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Posts Tagged ‘Santuário de Fátima’

MOVIMENTO DA MENSAGEM DE FÁTIMA | Retiro de Doentes em Fátima

Nos dias 5, 6, 7 e 8 de Junho, realizou-se em Fátima  o  retiro de  doentes para a  Diocese de Lamego, em conjunto com a Diocese do Algarve.

Estiveram presentes, doentes de várias paróquias. Orientou o retiro o Sr. Padre Manuel Antunes, Assistente Nacional do MMF, com a colaboração do Senhor Padre  Nelson da Diocese do Algarve.  Fomos  convidados  a viver em pleno o Centenário das Aparições.  Fizemos a Via sacra aos Valinhos, visitamos os túmulos dos santos, Francisco e Jacinta Marto,  na Basílica da Senhora do Rosário. Rezámos o terço,  assistimos à procissão de velas na Capelinha das  Aparições e  à celebração da Eucaristia, na Basílica da Santíssima  Trindade. Os momentos de silêncio e as reflexões apresentadas, ajudaram-nos  a entender melhor, que o sofrimento  vivido em ato de reparação, torna-se dom, que nos santifica.         Os pastorinhos  deixaram-nos o exemplo, de que através da  oração e do sacrifício nos tornaremos mais fortes. Foram quatro dias vividos em união com Jesus e sua Mãe Maria Santíssima.  Que o coração Imaculado de Maria, seja sempre o nosso refugio e o caminho que nos conduzirá até   Deus.

in Voz de Lamego, ano 87/32, n.º 4417, 20 de junho 2017

PEREGRINAÇÃO DIOCESANA | Editorial Voz de Lamego | 13 de junho

A Diocese de Lamego tem encontro marcado para Fátima, no próximo sábado, 17 de junho, para a 3.ª Edição da Família Diocesana. Depois do Santuário dos Remédios, do Santuário da Lapa, chega agora a vez do Santuário de Fátima, em ano de Centenário das Aparições.

O Pe. Joaquim Dionísio, Diretor da Voz de Lamego, no seu editorial, convida-nos à festa, à vivência da fé, ao estreitar dos laços que nos unem como Igreja, afinando a caminhada comum.

PEREGRINAÇÃO DIOCESANA

No próximo sábado, 17 de junho, milhares de fiéis da nossa diocese estarão a caminho do Santuário de Nossa Senhora de Fátima para viver o Dia da Família Diocesana, no âmbito da celebração do Centenário das Aparições.

As previsões apontam para uma presença de alguns milhares de peregrinos, o que ilustra o carinho dos nossos diocesanos pela Mãe, bem como o sentido de pertença a esta “porção do Povo de Deus”. Embora dispersos pelas 223 paróquias, com ritmos distintos e marcados pelas diferenças de cada zona, partilhamos a mesma fé e alegramo-nos com o encontro fraterno.

A festa da Família Diocesana tem como objectivo congregar, quase no término do ano pastoral, paroquianos de todas as idades, membros de Movimentos e Grupos, responsáveis de serviços, ministros ordenados e instituições para celebrar, com Jesus Cristo e na presença da Mãe de Deus, a comunhão e experimentar a catolicidade.

Nem todos poderão participar (data, afazeres, distância, idade, saúde, transporte), mas os que forem poderão testemunhar depois a alegria vivida e o desejo de avançarmos na mesma direcção. Afinal, a diocese é um “nós” a caminho de Deus que se esforça por viver e anunciar o Evangelho, concretizando, neste chão, a Igreja de Jesus Cristo.

Assim, o Dia da Família Diocesana é uma oportunidade para suplicar e agradecer as bênçãos de Deus, invocar a intercessão de Maria, testemunhar a fé, celebrar uma pertença, louvar a generosidade de tantos baptizados comprometidos e empenhados na missão, bem como para sublinhar o dinamismo das nossas comunidades e dos seus pastores.

Mas é, também, ocasião para aprofundar a unidade e afinar a caminhada comum, tendo sempre como horizonte o serviço ao Evangelho, a edificação da Igreja e a salvação de todos.

Porque é o Senhor que nos move, nos acompanha e nos espera mais à frente.

in Voz de Lamego, ano 87/31, n.º 4416, 13 de junho 2017

Papa Francisco entre nós

Os portugueses rejubilaram com a presença, as palavras e os gestos do Papa Francisco e, certamente, que o Sumo Pontífice se sentiu bem entre nós e não se arrependeu de ter vivido um dia do seu pontificado em terras lusas, à sombra de Nossa Senhora de Fátima e na companhia de milhares e milhares de peregrinos.

