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Posts Tagged ‘Quaresma’

Editorial da Voz de Lamego: vislumbra-se da Terra Prometida!

Na Quaresma, é-nos recordado a travessia do Povo de Israel e as suas tribulações pelo deserto. Quarenta horas, quarenta dias e quarenta noites, quaresma, quarentena! Quatrocentos anos pelo deserto, o tempo necessário para que uma geração dê lugar a outra, tempo de purgação, de extirpar pecado e as marcas da morte, da infinidade e da desconfiança.

A geração que entra na Terra Prometida não é a mesma que saiu do Egito, da escravidão, não é o povo que se voltou contra o seu Deus. Pelo caminho lento, duro, ziguezagueante, quase como a serpente que larga a pele para a substituir por outra, sinal de crescimento, assim uns vão passando o testemunho a outros, contando, de geração em geração, as maravilhas que o Senhor fez, apesar de todos os contratempos e desvios.

Também nós, que transcorremos o deserto, o isolamento social, uma quarentena, uma Quaresma mais longa e mais dura, não seremos os mesmos a entrar na Terra Prometida. Nem eu nem tu. Nem a sociedade. Nem a Igreja. Inevitavelmente seremos diferentes. Poderemos converter-nos ou tornar-nos cínicos. Converter-nos significará que o compromisso que assumimos como sociedade nesta crise se há solidificar na entreajuda. Cínicos, se a pandemia cristalizar os muros do medo, do egoísmo, da desconfiança e da indiferença. Nem tudo é branco ou preto, mas seja como for, como seres dotados de inteligência, no final teremos aprendido, amadurecido ou, pelo menos, envelhecido! Teremos aprendido a cuidar mais da higiene e uns dos outros e a saber que a ação individual tem implicações na sociedade. Muitas vezes ouvida, a expressão “estamos no mesmo barco” tornou-se por demais evidente. Levaremos tempo a esquecer que dependemos uns dos outros.

O Senhor Deus mostra a Moisés a terra da prometida e diz-Lhe: «Esta é a terra que jurei dar a Abraão, Isaac e Jacob. Dá-la-ei à vossa descendência. Viste-a com os teus olhos, mas não entrarás nela» (Dt 34, 1-4). Moisés não chegou a pisar a Terra Prometida, mas a alegria da proximidade permitiu-lhe morrer em paz, na esperança que a verdadeira promessa a encontraria em Deus e que cumpriu com a missão na qual foi revestido: guiar o Povo à Terra Prometida. Uma geração nova, amadurecida pela dureza do deserto, pelas adversidades do caminho, pelas perdas sofridas, pela resiliência em avançar, entrará finalmente na Terra Prometida. O risco agora é esquecerem tudo quanto o Senhor fez por eles, pois não fizeram a experiência da escravidão e subsequente libertação, através da liderança de Moisés.

Dentro da Quaresma, como preparação para a Páscoa, empreendemos uma quarentena, um caminho duro, adverso, contagioso. Tal como a Quaresma nos há de conduzir à Páscoa, a nossa Terra Prometida, que é Jesus Ressuscitado, também tudo faremos para que a quarentena nos permita ressuscitar como sociedade, fortalecida pela pandemia, renovada pela solidariedade. Não é demais dizê-lo: estamos no mesmo barco! Todos contam. Não deixemos ninguém para trás. Dependemos uns dos outros. Façamos o que está ao nosso alcance. A tempestade ainda decorre, a bonança há de chegar. Que a oração desperte para a comunhão e que a sabedoria que nos vem de Deus nos faça caminho com os irmãos.

Pe. Manuel Gonçalves, in Voz de Lamego, ano 90/17, n.º 4552, 24 de março de 2020

Editorial Voz de Lamego: Levantai-vos! Vamos!

