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Posts Tagged ‘Sé de Lamego’

SERVIÇO E GENEROSIDADE | Editorial Voz de Lamego | 4.julho.2017

No primeiro domingo de julho, a Ordenação Sacerdotal do Luís Rafael, do Ângelo Santos e do Diogo Rodrigues. A edição desta semana da Voz de Lamego dá amplo destaque a este momento importante da vida dos novos sacerdotes e da Igreja em Lamego. O nosso Diretor, Pe. Joaquim Dionísio, faz eco da celebração, lançando os desafios para o futuro.

SERVIÇO E GENEROSIDADE

Desde o passado domingo que a nossa diocese conta com mais três sacerdotes no seu presbitério, o que é motivo de alegria e de acção de graças.

Para os neo-sacerdotes, a ordenação foi o culminar de um percurso livremente escolhido e assumido, ao longo do qual contaram com a oração, a presença, o testemunho e a ajuda de muitos.

Neste particular, uma palavra para referir o tempo vivido no Seminário, etapa de sementeira e oportunidade para crescer, amadurecer e discernir num caminho nem sempre livre de dúvidas ou ilusões. A decisão de avançar nem sempre é fácil perante a variedade de opções de vida. E diante do seu sim, louvamos a decisão, num tempo em que é cada vez mais difícil decidir-se e comprometer-se.

Dentro de algumas semanas serão nomeados para a missão que a Igreja lhes confia e para o serviço que lhes pede, no viver dos quais encontrarão crentes e não crentes, praticantes e não praticantes, acolhendo-os por igual e procurando-os, sem descanso, para lhes anunciar e mostrar Jesus Cristo.

Uma missão motivante, exigente, variada, desafiadora, nem sempre isenta de riscos e algumas vezes marcada pela ingratidão humana, mas sempre portadora da promessa de que nada é indiferente a Deus e que ninguém ficará sem a recompensa do Senhor da Messe.

Mais do que apresentar o padre pela variedade de actividades protagonizadas, talvez seja mais oportuno e justo referir-se-lhe como sendo um discípulo e seguidor apaixonado de Cristo, que pauta a própria vida pelos critérios do Evangelho e se esforça por ser uma bênção para o mundo.

É preciso uma fé forte e uma grande generosidade para ser padre. Mas o próprio também sabe que o Senhor o acompanha e que o Povo de Deus não cessa de interceder por si.

in Voz de Lamego, ano 87/34, n.º 4419, 4 de julho 2017

Ordenações sacerdotais – 2 de julho – 16h00 – Sé de Lamego

Vigília Pascal na Sé de Lamego – 15 de abril de 2017

Juntamente com a Missa do Galo, a Vigília Pascal sempre foi das celebrações que desde pequena mais gosto; claro que não compreendia todo  o seu significado, mas penso que nunca entenderemos o suficiente.

Ano a ano vamos acrescentando uma pequena migalhinha de entendimento, uma palavra mais especial ou diferente que nos tocou, algo em que reparamos de um modo novo, um olhar mais esclarecido sobre algum gesto que no ano anterior não tinha tido o mesmo significado, enfim, a cada ano vamos descobrindo um novo significado mais espiritual e uma forma nova de nos renovarmos interiormente.

Este ano marcou-me muito a LUZ.

A LUZ que irrompeu das TREVAS, a LUZ DE CRISTO que inundou a Catedral, a LUZ que partilhamos entre nós, todos os presentes e também com os que não estavam connosco, mas que lembramos – todos os nossos irmãos perseguidos que não podiam celebrar como nós a Ressurreição; e também aqueles que moram no coração de cada um de nós e de quem só nós sabemos.

Marcou-me a palavra ” LUZEIRO”.

Palavra que devo ter ouvido tantos anos a fio, mas que foi entendida como se fosse a primeira vez que a ouvia, e que ressoava na minha cabeça enquanto observava com uma imensa ternura as crianças que iam de banco em banco acendendo as velas de todos os presentes com gestos suaves, cuidadosos, meigos, com a alegria a brilhar nos seus rostinhos, como só as crianças sabem brilhar.

Consegui, finalmente, imaginar essa Luz estendendo-se por toda a Terra e sentir esse imenso LUZEIRO levando o AMOR e afastando o MAL; pela mão das crianças…

Obrigada Sabrina, Margarida, Duarte, Lucas, André e os dois David, o “grande” e o “pequeno” .

Para mim, vocês representaram todas as crianças do mundo, todas as mãozinhas puras que ainda sabem acender a LUZ DE CRISTO não só nas nossas velas, mas principalmente nos nossos corações.

 

in Voz de Lamego, ano 87/23, n.º 4408, 18 de abril de 2017

Paróquia da Sé: Festa da Igreja

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Cerca de 40 crianças do 5º ano da catequese da paróquia da Sé reuniram-se em volta do altar na Missa das 10 horas para partilharem com a comunidade cristã a alegria que sentiam por pertencerem a esta comunidade e, com todos nós, serem IGREJA.

Igreja viva, em crescimento, dinâmica e cheia de energia, como comprovaram estes meninos e meninas, felizes por estarem tão perto de Jesus, e a ser objeto das atenções dos seus familiares e amigos perante os quais reafirmaram o seu compromisso em continuar a ser construtores da igreja de todos nós; o nosso futuro como comunidade cristã.

