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Posts Tagged ‘Semana Santa’

FIDELIDADE E TESTEMUNHO | Editorial Voz de Lamego | 27.03.2018

FIDELIDADE E TESTEMUNHO

A Semana Santa começa com a celebração do Domingo de Ramos e termina na noite pascal, dando-nos a oportunidade de comemorar a refeição da Ceia, a Paixão de Cristo e a sua morte na Cruz. E com a festa da Páscoa, que celebra a Ressurreição, estes dias formam o núcleo central de todo o ano litúrgico.

Nas nossas comunidades cristãs, mais ou menos numerosas, organizam-se as celebrações, preparam-se os espaços, multiplicam-se os convites, alarga-se a participação, acolhem-se familiares e amigos que vêm “passar a Páscoa”, aumenta o ritmo, cumprem-se as tradições …

Há a vida de tantos que se manifesta e observa, mas há, sobretudo, a vida de Alguém que se celebra. É verdade que o sofrimento, a injustiça, a tristeza e a morte estão presentes, mas somos testemunhas da alegria, do serviço, da verdade e da vida que Jesus Cristo protagoniza. Há um caminho marcado por estações (paragens) diversas, mas há, antes de tudo, a meta da eternidade, à luz da qual tudo adquire sentido.

Viver os dias e celebrar os acontecimentos da Semana Santa com os olhos na Ressurreição é sinónimo de seguimento de Jesus Cristo e de disponibilidade para assumir a vida de todos os dias, apesar das contrariedades.

O Papa Francisco afirmou um dia que a Igreja precisa de membros decididos no seguimento e audazes no testemunho, mais do que “cristãos de pastelaria”, disponíveis apenas para momentos sem dor ou vivências não contrariadas. Não duvidamos que viver definitivamente com o Senhor será a tal “pastelaria eterna” que todos anseiam, mas tal não se atinge sem provas de fidelidade, quando as “estações” também trazem desencontros, injustiças, perseguições, insucessos ou exigem contrariar o comodismo e a facilidade.

A festa espera-nos, mas não há verdadeira alegria sem ultrapassar a dor.

Pe, Joaquim Dionísio, in Voz de Lamego, ano 88/17, n.º 4454, 27 de março de 2018

Semana Santa: seguindo o único Senhor da nossa vida

As celebrações da Semana Santa congregam muitos fiéis e marcam o ritmo das nossas comunidades. Também a Sé foi espaço de encontro para a vivência crente destes dias, sob a presidência do nosso bispo, D. António Couto, e com a presença de D. Jacinto Botelho, nosso bispo emérito, de muitos fiéis leigos, de sacerdotes, diáconos, seminaristas, bem como do Coro da Catedral. Aqui ficam algumas palavras e imagens desses dias.

Seguir o Senhor e Servir os irmãos

O centro da manhã de Quinta-feira Santa é a Missa Crismal, celebração que congrega o presbitério diocesano à volta do seu Bispo, renovando as promessas sacerdotais, e em que é consagrado o Óleo do Crisma e são benzidos os Óleos dos Catecúmenos e dos Enfermos.

A Eucaristia teve início às 10h e contou com cerca de oitenta sacerdotes. No início da celebração, o responsável pelo Departamento da Pastoral Vocacional, Pe. José Miguel Loureiro, recordou os sacerdotes falecidos ao longo do último ano, bem como os que estão doentes. Depois apresentou aqueles que vivem em 2017 o seu jubileu sacerdotal de 25 anos, Padres Abel Rodrigues da Costa e João Carlos Costa Morgado, e de 50 anos, Padre Artur Fernando Mergulhão. Neste caso, não deixou de evocar a memória de outros dois sacerdotes que, se estivem entre nós, também comemorariam 50 anos de sacerdócio: Padres Sá Couto João Crisóstomo. Ler mais…

SALVAÇÃO – CAMINHO | Editorial Voz de Lamego | 4 de abril de 2017

Na proximidade da SEMANA SANTA,  a MAIOR da nossa Fé, o Pe. Joaquim Dionísio, Diretor da Voz de Lamego sobre este tempo, marcante para os cristãos e para as comunidades, lembrando que a CRUZ de Jesus Cristo é algo de fundante, de salvífico, que a todos integra e desafia, nos salva e nos envia.

