Arquivo

Posts Tagged ‘Seminários’

Abertura solene do Seminário Interdiocesano de São José

braga1

O seminário que assegura a formação dos candidatos ao Sacerdócio das Dioceses de Bragança-Miranda, Guarda, Lamego e Viseu assinalou no passado dia 8 de Outubro o arranque oficial das atividades do novo ano letivo.

Para o Reitor do Seminário, Pe. Paulo Figueiró, a principal mensagem a deixar aos membros da comunidade centra-se “na esperança e força no início de um caminho”. Embora ainda jovem, o seminário entra no seu terceiro ano de vida com a certeza de que muitas barreiras já foram ultrapassadas “é altura de continuar a crescer e a progredir na formação” como acrescenta o sacerdote.

Na opinião do Reitor “ já houve tempo suficiente para consolidar hábitos e fortalecer a própria comunidade” e à medida que os anos passam “vai desaparecendo aquela sensação que estamos fora das nossas Dioceses porque já sentimos esta casa como nossa.”

Do programa, que ocupou o dia, fez parte a celebração da Eucaristia presidida por D. António Couto, Bispo de Lamego e concelebrada pelos bispos de Bragança- Miranda, Guarda e Viseu pelos reitores dos seminários diocesanos e equipa formadora.

Na homilia D. António Couto deixou as principais metas a atingir neste ano académico que agora começa e convidou a comunidade do Seminário a aprender a amar como Jesus Cristo, “que não deu a vida para salvar apenas aqueles que eram seus amigos mas para salvar todos”. D. António salientou ainda a importância de “cada um rebentar com os seus pequenos mundos” e “procurar amar o estrangeiro, aquele que não é igual nós e até mesmo aquele que está contra nós”.

Para além da Eucaristia o dia foi ainda marcado por uma reunião entre a equipa formadora, os Bispos e os Reitores dos Seminários diocesanos e por um almoço entre a comunidade e onde também esteve presente o Arcebispo de Braga, D. Jorge Ortiga, e o Bispo auxiliar, D. Francisco Senra Coelho.

Para os seminaristas das quatro dioceses começa agora um novo ano de trabalho, de caminho a percorrer e de aprofundamento do sentido de comunidade marcado pelo ritmo de uma instituição que os prepara intelectual e espiritualmente para a missão a que se sentiram chamados por Deus.

Diogo Domingues Jesus, in Voz de Lamego, ano 85/46, n.º 4333, 13 de outubro

ASEL – Antigos alunos dos Seminários de Lamego | ENCONTRO ANUAL

IMG_3019

O encontro anual da ASEL decorreu no Seminário de Nossa Senhora de Lourdes, em Resende, no passado dia 02 de maio e contou com várias dezenas de participantes.

Após o acolhimento, realizou-se a Assembleia Geral, durante a qual tomou a palavra o Presidente da Direção cessante, Avelino Pereira, para sublinhar algumas iniciativas protagonizadas ou participadas pela Asel, quer ao nível local quer nacional, integrada que está na UASP, a união que congrega associações deste âmbito de todo o país. A acta da assembleia anterior, realizada no Seminário maior de Lamego foi aprovada por unanimidade e o próximo encontro já está fixado para a data de 30 de abril de 2016, um sábado, possivelmente em Lamego. Também as contas foram apresentadas e aprovadas.

Em seguida, o Presidente da Assembleia, Dr. Manuel Ferrador, convidou o Dr. Adão Sequeira para apresentar o perfil humano, familiar e musical do Maestro Dr. Joaquim Pereira Pinto, Aselista homenageado no encontro deste ano. E antes de dar a palavra ao ilustre músico da mossa diocese, concluiu dizendo: “É muito mais o que Deus sabe de nós do que aquilo que os homens reconhecem”.

Nas palavras comovidas que nos dirigiu, o Dr. Pereira Pinto a todos agradeceu, aproveitando também para recordar alguns factos ali vividos, servindo tal testemunho para sublinhar valores e princípios ali recebidos e que tão úteis sempre se revelaram na sua vida.

A Assembleia assinalou também os 75 anos de entrada no Seminário (1939) de um Aselista a viver na Maia e os 50 anos do curso que iniciou tal caminhada em 1964.

Para o próximo triénio foram eleitos novos órgãos sociais, com destaque para o novo Presidente da Direção, Dr. Luís Manuel Almeida Matos Ferreira Pinto, a residir em Resende.

