Arquivo

Posts Tagged ‘Pe. Manuel Gonçalves’

Editorial Voz de Lamego: Igreja, da identidade à missão

Quem és? Quem é a tua família? Donde vens? Quem te chamou? O que fazes? Que desejas? Para onde vais?

São questões que vamos fazendo às pessoas com quem nos encontramos. A serem respondidas, ficamos a saber mais acerca delas. Mas não apenas a conhecer, ficamos (mais) ligados e mais comprometidos, pois a pessoa do outro já não é estranha, não é apenas conhecida, mas situamo-la com as suas raízes, os seus sonhos e projetos, os seus medos, a razão por ser assim e a forma como ocupa o tempo!

Como cristãos, inseridos na Igreja e, concretamente, numa comunidade eclesial, também nos colocamos estas perguntas, procurando respostas e novas perguntas que devem alimentar a nossa fé, saciar a nossa sede, procurando ficar (sempre) sequiosos para continuarmos a buscar! Procurar como quem encontra. Encontrar como quem procura, sem parar. É essa a nossa condição de peregrinos.

Aproximamo-nos da apresentação (6 de outubro) do novo Plano Pastoral para a Diocese. Claro que um plano, como facilmente se entende, não resolve todas as dificuldades, não apresenta soluções mágicas ou iniciativas que, de uma assentada, tornem os cristãos mais cristãos e as comunidades mais vivas, dinâmicas, em que todos se sintam em casa e motivados para a outros levar a alegria do Evangelho. Serão, isso sim, linhas orientadoras e motivadoras para que, novamente, uma e outra vez, a conversão a Jesus Cristo, a escuta atenta ao Evangelho, a inserção nas realidades concretas, o compromisso com todos, particularmente com os que se encontram em situação mais frágil, se efetivem e se aprofundem na vida pessoal, familiar e comunitária. O primeiro passo é o da conversão, que pressupõe proximidade com Jesus e passa pela oração que cria a intimidade com Ele. Não há comunidades felizes, se não houver cristãos genuínos, isto é, aqueles cristãos que experimentaram e continua a viver o encontro pessoal com Jesus Cristo.

Para os próximos três anos teremos como referência a Igreja, não para colocar de parte o compromisso missionário e caritativo, mas, precisamente, para que a consciência do que somos como cristãos, na pertença a um povo, a uma comunidade, nos faça perceber ainda melhor que não podemos ser discípulos, ser cristãos, se não nos tornarmos missionários, apóstolos de outros. A alegria que comunicamos acentua a alegria que há em nós por sermos cristãos. Essa reflexão, e todas as iniciativas que à sua volta se proponham, ajudar-nos-á a perceber Quem nos chama e Quem nos envia, qual a mensagem e Quem anunciamos! Qual é a família que nos acolhe e qual a família que desejamos para que outros se sintam atraídos, e uma vez incluídos, se sintam ansiosos por espalhar, ao largo e ao longe, a alegria de serem de Cristo.

Pe. Manuel Gonçalves, in Voz de Lamego, ano 88/40, n.º 4477, 18 de setembro de 2018

Categorias:Editorial, Igreja Etiquetas:,

Editorial Voz de Lamego: os cristãos e as redes sociais

Ide e anunciai o Evangelho a toda criatura. As últimas palavras de Jesus têm de ser, inevitavelmente, comprometedoras. Para mim e para ti. Para cada um de nós que se assume cristão, seguidor, imitador de Jesus Cristo. Em toda a parte, em todas as circunstâncias, somos cristãos, trazemos a marca de Cristo que nos habita pelo Seu Espírito de Amor e de Verdade.

A Diocese, sob o impulso do nosso Bispo e a insistência do Papa Francisco, tem procurado tomar consciência deste dever em transparecer Jesus. Nas diferentes esferas da vida pessoal, familiar e profissional, na política, na cultura e no desporto, com o grupo de amigos ou em tempo de férias, o cristão terá que confrontar a sua vida, a sua postura, as suas palavras, os seus gestos, com a postura e a vida de Jesus.

