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Posts Tagged ‘Polónia’

Por terras da Polónia: Testemunho

Tive por estes dias oportunidade de com um grupo de amigos ir conhecer a Polónia; privilégio desejado por muitos pelo seu Património, História e Natureza, e em particular pelos católicos, por ser o país natal de São João Paulo II, Papa que deixou indeléveis marcas em todos nós e na Igreja Mundial.

Sendo, no entanto, uma admiradora de Ratzinger, com cuja maneira de ser me identifico mais, não fui tanto atrás do Santo, mas mesmo pelo país, que já sabia ser muito bonito e historicamente imperdível.

No entanto, todo o tempo que lá estive foi outra a vertente que me subjugou! A Espiritualidade!

A Natureza, o Património, a História… fantásticos!

São João Paulo… sempre presente!

Mas o Povo, a força espiritual, a religiosidade pura e sincera, o modo simples e inteiro como viviam a Fé…não há palavras! Ler mais…

JMJ 2016 | Testemunho | Inês Montenegro: Famílias de Acolhimento

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Não é pouco o que há a dizer sobre as Jornadas Mundiais da Juventude de 2016, em Cracóvia. Num evento com uma magnitude e adesão inigualáveis, torna-se apenas natural que surja uma diversidade de prismas, vivências, experiências e mensagens. Por consequência, torna-se também natural a hesitação sobre qual deles focar este texto, que desde já se afirma como pessoal. O cerne das Jornadas é, sem dúvida, a comunhão entre si de jovens cristãos oriundos das mais diversas culturas, bem como a sua comunhão com o Santo Padre. As mensagens que o Papa Francisco deixou nas suas homilias – e que tão certeiras foram a quem o escutou – são, por conseguinte, o pilar desta experiência. No entanto, escrever aqui sobre elas afigura-se-me como algo oco: as palavras do Papa foram claras e o seu desafio é lançado directamente a cada um de nós. Poderia desenvolver a minha recepção a esse desafio, o meu sentimento. Não o desejo, contudo, fazer por palavras (diz que o vento as leva): talvez ainda o possam vir a reconhecer nas acções, tanto minhas como de quantos o aceitaram. Ler mais…

JMJ 2016 | Joana Neto | Grupo de Jovens da Sé

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Não é nada fácil deixar a nossa terra por 3 semanas para ir em peregrinação. Não é fácil passar 3 dias num autocarro para ir, sabe-se lá em que condições, muitas vezes sem destino apenas com as coordenadas geográficas “JESUS CRISTO”. E foi nesta direção que o Grupo de Jovens da Sé (GJS) partiu para a Polónia.

“Um peregrino sabe simplesmente às horas a que se levanta, não controlando o seu dia-a-dia e, principalmente, não controlando as horas de deitar”. Foi a frase que mais caracterizou a estadia destes jovens num país que vive Jesus Cristo de uma maneira tão acesa como tradicional. A cultura polaca surpreendeu-nos logo nas pré-jornadas passadas em Psów uma cidade pequenina não muito longe de Cracóvia. Fomos todos muito bem recebidos por famílias de acolhimento que “Dando acolhimento a peregrinos” cumpriram esta obra de misericórdia da maneira que melhor sabiam. A gratidão para com todas as famílias não consegue suplantar tudo aquilo que fizeram por nós: comida, cama, banho,… e o mais que podiam, faziam! Enfim, nós éramos os peregrinos mas sentimo-nos reis e rainhas num ambiente que poucas horas depois de chegarmos se tornou logo muito familiar e poucas horas depois de os deixarmos começaram logo a apertar as saudades de todas as experiências, todo o carinho, toda a comunhão com Cristo. Ler mais…

JMJ 2016 | Testemunho | Inês Gonçalves – Almacave Jovem

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Apesar de ter tido a oportunidade de vivenciar em 2011 as JMJ em Madrid, não sabia muito bem o que esperar desta vez. Tão longe de casa, comida diferente pelo que diziam, pessoas mais frias, mas o motivo que me movia era maior do que qualquer receio que pudesse ter!