A Eucaristia que se seguiu foi presidida por D. Jacinto Botelho, bispo emérito da nossa diocese, que a todos convidou a permanecerem unidos ao Senhor, motivando-os também para a alegria da união entre todos. E, a propósito do Evangelho, sublinhou a necessidade de todos os baptizados traduzirem em obras a fé que os une a Cristo.

O almoço decorreu em ambiente alegre e culminou com a atuação do Orfeão de Resende orientado pelo novo Presidente da Asel. No final da bela atuação, a partida para casa e a promessa de um regresso próximo.

JD

Vigília de Oração pelas Vocações | Moimenta da Beira

vocações-moimenta da beira1

Vigília de Oração pelas Vocações

«Cada vocação requer um êxodo de si mesmo para centrar a própria existência em Cristo e no seu Evangelho” (Mensagem para o 51º Dia Mundial de Oração pelas Vocações n. 2). Portanto, a chamada a seguir Jesus é entusiasmante e ao mesmo tempo comprometida. Para que se realize, é necessário entrar sempre em profunda amizade com o Senhor para poder viver d’Ele e por Ele. Rezemos para que também neste tempo, muitos jovens ouçam a voz do Senhor, que corre sempre o risco de ser sufocada por tantas outras vozes. Peçamos pelos jovens: talvez aqui nesta praça haja algum que ouve a voz do Senhor que o chama ao sacerdócio; rezemos por ele e por todos os jovens que são chamados.» (Papa Francisco, Regina Coeli 11 de Maio 2014).

Deste modo se iniciou a Vigília de Oração pelas Vocações, no passado sábado dia 25 de abril, na paróquia de Moimenta da Beira. Cada vocação é um chamamento para a vida. Deus chama-nos para a sua messe, pois quer fazer de todos nós (batizados) operários da sua seara. A vocação, como referia o nosso bispo, recebe-se para se dar, dar aos outros, dar pelos outros, por todos aqueles que precisam.

Deus ama-nos e faz desejar viver o amor de uma forma concreta em diferentes caminhos vocacionais. Foi neste sentido que muitos se juntaram para rezar, para interceder, para pedir santas vocações para a Igreja diante de Cristo. A vigília com Exposição do Santíssimo Sacramento foi presidida pelo nosso Bispo, D. António Couto, tendo também parte nela o Sr Vigário Geral, alguns sacerdotes e os dois diáconos, consagrados e consagradas e bastantes leigos que pertencem a esta família que é a Diocese de Lamego.

No final da oração agradeceu-se ao pároco de Moimenta da Beira, Rev. Pe. Manuel Adelino Abrunhosa, bem como a toda a comunidade de Moimenta da Beira e a todos quantos participaram deste momento.

Que nunca faltem os evangelizadores, os servidores, os pastores santos que fazem parte desta nossa Igreja para que de forma alegre possam mostrar, verdadeiramente, a alegria do Evangelho a toda a criatura.

Diác. Fabrício Pinheiro

vocações-lamego - Copia

Ano da Vida Consagrada

“Um consagrado é como o Santo Sudário, envolvido por Cristo, revela a Sua Imagem para o Mundo”

Nesta última sexta-feira e sábado em Lamego e Moimenta da Beira foram realizadas duas vigílias em torno do grande dom da Vida Consagrada.

Onde podemos reunir as diversas congregações que auxiliam esta diocese , na vivência do seu carisma próprio, a evangelização e o cuidado com os mais carenciados seja física, humana ou espiritualmente.

Rezando e meditando a Palavra de Deus e textos muito bem colocados, diante da presença Eucarística de Jesus, elevamos uma grande acção de graças, por continuar chamando almas para segui-Lo mais de perto e assim contribuir activamente como canais para onde e a quem o Senhor nos enviar.

Partilhamos nossos carismas e missões, alegrando-nos com o “Belo Jardim” tão variado mas tão unido que é a Vida Consagrada à Deus.

Rezamos para que mais jovem decidam-se a ouvir e atender prontamente com um sim generoso a este Deus que continua a dizer no mais profundo de algumas almas “ Vem e segui-me”.

Comunidade Servos de Maria do Coração de Jesus

in Voz de Lamego, n.º 4311, ano 85/24, de 28 de abril de 2015

PASTORAL VOCACIONAL: entrar e sair sem compromisso

IMG_6305

Muitos são os textos que tentam caracterizar a nossa sociedade, analisando e descrevendo a atualidade, ao mesmo tempo que fornecem pistas para nos ajudar a perceber como chegámos aqui. Mas, no fim de contas, a nossa época não é melhor ou pior que outras; há características que a singularizam e marcam a geração que lhe dá corpo. Aqui ficam algumas notas repescadas no que se vai vendo e lendo, possível ajuda para ler a realidade e comunicar com os nossos contemporâneos.