O povo crente acorreu, indiferente ao frio e à chuva, à falta de espaços para pernoitar ou às possíveis ameaças terroristas e encheu o Santuário, as ruas de Fátima e os acessos àquela cidade. A Mãe contemplou o amor dos filhos devotos, o mundo testemunhou o fervor das multidões e o Papa sentiu-se em casa.

Depois da breve oração e do silêncio que se seguiram à sua chegada ao Santuário, o Papa regressou para a recitação do Terço, antes da procissão de velas, e proferiu uma alocução onde convidava os crentes a bem situarem o lugar de Maria na Igreja e na vida do crente. Apontando para o único Senhor, Maria deve ser vista como Mãe solícita que leva a Jesus Cristo, como modelo de fé que mantém viva a esperança, como exemplo de discípula que assume a missão e se compromete com a humanidade. Maria é a Mãe que não cessa de convidar para a oração e de apelar à conversão, ao mesmo tempo que convoca todos para caminhos de paz e para o seguimento do Filho.

JD, in Voz de Lamego, ano 87/27, n.º 4412, 16 de maio de 2017

Citações do Papa peregrino para os peregrinos do mundo

  • Maria é “mestra da vida espiritual”, a “primeira que seguiu Cristo pelo caminho “estreito da cruz”, a “bendita por ter acreditado” e não a “senhora inimitável”, não a “santinha” a que se recorre para obter favores a baixo preço”, não “uma Maria melhor do que Cristo”.
  • . “Devemos antepor a misericórdia ao julgamento e, em todo o caso, o julgamento de Deus será sempre feito à luz da sua misericórdia.
  • Naturalmente a misericórdia de Deus não nega a justiça”.
  • “Sempre que olhamos para Maria, voltamos a acreditar na força revolucionária da ternura e do carinho. (…). A humildade e a ternura não são virtudes dos fracos mas dos fortes, que não precisam de maltratar os outros para se sentirem importantes”.
  • “A Virgem Mãe não veio aqui (a Fátima) para que a víssemos; para isso teremos a eternidade inteira, naturalmente se formos para o céu”. Veio para advertir “para o risco do Inferno da vida sem Deus”.
  • Fátima é um manto de luz que nos cobre”, que cobre qualquer lugar da terra “quando nos refugiamos sob a proteção da Virgem Mãe”.
  • “Queridos peregrinos, temos Mãe, temos Mãe! Agarrados a ela como filhos, vivamos da esperança que assenta em Jesus”.
  • Jesus “levou para junto do Pai a humanidade – a nossa humanidade!”, que assumira através de Maria “e nunca mais a largará”. Fundeemos a nossa esperança nessa humanidade (…). Uma esperança que nos sustente sempre”.
  • “Como exemplo, temos diante dos olhos São Francisco Marto e Santa Jacinta, a quem a Virgem Maria introduziu no mar imenso da Luz de Deus e ai os levou a adorá-lo”.
  • “Não podia deixar de vir aqui venerar a Virgem Mãe e confiar-lhe os seus filhos e filhas. Sob o seu manto, não se perdem. Dos seus braços virá a esperança e a paz que necessitam e que suplico para todos os meus irmãos no baptismo e em humanidade, de modo especial para os doentes e pessoas com deficiências, os presos e desempregados, os pobres e abandonados”.
  • Os cristãos devem desencadear “uma verdadeira mobilização geral contra a indiferença que nos gela o coração e agrava a miopia do olhar. Não queiramos ser uma esperança abortada”.
  • A igreja “brilha quando é missionária, acolhedora, livre, fiel, pobre de meios e rica no amor”.
  • “Amados peregrinos, diante dos nossos olhos, temos Jesus escondido mas presente na Eucaristia, como temos Jesus escondido mas presente nas chagas dos nossos irmãos e irmãs doentes e atribuladas”.
  • “Queridos doentes, vivei a vossa vida como um dom (…) Não vos considereis apenas receptores da solidariedade caritativa, mas senti-vos inseridos a pleno título na vida e na missão da Igreja” (…). Não tenhais vergonha de ser um tesouro precioso da Igreja”.
  • “Peço a todos para se unirem a mim, como peregrino da esperança e da paz: que as vossas mãos em oração continuem a apoiar as minhas”.

in Voz de Lamego, ano 87/27, n.º 4412, 16 de maio de 2017

Papa rejeita imagem de Nossa Senhora como «Santinha»

Francisco convida peregrinos a ver a Virgem Maria como «Mestra da vida espiritual»

O Papa Francisco afirmou hoje em Fátima que a Virgem Maria deve ser vista como uma referência para a vida espiritual dos católicos e não como uma “santinha”.