No ano 2022, Portugal vai receber as Jornadas Mundiais da Juventude. O tema geral está escolhido para que possam ser elaboradas também as catequeses de preparação. No dia 11 de fevereiro, foi assinada a Mensagem do Papa para a Jornada Mundial da Juventude deste ano. “O tema da JMJ de Lisboa será: «Maria levantou-Se e partiu apressadamente» (Lc 1, 39). Nos dois anos que precedem o Encontro, pensei em refletir juntamente convosco sobre outros dois textos bíblicos: «Jovem, Eu te digo, levanta-te! (cf. Lc 7, 14)», em 2020, e «Levanta-te! Eu te constituo testemunha do que viste! (cf. At 26, 16)», em 2021. Como podeis ver, o verbo comum aos três temas é levantar-se”.

“Igreja em saída” é uma expressão muito utilizada pelo atual Papa Francisco, sensibilidade já manifestada enquanto Cardeal em Buenos Aires: “É fundamental que os católicos – tanto os clérigos como os leigos – saiamos ao encontro das pessoas. Uma vez dizia-me um sacerdote muito sábio que estamos diante de uma situação totalmente oposta à da parábola do pastor, que tinha noventa e nove ovelhas no curral e foi procurar a ovelha perdida; nós temos uma no curral e noventa e nove que não vamos buscar”. Eleito a 13 de março de 2013, há 7 anos, o Santo Padre não cessa de desafiar-nos a sair, a tomar a iniciativa de ir ao encontro do outro. A Igreja tem de deixar de ser autorreferencial para levar Jesus às periferias existenciais. «Prefiro mil vezes uma Igreja acidentada, caída num acidente, que uma Igreja doente por fechamento! Ide para fora, saí!». 

Em diversos momentos, o Papa tem convidado os jovens, a menos jovens, a levantar-se do sofá, a usar com equilíbrio as novas tecnologias, para que estas não sejam empecilho para o encontro pessoal com outros jovens e com pessoas mais velhas, e deixem espaço com o convívio, para o envolvimento em causas como a luta pela paz e pela justiça ou a proteção do meio ambiente.

No Evangelho, melhor, durante a sua vida pública, Jesus coloca-Se e coloca-nos em dinâmica de movimento. Com efeito, Jesus avança entre povoações, por aldeias e cidades, ficando o tempo necessário para se encontrar com as pessoas da localidade, curando os enfermos, expulsando os espíritos impuros, falando na sinagoga, em dia de sábado… Ele que é o Caminho, a Verdade e a Vida, encontra-nos no caminho, junto ao poço de Jacob, na outra margem, ou a caminho de Emaús, e faz-nos avançar. “Vamos a outra parte, às povoações vizinhas, a fim de proclamar aí também, pois foi para isso que Eu saí”. (Mc 1, 38). Jesus vive em saída, de junto do Pai para junto de nós, e “saindo” do mundo, levar-nos-á ao Pai. Sigamo-l’O!

No monte da transfiguração, Jesus diz a Pedro, Tiago e João, a mim e a ti: Levantai-vos, não temais. No horto das Oliveiras, quando se aproximam as últimas horas, Jesus volta a despertar-nos da letargia: Levantai-vos! Vamos! (Mt 26, 46). Faça-se a Tua vontade! Não fujamos da Cruz, expressão de amor sem medida e de entrega, e logo chegaremos à Páscoa!

Manuel Gonçalves, in Voz de Lamego, ano 90/15, n.º 4550, 10 de março de 2020

Editorial Voz de Lamego: Com o olhar fixado na Páscoa

Não há cristão sem a Páscoa de Jesus, pois na Páscoa, Jesus regressa à comunidade, encontra os discípulos, reanima a pouca fé que tinham, cimenta a esperança que a Sua morte fez perigar, ilumina o passado, a história dos últimos três anos daqueles que O seguiram, mas também toda a história da humanidade. Mas, mais importante, faz-nos olhar para o alto, para a frente, para o futuro. Se Este Jesus ressuscitou, se está vivo no meio de nós, então não há lugar para a indecisão, para a indiferença, para o medo paralisante, pois Aquele que ressuscitou Jesus também nos há de ressuscitar a nós.

