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Posts Tagged ‘Pe. Marcos Alvim’

Cruz da Jornada e Cruz dos Convivas

Este domingo foi um dia cheio para a paróquia da Sé .

Além da Festa da Palavra, tivemos a alegria de ter entre nós, na Missa das Dez, dois símbolos da vitalidade do compromisso cristão da nossa juventude: a Cruz das Jornadas da Juventude, encontro que na nossa diocese ( como também noutras pelo país fora!) congrega sempre um impressionante número de jovens comprometidos coma Mensagem de Cristo, e a Cruz dos Convívios Fraternos, encontros que reúnem grupos de jovens durante 4 dias em introspeção, meditação, oração e reflexão acompanhadas, com o objetivo de descobrirem ( ou reforçarem) o que é para eles Cristo e a força da Sua presença nas suas vidas.

Foi um momento emotivo para todos e uma novidade para as crianças, se bem que muitas, tendo irmãos ou outros familiares mais velhos , já tivessem tido contacto com este tipo de atividades.

Mas o testemunho dos jovens foi um dos momentos altos da celebração: “A cruz cristã não é uma mobília da casa ou um ornamento a ser usado, mas uma recordação do amor com o qual Jesus se sacrificou para salvar a Humanidade do mal e do pecado.” Foi o que nos disse o Papa Francisco em relação a este que é o maior símbolo da nossa Fé – a cruz é sacrifício e amor, é dificuldade e esperança, é a recordação em torno da qual congregamos, dando e recebendo. E por ser este centro da nossa comunidade, é rara a atividade em que não a materializamos.

Neste momento, temos connosco a cruz dos Convívios Fraternos e a Cruz das Jornadas Diocesanas da Juventude. Uma é a chama da nossa Fé e a outra é a assinatura do nosso compromisso mas, na verdade, ambas são isto e muito mais, são uma só – a maior prova de amor misericordioso de Deus.

A peregrinação seguirá para paróquia de  Almacave, e depois para outras paróquias da nossa diocese, sempre acompanhada por jovens que participaram em ambos os eventos ( Jornadas e Convívios) e por todos os que fizeram questão de os acompanhar.

Será um período em que a força da juventude se fará sentir em todos os recantos da diocese e lembrará que Cristo está vivo e entre nós, pois as novas gerações de cristãos estão aí, com toda a sua força, alegria e entusiasmo.

Inês Montenegro, in Voz de Lamego, ano 87/50, n.º 4436, 14 de novembro de 2017

Tabuaço: Formação coral-litúrgica com o Padre Marcos Alvim

No passado dia 4 de novembro, na paróquia de Tabuaço realizou-se um encontro de formação coral-litúrgica com o Pe. Marcos Alvim, responsável pelo Departamento Diocesano de Música Sacra. O encontro destinava-se sobretudo aos membros do grupo coral, mas aberto a toda a comunidade. O Pe. Marcos explicou a importância destes encontros de formação, o lugar do grupo coral na assembleia, a preocupação de celebrar a fé e de ajudar a celebrar e a testemunhar a fé. O grupo coral nasce da assembleia e é parte da assembleia. Na celebração o coro deve ajudar a assembleia, de que faz parte, a cantar melhor, a sentir-se mais segura, com alegria, com preparação adequada, sem atropelos, transparecendo a melodia e a letra, que pertence à Sagrada Escritura ou nela é inspirada.

O Pe. Marcos lembrou alguns vícios ou tentações do grupo coral: de se sentir à parte, fora da assembleia, dos seus membros quererem fazer sobressair a voz acima dos companheiros, de pertencerem ao coro para uma exibição pessoal ou quererem que a participação coral seja sobretudo um concerto e não a vivência e celebração da fé. Os membros do coro, antes de mais, são cristãos que vivem a fé. A inserção no grupo coral há de ser natural ao crescimento da fé.