Na sua segunda intervenção em solo português, o Papa questionou os peregrinos reunidos na Cova da Iria sobre a imagem que têm de Nossa Senhora: “A ‘bendita por ter acreditado’ sempre e em todas as circunstâncias nas palavras divinas, ou então uma ‘santinha’ a quem se recorre para obter favores a baixo preço?”.

Francisco participou esta noite na Benção das Velas e na Oração do Terço no santuário, num percurso em papamóvel durante o qual saudou com alegria as centenas de milhares de peregrinos presentes.

O Papa argentino percorreu inclusivamente os últimos metros a pé, até à Capelinha das Aparições, e dirigiu depois a palavra a todos os presentes.

Francisco sublinhou a importância da recitação do terço e convidou os peregrinos a ver na Virgem Maria uma “mestra da vida espiritual”, ou seja “a primeira que seguiu Cristo pelo caminho estreito da cruz” e não “uma Senhora inatingível e, consequentemente, inimitável”.

Francisco apresentou uma reflexão sobre a figura da Virgem Maria, “que deu um rosto humano ao Filho do eterno Pai”.

“Na verdade, se queremos ser Cristãos, devemos ser marianos”, afirmou, citando uma intervenção de Paulo VI.

O Papa rejeitou “sensibilidades” na Igreja Católica que apresentam Nossa Senhora “segurando o braço justiceiro de Deus pronto a castigar”.

Após a oração do terço, introduzida por Francisco, o Papa segue para a Casa de Nossa do Carmo, onde fica hospedado em Portugal, até este sábado.

Na Cova da Iria, os fiéis prosseguem com a procissão de velas e a Missa presidida pelo cardeal Pietro Parolin, secretário de Estado do Vaticano.

in Voz de Lamego, ano 87/27, n.º 4412, 16 de maio de 2017

Oração do Papa Francisco na Capelinha das Aparições

Salve Rainha,

bem-aventurada Virgem de Fátima,

Senhora do Coração Imaculado,

qual refúgio e caminho que conduz até Deus!

Peregrino da Luz que das tuas mãos nos vem, dou graças a Deus Pai que,

em todo o tempo e lugar, atua na história humana;

peregrino da Paz que neste lugar anuncias, louvo a Cristo, nossa paz,

e para o mundo peço a concórdia

entre todos os povos;

peregrino da Esperança que o Espírito alenta, quero-me profeta

e mensageiro para a todos lavar os pés,

na mesma mesa que nos une.

 

Salve Mãe de Misericórdia,

Senhora da veste branca! Neste lugar onde há cem anos

a todos mostraste

os desígnios da misericórdia do nosso Deus, olho a tua veste de luz

e, como bispo vestido de branco,

lembro todos os que, vestidos da alvura batismal,

querem viver em Deus

e rezam os mistérios de Cristo

para alcançar a paz.

 

Salve, vida e doçura,

Salve, esperança nossa,

ó Virgem Peregrina, ó Rainha Universal!

No mais íntimo do teu ser, no teu Imaculado Coração, vê as alegrias do ser humano

quando peregrina para a Pátria Celeste.

No mais íntimo do teu ser, no teu Imaculado Coração,

vê as dores da família humana

que geme e chora neste vale de lágrimas.

No mais íntimo do teu ser, no teu Imaculado Coração,

adorna-nos do fulgor de todas as joias da tua coroa

e faz-nos peregrinos como peregrina foste Tu. Com o teu sorriso virginal

robustece a alegria da Igreja de Cristo.

Com o teu olhar de doçura

fortalece a esperança dos filhos de Deus.

Com as mãos orantes que elevas ao Senhor

a todos une numa só família humana.

 

Ó clemente, ó piedosa,

ó doce Virgem Maria,

Rainha do Rosário de Fátima!

Faz-nos seguir o exemplo dos Bem-aventurados Francisco e Jacinta,

e de todos os que se entregam

à mensagem do Evangelho.