Agora entendemos, quando Jesus nos dizia: a vossa tristeza transformar-se-á em alegria, e será uma alegria tão grande que ninguém vo-la poderá tirar. É a Páscoa que nos faz agradecidos à história, aos nossos antepassados, aos nossos pais e a todos os que permitiram sermos hoje, a Deus que nos criou e que não nos deixará na mão. Não nos deixará desaparecer.

Então que fazer para ressuscitarmos? Seguir no encalço de Jesus, procurando, em tudo e em relação a todos, a mesma conduta: amar e cuidar, perdoar e servir, gastar a vida por inteiro para que inteira seja a vida que nos conduz a Deus. Se deixarmos de gastar a vida, pelos outros, estaremos a desperdiçá-la. Quando nas festas vinham os carrinhos de choque, comprávamos várias fichas que nos permitiam andar a conduzir a chocar contra os outros carrinhos. Se o tempo não chegava para gastarmos as fichas, arrecadávamo-las para outra ocasião, mas se, entretanto, os carrinhos iam embora, ficávamos com as fichas, desconsolados, tínhamos gastado o dinheiro e não tínhamos usufruído. Assim a vida que não se gasta, é desperdiçada.

Nesta quarta-feira entramos na Quaresma, aquele tempo triste, enfadonho, escuro, sem flores nem cores vivas, sem cânticos alegres nem aleluias. É curioso como nos colamos tanto à Quaresma que, por vezes, parece que não nos importaríamos de ficar na Quaresma mais umas semanas. Alguns ficam o ano todo em regime de Quaresma. Esta, porém, é provisória, passageira, são 40 dias (46 se contarmos também os Domingos, ainda que estes sejam assumidos como desconto para celebrarmos o Dia do Senhor, a Páscoa semanal e nos recordarmos que é a Páscoa que nos dá o impulso e nos atrai para Jesus, fazendo de nós discípulos missionários).

“Para tristezas… já basta a vida!” É uma expressão popular que expressa lamento e resignação, mas que podemos também entender como provocação. Cristo dir-nos-á, a cada dia a sua preocupação, o amanhã também terá a sua quota de preocupações. Nesta perspetiva, importa viver hoje, amar hoje, valorizar a vida hoje, cuidar dos outros hoje. Não temos outro dia. É hoje. A Quaresma deixa-nos entrever que a vida é caminho, com os seus escolhos e contrariedades, mas não deixa de ser caminho, um caminho que aponta a uma meta: à Páscoa, a Jesus. A Luz que desponta da Páscoa faz-nos caminhar seguros e garante que a vida vencerá. Porquanto temos de prosseguir, procurar vencer o que nos mata, os desencontros e o desamor, a indiferença, o comodismo e o egoísmo. Como nos convida a Palavra de Deus, e que o Papa faz desafio quaresmal: em nome de Cristo, deixemo-nos reconciliar com Deus!

Pe. Manuel Gonçalves, in Voz de Lamego, ano 90/13, n.º 4548, 26 de fevereiro de 2020

Editorial da Voz de Lamego: Arrependimento e perdão

Iniciamos o tempo santo da Quaresma, através da qual nos preparamos para celebrar o mistério maior da nossa fé, a Páscoa do Senhor, tomando consciência do Amor com que Deus Se manifestou em Cristo para nossa salvação. “De Páscoa em Páscoa, diz-nos o Papa Francisco, na Sua mensagem para esta Quaresma, podemos caminhar para a realização da salvação que já recebemos, graças ao mistério pascal de Cristo”.

Valerá a pena ler as mensagens do Papa e do nosso Bispo para esta Quaresma. Em todo o caso, gostaria de refletir convosco alguns dos pontos com que Francisco quer ajudar-nos a viver melhor este tempo de graça. Com efeito, diz o Papa, “a celebração do Tríduo Pascal da paixão, morte e ressurreição de Cristo, ponto culminante do Ano Litúrgico, sempre nos chama a viver um itinerário de preparação cientes de que tornar-nos semelhantes a Cristo (cf. Rm 8, 14) é dom inestimável da misericórdia de Deus”.

