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I Semana da Saúde do Centro Social Paroquial de Lamosa

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Alegria! A palavra que melhor pode exprimir a I Semana da Saúde, organizada pelo Centro Social Paroquial de Lamosa. Uma semana inteiramente destinada à Atividade Física e à Saúde, com a participação da população sénior do Concelho de Sernancelhe.

A Organização Mundial de Saúde define saúde, como um estado de completo bem estar físico, mental e social e não somente a ausência de enfermidades. Foi sobre esta definição que assentou todo o planeamento e realização das atividades ao longo da semana.

Para se dar um lamiré da planificação desta semana, na Segunda feira foi realizado um torneio de “Bóccia Senior”, com a participação e colaboração do CSPLamosa, do CSPCarregal e do CSPFerreirim. Durante a manha de Terça feira e Quinta feira, tivemos a agradável visita de uma turma da Escola Profissional de Sernancelhe, que tanta vida acrescentou à nossa instituição.

Na Quinta feira, dia 7 de Abril, Dia Mundial da Saúde, que precede o dia mundial da atividade física, anualmente celebrado no dia 6, realizou-se a atividade “Caminhar convida”. Com uma logística mais exigente, devido à participação de vários Centros Lúdicos do Concelho, que trouxeram até nós cerca de 90 pessoas. O percurso era, em jeito de peddy paper, marcado por várias paragens, que colocariam à prova todos os participantes. No término da caminhada os elogios eram muitos e, até o sol, que tão envergonhado esteve durante as ultimas semanas, engalanou-se para tornar este dia ainda mais feliz.

A semana findou com a presença já habitual do professor Francisco, que cativou os utentes com alguns exercícios. Pela tarde o Padre Tiago Cardoso, Presidente da Instituição, celebrou uma missa, seguindo-se, uma simulação da caminhada do dia anterior com os utentes que não puderam participar.

Instituições como a nossa, têm de fomentar o Envelhecimento Ativo, que é definido pela OMS como um processo de otimização das oportunidades para a Saúde, Participação e Segurança, para a melhoria da qualidade de vida das pessoas à medida que envelhecem. Temos de enfrentar a biomedicalização do envelhecimento, pois a velhice, contrariamente ao que muitos estereótipos idadistas querem rotular, não é nenhuma doença. É nossa obrigação lutar para que os cidadãos mais velhos tenham as mesma oportunidades e sejam valorizados por tudo o que fizeram e representam ainda hoje, pois um dia seremos nós, mais novos, a estar no lugar deles. Urge ter em conta, através de um exercício de reflexão metafórica que, “não honrar a velhice é demolir, de manhã, a casa onde vamos dormir à noite”.

Um agradecimento especial a todas as entidades envolvidas nesta semana, destacando, evidentemente, os nossos colaboradores, que tão afincadamente idealizaram e “levantaram” este evento com o único propósito de fazer as pessoas mais felizes. Foram eles que saíram desta semana mais valorizados, tal como o património material e imaterial de Lamosa e essencialmente o nosso tão amado Centro Social e Paroquial de Lamosa.

Prometemos para o ano a realização da II Semana da Saúde, que com certeza, será ainda melhor.

 

Direcção Técnica, in Voz de Lamego, ano 86/22, n.º 4360, 26 de abril de 2016

Rede Social Saúde: uma janela de oportunidade na saúde do Douro Sul

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Com a presença de instituições de todo o Douro Sul, autarquias e muitos cidadãos, decorreu, no passado dia 1 de abril, em Lamego, o evento Cidadania em Saúde – Douro Sul 2016. Esta iniciativa que tem como objetivo promover a saúde e envolver todos, instituições, autarquias e SNS, na procura de melhores soluções para os cidadãos, vai decorrer em todos os concelhos do Douro Sul ao longo do ano de 2016.

Neste contexto foi apresentada a Rede Social Saúde que junta em estratégia comum várias instituições desta região e que, para além da organização interna das respostas em saúde, promovendo a eficiência e a qualidade, vai permitir a partilha de recursos entre as estruturas aderentes.

A Rede Social Saúde assenta o seu trabalho numa linha de valores estruturantes – Proximidade, Integração, Humanização.

O evento da passada sexta feira contou com a presença ativa do Senhor Bispo de Lamego, D. António Couto, do Dr. Rui Cernadas e do Professor Rui Nunes. Estas três personalidades de grande relevância fizeram o enquadramento de princípios e valores que deverão estar sempre presentes nas atividades humanas e muito particularmente na saúde. Aproveitaram também para dar um claro incentivo à Rede Social Saúde, manifestando-se muito agradados com este projeto que tem tudo de pertinente e inovador. A região, segundo eles, com esta Rede em Saúde, está a ser pioneira em Portugal, por ousar apresentar um novo modelo de integração e organização dos serviços de saúde.