Não deixo de ser cristão quanto enveredo pela vida político-partidária. Não deixo de ser cristão quando inicio um trabalho ou abro uma empresa. Não deixo de ser cristão por me tornar músico ou artista de televisão. Não deixo de ser cristão por ser patrão ou por ser empregado.

Pela mesma razão, não deixo de ser quem sou porque tenho presenças nas redes sociais, nos meios de comunicação social. Quando “assistimos” a um casamento ou batizado, vemos muitos que entram mudos e saem calados. Corrijo, entram a falar e saem a falar, mas durante a celebração estão a assistir como a um jogo de futebol. Alguns não estão familiarizados com as celebrações, outros, e essa é a admiração maior, optam por não responder por vergonha, acanhamento, por “respeitos” humanos.

O mesmo acontece nas redes sociais. Muitos perdem a noção de que são cristãos-católicos. O mundo digital há de ser oportunidade para aproximar pessoas e comunidades e não espaço para a fofoca, para a crítica destrutiva, para as calúnias, as suspeições. Os meios de comunicação social trazem-nos notícias de toda a espécie. As redes sociais multiplicam as notícias, através das partilhas, dos gostos, dos comentários. Como cristãos (e como cidadãos) deveríamos primeiramente verificar a fonte e a veracidade do que partilhamos.

Temos assistido às chamadas “fake news” (notícias falsas) acerca do Papa e da Igreja. E muitos de nós fazem o papel de sacristãos (sem ofensa para os verdadeiros) e rapidamente multiplicamos as insinuações, os boatos, as injúrias! O mal deve ser denunciado. Mas os profetas não se ficam pelo lodo e propõem a cura pelo bem, pela verdade e pela justiça, projetando caminhos de esperança nas pessoas e no mundo a que Deus nos envia. Há tantas coisas positivas para divulgar, anunciar e partilhar! Na paróquia, na diocese, na Igreja, na aldeia e na cidade! Para quê contribuirmos para semear o caos?!

Pe. Manuel Gonçalves, in Voz de Lamego, ano 88/39, n.º 4476, 11 de setembro de 2018

Editorial Voz de Lamego: O Ministério da Bondade

Hoje destacaria dois acontecimentos, a partir de duas figuras que encarnam e visualizam a ternura e a bondade: o Papa Francisco e a sua Viagem ao Encontro Mundial das Famílias, na Irlanda, e D. António Francisco dos Santos e a estátua erigida em Tendais, Cinfães, no dia do seu aniversário natalício, 29 de agosto (faria 70 anos de idade), em homenagem póstuma, cerca de um ano depois do seu falecimento, a 11 de setembro de 2017.

Ao longo do seu pontificado o Papa Francisco tem posto em evidência o Evangelho da Alegria, a alegria do amor e da família, a ternura de Deus transposta para a ternura nas relações humanas. Há uma revolução a fazer, a revolução do amor. Para lá chegar, voltou a sublinhar Francisco, é necessária a revolução da ternura. Trata-se de assumir a postura de Jesus, aproximando-se das pessoas, especialmente das mais vulneráveis e cuidar das suas feridas com amor. Os apelos são constantes, à reconciliação e à paz, à inclusão e ao respeito pela vida e dignidade humanas, apostando na cultura do encontro. Pode haver desencontro de ideais e de projetos de vida, mas haverá sempre pontos de contacto, de diálogo, de encontro, de enriquecimento mútuo.

Os gestos do Papa trazem o calor dos países latinos, no abraço, na carícia, no olhar, no diálogo que mantém com os fiéis que encontra, fazendo perguntas, rezando um pai-nosso, uma ave-maria, pedindo a bênção dos peregrinos…

Na viagem apostólica à Irlanda, os meios de comunicação social ressalvaram, mais uma vez, o escândalo dos abusos sexuais de menores por parte de membros da Igreja. Sem esconder nem secundarizar este fracasso, viu-se também o aproveitamento de alguns para denegrir a figura do Papa e de tudo o que ele representa. Alguns lóbis movimentaram-se para boicotar a participação da população que deveria acolher o Papa. As perguntas feitas ao Papa voltam sempre ao mesmo: aborto, eutanásia, homossexualidade… tentando encontrar algum falha, lapso, alguma nuance na linguagem… Tal como em relação a Jesus, ao Santo Cura d’Ars, ao Santo Padre Pio, a Bento XVI, também Francisco tem sido atacado por pessoas de fora mas sobretudo e escandalosamente por pessoas ligadas à Igreja. Seria interessante perceber as motivações dessas pessoas!

