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Posts Tagged ‘Seminário Interdiocesano de São José’

Recoleção dos Seminaristas em Lamego

Nos passados dias 24, 25 e 26 de novembro, os seminaristas das dioceses de Lamego, Bragança-Miranda, Guarda e Viseu, juntaram-se, como tem vindo a ser costume nesta altura do ano, para fazer uns dias de recoleção. O local escolhido foi o Seminário Maior de Lamego que, na pessoa do seu reitor e equipa formadora, de imediato abriu as suas portas de par em par para acolher estes jovens que caminham num horizonte de esperança rumo ao sacerdócio.

Como bem sabemos, um dos maiores problemas dos nossos dias, nomeadamente entre os sacerdotes e os seminaristas, é a tendência cada vez mais natural que vamos tendo para viver de forma frenética e agitada, cheios de solicitações a toda a hora. Tudo parece urgente. Mas será que tudo é essencial? Será que corremos o risco de andar tão ocupados que, no fim de contas, nem chegamos a viver?

Ora, foi partindo precisamente destas interrogações que este grupo de jovens, sob a orientação do Cónego Jorge Seixas, da diocese de Viseu, percorreu um itinerário de reflexão e oração deveras desafiante. E o frio que se fez sentir ao longo destes dias, foi dando lugar ao caloroso abraço daquele que dá sentido ao âmago de toda a existência: Jesus Cristo. Ler mais…

Seminário Maior de Lamego: Casa de todos e para todos

Entre os dias 12 e 19 deste mês, decorre, a nível nacional, a Semana dos Seminários, motivando as nossas comunidades cristãs a rezarem e a interessarem-se por esta realidade diocesana, a quem o último Concílio chamou “coração da diocese”.

A nossa diocese mantém aberto o Seminário de Lamego e participa no projecto do Seminário interdiocesano de S. José, em Braga, juntamente com as dioceses vizinhas de Bragança, Guarda e Viseu. Ali vivem os seminaristas mais velhos, frequentando o curso teológico na Faculdade de Teologia da Universidade Católica.

No presente ano lectivo, frequentam o Seminário interdiocesano três seminaristas de Lamego. No Seminário de Lamego acolhemos e acompanhamos sete seminaristas: seis que transitaram de Resende (quatro no 9.º ano e dois no 12.º ano) e um finalista, que frequenta o Ano Pastoral (VI ano). A acompanhar estes seminaristas está uma equipa formadora com quatro sacerdotes: um Formador em Braga, o Reitor e um Formador em Lamego (com a paroquialidade de Britiande, entre outros trabalhos) e o Director Espiritual, pároco em diversas paróquias da zona pastoral de Sernancelhe.

Mas o edifício do Seminário de Lamego não acolhe apenas os seminaristas diocesanos. Cada vez mais se assume como centro de encontro e de formação para todos os diocesanos, mercê da localização, das dimensões e, cada vez mais, das condições que oferece. Os investimentos já feitos e aqueles que se projectam foram motivados, também, por esta nova realidade. Um esforço, de resto, já concretizado noutras dioceses que, antes de nós, se prepararam para dar uso aos espaços não ocupados pelos seminaristas.

Apesar da remodelação já efectuada no rés do chão, há necessidade de continuar a dotar o edifício de condições que lhe permitam continuar a acolher seminaristas e sacerdotes, mas também a dar resposta à procura que, até agora, era direccionada para a Casa de S. José. O objectivo é estar ao serviço de todos os diocesanos e ser uma casa aberta e cómoda que contribui para a vida e o ritmo da diocese. Sem deixar de cumprir a missão para que foi construído, o Seminário prepara-se para alargar tal missão, como casa viva que contribui para a vida cristã da diocese.

E porque é para todos, também de todos espera a ajuda indispensável para avançar. Foi assim para nascer, será assim para continuar.