Entre outros aspetos sublinhou também a necessidade de preparar bem os cânticos, respeitar os ritmos e o sentido dos cânticos, cantar harmoniosamente, nem muito lento nem muito apressado, não martelar as palavras, mas que o texto saia límpido, que os cânticos sejam escolhidos de acordo com o tema da liturgia da palavra e com os tempos litúrgicos. A postura corporal de quem canta, a respiração, a projeção da voz foram outros aspetos sublinhados. O uso dos instrumentos como apoio à voz e não para se sobreporem e a abafarem; tal como o coro é apoio à assembleia, pelo que os cânticos hão de facilitar a participação da assembleia, também os instrumentos são apoio à voz, à melodia, ao texto.

Salmos, cânticos e hinos de louvor, com a harpa e com a lira… Num dos momentos, o Pe. Marcos fez-nos percorrer a Sagrada Escritura (Antigo e Novo Testamento), mostrando como a Bíblia estava ritmada pela música, mormente nos Salmos. A propósito, o salmo 150, referiu, é uma verdadeira orquestra… Quando um solista canta deve lembrar-se que a Palavra não é sua, pelo que a deve pronunciar bem, para que os outros A compreendam e A possam acolher.

Uma das notas bem sublinhadas foi que o grupo coral é um ministério, um serviço em Igreja, está ao serviço da celebração da fé. Os membros do grupo coral têm como missão, antes de mais louvar a Deus em e com a comunidade reunida em assembleia.

No final do encontro a certeza da necessidade de outros encontros de formação, agradecendo ao Pe. Marcos a disponibilidade, a presença e os desafios que nos deixou.

Pe. Manuel Gonçalves, in Voz de Lamego, ano 87/49, n.º 4435, 7 de novembro de 2017

Departamento Diocesano de Música Sacra: Formação coral em Leomil

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No passado dia 10 de novembro, o grupo coral paroquial de São Tiago de Leomil recebeu a visita do senhor padre Marcos Alvim, responsável pelo departamento de música sacra da diocese de Lamego.

Esta visita serviu para dar formação ao jovem coro que se formou em março, aquando da visita pastoral do senhor D. António Couto à paróquia de Leomil.

O senhor padre Marcos falou da importância do coro na animação litúgica. O coro deve estar ao serviço da liturgia e esta função não deve ser entendida como um concerto. O coro pode dar concertos, mas em encontros entre coros ou em apresentações ao público. Salientou bem a importância do compromisso que cada membro do coro tem de assumir, ou seja, participar em todos os ensaios que são marcados.

A nível mais prático, ensinou o significado de alguns sinais que aparecem nas pautas e o valor de algumas notas musicais.

O grupo coral paroquial de São Tiago de Leomil agradece ao seu maestro, Joel Valente, que organizou esta formação e ao senhor padre Marcos Alvim pela sua disponibilidade.

 

in Voz de Lamego, ano 87/51, n.º 4387, 15 de novembro de 2016

“BEIRA DOIRO” – Novo trabalho discográfico de Marcos Alvim

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Foi apresentado, no passado mês de setembro, o novo trabalho discográfico de Marcos Alvim. Um disco com poemas de Fausto José (1903-1975), poeta de Aldeias, Concelho de Armamar (distrito de Viseu) e que contou com o apoio da Câmara Municipal de Armamar.

O concerto de apresentação do CD teve lugar na Praça da República, em frente ao edifício da Câmara Municipal.

“Beira Doiro” é um trabalho de homenagem ao poeta Fausto José e que conta com a participação de vozes juvenis e o Orfeão da Universidade Sénior de Armamar.

Este é o quinto trabalho discográfico de Marcos Alvim e que assinala dez anos de carreira artística deste jovem compositor, desde a edição do primeiro CD, em 2006.

Marcos Alvim é natural de Aldeias-Armamar, licenciado em Teologia e Mestre em Ensino da Música, compositor de música religiosa de inspiração cristã, litúrgica e de música profana. É professor de Música e Canto Coral na Universidade Sénior de Armamar, professor de Expressão Musical no Jardim de Infância de Armamar, professor de Formação Musical e Classe de Conjunto (Coro) no Conservatório Regional de Música de Ferreirim, Maestro do Coro da Catedral de Lamego e Diretor do Departamento de Música Sacra da Diocese de Lamego.