Destaque da Voz de Lamego desta semana, a homenagem a D. António Francisco dos Santos, Bispo do Porto, anteriormente Bispo de Aveiro, e no início do seu pontificado Auxiliar de Braga. Na paróquia de onde é originário D. António, Tendais, na Zona Pastoral de Cinfães, Diocese de Lamego, aí se juntaram centenas de pessoas para lhe prestarem uma merecida homenagem póstuma. Deixou, nas terras onde serviu a Igreja, um rasto de bondade, de simpatia, de proximidade, de calor humano. Mas Cristo que era Cristo não agradou a todos, e também D. António Francisco enfrentou adversidades, algumas delas públicas, e também aqui (sobretudo) por parte de pessoas com responsabilidades dentro da Igreja.

A inveja é um pecado que destrói! A luz sempre ofusca e baralha aqueles que preferem caminhar nas trevas. Mas só a luz nos leva a Jesus.

Pe. Manuel Gonçalves, in Voz de Lamego, ano 88/38, n.º 4475, 4 de setembro de 2018

Santo Agostinho, Padroeiro secundário da Diocese | Editorial

Vivemos em ambiente de festa na cidade, mas também na diocese.

O verão traz de volta à região familiares e amigos, espalhados pelo país e pelo mundo. As festas populares potenciam o reencontro, a atualização da história, das raízes e daquilo que vai acontecendo por cá e por lá. As invocações de Nossa Senhora referenciam muitas das festas. Marca inelutável, na cidade e na região, a Romaria de Portugal em honra de Nossa Senhora dos Remédios, com o seu ponto alto na solenidade do próximo dia 8 de setembro.

Hoje, 28 de agosto, a Igreja celebra (também) a memória litúrgica de Santo Agostinho, Padroeiro Secundário da nossa Diocese. Os padroeiros são escolhidos pelo testemunho de vida, devoção de uma pessoa ou de uma comunidade, com o propósito de intercessão junto de Deus e exemplo a seguir. Só assim se justifica serem padroeiros, patronos, pais!

São Sebastião é o Padroeiro (principal) da Diocese de Lamego, que escolheu um segundo Padroeiro, Santo Agostinho, pela relevância da sua reflexão teológica, pelos seus ensinamentos que nos ajudam a acolher melhor o Evangelho, para sermos mais fiéis a Jesus Cristo.

Agostinho de Hipona, nasceu em Tagaste, a 13 de novembro de 354. Foi bispo, escritor, teólogo, filósofo, é (re)conhecido como o Doutor da Graça. É uma das figuras mais importantes da história da Igreja.

Aos 11 anos de idade foi enviado para uma escola, em Madaura, familiarizando-se com a literatura latina, e com as práticas e crenças pagãs. E aos 17 anos, o pai, enviou-o para Cartago, para aí continuar a sua educação na retórica.

Em jovem, juntou-se a uma mulher, de quem teve um filho, Adeodato, vivendo segundo as práticas pagãs. Entretanto, foi para Milão, onde viria a mudar de vida. Santo Ambrósio, Bispo de Milão, de quem Santa Mónica tomava conselhos, teve uma influência decisiva na sua conversão. Nesse tempo, Agostinho mandou a amada de volta para a África e deveria esperar dois anos para contrair casamento legal, mas não esperou, ligando-se a uma segunda concubina.

Durante o Verão de 386, leu um relato da vida de Santo Antão e de Santo Atanásio de Alexandria, deixando-se inspirar por eles. Um dia, enquanto passeava nos seus jardins, ouviu uma voz: “Tolle, lege”; “tolle, lege“, ou seja, “toma e lê”. Abriu a Bíblia ao acaso e leu a passagem de Romanos 13,13-14: nada de comezainas e bebedeiras, nada de devassidão e libertinagens, nada de discórdias e invejas. Pelo contrário, revesti-vos do Senhor Jesus Cristo.