SALVAÇÃO – CAMINHO

No próximo domingo (Ramos) iniciamos a vivência da Semana Santa, celebrando a Paixão de Jesus Cristo, o sofrimento protagonizado pelo Salvador após a prisão no Jardim das Oliveiras. Eis-nos diante do mistério da Páscoa de Cristo que, a caminho da morte, oferece a sua vida por amor e para salvação da humanidade. E é nesta Paixão, indissociável da Ressurreição, que, pelo baptismo, o cristão vive a sua passagem da morte para a vida.

Ao longo desses dias, os cristãos são particularmente convidados a reunirem-se para exprimir o seu amor a Deus, para manifestar a Cristo o seu compromisso e o seu afecto, bem como o desejo de estar com Ele ao pé da Cruz, com Maria e João.

Por isso, estes dias são mais do que uma oportunidade para recordar factos, repetir gestos ou dramatizar passagens, apresentando-se como singular momento para tomar consciência do amor que o Senhor protagonizou. E diante de um amor assim, a resposta exige um amor agradecido e responsável, capaz de levar à efectiva proximidade com o mundo e de afastar o medo, incapaz de desistir diante das dificuldades ou de se “encolher” perante os desafios.

Tomar parte nas celebrações não é participar numa qualquer manifestação para exigir algo ou protestar contra alguém. Participamos para nos unirmos à pessoa de Cristo e estarmos em comunhão com todos, muito em particular com quantos, pelo mundo fora, sofrem por causa da fé. Ao mesmo tempo, rezamos também por todos os que, por indiferença, ignorância ou comodismo se juntaram ao grupo dos que gritavam: “Se és Filho de Deus, desce da cruz!” (Mt 27, 40).

Não temos vergonha da cruz de Cristo.

in Voz de Lamego, ano 87/21, n.º 4406, 4 de abril de 2017

Quaresma e Páscoa na Paróquia de Almacave

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O percurso Quaresmal estabelecido para a Paróquia de Almacave para este ano de 2016, em resposta ao apelo do Papa Francisco levou à meditação sobre a Misericórdia de Deus, que terminou no Tríduo de S. José, vivido nos dias 17 a 19 de Março, com uma participação efetiva dos paroquianos que se sentiram impelidos à vivência do sentido de Comunidade.

O Domingo de Ramos teve o seu inicio na Igreja da Chagas e com a participação de crianças e adultos seguiu em procissão para a Igreja de Almacave onde decorreu a Eucaristia.

Iniciou-se depois a Semana Santa, que culminou com a Celebração da Ceia do Senhor, em Quinta Feira Santa, com o Lava-Pés, e a decoração da Capela do Santíssimo, dedicada à Misericórdia, expressa no episódio do Filho Pródigo, levou à criação do espaço de reflexão, que levou a que inúmeros fiéis se juntassem para ali estar em oração. A Procissão das Sete Bandeiras que percorreu as diversas Igrejas onde se localizam os Santos Sepulcros, também por ali passou acompanhada de centenas de pessoas.

Na Sexta-feira Santa fez-se memória da vivência da Paixão do Senhor, através da Adoração da Cruz na Igreja Paroquial, seguida da Procissão do Enterro do Senhor, uma das tradições vividas com enorme devoção na nossa cidade, com organização da Santa Casa da Misericórdia que há mais de 4 séculos dedica todo o seu empenho a esta cerimónia, a par da Procissão das Sete Bandeiras, que levam a que inúmeros cristãos se interessem na participação nas mesmas.

Já o Sábado Santo, sentido no silêncio da Igreja, lembrando a Morte de Jesus e em preparação para a Vigília, levou a que todos aqueles que trabalham no invisível das nossas Igrejas, preparassem diligentemente decorações, alfaias e todo o necessário para a grande noite da Cerimónia da Vigília, que teve a graça de ver na nossa paróquia a celebração de cinco baptismos, sendo um deles de uma jovem já adulta que assim, assumiu a sua fé cristã.

Da cerimónia do lume novo, onde se acenderam todos os cirios das diversas Igrejas e capelas da nossa Paróquia, à Benção da Agua, tudo foi uma vivência de um ritual que nos preparou para o grande dia da Páscoa do Senhor.

Foi este dia iniciado com a Procissão do Anúncio da Ressurreição que percorreu alguns espaços da Paróquia com a alegria da vivência de uma Esperança renovada, que se concluiu na Eucaristia.

Manda a tradição que antes da saída dos diversos participantes nos giros, seja reforçada a refeição matinal, para que se aguentem no longo percurso que têm pela frente e, lá seguiram todos em direção ao repasto que a todos animou.