A mensagem pontifícia parte da Carta aos Romanos (8, 19): “A criação encontra-se em expetativa ansiosa, aguardando a revelação dos filhos de Deus”. O papa, uma vez mais, envolve toda a criação na vivência do mistério pascal. A mensagem foi assinada a 4 de outubro, festa litúrgica de São Francisco de Assis, que estendeu a fraternidade à natureza, aos animais, ao Sol e à Lua. São Paulo, por sua vez, ressalva que toda a criação beneficia da redenção operada por Jesus Cristo. O ser humano que vive como filho de Deus e se deixa guiar pelo Espírito Santo multiplicará na criação os frutos da graça recebida.

Pelo contrário, “quando não vivemos como filhos de Deus, muitas vezes adotamos comportamentos destruidores do próximo e das outras criaturas – mas também de nós próprios –, considerando, de forma mais ou menos consciente, que podemos usá-los como muito bem nos apraz… Se não estivermos voltados continuamente para a Páscoa, para o horizonte da Ressurreição, é claro que acaba por se impor a lógica do tudo e imediatamente, do possuir cada vez mais”.

É necessário de passar da morte à vida e, partindo da consciência do pecado, predispormo-nos a acolher a santidade que nos é dada em Cristo. É preciso assumirmo-nos como filhos de Deus, “nova criação”, impelidos para este “parto” através da conversão, em que toda a criação é chamada a sair “da escravidão da corrupção, para alcançar a liberdade na glória dos filhos de Deus” (Rm 8, 21). Cabe-nos “fazer Páscoa” e “o caminho rumo à Páscoa chama-nos precisamente a restaurar a nossa fisionomia e o nosso coração de cristãos, através do arrependimento, a conversão e o perdão, para podermos viver toda a riqueza da graça do mistério pascal”. Jejuar, orar e dar esmola, predispõe-nos a amar a Deus, no cuidado dos irmãos e da criação inteira.

Pe. Manuel Gonçalves, in Voz de Lamego, ano 89/14, n.º 4500, 5 de março de 2019

TEMPO DE QUARESMA: Um tempo com características próprias.

A Quaresma é o tempo que precede e dispõe à celebração da Páscoa. Tempo de escuta da Palavra de Deus e de conversão, de preparação e de memória do Batismo, de reconciliação com Deus e com os irmãos, de recurso mais frequente às “armas da penitência cristã”: a oração, o jejum e a esmola (Mt 6,1-6.16-18).

Tal como o povo de Israel que peregrinou durante quarenta anos pelo deserto para chegar à terra prometida, a Igreja, o novo povo de Deus, prepara-se durante quarenta dias para celebrar a Páscoa do Senhor. Embora seja um tempo penitencial, não é um tempo triste e depressivo. Trata-se de um tempo especial de purificação e de renovação da vida cristã para poder participar com maior plenitude e gozo do mistério pascal do Senhor.

A Quaresma é um tempo privilegiado para intensificar o caminho da própria conversão. Este caminho supõe cooperar com a graça, para dar morte ao homem velho que atua em nós. Trata-se de romper com o pecado que habita em nossos corações, afastarmo-nos de tudo aquilo que separa do Plano de Deus, e por conseguinte, da nossa felicidade e realização pessoal. Ler mais…

ESCLEROCARDIA – HUMILDE | Editorial Voz de Lamego | 13/02/2018

ESCLEROCARDIA – HUMILDE

Amanhã iniciamos o tempo litúrgico da Quaresma, durante a qual a Igreja dedica particular atenção ao arrependimento, convidando a enfrentar a “esclerocardia”, a dureza de coração ou incapacidade de nos arrependermos, tendo como finalidade última a conversão. Como alguém escreveu, “ninguém pode ser grande sem tomar consciência da sua miséria”.