Percorreremos, assim, todas as rotas,

seremos peregrinos de todos os caminhos, derrubaremos todos os muros

e venceremos todas as fronteiras,

saindo em direção a todas as periferias, aí revelando a justiça e a paz de Deus. Seremos, na alegria do Evangelho,

a Igreja vestida de branco,

da alvura branqueada no sangue do Cordeiro derramado ainda em todas as guerras

que destroem o mundo em que vivemos.

E assim seremos, como Tu,

imagem da coluna luminosa

que alumia os caminhos do mundo, a todos mostrando que Deus existe, que Deus está,

que Deus habita no meio do seu povo, ontem, hoje e por toda a eternidade.

 

(juntamente com os fiéis)

Salve, Mãe do Senhor,

Virgem Maria, Rainha do Rosário de Fátima! Bendita entre todas as mulheres,

és a imagem da Igreja vestida da luz pascal, és a honra do nosso povo,

és o triunfo sobre a marca do mal.

Profecia do Amor misericordioso do Pai,

Mestra do Anúncio da Boa-Nova do Filho,

Sinal do Fogo ardente do Espírito Santo,

ensina-nos, neste vale de alegrias e dores, as verdades eternas

que o Pai revela aos pequeninos.

Mostra-nos a força do teu manto protetor. No teu Imaculado Coração,

sê o refúgio dos pecadores

e o caminho que conduz até Deus.

 

Unido aos meus irmãos,

na Fé, na Esperança e no Amor, a Ti me entrego.

Unido aos meus irmãos, por Ti, a Deus me consagro,

ó Virgem do Rosário de Fátima.

E, enfim, envolvido na Luz que das tuas mãos nos vem, darei glória ao Senhor

pelos séculos dos séculos.

Ámen.

MISSÃO E COMPROMISSO | Editorial Voz de Lamego | 16 de maio

A peregrinação do Papa Francisco a Fátima é um dos momentos mais importantes da vida da Igreja em Portugal e com reflexos em todo o mundo. O Centenário das Aparições e a canonização de Francisco e Jacinta marcaram indelevelmente este mês de maio, culminando nos dias 12 e 13, mas que vinha a ser preparado há alguns anos. O convite ao Papa e a sua decisão em se fazer peregrino multiplicaram a participação dos crentes e não crentes, com ampla divulgação nos meios de comunicação social…O Pe. Joaquim Dionísio, no Editorial desta semana da Voz de Lamego, faz eco da vinda do Papa Francisco, como peregrino, convidando-nos a ler e refletir as palavras pronunciadas pelo Papa no Santuário de Fátima:

MISSÃO E COMPROMISSO

Nas páginas deste jornal, a exemplo de tantos outros, teremos a oportunidade de encontrar palavras e imagens marcantes da recente peregrinação do Papa Francisco ao Santuário de Fátima.

Apesar da idade, das limitações físicas e das poucas horas entre nós, o “homem vestido de branco” marcou a actualidade e ritmou a vida de quem o esperou e acompanhou naquele local, bem como a de quantos o seguiram através dos meios de comunicação.

Durante as horas de espera para “ver o Papa”, os jornalistas questionam os presentes sobre a fé e as motivações para aguardar Francisco. O que tem este homem frágil que tanto atrai? E se escasseiam as palavras para verbalizar a experiência da fé, tudo é diferente quando se trata do Papa: a simplicidade cativa, a proximidade atrai e as intervenções questionam e edificam.

As entrevistas rápidas e os contínuos comentários são unânimes em sublinhar a simplicidade, o discernimento e a proximidade de Francisco, tão presentes nos gestos e opções que protagoniza, nas palavras claras e oportunas que escolhe para dizer a alegria da fé, no silêncio que guarda, na misericórdia divina que anuncia e na confessada confiança na humanidade.

Mas se a figura de Francisco atrai, valerá também a pena reler e meditar as palavras proferidas na oração proclamada na Capelinha das Aparições, na alocução que antecedeu a recitação do Terço e na homilia do dia 13.

Em todos os momentos sobressai o desejo de uma Igreja que se quer em saída para o mundo e para a vida, enfrentando desafios e dificuldades, confiando na infinita misericórdia divina e imitando o exemplo crente e discipular de Maria.

Uma missão que também o Santuário de Fátima pode e deve cumprir, ajudando os peregrinos a ver mais longe que o incenso ou as velas que ali se queimam e comprometendo-se com a missão de chegar a todas as periferias.

 in Voz de Lamego, ano 87/27, n.º 4412, 16 de maio de 2017