Aquilino Pinto, in Voz de Lamego, ano 86/48, n.º 4384, 25 de outubro de 2016

DIA MUNDIAL DA MÚSICA

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“A música oferece à alma uma verdadeira cultura íntima e deve fazer parte da educação do povo”. (François Guizot)

  1. O Dia Mundial da Música comemora-se, anualmente, a 1 de outubro. A data foi instituída em 1975 pelo International Music Council, uma instituição fundada em 1949 pela UNESCO, que agrega vários organismos e individualidades do mundo da música. Tem como objetivo, levar música de todo o tipo a todo o tipo de pessoas, dentro dos ideais de paz e respeito fomentados pelo braço da ONU. A Música faz e sempre fará parte da identidade cultural dos países de todo o mundo.

 

  1. A música é o Homem! É a música que se coloca no apogeu das descobertas e invenções humanas. A música toca os nossos sentimentos mais profundamente do que a maioria das palavras e faz-nos responder com todo o nosso ser. A música liberta-nos do nosso “eu”, fala-nos do Homem em paz consigo mesmo e com Deus.

 

  1. Será pertinente dizer, hoje e sempre, que devemos dar o devido valor à nossa música, à música portuguesa, que, no dizer do Lopes-Graça, sendo “expressão e documento da vida, sentimentos, aspirações e afetos do nosso povo, a canção portuguesa faz parte do património espiritual da nação portuguesa (…) Amá-la, é conhecermo-nos no que em nós existe de mais fundo e enraizado no solo natal; defende-la, é defender portanto uma parcela de nós mesmos, da nossa individualidade, da nossa história íntima. Verdadeiras e preciosas relíquias artísticas…”

 

  1. Ouçamos música de qualidade! Que saibamos apreciar a Arte, a poesia, a dança, o teatro, a pintura, o artesanato, mas especialmente a música, mãe de todas as artes, tão presente no nosso dia-a-dia.

 

  1. Viva a Música!

 

Pe. Marcos Alvim, in Voz de Lamego, ano 86/44, n.º 4380, 27 de setembro de 2016

Álbum Beira Doiro foi apresentado em Armamar

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Poemas de Fausto José em disco

Foi lançado este fim de semana o álbum “Beira Doiro”, um disco de poemas de Fausto José, poeta Armamarense, contemporâneo de Torga, Régio, entre outros vultos da Literatura Portuguesa.

O ato teve lugar na noite de sábado em Armamar, na Praça da República em frente ao edifício da Câmara Municipal. Num cenário que tinha como pano de fundo a Igreja Matriz de São Miguel de Armamar, ouviram-se temas cantados e tocados ao vivo.

Beira Doiro é um trabalho de homenagem, com trechos musicais compostos e cantados ao sabor do talento do Padre Marcos Alvim, conterrâneo de Fausto José, e que conta com a participação de outras vozes como é o caso do Órfeão da Universidade Sénior de Armamar.

João Paulo Fonseca, Presidente da Câmara Municipal de Armamar, falou do legado deixado pelo poeta e do interesse da Autarquia em promover e apoiar iniciativas de salvaguarda da obra e da memória de Fausto José. Também Cláudia Damião, Vereadora da Cultura, falou aos presentes na cerimónia, para além dela própria ter dado voz nessa noite, e no álbum, ao poema “Escreve”.

Fausto José dos Santos Júnior (1903-1975) deixou uma vasta obra literária, sobretudo poesia, cujo valor é inegável para Aldeias, para Armamar e para o Douro. Esteve entre os nomes do núcleo fundador da Revista “Presença”, órgão impulsionar do movimento modernista português no onício do Séc. XX.

Gabinete de Comunicação da Câmara Municipal de Armamar

in Voz de Lamego, ano 86/43, n.º 4379, 20 de setembro de 2016

Uma noite de Música & Missão, com o Pe. Marcos Alvim

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No dia 18 de Junho, decorreu o II DOREMIssão – Concerto Orante organizado pelos Jovens Sem Fronteiras de Vila da Ponte.

Inspirados e criativos, como sempre, os JSF de Vila da Ponte voltaram a criar o cenário ideal para mais uma noite memorável na Igreja Paroquial de Nossa Senhora do Amial. Para que este Concerto Orante fosse possível, foi indispensável a presença do Padre Marcos Alvim, que abrilhantou e animou esta noite com várias músicas da sua autoria que puseram toda a gente a cantar e a rezar. Para além disso, outro factor decisivo para o sucesso desta atividade foi a forte presença da comunidade, de algumas pessoas do concelho e da diocese, bem como de outros JSF que vieram de grupos mais distantes, tais como Godim (Régua) e Santo Ovídio (Vila Nova de Gaia).