A liderança política do evento esteve a cargo do Presidente do Conselho da Comunidade do Aces Douro Sul, Valdemar Pereira, que deu exemplos de parcerias em saúde, sendo o seu concelho uma realidade a seguir. Salientou a importância deste projeto que junta vontades e pretende fazer progredir a nossa Região.

O enquadramento técnico científico do tema central deste evento – cidadania em saúde – saúde em rede, esteve a cargo de Helena Norinha, Enfermeira e gestora de instituições de saúde.

António Marques Luís, médico e Provedor da Santa Casa da Misericórdia de Lamego, instituição âncora da Rede Social Saúde, realçou a importância deste projeto para se oferecerem melhores cuidados de saúde aos cidadãos, em particular os institucionalizados, em respostas sociais residentes ou no domicílio, pela melhor organização interna e partilha de meios pelas instituições.

Domingos Nascimento, gestor de instituições sociais e de serviços de  saúde, apresentou o projeto Rede Social Saúde, salientando as idiossincrasias deste território do Douro Sul, marcado pela catástrofe da desertificação humana. E, neste contexto, a procura de escala e o aproveitamento de sinergias, serão as pontas a unir, num objetivo comum, as valências em saúde destas diferentes instituições que pretendem trabalhar no seio do projeto.

As reações ao projeto Rede Social Saúde revelam a necessidade urgente deste projeto e manifestam-se como um indicador de sucesso na sua implementação.

in Voz de Lamego, ano 86/22, n.º 4359, 19 de abril de 2016

Visita Pastoral em Lamego |> Unidade Hospitalar de Lamego

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Integrado num programa alargado de Visita Pastoral às Paróquias da Sé e Almacave, o Sr. Bispo de Lamego manifestou a vontade de estar com os doentes e com os colaboradores da Unidade Hospitalar de Lamego do CHTMAD E.P.E, no dia 4 de março de 2015, pelas 15.00h. Depois de recebido na porta do Hospital pelos representantes do Conselho de Administração na Unidade Hospitalar de Lamego e outras pessoas que o esperavam, o Sr. D. António Couto visitou os diversos serviços do Hospital, cumprimentando, dando a sua bênção e a sua palavra amiga a todos os doentes e colaboradores que foi encontrando na sua caminhada.

Foi percetível a satisfação e alegria com que muitos doentes sentiram a presença próxima e solidária do seu Bispo, ouviram as suas palavras e se sentiram reconfortados na sua dor. Como disse D. António Couto, são pessoas que doem e temos que lhes acudir. Na sua dor física, mas também na sua dor espiritual. E por isso, demoradamente, afavelmente, um por um e a cada um abriu as suas mãos e, com o seu irmão, se fez solidário.

No fim da visita pelos serviços do Hospital, reuniu-se com todos os colaboradores que quiseram estar presentes no auditório. Aí, foi proferido um pequeno apontamento formal de boas vindas pelo Enfº. José Manuel Correia que, em nome da Instituição, o saudou e lhe disse que a sua presença era importante para a maior parte das pessoas e dos colaboradores desta casa:

  • Importante porque é Pastor de um rebanho que contém muitas pessoas que connosco estão todos os dias (doentes, familiares, colaboradores);

  • Importante porque é uma pessoa com responsabilidade social acrescida e capacidade de cativar os outros;

  • Importante porque a Igreja não pode deixar de ser parceiro deste “nosso” Hospital na sua missão de “acudir às pessoas que doem”;

  • Importante porque  o  consideramos  nosso  amigo  e  esperamos  que  com  a  sua solidariedade e partilha possamos prestar cada vez mais e melhores cuidados de saúde.

De seguida o Sr. D. António Couto agradeceu o acolhimento e a oportunidade de poder estar perto dos que sofrem e dos que deles cuidam. Enfatizou o seu desejo, a necessidade e a disponibilidade para ajudar a encontrar a melhor assistência religiosa para esta Unidade e, porque estamos todos do lado das pessoas, juntar a sua voz e a sua escrita ao anseio legítimo (das pessoas) de haver cada vez “mais saúde” nesta região e nesta Diocese de população idosa e fragilizada, de menor densidade populacional mas de elevada densidade intelectual e moral, sempre com o objetivo de continuar a prestar-se os melhores cuidados de saúde em proximidade e qualidade.

Terminou com palavras bonitas e sentidas de um poema seu e que nos exorta a saber ver a flor de amendoeira que, do negrume da invernia é a primeira e emergir, nascida bela e harmoniosa, como que a querer dizer-nos: Olhem. Vejam. Vem aí a primavera. Vem aí a esperança. Vamos caminhar em frente…

in Voz de Lamego, n.º 4307, ano 85/20, de 31 de março de 2015

Exposição – CANCRO DA MAMA | Museu Diocesano | 19 a 24 de outubro

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Decorreu de 19 a 24 de Outubro, no Museu Diocesano de Lamego, uma exposição fotográfica de onze mulheres, que surpreendidas pela temível doença, testemunham a sua história alicerçada na esperança, na coragem e na vontade de a superar.