E anunciar um tempo de arrependimento é mais do que um convite às lágrimas diante do mal feito; significa anunciar uma esperança: o mal não vencerá, o homem é maior que o seu pecado.

Diante da certeza de que é amado e destinado a algo grandioso, embora consciente dos limites que o acompanham e da impossibilidade de chegar à meta apenas com as próprias forças, o homem é convidado a protagonizar a humildade, a aceitar-se pequeno e a acolher o perdão de Deus.

A humildade, indispensável ao arrependimento, não pode entender-se como autodesprezo, mas como a serena aceitação de que somos pó, frágeis e limitados, mas que, apesar de tudo, somos amados e salvos.

A Quaresma surge, então, como a oportunidade para assumir que não existe mal irreversível, que não existe culpa imperdoável. Para isso, o arrependimento é fundamental, fruto de uma culpa responsavelmente assumida e da tomada de consciência do amor do Pai. Um amor que perdoa e restabelece a relação afectada pelo pecado, conduzindo à salvação. E esta é a boa nova do Evangelho: Deus é Pai e liberta-nos do sentimento de culpa.

Animados pela esperança que o amor do Pai nos concede e humildemente arrependidos, somos convidados a avançar e a mudar. Porque, como nos disse D. António Couto na recolecção da última sexta-feira, não basta acreditar que é possível ser melhor, é preciso que tal se concretize.

A Quaresma serve para nos recordar que o mal pode ser vencido.

in Voz de Lamego, ano 88/11, n.º 4448, 13 de fevereiro de 2018

CAMINHADA QUARESMA-PÁSCOA | DOMINGO DA RESSURREIÇÃO

Percorrido um caminho de dor, de paixão e de morte, eis que nos chega a luz gloriosa da vida. Aquela Vida que o passar do tempo não esgota; aquela Vida que o mundo não consegue reter em si; aquela Vida que é apenas aurora e não conhece mais ocaso.

A palavra Ressurreição, que deve ser colocada na Cruz, grita alto a derrota da morte; denuncia o arrombamento do túmulo; prefigura a destruição das trevas; anuncia a vitória da cruz; aponta o caminho da luz; assegura o encontro com a Paz.

DOMINGO DE PÁSCOA

Preparação:

Revestir a cruz com flores brancas e colocá-la na posição vertical, de forma a continuar visível a todos.

Momentos da Eucaristia:

– Se houver vigília pascal, a parte branca da cruz deve ser virada para a frente, no momento do Glória.

– Se não houver vigília pascal, no domingo, deve virar-se a parte branca cruz para a frente ao inicio da Eucaristia.

Gesto:

Durante o Glória colar a palavra Ressurreição.

Pe. Diamantino Alvaíde, in Voz de Lamego, ano 87/22, n.º 4407, 11 de abril de 2017

CAMINHADA QUARESMA-PÁSCOA | Domingo de Ramos

Chegamos à denominada Semana Maior. Eis que Jesus está em Jerusalém e se prepara para iniciar o momento crucial da sua caminhada terrena, como Homem, no meio dos homens.

A palavra paixão, que vamos colocar na Cruz, remete-nos para o caminho doloroso e infame que Jesus percorre desde a Agonia ao Calvário. As pequenas cruzes, que serão distribuídas significam a cruz de cada um de nós, emendada à Cruz de Cristo. A cruz dos nossos sofrimentos, que Ele continua a carregar connosco.

DOMINGO DE RAMOS

Preparação:

Construir cruzes pequenas (7 cm +/-), de um material que se achar conveniente (vides, madeira, papelão, etc), feitas por um qualquer grupo paroquial, em número suficiente para todas as pessoas que estiverem na missa dominical.