Na Vigília Pascal de 387, fez-se batizar, por Santo Ambrósio, juntamente com o filho. Regressou a África. No caminho a mãe morreu e pouco tempo depois o filho. Vendeu o património e distribuiu pelos pobres. Foi ordenado sacerdote em 391 e em 396 eleito bispo coadjutor de Hipona, donde se tornou Bispo pouco tempo depois.

Morreu em 430, pelo dia 28 de agosto.

Pe. Manuel Gonçalves, in Voz de Lamego, ano 88/37, n.º 4474, 28 de agosto de 2018

Começar em jeito de agradecimento | Editorial Voz de Lamego

A missão evangelizadora da Igreja diz respeito a todos, por maioria de razão aos ministros ordenados, comprometidos precisamente com o anúncio do Evangelho, a começar pelo Bispo, estendendo-se ao presbitério e aos diáconos, conjugando a pregação com a caridade e com a santificação do povo de Deus, ao qual todos pertencemos como batizados. É uma missão de todos e a todos se destina. Ide e anunciai o Evangelho a toda a criatura.

Neste âmbito fui chamado a assumir a direção da Voz de Lamego, sucedendo ao reverendo Cónego Joaquim Dionísio que, durante 5 anos, nos fez chegar notícias da diocese e da região, da Igreja e do mundo, bem como reflexões pertinentes sobre a vida, a igreja, a fé, a cultura, a comunicação, a educação, contando com colaboradores diretos, como o reverendo Pe. Hermínio, designer e responsável pela imagem do Jornal, pela sua paginação, pela estética que desafia a folhear e a ler a nossa Voz Lamego, como a D. Aniceta, funcionária do Jornal, fundamental para na recolha e preparação final de textos, na gestão de assinantes, no atendimento a quem nos visita, na captação de publicidade.

O jornal diocesano chegou até hoje graças ao empenho e engenho de muitas pessoas. Como diocesano e como sacerdote, sublinho o trabalho realizado e que agora me responsabiliza e compromete. Continuo a contar com todos, com o meu antecessor imediato, Cónego Dionísio, com o Pe. Hermínio, com a D. Aniceta e com todos os nossos colaboradores que assinam crónicas, que redigem e nos enviam notícias, que nos fazem chegar fotografias para ilustrar os textos e com aqueles, pessoas e entidades, que equilibram a contabilidade do nosso jornal, ao contrataram espaços para publicitar e/ou divulgar os seus produtos e trabalhos.

Ao Monsenhor Armando Ribeiro – que já esteve nesta missão como Diretor e que sabe os contornos com que se gere um jornal – agradecemos a generosidade e boa vontade com a qual continuamos a beneficiar, nas sugestões pertinentes, na correção de provas, na promoção da língua portuguesa e na relevância da Voz de Lamego.

Que o Deus de toda a paz nos conceda a audácia, a sabedoria e alegria de continuarmos a servir a Palavra de Deus através da Voz de Lamego, divulgando a região, sempre com um olhar de bênção, de gratidão e louvor ao Senhor da Vida. Que os nossos colaboradores se sintam compensados por cada palavra que ajuda a aproximar, a refletir, a viver, a estreitar laços, a construir pontes! Que os nossos assinantes e os nossos leitores se sintam parte essencial deste projeto diocesano. Muito obrigado. Que Deus vos abençoe a todos e a todos Vos conceda saúde, paz e alegria.

Pe. Manuel Gonçalves, in Voz de Lamego, ano 88/36, n.º 4473, 21 de agosto de 2018

Tabuaço: Formação coral-litúrgica com o Padre Marcos Alvim

No passado dia 4 de novembro, na paróquia de Tabuaço realizou-se um encontro de formação coral-litúrgica com o Pe. Marcos Alvim, responsável pelo Departamento Diocesano de Música Sacra. O encontro destinava-se sobretudo aos membros do grupo coral, mas aberto a toda a comunidade. O Pe. Marcos explicou a importância destes encontros de formação, o lugar do grupo coral na assembleia, a preocupação de celebrar a fé e de ajudar a celebrar e a testemunhar a fé. O grupo coral nasce da assembleia e é parte da assembleia. Na celebração o coro deve ajudar a assembleia, de que faz parte, a cantar melhor, a sentir-se mais segura, com alegria, com preparação adequada, sem atropelos, transparecendo a melodia e a letra, que pertence à Sagrada Escritura ou nela é inspirada.