Pe. Joaquim Dionísio

Reitor,

in Voz de Lamego, ano 87/50, n.º 4436, 14 de novembro de 2017

Seminário Maior Interdiocesano de S. José Comunidade alagada

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No passado dia 7 de Junho, o Seminário Interdiocesano de São José reuniu a sua comunidade mais alagarda em Braga. Num encontro de trabalho, comunhão e partilha estiveram reunidos os Bispos das quatro dioceses, a equipa formadora, os seminaristas, os reitores dos seminários diocesanos, entre muitos outros colaboradores e amigos.

Do programa da jornada de trabalho fez parte a habitual reunião da equipa formadora com o Bispos e os reitores dos Seminários diocesanos, da ordem de trabalhos fez parte o balanço deste ano lectivo que agora finda e aquilo que serão as linhas orientadoras para o seminário Interdiocesano de São José. À Semelhança de encontros anteriores seguiu-se um almoço onde foi permitido à comunidade estreitar os laços fraternos que a une e trocar impressões sobre o decorrer deste ano lectivo.

Como corolário da jornada foi celebrada, na capela do Seminário Interdiocesano, a Eucarístia sob a presidência do Bispo de Bragança-Miranda, D. José Cordeiro, e que por estes dias comemora o jubileu sua ordenação sacerdotal ocorrida há 25 anos, e onde concelebraram o Bispo da Guarda, D. Manuel Felício, e o Bispo de Viseu, D. Ilídio Leandro, a equipa formadora e os reitores dos Seminários diocesanos.

Na homilia o Bispo de Bragança-Miranda recordou que é no pecado do homem que se encontra o receptáculo da misericórdia de Deus, é na medida que somos pecadores e nos arrependemos que recebemos o perdão da parte de Deus misericordioso.

Esta foi a ultima vez em que a comunidade alagada do Seminário Interdiocesano esteve reunida neste ano lectivo, depois do convívio e da partilha desta jornada preparam-se nas próximas semanas a época de exames, uma fase bastante exigente para os seminaristas que vivem e estudam nesta instituição sediada em Braga.

Diogo Domingues Jesus, in Voz de Lamego, ano 86/32, n.º 4368, 21 de junho de 2016

Seminário interdiocesano de São José – Dia da Faculdade de Teologia

FOTO GRUPO FACTEO BRAGA

O Seminário Interdiocesano de São José, sediado Braga, que junta os seminaristas das Dioceses de Bragança-Miranda, Guarda, Lamego e Viseu, marcou presença nas comemorações do Dia Nacional da Faculdade de Teologia, um evento que juntou em Lisboa os alunos da Faculdade de Teologia que frequentam os centros regionais de Braga, Porto e Lisboa.

O dia começou mais cedo, do que o habitual, para a comunidade do Seminário Interdiocesano de São José que rumou a Lisboa para participar nas comemorações do Dia Nacional da Faculdade de Teologia da Universidade Católica Portuguesa.

Chegados à capital teve lugar, o primeiro momento do dia, com uma iniciativa chamada “Conversas Improváveis” e que contou com a presença de actual líder do CDS-PP, Assunção Cristas, do escritor e critico, Pedro Mexia e da Humorista e Actriz, Maria Rueff. Procurando responder à pergunta “Quem é este homem? Jesus como interrogação e provocação” os convidados levaram ao rubro o auditório Cardeal Medeiros no Campus universitário da UCP em Lisboa.

Do programa fez parte ainda um almoço convívio que juntou a comunidade académica e o Conselho Superior da Universidade Católica Portuguesa de onde se destacam a Reitora, Doutora Maria da Glória Garcia, e o Magno Chanceler da UCP, o Cardeal-Patriarca de Lisboa, D. Manuel Clemente.

A tarde foi preenchida com vistas aos Museus do Mosteiro dos Jerónimos, da Presidência da República, do Palácio nacional da Ajuda entre outros que se encontram na zona de Belém.  Numa jornada que se quis de partilha, comunhão e reforço da unidade enquanto comunidade académica o momento mais expressivo deste espírito foi, sem dúvida, a Eucaristia presidida por D. Manuel Clemente e concelebrada por vários sacerdotes, entre os quais o Reitor do Seminário Interdiocesano, Padre Paulo Figueiró, que acompanhou os seminaristas neste dia de festa.