É de louvar todo o esforço necessário dos JSF de Vila da Ponte, seja para a criação do cenário, seja para a logística da atividade, principalmente porque os fundos angariados são destinados a uma causa missionária. Desta vez, esta atividade tinha como objetivo apoiar o Projeto de Desenvolvimento de Curta Duração que irá ocorrer em Kalandula (Angola), durante o mês de Agosto. Neste projeto, estarão presentes 11 JSF de todo o país, acompanhados por um Padre Espiritano.

Para guiar os jovens missionários foi escolhido o seguinte lema: “Construir Pontes de Misericórdia”, que pretende relembrar os vários projetos de voluntariado que os JSF/Solsef fizeram em Angola e, nomeadamente, em Kalandula. E Misericórdia, porque estamos de coração aberto para o povo que vamos encontrar.

O nosso muito obrigado a todos os que nos têm ajudado a dar cor a este projeto, de modo especial àqueles que tornaram possível a realização deste evento: à organização, ao Padre Marcos, aos colaboradores, a todos os que estiveram presentes e também aos que adquiriram o bilhete mesmo sabendo que não poderiam participar.

Diogo Azevedo, JSF Santo Ovídio e Pontista 2016

in Voz de Lamego, ano 86/32, n.º 4368, 21 de junho de 2016

3.º Encontro de alunos de EMRC Lamego

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O Secretariado Diocesano do Ensino Religioso de Lamego realizou o III Encontro de alunos de EMRC em Lamego no dia 20 de maio. Estiveram presentes uma dezena de escolas, 800 alunos e professores. Foi um dia memorável para os alunos de EMRC que puderam estar presentes neste dia, neste local, neste evento. Festa, música, dança, insufláveis, caminhada, arruada com bombos, convívio, partilha, união, alegria… foram alguns dos ingredientes para o sucesso desta atividade.

O SDER Lamego organizou no passado dia 20 de maio o III Encontro para alunos de Educação Moral e Religiosa Católica. Estiveram presentes diversas escolas dos vários cantos da diocese de Lamego, desde Souselo – Cinfães até São João da Pesqueira, situada no Douro vinhateiro. Destacamos a presença de uma escola que pertence à diocese de Bragança, Agrupamento de Escolas Dr. Ramiro Salgado de Torre de Moncorvo.

O SDER Lamego agradece a todas as escolas que estiveram presentes, aos professores de EMRC que organizaram nas suas escolas a participação neste evento, aos professores que se juntaram a nós e acompanharam os alunos das diversas escolas, aos bombeiros voluntarios de Lamego, à PSP de Lamego e ao município de Lamego que nos recebeu tão bem. OBRIGADO a todos os que contribuíram para o sucesso desta atividade. Também agradecemos a presença do nosso bispo, D. António Couto, que marcou presença neste encontro e nos incentivou a continuar a trilhar este caminho.

Os alunos conviveram com os alunos das escolas presentes, divertiram-se nos insufláveis, nos “matrecos Humanos”, nas aulas de hip-hop e de zumba, e  no concerto musical que contou com a presence do Pe. Marcos e das Escolas da Mêda e Foz Côa. Com o lema deste ano “Passos de Misericórdia”, os alunos percorreram algumas ruas de Lamego e partilharam o almoço porque o objetivo é partilhar e conviver.