O primeiro passo sempre é dado na direção ao Paço Episcopal, onde o Senhor Bispo de Lamego, D. António do Couto recebeu todos os participantes na Visita Pascal, lhes deu a habitual palavra de incentivo e a bênção inicial, para que fizessem o Anúncio com alegria junto de todos os Cristãos, neste Ano da Misericórdia.

Como a Paróquia de Almacave, (estendendo-se ainda para Souto Covo) se encontra cada vez mais alargada geograficamente, os Giros dos  Compassos são já 27, todos eles acompanhados por 5/6 pessoas, o que leva já à participação de um elevado número de paroquianos, a que se juntam os Jocistas e o Grupo de Jovens de Almacave, os representantes dos Movimentos, inúmeras crianças e os sacerdotes para que seja coberto todo o espaço territorial.

E assim, a Alegria da Esperança renovada de confiança no Senhor Ressuscitado continua a fazer movimentar largas dezenas de paroquianos, ano após ano, integrando já alguns grupos três gerações, de avós, filhos a netos, numa transmissão da Tradição desta Igreja que acredita em Jesus Cristo e se torna Mensageira perante os outros.

Isolina Guerra, in Voz de Lamego, ano 86/19, n.º 4356, 29 de março de 2016

Celebrações da Semana Santa na Sé de Lamego

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Por toda a diocese ressoa ainda a alegre notícia da Ressurreição do Senhor, acontecimento central da nossa fé e solenidade devidamente preparada e vivida nas comunidades cristãs desta porção do Povo de Deus. A exemplo do que se passou por essas igrejas paroquiais fora, também a catedral de Lamego, referência para todos os diocesanos e com a presidência de D. António Couto, acolheu muitos fiéis durante as celebrações da última semana. Aqui ficam algumas palavras e imagens.

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Quinta-feira Santa

A manhã de 5.ª feira é marcada pela Missa Crismal, celebração que junta o presbitério diocesano em redor do bispo, concretizando e alimentando a comunhão e a unidade. É também neste dia que são benzidos os óleos dos catecúmenos e da unção dos doentes, bem como consagrado o do crisma.

A Eucaristia iniciou-se às 10h, com a presença de cerca de 80 sacerdotes, de D. Jacinto e sob a presidência de D. António Couto. Como já é habitual, a estas horas da manhã não são muitos os fiéis leigos que estão presentes. O canto litúrgico esteve a cargo do Coro da Catedral. No final da celebração, e mantendo a tradição, todo o presbitério foi convidado a almoçar no Seminário Maior.

Na monição inicial lembraram-se os sacerdotes falecidos no último ano: Duarte Martins Vaz, Joaquim Manuel Pinto, Manuel João Nogueira Amaral, Filipe Gonçalves da Fonseca, Mário Ferreira Lages, José Gomes do Nascimento e Cândido António Lemos de Azevedo.

Também nesta celebração se homenagearam os sacerdotes que, em 2016, comemoram 25 anos de ordenação sacerdotal (bodas de prata): Agostinho Ramalho e Fernando Albano Cardoso. Este ano ninguém celebra bodas de ouro sacerdotais.

Neste dia, às 17h, e já com todos os bancos da igreja ocupados, celebrou-se a Missa vespertina da Ceia do Senhor, marcada também pelo lava-pés. Presidiu o nosso bispo, sempre acompanhado por D. Jacinto.

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Sexta-feira Santa

Na tarde de 6.ª feira, com a Sé cheia, a celebração iniciou-se às 17h, em silêncio, tal como sugerem as orientações litúrgicas, favorecendo a adoração, a escuta da Palavra e a necessária e oportuna meditação diante de tamanho amor divino.

Após a comunhão, o silêncio voltou a marcar o tempo, sempre com muitos a deterem-se junto do Santíssimo, na capela lateral.

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Vigília Pascal

No sábado santo, às 22h, e com alguns bancos desocupados (havia outras celebrações na cidade), D. António deu início à solene vigília pascal, a “mãe de todas as vigílias”. O vento que se fazia sentir dificultou o acender do círio, mas algum tempo depois as velas de todos iluminaram o templo com o “lume novo”.

Para lá das partes da celebração, que fazem um todo harmonioso e conhecido de todos, destaque ainda para o baptismo de um menino (cerca de 8 anos), nesta que era a noite do baptismo dos catecúmenos.