Apesar dos grandes avanços e das inúmeras possibilidades, afinal o progresso não é infinito e as ideologias têm pés de barro. Diante de semelhante constatação, o pessimismo pode instalar-se, desalojando perspectivas de futuro. A isso se soma a grave crise económica que a todos afeta e deixa marcas. Por isso, alguém chamou ao nosso tempo a “época das paixões tristes”. Contudo, talvez a presente crise permita enfrentar a irracionalidade do consumismo e a colocar mais razão na tarefa educativa.

Marcados por um quotidiano precário, facilmente se observa o crescimento de uma “geração incrédula” e onde a “visão vocacional da vida” se dilui numa imediatez que é dominada pelo episódico e com carácter provisório. Fazemos parte de uma geração que tem medo de ficar de fora, de não saber as coisas, de não estar atualizada e, por isso, aumenta a dependência da internet, da violência e da falta de respeito pela privacidade.

As relações humanas também são marcadas por uma “visão utilitarista do leasing”, em objecto de uso enquanto serve para mudar logo que possível. O que leva a uma crise das relações baseadas na reciprocidade e no dom de si. Observa-se muita emoção, mas sem interação, passando-se facilmente da proibição à tolerância permissiva, enfrentando com dificuldade o quotidiano e caindo numa fácil tendência para escolher atalhos evasivos do “tudo e rápido” marcado por um narcisismo e dependência.

O individualismo observável, subjectivo e consumista, não permite ou favorece a descoberta dos outros e do Outro. A família deixou de ser uma realidade que exige posturas éticas e impõe comportamentos, passando a ser alguém que escuta e consente, não transmitindo ou ousando valores, ficando bloqueada diante de filhos belos, mas frágeis. Uma infância “passada entre algodões”, hiperestimulada, com poucos reflexos com o Outro, sem guia nem regra, faz aparecer nos mais novos um “sentido de omnipotência”.

Há uma falta de definição pessoal que se visualiza no sentir ético da consciência, onde se vive uma espécie de ecletismo hedonista, sem ideais absolutos. Numa linguagem informática, corre-se o risco de encarar a vida como realidade onde se pode entrar e sair sem compromisso.

 

Comissão Diocesana Vocações e Ministérios,

in VOZ DE LAMEGO, n.º 4301, ano 85/14, de 17 de fevereiro de 2015

Abertura solene > SEMINÁRIO INTERDIOCESANO DE SÃO JOSÉ

abertura-Seminário2

No passado dia 3 de outubro iniciou-se oficialmente o ano letivo no Seminário Interdiocesano de S. José. Na abertura estiveram presentes os bispos das quatro dioceses, que compreendem o nosso Seminário: Bragança-Miranda, Guarda, Lamego e Viseu.

Depois da chegada dos senhores bispos e reitores dos Seminários diocesanos a Braga, estes reuniram com a equipa formadora do Seminário Interdiocesano. Finda a reunião, teve lugar o almoço, onde tomou parte D. Jorge Ortiga, arcebispo Primaz de Braga.

A tarde iniciou-se com uma sessão solene, na qual o Sr. Bispo de Bragança-Miranda proferiu uma reflexão onde tratou o tema para este ano: “Dar-vos-ei  pastores segundo o meu coração” apresentando  o Seminário, sobretudo, como um tempo de escuta, onde aquele que é chamado deve procurar pautar a sua vida através da oração e do encontro com Cristo.

Ao concluir este encontro, depois de um diálogo, onde o bispo de Bragança pôde responder a algumas dúvidas e inquietações, celebrámos, na nossa capela a missa votiva  Espírito Santo, pedindo-lhe como na sequência do Pentecostes que Ele seja Luz de Santidade e Benfeitor Supremo, como afirmava o Presidente da nossa celebração, D. Manuel Felício, bispo da Guarda, na sua homilia. Foi ainda referido o exemplo de S. José, para que nos ensine a viver na humildade, tal como ele.

Depois da celebração eucarística, houve um pequeno momento de confraternização, com que terminamos este dia de festa, e invocamos o Espírito Santo e pedimos a intercessão de S. José para os nossos trabalhos académicos e pastorais.

Diogo Rodrigues, VOZ DE LAMEGO, 14 de outubro de 2014, n.º 4284, ano 84/46