Mário Rodrigues

Professor de EMRC,  in Voz de Lamego, ano 86/25, n.º 4364, 24 de maio de 2016

Apresentação do CD “Tu, Senhor” do Pe. Marcos Alvim

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Não foi um mero espetáculo musical, uma festiva apresentação de cânticos agradáveis, nem uma saudável distração noturna de fim de semana; o que presenciamos no dia 28, sábado, ás 21 horas no Centro Paroquial de Almacave, perante um auditório repleto de gente, onde novos e menos novos se acomodavam para que, com espírito fraterno, “coubesse sempre mais um”, e quando já se viam crianças  e jovens ocupando todo e qualquer cantinho de chão (felizmente alcatifado, que a noite estava fria!), o que presenciamos foi um autêntico ATO DE EVANGELIZAÇÃO, mais de 2 horas de LOUVOR e ADORAÇÃO, ouvindo e cantando, rindo (muito) e dando graças ao nosso Deus, enquanto comungávamos da alegria de estarmos juntos, cristãos e amigos, unidos pela Fé e pela felicidade que um dia todos tivemos de nos cruzarmos com alguém muito especial – alguém que transmite o Amor de Deus com alegria, pureza, paciência, boa disposição , sabedoria, disponibilidade, companheirismo… bom, nunca mais acabaria…

O mentor desta autêntica “migração” para o CPA foi o nosso amigo Pe. Marcos, que, com os jovens das paróquias da Sé e de Almacave, e a colaboração de muitos amigos (que a quem o é não lhe faltam!) lançou oficialmente o seu 4.º CD “TU SENHOR”.

Com originais da sua autoria (e colaboração em algumas letras) o Pe. Marcos pretendeu oferecer aos cristãos um guia musical para celebração eucarística, com cânticos apropriados a todos os momentos, solenes mas alegres, fáceis de aprender e de cantar, com conteúdo adequado e mensagem clara e apelativa, atrativo para todas as faixas etárias, de modo a alargar as opções disponíveis na animação das nossas celebrações.

A abertura esteve a cargo do Pe. Zé Guedes, seu conterrâneo, que lembrou os tempos de infância do “ Marquitos” e a sua precoce queda musical, e deixou umas palavras de homenagem a seus Pais, senhor João e D. Maria do Céu.

D. António Couto, sempre presente no meio do seu rebanho, amigo e bem disposto, honrou-nos com algumas palavras inspiradoras e apelou á união, especialmente dos jovens, em torno da evangelização pela musica, pois “o ser humano é fundamentalmente um ser musical”, pelo que é um método congregador da juventude, tão tentada por “outras musicas” muito pouco aconselháveis.

Também contamos com a presença de D. Jacinto, Bispo Emérito, do Vigário Geral. Dr. Joaquim Rebelo, do Pró – Vigário, Dr. João Carlos, do Reitor do Seminário de Lamego, Dr. Joaquim Dionísio, e de inúmeros sacerdotes da nossa Diocese e não só.

A “grande festa” terminou com a filmagem do vídeo-clip da música “Caminho, Verdade e Vida”, com todo o público e artistas envolvidos – aguardamos o resultado e a possível descoberta de novos talentos…

Era já tarde quando a interminável fila de “fãs” que aguardava o autógrafo do autor se diluiu, e entre abraços, risos e despedidas voltamos para casa com o coração cheio, como só o sentimos quando o Amor de Deus nos preenche o coração em comunhão com os irmãos.

Obrigada Pe. Marcos! Por nós pode ser assim todas as semanas…

Dr.ª Isilda Montenegro, in Voz de Lamego, ano 85/53, n.º 4340, 1 de dezembro

À CONVERSA COM O PADRE MARCOS ALVIM

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No próximo dia 28 deste mês, no Centro Pastoral de Almacave, em Lamego, o Padre Marcos Alvim apresenta o seu novo disco com cânticos originais para animar a celebração da Eucaristia. Padre há 11 anos, natural de Fontelo, Armamar, integra a equipa sacerdotal da Sé e é o responsável do Coro da Catedral e do Departamento Diocesano de Música Sacra.

  1. Como apresentaria este novo CD, intitulado “Tu Senhor”, aos nossos leitores?

R.: O CD “Tu, Senhor” é um trabalho com uma finalidade pastoral e com uma sensibilidade mais litúrgica. Contém 10 cânticos e mais 10 bases instrumentais: Entrada; Senhor, tende piedade; Glória; Aleluia; Apresentação dos dons; Santo; Pai nosso; Cordeiro de Deus; Comunhão e Final. Este CD surgiu da necessidade de colocar ao serviço da Igreja mais um subsídio para os grupos corais, juvenis e litúrgicos, cânticos para a Celebração da Eucaristia.