Logo há chegada de Katowice, onde permanecemos nas pré-jornadas, percebemos de imediato que estávamos em boas mãos e ansiosamente esperávamos que chamassem o nosso nome para nos dirigirmos para aquela que ia ser a nossa família de acolhimento. Assim foi, e posso dizer que para mim, não podia ter sido melhor! Aquela calorosa família com dois filhos ainda pequeninos, não só abriu as portas da sua casa, mas das suas vidas e do seu coração. Apenas a nossa “mãe” falava inglês, não fluentemente, mas a língua nunca foi um entrave para nós, porque há coisas que não se explicam, e a ligação que criamos com eles é uma delas. Em vez de estranhas, passamos a ser membros da família e não deixaram que nada nos faltasse ao ponto de dormirem no chão para nós podermos descansar numa cama! Como é que é possível que alguém consiga ser tão acolhedor e mostrar tanto amor e carinho por alguém que acabou de conhecer? Isso sem dúvida deixou uma grande marca em mim que nunca vou esquecer! Ler mais…

JMJ 2016 | Testemunho | Marta Magno: construir pontes e não muros

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No passado dia 17 de Julho, 104 jovens partiram de Lamego em peregrinação rumo a Cracóvia, para marcar presença na Jornada Mundial da Juventude e na pré-jornada. Oriundos de diferentes cidades: de Lamego, de Tarouca, de Vila Real, de Viseu, de Porto Santo (arquipélago da Madeira) e S. Miguel (arquipélago dos Açores), sairam do conforto das suas casas para se encontrarem com o Papa e estarem juntos em oração. Em Cracóvia, a Jornada contou com cerca de 2 milhões de jovens e foi marcada por momentos inesquecíveis de encontro e comunhão com Deus.

Chegados à Polónia no dia 20, fomos amavelmente acolhidos e distribuídos por 3 paróquias. Neste ponto tenho que admitir que nunca pensei ser tão bem acolhida. Foi a minha primeira Jornada e estava com algum receio porque parti sem saber muito bem para onde ia e o que ia encontrar, e assim como eu outros jovens sentiam o mesmo, a verdade é que as pessoas abriram-nos a porta e trataram-nos como se fossemos filhos, netos, irmãos, verdadeiros membros da família. Em conversa uns com os outros, comentámos que o nosso encontro com Deus tinha começado precisamente no interior daquelas casas, com aquelas famílias que agora são também um bocadinho nossas. Ler mais…

JMJ2016: Igreja em saída e Evangelho escrito com obras de misericórdia

29/07/2016- Way of the Cross with youth © Mazur/catholicnews.org.uk

O Papa celebrou missa com sacerdotes, religiosos,  consagrados e seminaristas, no âmbito da JMJ 2016, e pediu que a Igreja “esteja em saída, vá pelo mundo” e preencham o Evangelho com obras de misericórdia. “Jesus envia. Ele, desde o início, deseja que a Igreja esteja em saída, vá pelo mundo”, disse na sua homilia, no Santuário dedicado a São João Paulo II.

Francisco citou o evangelho da passagem depois da Páscoa, em que os apóstolos ainda se encontravam fechados com medo. “Impressiona o contraste: enquanto os discípulos fechavam as portas com medo, Jesus envia-os em missão; quer que abram as portas e saiam para espalhar o perdão e a paz de Deus, com a força do Espírito Santo. Este chamamento é também para nós”, apontou.

O Papa recordou ainda as palavras de São João Paulo II, fundador das JMJ, “abri as portas”, num convite a não ter medo. “Na nossa vida de sacerdotes e pessoas consagradas, pode haver muitas vezes a tentação de permanecer um pouco fechados, por medo ou comodidade, em nós mesmos e nos nossos setores. E, no entanto, a direção indicada por Jesus é de sentido único: sair de nós mesmos”, foi o desafio deixado a todos os presentes.

Na passagem do evangelho surge ainda um “discípulo nomeado”, Tomé, que segundo o Papa Francisco, dá a todos um “grande presente”, “deixa-nos mais perto de Deus, porque Deus não Se esconde de quem O procura”.