O Pe. Marcos lembrou alguns vícios ou tentações do grupo coral: de se sentir à parte, fora da assembleia, dos seus membros quererem fazer sobressair a voz acima dos companheiros, de pertencerem ao coro para uma exibição pessoal ou quererem que a participação coral seja sobretudo um concerto e não a vivência e celebração da fé. Os membros do coro, antes de mais, são cristãos que vivem a fé. A inserção no grupo coral há de ser natural ao crescimento da fé.

Entre outros aspetos sublinhou também a necessidade de preparar bem os cânticos, respeitar os ritmos e o sentido dos cânticos, cantar harmoniosamente, nem muito lento nem muito apressado, não martelar as palavras, mas que o texto saia límpido, que os cânticos sejam escolhidos de acordo com o tema da liturgia da palavra e com os tempos litúrgicos. A postura corporal de quem canta, a respiração, a projeção da voz foram outros aspetos sublinhados. O uso dos instrumentos como apoio à voz e não para se sobreporem e a abafarem; tal como o coro é apoio à assembleia, pelo que os cânticos hão de facilitar a participação da assembleia, também os instrumentos são apoio à voz, à melodia, ao texto.

Salmos, cânticos e hinos de louvor, com a harpa e com a lira… Num dos momentos, o Pe. Marcos fez-nos percorrer a Sagrada Escritura (Antigo e Novo Testamento), mostrando como a Bíblia estava ritmada pela música, mormente nos Salmos. A propósito, o salmo 150, referiu, é uma verdadeira orquestra… Quando um solista canta deve lembrar-se que a Palavra não é sua, pelo que a deve pronunciar bem, para que os outros A compreendam e A possam acolher.

Uma das notas bem sublinhadas foi que o grupo coral é um ministério, um serviço em Igreja, está ao serviço da celebração da fé. Os membros do grupo coral têm como missão, antes de mais louvar a Deus em e com a comunidade reunida em assembleia.

No final do encontro a certeza da necessidade de outros encontros de formação, agradecendo ao Pe. Marcos a disponibilidade, a presença e os desafios que nos deixou.

Pe. Manuel Gonçalves, in Voz de Lamego, ano 87/49, n.º 4435, 7 de novembro de 2017

Jornadas de Formação do Clero – 2.º Dia

dscn0117

O segundo dia da formação do Clero coube ao Pe. Diamantino Alvaíde, recém-doutorado em Teologia Pastoral. Partindo da realidade sociológica da diocese, apresentou-nos desafios pastorais que se impõem neste tempo, neste espaço, contando com as pessoas desta porção do povo de Deus, naquilo que definiu como Pastoral integrada. Continuar-se-á a falar em setores de pastoral, mas na prática há que integrar as pessoas de todas as idades, com as suas circunstâncias, em todos os momentos da vida da comunidade paroquial.

A maioria das paróquias da nossa diocese tem cada vez mais pessoas na terceira e na quarta idade e cada vez menos crianças e jovens. Os jovens seguem para a Universidade e regressam aos fins-de-semana e nas festas ou emigram em busca de melhores condições de vida. Ficam as pessoas mais velhas, com menos escolaridade e menos mobilidade, acentuando-se a pobreza, a ruralidade, o isolamento, com um deficitário acesso aos meios de comunicação social e mais suscetíveis à manipulação moral e social. Em contraponto, rastos de esperança: fraternidade evangélica, consciência que todos dependem de todos, caridade material e espiritual, respeito mútuo, laços mais sólidos e relações mais duradouras. Os idosos são um presente que faz a ponte entre o passado e o futuro. Ler mais…