A alegria estava bem presente em todos os participantes, apesar da hora (quase 1h da manhã) a que terminou e diante do relógio que entraria, daí a pouco, em horário de verão.

in Voz de Lamego, ano 86/19, n.º 4356, 29 de março de 2016

Cerimónias da Semana Santa em Vila Cova à Coelheira

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A Semana Santa é uma tradição religiosa católica que celebra a Paixão, a Morte e a Ressurreição de Jesus Cristo. Inicia no Domingo de Ramos relembrando a entrada triunfal de Jesus em Jerusalém e termina com a ressurreição de Jesus, no Domingo de Páscoa.

As cerimónias da Semana Santa têm muito relevo por todo o concelho de Vila Nova de Paiva, manifestamente católico.

Em Vila Cova à Coelheira, o programa das cerimónias abre solenemente no Domingo de Ramos, dia 20 de março e prolonga-se até dia 27, Dia de Páscoa. Durante esta semana, decorrem inúmeras manifestações religiosas ligadas à quadra, entre elas, a bênção dos Ramos, o Aumentar das Almas, a visita aos doentes e as procissões. A manifestação mais simbólica que contempla a dramatização ao vivo da Paixão de Cristo e da Adoração da Cruz, estão inseridas na representação cénica das Estações da Via Sacra, com procissão do senhor do Santo Sepulcro do Monte Calvário para a Igreja Matriz, decorrem na tarde de Sexta-Feira Santa.

No sábado da Aleluia, realiza-se a Bênção do Lume e da Água e a Missa festiva da Ressurreição. As festividades do Domingo de Páscoa iniciam com uma arruada pela Banda Musical Progressiva de Vila Cova à Coelheira, a missa festiva e procissão eucarística e culmina com a visita pascal.

As cerimónias da Semana Santa tiveram a organização da Comissão Fabriqueira Paroquial, da Irmandade de Nosso Senhor dos Passos e Confraria do Senhor, com a colaboração do Grupo Coral da Paróquia, da Banda Musical Progressiva de Vila Cova à Coelheira, do Grupo Cénico Cultural e Recreativo, do Corpo de Voluntários da Ordem de Malta (Núcleo de Vila Cova à Coelheira) e do Grupo de Jovens desta vila.

 

in Voz de Lamego, ano 86/18, n.º 4355, 22 de março de 2016

AMOR MAIOR | Editorial Voz de Lamego | 22 de março

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Com o Domingo de Ramos na Paixão do Senhor, entramos na Semana Maior da nossa fé. O Pe. Joaquim Dionísio sublinha, em Editorial da Voz de Lamego, esta semana, este Amor Maior, porque Deus Se revela com toda a força do amor que nos liberta:

AMOR MAIOR

A Semana Santa, durante a qual celebramos a Paixão e Ressurreição do Senhor, revela-nos um Deus-Amor que vem ao nosso encontro, não para dominar ou aniquilar, mas para perdoar e elevar. Eis diante de nós o convite à contemplação de um Deus que caminha entre nós e permanece connosco, que nos ensina a servir e nos alimenta na peregrinação para a eternidade.

O Senhor que é levantado na cruz continua a atrair muitos, a escandalizar alguns e a provocar indiferença aos curiosos que vêem de longe.

A cruz, que continua a escandalizar e a incomodar os protagonistas de um laicismo que pretende “empurrar” a fé cristã para a sacristia, é a prova desse amor sem medida que vivifica, “o mistério do aniquilamento de Deus, por amor” e não é um ornamento ou uma obra de arte.

A cruz que encontramos na paisagem, que desenhamos quando nos benzemos, que transportamos ou guardamos como símbolo identificador é a recordação contínua de Alguém sempre presente e vivo que nos convoca, provoca e de nós espera uma resposta merecedora da Sua dádiva.

Neste ano jubilar, contemplar a cruz é tomar consciência do dom da misericórdia e assumir, livre e responsavelmente, o dever de o agradecer e testemunhar. E nem sempre é fácil seguir o exemplo do bom samaritano ou imitar o Senhor que, na cruz, ainda tem forças para perdoar! Não há amor que não seja exigente nem caminho isento de perigos ou momentos de prova.

A cruz, sinónimo de morte, dor, perseguição ou abandono continua a pesar e a fazer sofrer tantos e tantos com quem nos cruzamos. Mas testemunhamos também a presença, o conforto e a alegria de tantos “Cireneus” que, acompanhando e aliviando, “passam fazendo o bem”.

A cruz de Cristo é sinal de um amor maior que liberta.

in Voz de Lamego, ano 86/18, n.º 4355, 22 de março de 2016