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Posts Tagged ‘Sé de Lamego’

Paróquia da Sé: Festa da Igreja

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Cerca de 40 crianças do 5º ano da catequese da paróquia da Sé reuniram-se em volta do altar na Missa das 10 horas para partilharem com a comunidade cristã a alegria que sentiam por pertencerem a esta comunidade e, com todos nós, serem IGREJA.

Igreja viva, em crescimento, dinâmica e cheia de energia, como comprovaram estes meninos e meninas, felizes por estarem tão perto de Jesus, e a ser objeto das atenções dos seus familiares e amigos perante os quais reafirmaram o seu compromisso em continuar a ser construtores da igreja de todos nós; o nosso futuro como comunidade cristã.

Como sinal desse compromisso, cada criança depositou numa bandeja a sua fotografia, aos pés duma lindíssima imagem da nossa Sé ( primorosamente desenhada pelo Grupo de Jovens, sempre pronto a colaborar – parabéns jovens ! ).

Palpável foi também a alegria geral das crianças da catequese, entusiasmadíssimas com a festa dos seus colegas, questionando todos os passos do seu compromisso, querendo esclarecer tudo o que se passava e ansiando já pelo momento em que chegaria a altura de elas próprias darem testemunho.

E é assim, uns com os outros, vendo e testemunhando, rezando juntos e estando lá para os irmãos, que cresce a nossa comunidade, unida e fraterna, como Jesus quer.

in Voz de Lamego, ano 87/12, n.º 4397, 31 de janeiro de 2017

Solenidade de São Sebastião | Homilia de D. António Couto

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SOLENIDADE DE SÃO SEBASTIÃO

  1. A nossa Igreja de Lamego está hoje em festa. A razão é porque celebramos hoje o nosso Padroeiro principal, São Sebastião, de quem recebemos a necessária proteção e a suprema lição, que não passa por um sermão, mas pela doação da própria vida. A nós, que aqui nos reunimos hoje, interessa-nos saber que foi Jesus Cristo a sua verdadeira razão de viver… e de morrer. Foi intensa a sua LUZ, imenso e notório o seu TESTEMUNHO no meio da cidade ensonada e coroada pelos ídolos frívolos.
  1. No meio da cidade pestilenta e decadente, São Sebastião representa uma fonte de vida. Há a cidade dormente e sonolenta. E há, em contraponto, a cidade alumiada e atenta, que não se pode esconder sobre um monte. Não se pode apagar o horizonte. Não se acende uma LUZ para a colocar debaixo da ponte. De qualquer lugar se via, em qualquer lugar se via, que Sebastião trazia Cristo a arder no coração. Não o escondia. Por isso, o imperador romano, Diocleciano, quis fazer desaparecer este soldado de Cristo. Por isso, o fez morrer na grande perseguição que desencadeou contra os cristãos nos primeiros anos do século IV. O tirano, Diocleciano, fez o que podia fazer. Mas era pouco e tarde demais. Mandou quebrar o frasco. Mas não se apercebeu que, ao quebrar-se o frasco, se soltaria o perfume, que nem o estrume de Roma podia apagar. E foi assim que o perfume intenso daquele amor imenso se espalhou por Roma e pelo mundo inteiro. Já sabemos que chegou também a Lamego esse cheiro intenso e perfumado, que sanava a fome, a peste e a guerra, mas também o frio, e sobretudo o vazio do coração e da alma, a descrença e a indiferença, a maior doença que corrói a sociedade.

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Escutismo: Luz da Paz de Belém

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Em dia de Santa Luzia, 13 de Dezembro de 2016, a Luz da Paz de Belém chegou à nossa Sé Catedral de Lamego, após ter percorrido mais de seis mil quilómetros sem se apagar. Partindo da gruta de Belém, onde foi acesa por uma escuteira austríaca, passando por Viena de Áustria e Évora, foi, aí, partilhada pela Junta Regional do CNE da Região de Lamego que a transportou até nós.

