável perante quem é malvado, sabendo dar nome às obras dos malvados, oferecendo resistência.

A caridade da razão leva a que a justiça e a caridade se encontrem e conjuguem. Dar de comer a quem tem fome, vestir os nus, ensinar… serão sempre gestos concretos de caridade. Mas também será acto de caridade denunciar quem não paga salários justos, quem agride e persegue, quem não defende a vida, etc.

A caridade procura fazer face às necessidades do outro, mas deve também procurar libertar a sociedade das causas que provocam tais situações. Caso contrário traduzir-se-á num mero assistencialismo que não promove o outro e o mantém refém da sua situação.

O cristão também testemunha a sua fé pela atenção que presta aos outro, sobretudo ao mais pobre e marginalizado. Mas o seu gesto não o dispensa de falar, de escolher, de votar e de exigir a quem tem o dever de fazer mais e melhor. O silêncio e a abstenção poderão ser cómodos, mas não ajudam a razão e limitam a caridade. Porque a maldade precisa ser denunciada.

A tarefa é de todos e de cada um. Importa fazê-lo aqui e agora, porque este é o tempo que nos é dado, inspirados no Evangelho.

JD, in Voz de Lamego, ano 86/32, n.º 4368, 21 de junho de 2016

Livro: Mural de Valores

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Livro com a colaboração de alunos e professor

O professor de Educação Moral e Religiosa Católica, Mário Rodrigues, deu seguimento ao projeto iniciado no ano letivo anterior no Agrupamento de Escolas Pe. João Rodrigues de Sernancelhe e publica obra poética “Mural dos Valores” com os alunos do Agrupamento de Escolas Dr. Ramiro Salgado de Torre de Moncorvo: um projeto com sentido.

Como refere o professor de E.M.R.C., Mário Rodrigues, no prefácio deste livro “Neste ano da Misericórdia, lembramos os valores inerentes à fé cristã que nos elevam à grandeza da ajuda ao próximo, à prática do bem e à multiplicação do amor porque cada um de nós é o rosto e as mãos de Deus a atuar na história”.

O projeto deste ‘Mural’ surgiu no início do presente ano letivo e desenvolveu-se nas aulas. A obra nasceu e o sonho ficou concretizado. Os alunos empenharam-se e souberam trabalhar em equipa, em união e fraternidade, o que nem sempre é fácil porque surgem ideias diferentes que têm de saber esculpidas num poema escrito a quatro ou cinco mãos. Como o próprio livro nos mostra, este mural foi construído tijolo a tijolo, palavra a palavra, rima por cima de rima, poemas e mais poemas que edificaram esta obra poética.

A solidariedade, a fraternidade, a paz universal, o amor ao próximo e a abertura ao outro fazem parte da identidade do próprio ser humano que cria experiências de encontro e de diálogo interpessoais. Marcado por estas experiências, o ser humano  cria laços que são fruto da amizade, comunhão e cooperação, mural de valores que pretendemos transpor neste livro e que nos tornam pessoas mais justas e humanamente mais ricas e autênticas.

Lembrando a Bula de proclamação do Jubileu Extraordinário de Misericórdia “Misericordiae Vultus” do Papa Francisco, “Jesus é o rosto da misericórdia do Pai” e nós temos de ser o testemunho deste amor misericordioso.

Este mural de valores está patente na Sagrada Escritura, onde a misericórdia é uma palavra importante “para indicar o agir de Deus para connosco. Ele não se limita a afirmar o seu amor, mas torna-o visível e palpável. Aliás, o amor nunca poderia ser uma palavra abstrata. Por sua natureza, é vida concreta: intenções, atitudes, comportamentos que se verificam na atividade de todos os dias… tal como Ele é misericordioso, assim somos chamados também nós a ser misericordiosos uns com os outros” (in Misericordiae Vultus, p.11).

Lembrando todos os intervenientes que contribuíram para o sucesso deste projeto, temos de ter uma palavra de apreço com o município de Torre de Moncorvo que  desde o início se mostrou disponível para apoiar este projeto da disciplina de EMRC e logicamente do nosso agrupamento.

Mário Rodrigues, Professor de EMRC

in Voz de Lamego, ano 86/26, n.º 4365, 31 de maio de 2016

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Novo livro de D. António Couto: A misericórdia – lugar e modo

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No âmbito do Ano Jubilar em curso, D. António Couto escreveu um livrinho, a que deu o título “A Misericórdia – lugar e modo”. Ao longo das 80 páginas somos conduzidos pelas páginas bíblicas, entendendo o vocabulário utilizado e acolhendo a revelação de um Deus amor.

Mais uma leitura para ajudar a viver o Ano da Misericórdia.

 

Título: A misericórdia. Lugar e modo

Autor: D. António Couto, bispo de Lamego

Edição: Letras e Coisas – Livros, Arte e Design, Soc. Unipessoal, Lda

Páginas: 83 p.

Preço: 2 euros (à venda no Paço Episcopal)

in Voz de Lamego, ano 86/23, n.º 4362, 10 de maio de 2016

D. ANTÓNIO COUTO – O LIVRO DOS SALMOS – nova publicação

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D. António Couto, Bispo de Lamego, acaba de apresentar, no dia 21 de Novembro, no Seminário das Missões, a última obra O LIVRO DOS SALMOS.

Fazemos nossas as últimas frases de D. António na Introdução:

“Sei e sinto a imensa beleza e o sabor único dos Salmos, de cada Salmo. Aqui os deixo. Desejo aos leitores e estudantes que peguem neles como quem pega no pão ainda a sair do forno. Bom apetite.”