O dia terminou com um jantar onde teve lugar a cerimónia de passagem de testemunho onde foi entregue ao Centro regional de Braga a missão de, no próximo ano, organizar as comemorações do Dia Nacional da Faculdade de Teologia. Houve ainda tempo para cantar e dançar ao som do Grupo de Cantares de Braga que encerrou com chave de Ouro um dia em que o sentimento de unidade da Faculdade saiu reforçado.

Diogo Domingues de Jesus, in Voz de Lamego, ano 86/25, n.º 4364, 24 de maio de 2016

Seminário Interdiocesano de São José: Recoleção de Pentecostes

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No passado fim-de-semana, dias 13 a 15 de maio, o Seminário Interdiocesano de São José teve a oportunidade de viver mais uma recoleção espiritual, esta sob a orientação do Senhor Padre Pablo Lima. Desta vez teve como pano de fundo o tema do Espírito Santo e foi realizada na Apúlia, nomeadamente no Centro Social João Paulo II.

O encontro foi pautado por diversos momentos de oração, reflexão pessoal e comunitária. Neste sentido, refletimos acerca do Espírito Santo a partir de três prismas: Sagrada Escritura; Patrística; e Liturgia.

Para além das celebrações da Eucaristia, da Liturgia das Horas e da Adoração ao Santíssimo salientamos a Vigília de Pentecostes, realizada no sábado à noite na praia desta vila. Durante a Vigília tivemos oportunidade de refletir acerca dos sete dons do Espírito Santo.

No domingo, após o almoço, aproveitámos para conhecer um pouco a região, passando pela Póvoa de Varzim e por Vila do Conde, onde visitámos a igreja de Nosso Senhor dos Navegantes (Caxinas). Seguimos viagem até Balasar, aí tivemos oportunidade de ir até à casa onde a Beata Alexandrina viveu a sua vida mística, bem como visitar a igreja onde está sepultada. Ao final da tarde regressámos até ao nosso seminário, em Braga.

Como término desta nossa recoleção, não podemos deixar de agradecer à equipa formadora do nosso seminário e também ao Padre Pablo por mais este especial momento de encontro connosco mesmos, com os outros e com Deus.

Paulo Domingues e Vítor Carreira

V Ano, in Voz de Lamego, ano 86/24, n.º 4363, 17 de maio de 2016

Retiro Quaresmal no Seminário Interdiocesano

 

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Misericordiosos como o Pai

Como vai sendo costume pelo início da Quaresma, o nosso Seminário Maior Interdiocesano de São José, que é constituído pelos seminaristas das dioceses de Bragança-Miranda, Guarda, Lamego e Viseu, viveu o período de retiro espiritual. O Tempo da Quaresma é um tempo forte de reaproximação a Deus, pelas tradicionais vias de conversão: oração mais intensa, jejum e esmola. Retirar-se é, necessariamente, querer e começar a concretizar essa proximidade a Deus.

Os exercícios espirituais tiveram início com a celebração de Quarta-feira de Cinzas e foram, este ano, orientados por um padre mariano, Pe. João Carlos Rodrigues, no edifício DomusCarmeli em Fátima.

Durante o retiro meditou-se e rezou-se o tema da Misericórdia: partindo da Sagrada Escritura e ao longo de várias conferências o Pe. João foi trazendo luz a diversas passagens que demonstram a Misericórdia do Pai.

Ao longo de quatro dias, oração, formação e silêncio foram os pilares que construíram o retiro anual do Seminário Maior Interdiocesano de São José, uma oportunidade de reflectir sobre a temática do Ano Santo que estamos a viver e de experimentar a Misericórdia de Deus que apesar das nossas constantes faltas, está sempre disponível para perdoar.

O retiro terminou no sábado, dia 13 de Fevereiro, sob a protecção de Maria a Mãe de Misericórdia. No dia seguinte, toda a comunidade, como corolário do retiro, participou na celebração de Ordenação Diaconal de Ivo Fernandes da Diocese de Bragança-Miranda e membro da comunidade do Seminário Maior Interdiocesano de São José em Braga.