O CD é acompanhado com um livro de partituras que apresenta as melodias de uma forma simples, com as cifras, e também harmonizadas, a 3 ou 4 vozes mistas, para os coros com mais preparação.

O trabalho enfatiza o tema do pão da vida. Jesus, “Caminho, Verdade e Vida” (Jo 14, 6), é o “pão vivo que desceu do Céu” (Jo 6, 51), Ele é a fonte de água viva. É o nosso alimento espiritual, que dá força e alento ao nosso peregrinar. Pretende, também, transmitir uma realidade vocacional. Tanto o primeiro cântico, “Caminho, Verdade e Vida”, como o último cântico, “Tu, Senhor”, que dá o nome ao CD, retratam isso mesmo, Ele continua a chamar, homens e mulheres do nosso tempo, para o serviço da Sua Igreja.

  1. Como foi chegar até aqui?

R.: O caminho não foi fácil! Mas, por não ser fácil, é que agora, depois de ver o trabalho concluído, sinto uma grande alegria em poder ter o meu quarto CD editado e ao serviço da Igreja. Não faço da música um passa-tempo, mas sim um serviço. Serviço que é exigente e muito útil no exercício do meu ministério.

Perante o trabalho que é normal na vida paroquial e conciliando os estudos do ensino da música, foi preciso tempo para pensar nas letras, isto é, refletir naquilo que elas me dizem, porque, fazer a composição de uma melodia para os textos sagrados, é uma responsabilidade muito grande, para já porque é sempre um texto sagrado, depois porque é preciso ter em conta muitos aspetos importantes como a métrica das palavras, as acentuações, o sentido e o enquadramento do texto. A melodia terá de se ajustar à palavra de uma forma simples, mas bonita. Foi preciso tempo para que a inspiração musical me envolvesse, tempo para escrever a melodia que surgisse no momento, tempo para fazer uma primeira gravação das músicas, tempo para ouvir essa gravação e fazer as correções que achava oportunas, tempo para gravar de novo e voltar a ouvir e tempo para escrever as partituras. Depois de tudo isto, arranjar os apoios para toda a edição e reprodução do CD. Juntar os dois grupos de jovens das paróquias da cidade de Lamego, Almacave e Sé, fazer a gravação em estúdio e do videoclip! As gravações foram feitas, quase todas, à noite, umas durante a semana e outras ao fim de semana. Não foi fácil, porque os horários nem sempre eram compatíveis uns com os outros, mas foi muito gratificante ver a alegria, a vivacidade e a disponibilidade destes jovens.

  1. Enquanto responsável pelo Departamento de Música Sacra, que desafios se colocam, neste âmbito, aos grupos corais das nossas paróquias, aos fiéis leigos e aos sacerdotes?

R.: Que cada Coro sinta e viva realmente o que canta. A finalidade do Coro é o serviço da liturgia e, por isso, os que fazem parte de um Grupo Coral desempenham um ministério litúrgico. O gosto pela música ou o interesse em fazer parte de um Grupo Coral não é motivo suficiente para se pertencer a um Coro. Torna-se evidente que, quem dele faz parte, deve ser cristão de fé vivida, praticada e testemunhada. Que o Grupo Coral tenha sempre a preocupação de primar pela qualidade, tanto no que se refere aos textos como às melodias. Para Deus não podemos dizer “cantamos qualquer coisa”, nem se canta de improviso, é preciso ter a preocupação de preparar bem as celebrações. A propósito disto, o Pe. Manuel Luís dizia que “se não podemos, com palavras banais, exprimir coisas belas, como poderemos, com música banal, exprimir realidades transcendentes?”

Que os fiéis leigos, tal como os coristas, se deixem envolver pelo canto, pela música, que os ajuda a estar mais intimamente unidos a Deus na oração. Procurem, também, envolver as crianças e os jovens.

Que os sacerdotes tenham sempre a preocupação de apoiar, estimular e formar os seus coristas.

  1. Para terminar, como vai ser o próximo disco?

R.: Tenho já dois trabalhos pensados, bastante diferentes um do outro! Será mais um desafio que tenho pela frente! Estou cá para isso!

in Voz de Lamego, ano 85/52, n.º 4339, 24 de novembro