O nosso Bispo, D. António Couto, acolheu-a com a missão de a partilhar com todos os presentes que enchiam este templo sagrado.

Estavam presentes representantes de todos os Agrupamentos da Região de Lamego, assim como a Junta Regional de Vila Real, que a transportaram para as suas sedes e a partilharão com todas as paróquias que a quiserem receber.

Muitas outras pessoas se associaram ao nosso Movimento para levar para suas casa ou instituições esta luz. Ler mais…

A celebração do Natal do Senhor tem o seu ponto alto na Missa do Galo

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Cumprindo a tradição, mas não só, também por convicção, os cristãos da nossa diocese, das paróquias irmãs da Sé e de Almacave, de Cepões, Cambres, Avões, Penude, Britiande, e muitas mais, reencontraram-se na Sé de Lamego para juntos celebrarem a primeira Eucaristia do Dia de Natal.

Para muitos é um reencontro anual, em particular para os filhos da terra ausentes que nesta época retornam á terra onde cresceram para passar “as festas”.

É, por todos os motivos, uma missa mágica e emocionante, vivida com um espírito muito próprio, impossível de reproduzir noutras celebrações, e que, com as memórias das muitas Missas do Galo da nossa infância, estabelece um fio condutor que reafirma a nossa identidade de cristãos, Filhos de Deus, unidos á volta do Menino, um sentido de pertença que não nos deixa desviar do que é importante na nossa vida.

Este ano tivemos connosco, não física mas espiritualmente, os nossos irmãos cristãos das terras massacradas da Síria e do Iraque, que finalmente puderam celebrar o Natal, mas em igrejas em ruínas , desabrigados do frio intenso, sem condições de conforto, mas imensamente felizes por poderem rezar e estar juntos ! Que lição para nós, cristãos acomodados !

Foi uma missa alegre, mas sempre com a inquietude de espírito que advém de sabermos que ainda há quem seja perseguido por ser cristão, e por eles rezamos sempre, não só hoje,mas ao longo de todo o ano.

O beijo com que recebemos o Menino Jesus irá transformar-se ao longo de 2017 num grande beijo a todos os nossos irmãos em Cristo, sob a forma de oração, caridade, misericórdia, uma mão estendida, um gesto de carinho…

IM, in Voz de Lamego, ano 87/08, n.º 4393, 3 de janeiro de 2017

Vigília de Oração pelas Famílias – 30 de dezembro de 2017

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No passado dia 30 de dezembro, o Departamento Diocesano da Pastoral Familiar promoveu, na Igreja Catedral de Lamego, a celebração de uma Vigília de Oração pelas Famílias.

A celebração foi presidida pelo nosso Bispo, D. António Couto, acompanhado pelo Pró-Vigário Geral, Padre João Morgado, pelo Pároco da Sé, Cónego José Ferreira, pelo Diretor da Comissão Diocesana para o Laicado e Família, Padre Adriano Assis, e das famílias que, apesar do frio que se sentia, quiseram estar presentes.

Com o Senhor Sacramentado sobre o Altar e depois de proclamada a Palavra, as famílias consagraram-se a Deus, num ato significativo de oferecimento e a manifestação da vontade de serem d’Ele e Lhe pertencerem por inteiro. Na expressão visível deste compromisso, cada uma das famílias presentes inscreveu o seu nome num cartão colorido que colocou depois na “Árvore das Famílias”. A cada uma das famílias (foram 36 as que colocaram o seu cartão na “Árvore das Famílias), foi entregue, como lembrança, uma pequena imagem da Sagrada Família.

Este momento de oração culminou com a Bênção do Santíssimo Sacramento.

 A diocese de Lamego assinalou assim o dia da Sagrada Família com este momento de oração pelas famílias.  Celebrar a sua festa é recordar que o amor familiar é a experiência humana do amor infinito do Deus da Vida. Nesta Vigília, pedimos de modo especial que a Sagrada Família de Nazaré, pela fidelidade com que viveu a missão recebida de Deus, seja o modelo inspirador de todas as famílias.

