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Posts Tagged ‘Quaresma 2017’

CAMINHADA QUARESMA-PÁSCOA | DOMINGO DA RESSURREIÇÃO

Percorrido um caminho de dor, de paixão e de morte, eis que nos chega a luz gloriosa da vida. Aquela Vida que o passar do tempo não esgota; aquela Vida que o mundo não consegue reter em si; aquela Vida que é apenas aurora e não conhece mais ocaso.

A palavra Ressurreição, que deve ser colocada na Cruz, grita alto a derrota da morte; denuncia o arrombamento do túmulo; prefigura a destruição das trevas; anuncia a vitória da cruz; aponta o caminho da luz; assegura o encontro com a Paz.

DOMINGO DE PÁSCOA

Preparação:

Revestir a cruz com flores brancas e colocá-la na posição vertical, de forma a continuar visível a todos.

Momentos da Eucaristia:

– Se houver vigília pascal, a parte branca da cruz deve ser virada para a frente, no momento do Glória.

– Se não houver vigília pascal, no domingo, deve virar-se a parte branca cruz para a frente ao inicio da Eucaristia.

Gesto:

Durante o Glória colar a palavra Ressurreição.

Pe. Diamantino Alvaíde, in Voz de Lamego, ano 87/22, n.º 4407, 11 de abril de 2017

CAMINHADA QUARESMA-PÁSCOA | Domingo de Ramos

Chegamos à denominada Semana Maior. Eis que Jesus está em Jerusalém e se prepara para iniciar o momento crucial da sua caminhada terrena, como Homem, no meio dos homens.

A palavra paixão, que vamos colocar na Cruz, remete-nos para o caminho doloroso e infame que Jesus percorre desde a Agonia ao Calvário. As pequenas cruzes, que serão distribuídas significam a cruz de cada um de nós, emendada à Cruz de Cristo. A cruz dos nossos sofrimentos, que Ele continua a carregar connosco.

DOMINGO DE RAMOS

Preparação:

Construir cruzes pequenas (7 cm +/-), de um material que se achar conveniente (vides, madeira, papelão, etc), feitas por um qualquer grupo paroquial, em número suficiente para todas as pessoas que estiverem na missa dominical.

Momentos da Eucaristia:

– Após a leitura do Evangelho

– Pós-comunhão

Gesto:

Após a leitura do Evangelho, antes da homilia, colar a palavra: PAIXÃO

– Distribuir cruzes pequenas, enquanto se canta o cântico de Pós-comunhão;

in Voz de Lamego, ano 87/21, n.º 4406, 4 de abril de 2017

SALVAÇÃO – CAMINHO | Editorial Voz de Lamego | 4 de abril de 2017

Na proximidade da SEMANA SANTA,  a MAIOR da nossa Fé, o Pe. Joaquim Dionísio, Diretor da Voz de Lamego sobre este tempo, marcante para os cristãos e para as comunidades, lembrando que a CRUZ de Jesus Cristo é algo de fundante, de salvífico, que a todos integra e desafia, nos salva e nos envia.

SALVAÇÃO – CAMINHO

No próximo domingo (Ramos) iniciamos a vivência da Semana Santa, celebrando a Paixão de Jesus Cristo, o sofrimento protagonizado pelo Salvador após a prisão no Jardim das Oliveiras. Eis-nos diante do mistério da Páscoa de Cristo que, a caminho da morte, oferece a sua vida por amor e para salvação da humanidade. E é nesta Paixão, indissociável da Ressurreição, que, pelo baptismo, o cristão vive a sua passagem da morte para a vida.

Ao longo desses dias, os cristãos são particularmente convidados a reunirem-se para exprimir o seu amor a Deus, para manifestar a Cristo o seu compromisso e o seu afecto, bem como o desejo de estar com Ele ao pé da Cruz, com Maria e João.

Por isso, estes dias são mais do que uma oportunidade para recordar factos, repetir gestos ou dramatizar passagens, apresentando-se como singular momento para tomar consciência do amor que o Senhor protagonizou. E diante de um amor assim, a resposta exige um amor agradecido e responsável, capaz de levar à efectiva proximidade com o mundo e de afastar o medo, incapaz de desistir diante das dificuldades ou de se “encolher” perante os desafios.

Tomar parte nas celebrações não é participar numa qualquer manifestação para exigir algo ou protestar contra alguém. Participamos para nos unirmos à pessoa de Cristo e estarmos em comunhão com todos, muito em particular com quantos, pelo mundo fora, sofrem por causa da fé. Ao mesmo tempo, rezamos também por todos os que, por indiferença, ignorância ou comodismo se juntaram ao grupo dos que gritavam: “Se és Filho de Deus, desce da cruz!” (Mt 27, 40).