Francisco afirmou ainda que com a transmissão do Espírito Santo aos seus Apóstolos, Jesus deixou a sua misericórdia. “Poder-se-ia dizer que o Evangelho, livro vivo da misericórdia de Deus que devemos ler e reler continuamente, ainda tem páginas em branco no final: permanece um livro aberto, que somos chamados a escrever com o mesmo estilo, isto é, cumprindo obras de misericórdia”. “Como são as páginas do livro de cada um de vós? Estão escritas todos os dias? Estão escritas a meias? Estão em branco?”, questionou.

No fim da celebração o Papa ofereceu ao Santuário de São João Paulo II um crucifixo e seguiu para ir confessar cinco jovens, em representação de todos os continentes.

in Voz de Lamego, ano 86/38, n.º 4374, 2 de agosto de 2016

JMJ 2016: Papa pede aos jovens que rejeitem «doping» do sucesso

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«Tu és importante», disse Francisco aos participantes na Missa final da festa mundial da juventude católica.

O Papa Francisco presidiu hoje na Polónia à Missa final da Jornada Mundial da Juventude (JMJ) 2016 e desafiou os jovens católicos a acreditar numa “humanidade nova”, sem ceder às aparências ou ao egoísmo. “Não vos deixeis anestesiar a alma, mas apostai no amor belo, que requer também a renúncia e um ‘não’ forte ao doping do sucesso a todo o custo e à droga de pensar só em si mesmo, nas próprias comodidades”, realçou, na homilia da celebração que, segundo a organização, reuniu mais de 1,5 milhões de participantes no ‘Campus da Misericórdia’, um espaço ao ar livre situado 15 km a sul de Cracóvia.

Francisco partiu de um episódio narrado no Evangelho, em que um homem chamado Zaqueu sobe a uma árvore para ver Jesus e acaba por recebê-lo em sua casa, convertendo-se. “O encontro com Jesus muda a sua vida, como sucedeu ou pode sucede cada dia com cada um de nós”, observou.

O Papa defendeu que os jovens católicos devem saber viver sem tristeza nem pensamentos negativos sobre si próprios, fugindo das “liturgias mundanas do aparecer, da maquilhagem da alma”.

“Tu és importante! E Deus conta contigo por aquilo que és, não pelo que tens: a seus olhos, não vale mesmo nada a roupa que vestes ou o telemóvel que usas; não Lhe importa se andas na moda ou não, importas-Lhe tu. A seus olhos, tu vales; e o teu valor é inestimável”, apontou.

A intervenção falou da tristeza como um “um vírus que infecta e bloqueia tudo” e apresentou o “segredo da alegria”: “Não apagar a boa curiosidade, mas colocar-se em jogo, porque a vida não se deve fechar numa gaveta”. “Perante Jesus, não se pode ficar sentado à espera de braços cruzados; a Ele que nos dá a vida, não se pode responder com um pensamento ou com uma simples SMS”, prosseguiu o Papa.

Francisco afirmou depois que a fé na misericórdia e numa humanidade nova, “que não aceita o ódio entre os povos, não vê as fronteiras dos países como barreiras”, pode levar a que muitos se riam dos jovens católicos e os vejam como “sonhadores”, mas pediu-lhes que “não desanimem”.

O Papa realçou depois a importância da Confissão na vida espiritual dos católicos. “Fiai-vos na recordação de Deus: a sua memória não é um disco rígido que grava e armazena todos os nossos dados, mas um coração terno e rico de compaixão, que se alegra em eliminar definitivamente todos os nossos vestígios de mal”, recomendou.

No final da JMJ 2016, iniciada na terça-feira, Francisco disse que este evento deve continuar agora na casa de cada um. “Rezemos em silêncio, fazendo memória, agradecendo ao Senhor que aqui nos quis e encontrou”, concluiu.

in Voz de Lamego, ano 86/38, n.º 4374, 2 de agosto de 2016