Diogo Jesus, in Voz de Lamego, ano 86/14, n.º 4351, 23 de fevereiro de 2016

Seminário interdiocesano: “SER DISCÍPULOS PARA SER SERVOS”

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O Seminário Maior Interdiocesano de São José, formado por seminaristas das Dioceses de Bragança-Miranda, Guarda, Lamego e Viseu, foi inaugurado oficialmente em Outubro de 2013. Por essa altura foi elaborado o Projecto Formativoe, com ele, surgiu a proposta do lema: Ser discípulos para ser servos.Olhando, em retrospectiva, para os dois anos de caminho feito e, em perspectiva, para o caminho que há a fazer, apraz-me dizerque não escolhemos este lema. De certa forma, fomos escolhidos por ele. Porque somos chamados por Deus a configurar-nos a Cristo que “não veio para ser servido mas para servir e dar a vida” (Mc 10,45).

É comum dizer-se que o primeiro seminário foi formado pelos doze apóstolos com Jesus. Na verdade, durante a vida pública, Jesus dedicou muito do seu tempo a formar os apóstolos. Eles viveram com o Senhor, aprenderam com as suas palavras e as suas acções. O ‘primeiro seminário’ não foi uma escola ou um edifício construído para os colocar à parte da sociedade,mas a vida diária de comunhão com Ele. As ‘aulas’ do Mestre não tinham horário nem lugar específico: podiam acontecer nomonte ou na planície, numa casa de família ounuma sinagoga,nas ruas das aldeias e cidades.

Jesus “fez doze para estarem com Ele e para os enviar a pregar” (Mc 3,14). Antes de os enviar mandou-os estar. A sequência não deixa dúvidas e mostra um Mestre sem pressa, mesmo sabendo que há muitas paróquias sem Missa! E o seminário corresponde a essa etapa intermédia e indispensável (“estar com Ele”), depois do chamamento e antes do envio. Antes de falar de Deus, é preciso ouvi-l’Oe falar com Ele. Permanecer antes de ir. Aprender antes de ensinar. Ser antes de fazer.Se o Mestre veio para servir, o discípulo não veio senão para aprender a servir e para ser enviado como servo. O seminário é o nosso monte e a nossa planície, a nossa casa e sinagoga, a rua onde se cruzam vidas e histórias, onde se encontram o Mestre do serviço e o aprendiz de servo, onde nos sabemos “discípulos para ser servos”.

O Filho de Deus que veio para servir e dar a vida,fez de toda a sua existência um serviço e da sua morte uma entrega por amor. É significativo que os evangelistas,para penetrar no mistério da morte do Filho de Deus, se tenham servido de um personagem descrito pelo profeta Isaías como o “Servo de Jahveh”.

Tradicionalmente (e alguma literatura portuguesa disso fez eco), uma ideia associada com os seminários era aquela de lugares de disciplina. Curiosamente, a etimologia latina mostra que discípulo e disciplina têm raiz comum. Mas o Evangelho e a vida mostram que só a disciplina não faz o discípulo, muito menos um discípulo chamado a ser o servo de todos. A falta de sintonia dos doze com o modo de pensar de Jesus, por um lado, e um certo estilo de vida clerical e burguês, por outro, alertam-nos que sem mudança de mentalidade, sem conversão, um padre continua a pensar e a viver como os grandes deste mundo.

Só depois da Páscoa a mentalidade dos discípulos mudou definitivamente. Para fazer de padre, a disciplina e a formação do seminário bastam (e uma roupa escura ajuda). Para ser padre, não. Para ser padre à maneira de Cristo Servo, é preciso passar pela páscoa. Tem de se morrer primeiro. É preciso morrer e ressuscitar. Para que do seminário saiamhomens novos, revestidos da novidade de Jesus e do Evangelho, dispostos a servir e a dar a vida.

Pe. Paulo Figueiró, in Voz de Lamego, ano 85/50, n.º 4337, 10 de novembro