Não temos vergonha da cruz de Cristo.

in Voz de Lamego, ano 87/21, n.º 4406, 4 de abril de 2017

CAMINHADA QUARESMA-PÁSCOA | 5.º Domingo da Quaresma

A Liturgia da Palavra vai-nos aproximando da realidade da morte. O profeta Ezequiel anuncia a vontade de Deus de abrir os túmulos e deles fazer ressurgir todos os mortos, para que o povo acredite O reconheça como Senhor.

O acontecimento relatado no Evangelho é, simultaneamente, cumprimento e profecia. Por um lado materializa a profecia da primeira leitura. E, por outro, pre-anuncia o que vai acontecer com o próprio Cristo.

Por isso, os pedidos de perdão traduzem a nossa dificuldade em abrir os túmulos que os habitam para que a vida possa ressurgir dentro e de dentro de nós.

5.º DOMINGO DA QUARESMA

Preparação: Arranjar 4 pessoas que leiam, com idades diferentes, a representar as diferentes faixas etárias
Momentos da Eucaristia:

Momento penitencial

Gesto:

No momento penitencial sobem as 4 pessoas ao ambão: uma criança, um jovem, um adulto e um idoso;

– Cada pessoa lê um pedido de perdão dos que vão anexos no esquema da caminhada;

No final da leitura das 4 pessoas pode cantar-se o Kyrie.

Pe. Diamantino Alvaíde, in Voz de Lamego, ano 87/20, n.º 4405, 28 de março de 2017

CAMINHADA QUARESMA- PÁSCOA | 4.º Domingo da Quaresma

A diferença do olhar de Deus em relação ao nosso é que nós só conseguimos ver as aparências e Ele consegue ver o coração (1 Sam 16,7). É esta faculdade de Deus que indica a Samuel quem é que deve ungir como rei de Israel.

No evangelho Jesus liberta o cego de nascença da sua prisão física. E isso permite-lhe ver quem o curou, quem o salvou. Na cruz será colocada a palavra cegueira, a simbolizar as nossas tantas incapacidades de ver Deus no mundo criado, no que Ele nos oferece cada dia e na pessoa de cada um dos nossos irmãos. Estas cegueiras não são dos olhos, mas do coração.

4.º DOMINGO DA QUARESMA

Preparação: Imprimir a oração anexa no esquema da caminhada e recorta-la em pequenos pedaços para serem distribuídas
Momentos da Eucaristia: – Depois da homilia

– Ofertório

– Pós-comunhão

 

 

Gesto:

A seguir à homilia, colar na cruz a palavra: CEGUEIRA

– Nos cestos do ofertório mandar as orações recortadas para que cada pessoa possa retirar um papel

No momento pós comunhão todos recitam em conjunto, em voz alta, a oração que receberam no ofertório

in Voz de Lamego, ano 87/19, n.º 4404, 21 de março de 2017

CAMINHADA QUARESMA-PÁSCOA – 3.º Domingo da Quaresma

A sede é um assunto que perpassa a liturgia da Palavra deste terceiro domingo do tempo da Quaresma. O Povo de Deus insurge-se contra Moisés, por não terem água para beber as pessoas e os rebanhos, pondo em questão que Deus estivesse no meio deles. No Evangelho volta a destacar-se a urgência de saciar a sede, aquela de água, mas sobretudo aquela sede da nascente que é Jesus e que jorra para vida eterna (Jo 4, 14).

A palavra sede, colocada na cruz, remete-nos para um problema ainda hoje real em algumas partes do globo terreste mais desérticas ou afetadas pela escassez de recursos económicos. A expressão Sede de Deus, distribuída nos copos, põe-nos diante de uma inquietude do nosso mundo ocidental, tão desenfreado à procura de sentido para a vida.

3.º DOMINGO DA QUARESMA

Preparação:

Arranjar copos de plástico branco e escrever ou gravar nos copos a expressão “Sede de Deus

Momentos da Eucaristia:

– Após a leitura do Evangelho

– No momento pós-comunhão

 Gesto:

A seguir à leitura do Evangelho, antes da homilia, colar na cruz a palavra: SEDE

No momento pós comunhão distribuir a cada uma das pessoas presentes na celebração 1 dos copos de plástico branco com a inscrição Sede de Deus

in Voz de Lamego, ano 87/18, n.º 4403, 14 de março de 2017

CAMINHADA QUARESMA-PÁSCOA | 2.º Domingo da Quaresma

O segundo domingo da Quaresma traz-nos à reflexão a saída de Abraão da sua terra, por vontade expressa de Deus, que o manda partir. Daí que a nossa caminhada proponha a colocação de um par de sandálias e um globo terrestre, junto à cruz.