Momentos da Eucaristia:

– Após a leitura do Evangelho

– Pós-comunhão

Gesto:

Após a leitura do Evangelho, antes da homilia, colar a palavra: PAIXÃO

– Distribuir cruzes pequenas, enquanto se canta o cântico de Pós-comunhão;

in Voz de Lamego, ano 87/21, n.º 4406, 4 de abril de 2017

SALVAÇÃO – CAMINHO | Editorial Voz de Lamego | 4 de abril de 2017

Na proximidade da SEMANA SANTA,  a MAIOR da nossa Fé, o Pe. Joaquim Dionísio, Diretor da Voz de Lamego sobre este tempo, marcante para os cristãos e para as comunidades, lembrando que a CRUZ de Jesus Cristo é algo de fundante, de salvífico, que a todos integra e desafia, nos salva e nos envia.

SALVAÇÃO – CAMINHO

No próximo domingo (Ramos) iniciamos a vivência da Semana Santa, celebrando a Paixão de Jesus Cristo, o sofrimento protagonizado pelo Salvador após a prisão no Jardim das Oliveiras. Eis-nos diante do mistério da Páscoa de Cristo que, a caminho da morte, oferece a sua vida por amor e para salvação da humanidade. E é nesta Paixão, indissociável da Ressurreição, que, pelo baptismo, o cristão vive a sua passagem da morte para a vida.

Ao longo desses dias, os cristãos são particularmente convidados a reunirem-se para exprimir o seu amor a Deus, para manifestar a Cristo o seu compromisso e o seu afecto, bem como o desejo de estar com Ele ao pé da Cruz, com Maria e João.

Por isso, estes dias são mais do que uma oportunidade para recordar factos, repetir gestos ou dramatizar passagens, apresentando-se como singular momento para tomar consciência do amor que o Senhor protagonizou. E diante de um amor assim, a resposta exige um amor agradecido e responsável, capaz de levar à efectiva proximidade com o mundo e de afastar o medo, incapaz de desistir diante das dificuldades ou de se “encolher” perante os desafios.

Tomar parte nas celebrações não é participar numa qualquer manifestação para exigir algo ou protestar contra alguém. Participamos para nos unirmos à pessoa de Cristo e estarmos em comunhão com todos, muito em particular com quantos, pelo mundo fora, sofrem por causa da fé. Ao mesmo tempo, rezamos também por todos os que, por indiferença, ignorância ou comodismo se juntaram ao grupo dos que gritavam: “Se és Filho de Deus, desce da cruz!” (Mt 27, 40).

Não temos vergonha da cruz de Cristo.

in Voz de Lamego, ano 87/21, n.º 4406, 4 de abril de 2017

CAMINHADA QUARESMA-PÁSCOA | 5.º Domingo da Quaresma

A Liturgia da Palavra vai-nos aproximando da realidade da morte. O profeta Ezequiel anuncia a vontade de Deus de abrir os túmulos e deles fazer ressurgir todos os mortos, para que o povo acredite O reconheça como Senhor.

O acontecimento relatado no Evangelho é, simultaneamente, cumprimento e profecia. Por um lado materializa a profecia da primeira leitura. E, por outro, pre-anuncia o que vai acontecer com o próprio Cristo.

Por isso, os pedidos de perdão traduzem a nossa dificuldade em abrir os túmulos que os habitam para que a vida possa ressurgir dentro e de dentro de nós.

5.º DOMINGO DA QUARESMA

Preparação: Arranjar 4 pessoas que leiam, com idades diferentes, a representar as diferentes faixas etárias
Momentos da Eucaristia:

Momento penitencial

Gesto:

No momento penitencial sobem as 4 pessoas ao ambão: uma criança, um jovem, um adulto e um idoso;

– Cada pessoa lê um pedido de perdão dos que vão anexos no esquema da caminhada;

No final da leitura das 4 pessoas pode cantar-se o Kyrie.

Pe. Diamantino Alvaíde, in Voz de Lamego, ano 87/20, n.º 4405, 28 de março de 2017