Na sessão de abertura, às 21 horas de 18 de Outubro, estiveram presentes os seus mentores, Adelaide Sousa e Tracy Richardson, assim como uma das “Guerreiras”, natural de Lamego e que superou com sucesso esse inimigo silencioso. As entidades religiosas, civis e militares, estiveram também representadas.

Decorrida a primeira meia hora, em que as cerca de oitenta pessoas iam passando os olhos por cada uma das onze fotografias expostas e respectivos testemunhos, uma voz lírica, maravilhosa, silenciou o salão. Aos poucos, foi surgindo da sala contígua, em suas vestes medievais e encantando com seu canto, Filipa Taipina, que nos brindou com algumas melodias acompanhadas pela harpa que ela mesmo tangia.

Projectou-se de seguida, um pequeno documentário sobre estas mulheres “Guerreiras”, destacando-se em cada uma o sentimento e a atitude que as caracteriza. Anunciou-se em primeira mão, a publicação do livro “Mulheres Guerreiras – Histórias de Esperança, Coragem e Superação” de Adelaide Sousa e Tracy Richardson, para o dia 23 de Outubro.

Finda a apresentação, Adelaide Sousa tomou a palavra e mobilizou a atenção de todos os presentes, falando sem tabus sobre o cancro da mama que não escolhe idade nem sexo. Seu marido, Tracy Richardson, no uso da palavra, em Inglês, congratulou-se com a presença de muitos homens na sala, pois o cancro da mama não é exclusivo das mulheres, também vitima homens, embora em menor número.

A Lamecense Dra. Teresa Nunes, deu o seu testemunho e apelou aos presentes para a importância de uma permanente vigilância, pois quando menos se espera, somos surpreendidos, e o sucesso da cura tem a ver com a precocidade da detecção e tratamento.

Foi um acto essencialmente pedagógico, pois para além da mensagem de cada fotografia, os mentores e organizadores sensibilizaram os presentes para esta temática.

O senhor Presidente da Liga dos Amigos do Hospital de Lamego proferiu também algumas palavras de agradecimento a quantos se empenharam na concretização desta acção cívica.

Seguiu-se um “Porto de Honra” servido no átrio de entrada do Museu Diocesano que gentilmente cedeu as suas instalações para a realização deste evento.

A direcção da LAHL agradece reconhecidamente aos mentores e colaboradores que proporcionaram a realização desta actividade.

A Direcção, in VOZ DE LAMEGO, 28 de outubro de 2014, n.º 4286, ano 84/48

ONU distingue trabalho de missionário: sacerdote-cirurgião

Uma das notícias que despertará a atenção dos leitores da Voz de Lamego, na edição desta semana, será certamente a notícia que se segue e que aqui reproduzimos a partir da edição escrita:

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Há notícias que passam despercebidas da grande maioria e que são completamente ignoradas pelos grandes meios de comunicação. Neste caso, destaque para o trabalho missionário de um sacerdote-cirurgião por terras de Moçambique.

O sacerdote e cirurgião Aldo Marchesini, missionário italiano em Moçambique, foi distinguido pelas Nações Unidas com o ‘World Population Award’, destinado a premiar o trabalho por melhores condições de saúde das populações. A entrega do prémio decorreu no último dia 12, em Nova Iorque.

“Viver com os mais pobres é uma experiência extraordinária, porque pouco a pouco se compreender, como dizia Jesus, que os sábios e inteligentes não conseguem perceber os segredos do mundo, abertos, pelo contrário, aos pequenos e pobres”, referiu o religioso dehoniano.

A ONU destaca o trabalho do missionário na área da obstetrícia, sem nunca ter deixado Moçambique durante a guerra civil, na qual foi “raptado e preso várias vezes”. O padre Aldo Marchesini trabalha em Moçambique há mais de 40 anos, onde se tem dedicado ao tema da população e à assistência médica aos doentes nos hospitais por onde tem desenvolvido a sua atividade profissional.

A província portuguesa dos Sacerdotes do Coração de Jesus (Dehonianos) recorda que o sacerdote é seropositivo, tendo sido infetado com o Vírus da Imunodeficiência Humana ao operar a uma mulher seropositiva que estava a dar à luz. “O facto de ser seropositivo não o afasta das missões: em vez de ficar em Itália a cuidar da sua saúde, preferiu regressar a Moçambique e, junto dos colegas, enfermeiros e doentes, mostrar que é possível combater esta terrível doença que mata milhares de pessoas em Moçambique e no mundo inteiro”, destacam os religiosos portugueses.

in Voz de Lamego, 24 de junho de 2014, ano 84/32, n.º 4270