A palavra solidão, por sua vez, remete-nos para aquele que é um dos dramas do nosso tempo, que torna a cruz de muitas vidas mais pesada, mas que o Evangelho deste domingo nos ajuda a resolver. A afirmação de Pedro: “Senhor, como é bom estarmos aqui” (Mt 17, 4), demonstra bem que a solidão não é uma questão de lugar ou de ausência de gente, mas falta de reconhecimento da presença de Deus no meio de nós.

2.º DOMINGO DA QUARESMA

Preparação: Arranjar um par de sandálias e um globo terrestre ou um mapa mundo
Momentos da Eucaristia: – No final da primeira leitura

– Após a leitura do Evangelho

Gesto: Imediatamente a seguir à primeira leitura colocar o globo terrestre no chão (por debaixo da cruz) ou colar na cruz o mapa mundo (a significar a saída de Abraão da sua terra) e as sandálias em frente ao globo.

Após a leitura do Evangelho, antes da homilia, colar na cruz a palavra: SOLIDÃO

in Voz de Lamego, ano 87/17, n.º 4402, 7 de março de 2017

DIOCESE DE LAMEGO EM CAMINHADA – QUARESMA 2017

caminhada-quaresma-pascoa_2016-2017

PREPARAÇÃO: Construir uma cruz de madeira. A cruz deve permanecer inclinada (apoiada num dos braços), num local visível da Igreja. Tanto quanto possível deve ser pintada ou revestida de preto de um dos lados e de branco do outro. Deve estar segura e de fácil acesso, por forma a poderem ser coladas algumas palavras ao longo dos domingos. Pode ser colocada logo na Quarta-feira de cinzas, ou então no início da Eucaristia do Primeiro Domingo da Quaresma, com a parte preta virada para a frente.

OBJETIVO DA CAMINHADA:

– Dar realce aos textos litúrgicos que são propostos para cada domingo da Quaresma e da Páscoa, já que cada gesto, símbolo e palavra tem a ver sempre com as leituras do dia;

– Procurar que, durante este tempo, as pessoas levem consigo uma mensagem visual ou um símbolo material que as faça recordar a celebração dominical;

– Acentuar, através dos pequenos gestos da liturgia, a importância destes dois tempos litúrgicos e a sua diferença em relação ao tempo comum;

– Envolver o maior número de pessoas, grupos e estruturas da paróquia na preparação dos gestos, das palavras a colar, dos símbolos a distribuir ao longo dos vários domingos;

– Sem alterar a o fundamental da estrutura da celebração, nem a tornar mais demorada, fazer com que esta se torne mais participativa e envolvente.

RAZÕES PARA A CAMINHADA:

– Realizar as propostas do plano pastoral diocesano, no seguimento do que já vem sendo feito ao longo do ano;

– Dar cumprimento ao lema pastoral deste ano, proposto pelo nosso bispo, relevando a urgência de ir a toda a criatura levar o Evangelho.

 

1.º DOMINGO DA QUARESMA

Momentos da Eucaristia: Admonição inicial e profissão de fé

Gesto: Após a saudação inicial da Eucaristia deve ser lida a admonição.

– No fim da homilia, antes do Credo, colar na cruz a palavra: TENTAÇÕES

Admonição inicial:

Estamos no início de um tempo litúrgico, particularmente importante para a vivência da fé do povo cristão. São quarenta dias de uma caminhada intensa e profunda de significado, que nos conduzirão à Páscoa da Ressurreição.

Para podermos mergulhar mais seriamente neste mistério salvífico da paixão, morte e ressurreição de Jesus, vamos este ano prolongar a nossa caminhada não só pela Quaresma, mas também pelo Tempo Pascal.

O destaque será dado à Cruz. A cruz que nos fala do sofrimento atroz de Cristo, da sua dolorosa caminhada até ao Clavário e da sua arrepiante morte, entre dois malfeitores. A cruz que nos fala do sofrimento de tantos irmãos e irmãs, nas escaladas íngremes das suas vidas. A cruz que nos fala das nossas próprias angústias e dores. Refletiremos, durante a Quaresma, sobre aquilo que a torna mais pesada e mais penosa.

