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TESTEMUNHO DE FÉ DO ENG. FERNANDO SANTOS

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O arciprestado de Meda, Penedono, São João da Pesqueira e Vila Nova de Foz Côa teve a oportunidade, na passada 6ª feira, dia 21 de outubro, de vivenciar um excelente momento de reflexão e partilha através do belo testemunho de fé dado pelo Eng. Fernando Santos. Esta actividade arcipretal decorreu no Salão Polivalente do Patronato de Meda, o qual esteve totalmente repleto de cristãos oriundos das mais diversas paróquias do nosso arciprestado e de outras comunidades cristãs da nossa diocese de Lamego, que se quiseram reunir, para juntos reflectirmos e tomarmos consciência, desta necessidade de sermos missionários, onde quer que nos encontremos e independentemente da missão que desempenhemos. Para lá do selecionador nacional de futebol, tivemos a honra de ter connosco D. António Couto, Bispo da nossa diocese de Lamego, os sacerdotes do nosso arciprestado e de outros arciprestados da diocese, como sinal de comunhão eclesial, salientando ainda a presença de alguns seminaristas do Seminário Maior de Lamego e sobretudo de muitos jovens e adolescentes. Ler mais…

D. ANTÓNIO COUTO em Penedono, na Romaria de SANTA EUFÉMIA

Romaria de Santa Eufémia - Penedono 2014 (16)O nosso bispo, D. António Couto, presidiu à Eucaristia da festa, vivida no dia 16 de Setembro, data em que Santa Eufémia foi martirizada. A celebração decorreu na capela do santuário, uma vez que a chuva e o vento não permitiram a utilização da grande esplanada existente ali perto. No final da Missa do dia 16, uma entreaberta permitiu que a procissão se realizasse, para alegria de todos.

Na homilia, partindo dos textos bíblicos do comum dos mártires e fazendo alusão ao tempo menos soalheiro que se fazia sentir, D. António Couto convidou toda a assembleia a “saber ler nos tempos que Deus dá, o amor, o carinho e a dádiva”; também através das gotas da chuva. E a todos lembrou que “as peregrinações são importantes porque nos fazem andar, encontrar e ver o amor de Deus por detrás de tudo. Peregrinar implica saber que somos frágeis, feitos de barro. E a beleza da nossa vida é a nossa fragilidade… Somos vasos de barro que adoecem, sofrem, são amados, morrem. Mas é uma maravilha, um milagre contínuo, contemplar o amor de Deus em nós e à nossa volta. Importa saber ver e ler. É uma graça, juntos, descobrirmos que somos próximos, irmãos. Peregrinar enriquece-nos porque encontramos os outros e a natureza, que nos mostram as maravilhas de Deus”.

Depois falou-nos de Santa Eufémia, para caracterizar a sua vida como justa e frágil, de alguém que se expôs por causa da sua fé e que foi martirizada por causa dos maus sentimentos dos seus contemporâneos. E dizer “mártir” é sinónimo de “testemunha”.

A este propósito, o nosso bispo, falou da testemunha como sendo “alguém que se compromete”, alguém que atesta sobre os acontecimentos, as palavras, a cruz e a ressurreição de Jesus. Dito de outra maneira, “alguém envolvido na história de Jesus”. E este estar comprometido e envolvido tem como consequência uma prática que se assume e protagoniza: “o discípulo de Jesus, a testemunha que com Ele se compromete, tem que testemunhar, onde quer que se encontre, o perdão, o amor, a ternura, a paz e a misericórdia de Jesus”. Deixar-se envolver é muito mais do que saber que algo aconteceu, é “viver a história de Jesus”. Por isso, o mártir é “a testemunha de uma história que não é a sua”, mas é comprometer-se com essa história para a tornar presente e visível nas circunstâncias em que se vive. Sta. Eufémia foi até ao fim, mostrando ao nosso tempo e a todos os peregrinos que é possível, “com coragem, alegria e bondade seguir Jesus”.

Por fim, convidou todos os fiéis a tornarem-se “cristãos apaixonados” para que “Cristo esteja sempre presente” e para que “ninguém nos seja indiferente”. Porque um “cristão apaixonado” está para lá do mero cristão praticante ou não praticante; é alguém que faz a diferença com a sua vida, discípulo consciente e responsável que anuncia Cristo pela forma de ser e de estar, sempre. E, neste peregrinar, Sta. Eufémia “ensina-nos a dizer e a fazer bem”.

in VOZ DE LAMEGO, 23 de setembro de 2014, n.º 4380, ano 84/43

Romaria de Santa Eufémia – Penedono – A Romaria da Beira Douro

A Romaria da Beira Douro - flayer 2014 dois

No dia 7 de setembro, pelas 18, 30h, início da novena de preparação para a grande romaria de Santa Eufémia nos dias 15 e 16 no seu santuário em Penedono.

A novena terá como orientador o padre Joaquim Dionísio – Reitor do Seminário Maior de Lamego e constará da meditação das vésperas dos mártires, celebração da eucaristia com meditação e tempo para a celebração do sacramento da penitência.

A partir de dia 7, ficará em exposição permanente da sala da casa do ermitão a “Via-sacra do Terceiro Milénio Gólgota de Jasna Gora” tendo por base os quadros que o pintor polaco Jerzy Duda Gracz ofereceu ao santuário de Nossa Senhora de Czestochowa.

Da programação deste ano, há a realçar no dia 10 a IV peregrinação da Terceira Idade, com a presença dos idosos dos Lares e Centros do Dia de Penedono e concelhos vizinhos; no dia 14 a celebração da eucaristia do XXIV Domingo do Tempo Comum, que a partir das 11 h será transmitida para todo o mundo pela Rádio Renascença e no dia 16 pelas 15h a eucaristia solene presidida pelo bispo de Lamego, D. António Couto, seguida da solene procissão com a imagem da milagrosa Santa Eufémia – Virgem e Mártir.

A animação dos romeiros e devotos de Santa Eufémia, fica no dia 14 durante a tarde a cargo do Grupo de Cantares de Penela da Beira e do Rancho Folclórico do Centro Cultural e Recreativo de Mêda e há noite o concerto da Orquestra Ligeira do Vale do Varosa – Tarouca. No dia 15 pelas 22h as Bandas Filarmónicas de Nagozelo do Douro e dos Bombeiros de Penedono, brindarão todos os romeiros com um grandioso concerto seguido do fogo-de-artifício.

A reitoria do Santuário de Santa Eufémia em Penedono