Como sinal desse compromisso, cada criança depositou numa bandeja a sua fotografia, aos pés duma lindíssima imagem da nossa Sé ( primorosamente desenhada pelo Grupo de Jovens, sempre pronto a colaborar – parabéns jovens ! ).

Palpável foi também a alegria geral das crianças da catequese, entusiasmadíssimas com a festa dos seus colegas, questionando todos os passos do seu compromisso, querendo esclarecer tudo o que se passava e ansiando já pelo momento em que chegaria a altura de elas próprias darem testemunho.

E é assim, uns com os outros, vendo e testemunhando, rezando juntos e estando lá para os irmãos, que cresce a nossa comunidade, unida e fraterna, como Jesus quer.

in Voz de Lamego, ano 87/12, n.º 4397, 31 de janeiro de 2017

Solenidade de São Sebastião | Homilia de D. António Couto

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SOLENIDADE DE SÃO SEBASTIÃO

  1. A nossa Igreja de Lamego está hoje em festa. A razão é porque celebramos hoje o nosso Padroeiro principal, São Sebastião, de quem recebemos a necessária proteção e a suprema lição, que não passa por um sermão, mas pela doação da própria vida. A nós, que aqui nos reunimos hoje, interessa-nos saber que foi Jesus Cristo a sua verdadeira razão de viver… e de morrer. Foi intensa a sua LUZ, imenso e notório o seu TESTEMUNHO no meio da cidade ensonada e coroada pelos ídolos frívolos.
  1. No meio da cidade pestilenta e decadente, São Sebastião representa uma fonte de vida. Há a cidade dormente e sonolenta. E há, em contraponto, a cidade alumiada e atenta, que não se pode esconder sobre um monte. Não se pode apagar o horizonte. Não se acende uma LUZ para a colocar debaixo da ponte. De qualquer lugar se via, em qualquer lugar se via, que Sebastião trazia Cristo a arder no coração. Não o escondia. Por isso, o imperador romano, Diocleciano, quis fazer desaparecer este soldado de Cristo. Por isso, o fez morrer na grande perseguição que desencadeou contra os cristãos nos primeiros anos do século IV. O tirano, Diocleciano, fez o que podia fazer. Mas era pouco e tarde demais. Mandou quebrar o frasco. Mas não se apercebeu que, ao quebrar-se o frasco, se soltaria o perfume, que nem o estrume de Roma podia apagar. E foi assim que o perfume intenso daquele amor imenso se espalhou por Roma e pelo mundo inteiro. Já sabemos que chegou também a Lamego esse cheiro intenso e perfumado, que sanava a fome, a peste e a guerra, mas também o frio, e sobretudo o vazio do coração e da alma, a descrença e a indiferença, a maior doença que corrói a sociedade.

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Escutismo: Luz da Paz de Belém

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Em dia de Santa Luzia, 13 de Dezembro de 2016, a Luz da Paz de Belém chegou à nossa Sé Catedral de Lamego, após ter percorrido mais de seis mil quilómetros sem se apagar. Partindo da gruta de Belém, onde foi acesa por uma escuteira austríaca, passando por Viena de Áustria e Évora, foi, aí, partilhada pela Junta Regional do CNE da Região de Lamego que a transportou até nós.

O nosso Bispo, D. António Couto, acolheu-a com a missão de a partilhar com todos os presentes que enchiam este templo sagrado.

Estavam presentes representantes de todos os Agrupamentos da Região de Lamego, assim como a Junta Regional de Vila Real, que a transportaram para as suas sedes e a partilharão com todas as paróquias que a quiserem receber.

Muitas outras pessoas se associaram ao nosso Movimento para levar para suas casa ou instituições esta luz. Ler mais…

A celebração do Natal do Senhor tem o seu ponto alto na Missa do Galo

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Cumprindo a tradição, mas não só, também por convicção, os cristãos da nossa diocese, das paróquias irmãs da Sé e de Almacave, de Cepões, Cambres, Avões, Penude, Britiande, e muitas mais, reencontraram-se na Sé de Lamego para juntos celebrarem a primeira Eucaristia do Dia de Natal.

Para muitos é um reencontro anual, em particular para os filhos da terra ausentes que nesta época retornam á terra onde cresceram para passar “as festas”.

É, por todos os motivos, uma missa mágica e emocionante, vivida com um espírito muito próprio, impossível de reproduzir noutras celebrações, e que, com as memórias das muitas Missas do Galo da nossa infância, estabelece um fio condutor que reafirma a nossa identidade de cristãos, Filhos de Deus, unidos á volta do Menino, um sentido de pertença que não nos deixa desviar do que é importante na nossa vida.

Este ano tivemos connosco, não física mas espiritualmente, os nossos irmãos cristãos das terras massacradas da Síria e do Iraque, que finalmente puderam celebrar o Natal, mas em igrejas em ruínas , desabrigados do frio intenso, sem condições de conforto, mas imensamente felizes por poderem rezar e estar juntos ! Que lição para nós, cristãos acomodados !

Foi uma missa alegre, mas sempre com a inquietude de espírito que advém de sabermos que ainda há quem seja perseguido por ser cristão, e por eles rezamos sempre, não só hoje,mas ao longo de todo o ano.

O beijo com que recebemos o Menino Jesus irá transformar-se ao longo de 2017 num grande beijo a todos os nossos irmãos em Cristo, sob a forma de oração, caridade, misericórdia, uma mão estendida, um gesto de carinho…

IM, in Voz de Lamego, ano 87/08, n.º 4393, 3 de janeiro de 2017