Mas a cruz não é derrota, é essencialmente vitória! Por isso, ao longo do Tempo da Páscoa, teremos oportunidade de nos deixar envolver pelas consequências gloriosas da Cruz redentora de Cristo. Vamos ornamentá-la, de domingo a domingo, para que se nos afigure uma verdadeira árvore de Vida.

in Voz de Lamego, ano 87/16, n.º 4401, 28 de fevereiro de 2017

CONVERSÃO . QUARESMA | Editorial Voz de Lamego | 28 de fevereiro

quaresma-tempo-e-conversao

A edição desta semana da Voz de Lamego introduz-nos na Quaresma e, por conseguinte, alguns dos textos, por certo, ajudar-nos-ão a viver melhor este tempo santo que nos preparara para a celebração solene da Páscoa, o mistério maior da nossa, o dom de Amor de Deus para connosco. O Editorial, do reverendo Pe. Joaquim Dionísio, nosso Diretor, fala-nos de conversão, como se pode ler de seguida. E se a primeira página destaca a a formação dos Acólitos do Arciprestado de Lamego, logo nos põe em contacto com a Mensagem do nosso Bispo, D. António Couto, para a Quaresma. No interior desta edição poderemos também encontrar o enquadramento da Caminhada para a Quaresma-Páscoa, com os objetivos delineados e com a dinâmica para o 1.º Domingo da Quaresma. De realçar, entre outras notícias, a Visita Pastoral de D. António Couto à Paróquia das Monteiras. Mas comecemos a leitura…

CONVERSÃO . QUARESMA

Amanhã, primeiro dia de março e quarta-feira de cinzas, iniciamos a vivência do tempo quaresmal, caminho para a Páscoa e apelo à conversão, para o qual o Papa nos dirigiu uma mensagem, “A Palavra é um dom, o outro é um dom”, já aqui publicada.

Escolhendo e comentando a parábola do homem rico e do pobre Lázaro (Lc 16, 19-31), o Santo Padre denuncia o apego ao dinheiro e convida a acolher o outro, dois temas recorrentes no seu magistério.

No texto, Francisco convida a abrir o coração ao outro, porque toda a pessoa é um dom, uma riqueza inestimável, um ser querido por Deus, mesmo quando a fraqueza e o limite o atingem.

Diante dos milhões que têm apenas a rua por casa e sofrem com a fome, um prato quente será sempre uma dádiva, mas também o acompanhamento deve ser cuidado. Daí a urgência em redescobrir a força da solidariedade e da cooperação.

A história da humanidade, marcada pelo veneno do consumismo que polui as relações humanas, apresenta páginas de rejeição ao estrangeiro e medo do outro. Ora, ensina o Papa, a relação justa para com os outros consiste em reconhecer, com gratidão, o seu valor. Por outro lado, o amor ao dinheiro é, no dizer do Santo Padre, a raiz de todos os males (corrupção e inveja, discussões e desconfianças), um ídolo tirânico que leva o mundo a uma lógica egoísta.

Para poder testemunhar plenamente a alegria pascal, é preciso abrir as portas aos mais fracos e carenciados. Mas não basta acolher assim o outro; o Papa convida a ouvir a Palavra de Deus.

Por último, e para promover o reencontro no seio da única família humana, Francisco convida os fiéis a participarem nas campanhas quaresmais promovidas nas dioceses e paróquias.

O pobre não é um obstáculo que incomoda, mas um apelo à conversão.

in Voz de Lamego, ano 87/16, n.º 4401, 28 de fevereiro de 2017

Mensagem de D. António Couto para a Quaresma 2017

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O DOM ALUMIA, MAS O PECADO CEGA

  1. «O outro é um dom», «o pecado cega-nos», «a Palavra é um dom», são, por esta ordem, os subtítulos ou fios condutores com que o Papa Francisco costurou a sua mensagem para esta Quaresma de 2017 que agora se inicia. Entre «dom» e «dom», o pecado, que é uma espécie de nó cego no coração, bloqueia-nos num mundo de portas fechadas a cadeado, tornando-nos imunes, isto é, vacinados, indiferentes, insensíveis, face aos outros e face à Palavra, aquela que vem de Deus, Palavra criadora e carinhosa, e aquela que vem dos outros, da ternura dos outros, mas também das suas dores, sofrimentos e gritos.
  1. Sim, o dom é primeiro. A Palavra criadora de Deus está antes das coisas, da história e de mim. Ou não seria Palavra criadora! E ainda antes de mim estão outras mãos que me acolhem com carinho. É suficientemente claro que não fui eu o primeiro a chegar aqui. Diz Deus para Baruc e para mim: «Tu procuras para ti coisas grandes! Não procures! Porque eis que Eu farei vir a desgraça sobre toda a carne, oráculo do Senhor. Mas darei a ti a tua vida como despojo em todos os lugares para onde fores» (Jeremias 45,5). E João, o Batista, aponta a cada um de nós a fonte da vida e do dom, afirmando: «Um homem nada pode receber, a não ser que lhe tenha sido dado do céu» (João 3,27). E São Paulo deixa a retinir nos nossos ouvidos a pergunta essencial: «Que tens tu que não tenhas recebido?» (1 Coríntios 4,7).

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