O livro da Editorial Missões – Cucujães, tem 120 páginas, 14×21 cm e o preço é de 7,00€.

in Voz de Lamego, ano 85/52, n.º 4339, 24 de novembro

CANTAR A VIDA | Apresentação do Livro de D. Manuel Martins

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Mesmo sem cantar, esse foi o título dado a um livro que nos apresenta algumas das homilias que o Senhor D. Manuel Martins foi proclamando para os seus diocesanos em Setúbal, Diocese onde foi o primeiro Bispo, e Setúbal a única Diocese de que ele foi titular.

«Homilias de um Bispo de todos e para todos», embora enquadradas no ambiente dessa Diocese, e que ele pastoreou como o seu primeiro «rebanho». Diversas circunstâncias, postas em relevo no dia 12 de Novembro corrente, no Salão Paroquial de Almacave, na sessão em que esteve presente o Senhor D. Jacinto, em nome do nosso Bispo, ausente noutros trabalhos pastorais.

A edição do volume foi coordenada pelo Pe. Marco Luís, com origens na nossa Diocese, mas cuja vocação foi marcada pelos encontros com o Senhor D. Manuel, enquanto estudante no Porto; e para a Diocese de Setúbal se haveria de ordenar sacerdote, onde continua, agora como Pároco de Almada.

Para a apresentação esteve também um membro das Filhas de São Paulo, (Paulinas Editora) pela casa editora, e cuja família religiosa herdou do Beato Tiago Alberione a missão de «viver e comunicar».

Depois de saudar os presentes, falou do trabalho feito na edição do livro, que passou por várias dificuldades inerentes ao estado do material, guardado por vezes em folhas soltas e estragadas pelo tempo.

No uso a palavra seguiu-se o Pe. Marco Luís, que falou da relação do Senhor D. Manuel com a Diocese de Lamego, mesmo sendo do Porto; assim se fez a opção de o livro ser apresentado, também em Lamego. Falando do Senhor D. Manuel, disse do fundamento do seu coração e da sua vida de espiritualidade, a par de um profundo humanismo, que o fazia estar atento aos pormenores da vida, com delicadeza e muita proximidade, ao mesmo tempo que se notabilizava como homem de profunda e corajosa esperança.

O Senhor D. Manuel agradeceu a presença de D. Jacinto, nele saudando D. António Couto e todos os presentes; do livro disse que era «um livro com história», uma vez que se destina a comemorar os quarenta anos da Diocese de Setúbal, a sua Ordenação Episcopal, revelando a maneira como foi recebido em Setúbal e dando conta de uma orientação seguida: «fazer do mundo a continuação do altar». Falou também do modo como Lamego recebeu um seminarista, que viria de Setúbal para estudar e ser ordenado sacerdote, como era seu desejo; e um outro também aqui estudou e se ordenou, partindo para Setúbal, onde exerce o sacerdócio.

O Senhor D. Jacinto encerrou a sessão e afirmou que «o livro nos deixa com o coração enriquecido», ao mostrar-nos o testemunho de vida do Senhor D. Manuel». Este havia de receber dois ramos de flores, levados pelas mãos dos sobrinhos do Pe. Marco Luís.

Seguiu-se uma sessão de autógrafos e um momento de convívio, à volta de umas mesas recheadas com produtos lamecenses, que foram agradecidos às Casas produtoras ou revendedoras pelas organizadoras.

De realçar o grande número de livros adquiridos no local e por venda directa da Paulinas Editora.

Pe. Armando Ribeiro, in Voz de Lamego, ano 85/51, n.º 4338, 17 de novembro

PAULUS LIVRARIA RECEBE D. ANTÓNIO COUTO

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Quase meia centena de pessoas estiveram esta quinta-feira na PAULUS Livraria de Fátima para escutar D. António Couto a falar sobre a Vida Consagrada. O bispo de Lamego e membro da Comissão Episcopal da Missão e Nova Evangelização apresentou A Essência da Vida Consagrada.

«Penso que este livro nos lembra o essencial da Vida Consagrada» e que a vida consagrada está no centro da Igreja. Segundo D. António Couto os consagrados deverão, primeiro que tudo, «deixar Deus atuar na sua vida». «Primeiro Deus» recordou com insistência aos presentes. Segundo o prelado «o livro ajudará todas as pessoas que o lerem a situarem a sua vida consagrada e a verificarem que Deus continua a assistir a sua Igreja dando-lhe também carismas de vida consagrada».

Também presente neste encontro, o Pe. Rui Tereso, Diretor-Geral da PAULUS Editora, agradeceu a disponibilidade de D. António Couto para a apresentação deste livro, bem como o «excelente texto» de que é autor sobre a fundamentação bíblica da vida consagrada.

D. António Couto terminou dando os parabéns à PAULUS Editora por se ter lembrado de editar este livro e de ter convidado os autores a escreverem os textos que o compõem.

Este livro é como que um mapa do ADN da vida consagrada, mostrando os seus elementos essenciais de uma maneira sucinta mas muito profunda. Ao longo dos oito capítulos é apresentado tudo o que todos os consagrados devem recordar a cada dia, aquilo que os motiva, anima, enche de “alegria, paixão e esperança”. Apresenta também tudo aquilo que a Igreja de Cristo, todo o povo de Deus, deve reconhecer nos seus consagrados, um estilo de vida que, como afirmou o Papa João Paulo II na Vita consecrata e reforçou o Papa Francisco na sua carta apostólica, «é dom feito à Igreja: nasce na Igreja, cresce na Igreja, está totalmente orientado para a Igreja».

in Voz de Lamego, n.º 4312, ano 85/25, de 5 de maio de 2015