Um agradecimento muito especial ao Grupo de Jovens da paróquia da Sé por, mais uma vez, ter dado resposta pronta e ter animado, tão bem, esta celebração.

Pelo Departamento Diocesano da Pastoral Familiar,

in Voz de Lamego, ano 87/08, n.º 4393, 3 de janeiro de 2017

Santa Maria Mãe de Deus | Homilia de D. António | 1 de janeiro de 2017

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MARIA, A SENHORA DESTE DIA

  1. Amados irmãos e irmãs. Aqui estamos, oito dias depois do Natal do Senhor e ainda alumiados por aquela Luz intensa e aquecidos por aquele Lume novo, a celebrar a Solenidade de Santa Maria, Mãe de Deus, a quem dedicamos o Primeiro Dia do Novo Ano Civil de 2017. Este luminoso Dia, primeiro de janeiro e do ano inteiro, que dedicamos a Santa Maria, Mãe de Deus, é também o tradicional Dia de «Ano Bom», a que anda associado, desde 1968, o Dia Mundial da Paz.
  1. Portanto, contas acertadas, este é já o 50.º Dia Mundial da Paz, e a figura que enche este Dia, e que é a causa da nossa Alegria, é a figura de Maria, na sua fisionomia mais alta, a de Mãe de Deus, como foi solenemente proclamada no Concílio de Éfeso, no ano 431, mas já assim luminosamente desenhada nas páginas do Novo Testamento.

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Imaculada Conceição 2016 | Homilia de D. António Couto

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TODOS OS MEUS DIAS SÃO DE DEUS, E SÃO-ME DADOS

  1. Amados irmãos e irmãs, convido-vos a sentir e a consentir com emocionada alegria o facto de as Igrejas do Oriente e do Ocidente, embora tantas vezes divididas entre si, estarem hoje, dia 8 de dezembro, unidas em maravilhosa harmonia para celebrar a Mãe de Deus no singular privilégio da Conceição Imaculada da sua humanidade, nove meses antes do seu Nascimento ou Natividade, que celebraremos jubilosamente no dia 8 de Setembro.
  1. É bom e belo sabermos e sentirmos que hoje estamos em comunhão e sintonia com essas Igrejas sofridas e doridas do Oriente, nossas irmãs queridas, que sempre dedicaram à Mãe de Deus um muito particular carinho traduzido em tempo dado à Mãe de Deus. Só quem ama tem tempo, e até o inventa, se necessário. É assim que os Coptos dedicam a Maria o inteiro mês de Kiahq, que coincide mais ou menos com o nosso mês de Dezembro, e os Caldeus, os Antioquenos e os Maronitas celebram, também nesta altura do ano, e durante pelo menos quatro Domingos, o tempo da chamada Sûbbarâ ou «Anunciação», que é a Vinda de Deus ao nosso mundo, em catadupa, dia após dia, para abrir as nossas trincheiras e fazer nascer em nós um mundo novo, aberto, encantado e feliz, e fazer de nós homens novos capazes de cantar um cântico novo.
  1. Memorial desta beleza incandescente é a Basílica da Anunciação, em Nazaré. Esta grandiosa Basílica foi inaugurada em 25 de Março de 1969, e foi visitada, ainda as obras estavam em curso, em 1964, pelo Beato Papa Paulo VI. Escavações feitas antes desta grandiosa construção puseram a descoberto, e podem ver-se ainda hoje, os majestosos pilares de uma Catedral levantada em 1099, pelo príncipe cruzado Tancredo, bem como o pavimento em mosaico de uma igreja bizantina, que pode ser datada do ano 450. Mas, descendo mais fundo, até às entranhas da atual Basílica, acede-se à Gruta da Anunciação, sob cujo altar se lê a inscrição Verbum caro hic factum est [= «Aqui o Verbo se fez carne»], e a outros lugares de culto antigos, talvez já do século II. Numa grafite antiga foi encontrada a gravação XE MAPIA, abreviação de Chaîre Maria [= «Ave-Maria»], a primeira Ave-Maria da história.

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