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Posts Tagged ‘Pe. José Miguel’

Paróquia de Penedono com novo Pároco: Pe. José Miguel

 

A tarde estava acinzentada pela densa nuvem de fumo que pairava no horizonte, resultante dos trágicos incêndios que continuam a devastar florestas e vidas humanas. Mas isso não impediu que em Penedono brilhasse uma nova luz. A chegada de um novo pastor reflete sempre a luminosidade de Deus espalhada pela terra.

O povo reuniu-se, com muito entusiasmo e expectativa, á entrada da vila para receber o seu novo pároco. Aí foi acolhido pela população mais adulta, pelas crianças que lhe derram as boas vindas com ramos de flores, e por um significativo número de sacerdotes que se quiseram associar ao Pe José Miguel, nesta nova fase da sua vida sacerdotal.

Após a paramentação dos padres, rumou-se em procissão até à igreja, ao som de cânticos jubilosos. Chegados à igreja inciou-se imediatamente a Eucaristia. Ler mais…

54.º Dia Mundial de Oração pelas Vocações

 

Entre 30 de abril e 07 de maio decorre mais uma Semana de Oração pelas Vocações, com o tema “Queres dar-te a Deus?”.

Na sua mensagem para o Dia Mundial de Oração pelas Vocações, a assinalar no próximo domingo, a 7 de maio, dia do Bom Pastor, o Papa Francisco destaca a importância da Igreja Católica “voltar a encontrar o ardor do anúncio e propor” o seguimento de Cristo, sobretudo aos jovens.

O Papa observa que o povo de Deus “precisa de ser guiado” por pastores que “gastam a sua vida ao serviço do Evangelho” e pede às comunidades paroquiais, associações e grupos de oração que peçam “ao Senhor que mande operários para a sua messe e nos dê sacerdotes enamorados do Evangelho”. Porque todos os cristãos” são chamados a estar envolvidos na dinamização das vocações no mundo, algo que “vale de forma particular” para as pessoas chamadas a uma “especial consagração e também para os sacerdotes”.

Semana de Oração pelas Vocações

Vamos iniciar mais uma Semana de Oração pelas Vocações, que decorrerá até ao próximo dia 7 de maio, Domingo do Bom Pastor e este ano, inserida no Centenário das Aparições de Fátima, tem como tema: Queres dar-te a Deus?”.

Na sua Mensagem para esta 54º Dia Mundial de Oração pelas Vocações, o Santo Padre remeteu a sua reflexão para a dimensão missionária da vocação cristã. Lembra o Papa Francisco que “…todos os cristãos são constituídos missionários do Evangelho”. Por isso, e continua o Papa, “Cada discípulo missionário sente, no seu coração, esta voz divina que o convida a «andar de lugar em lugar» no meio do povo, como Jesus, «fazendo o bem e curando» a todos”.

«Sair de si mesmo» para pôr-se à escuta da voz do Senhor, é portanto, essencial. Todos somos chamados a “… sair dos recintos sagrados do templo…” e a levar a ternura de Deus a todos os homens.

Desta forma, todos podemos e devemos colaborar com a missão da Igreja: porque todos fomos ungidos pelo Espírito Santo tal como Jesus na Sinagoga de Nazaré; porque Jesus vem colocar-se ao nosso lado de modo que nenhum cristão carrega sozinho o encargo da missão; porque é Jesus quem faz germinar a semente que é lançada. Deus supera sempre o nosso trabalho. É Ele quem faz germinar os frutos do nosso trabalho.

Assim, para vivermos esta Semana de Oração pelas Vocações, podemos rezar a oração sugerida:

Maria Santíssima,

Mãe do nosso Salvador,

Tu que tiveste a coragem

de abraçar o sonho de Deus,

pondo a Tua juventude

e o Teu entusiasmo nas mãos d’Ele;

intercede por nós ao Pai,

por Teu Filho Jesus Cristo,

para que sejamos

impelidos pelo Espírito Santo para a missão,

com a mesma abertura do Teu coração,

e a prontidão em dizer o nosso «eis-me aqui»,

ao chamamento e à alegria

de nos pormos a caminho como Tu,

para O anunciar ao mundo inteiro.

Ámen.

Podemos ainda tomar parte na Vigília de Oração pelas Vocações que este ano decorrerá na Igreja Paroquial de Santa Marinha, Paróquia de Nespereira, Zona Pastoral de Cinfães, pelas 21h do dia 6 de maio.

Pe. José Miguel

Departamento Diocesano da Pastoral Vocaional

 

Da MENSAGEM do PAPA FRANCISCO

“Agora, no 54º Dia Mundial de Oração pelas Vocações, gostaria de me deter na dimensão missionária da vocação cristã. Quem se deixou atrair pela voz de Deus e começou a seguir Jesus, rapidamente descobre dentro de si mesmo o desejo irreprimível de levar a Boa Nova aos irmãos, através da evangelização e do serviço na caridade. Todos os cristãos são constituídos missionários do Evangelho. Com efeito, o discípulo não recebe o dom do amor de Deus para sua consolação privada; não é chamado a ocupar-se de si mesmo nem a cuidar dos interesses duma empresa; simplesmente é tocado e transformado pela alegria de se sen􀆟r amado por Deus e não pode guardar esta experiência apenas para si mesmo. (…)

Perante as interrogações que surgem do coração humano e os desafios que se levantam da realidade, podemos sentir-nos perdidos e notar um défice de energia e esperança. Há o risco de que a missão cristã apareça como uma mera utopia irrealizável ou, em todo o caso, uma realidade que supera as nossas forças. Mas, se contemplarmos Jesus Ressuscitado, que caminha ao lado dos discípulos de Emaús (cf. Lc 24, 13-15), é possível reavivar a nossa confiança; nesta cena evangélica, temos uma autêntica e real «liturgia da estrada», que precede a da Palavra e da fração do Pão e nos faz saber que, em cada passo nosso, Jesus está junto de nós. Os dois discípulos, feridos pelo escândalo da cruz, estão de regresso a casa percorrendo o caminho da derrota: levam no coração uma esperança despedaçada e um sonho que não se realizou. Neles, a tristeza tomou o lugar da alegria do Evangelho. Que faz Jesus? Não os julga, percorre a própria estrada deles e, em vez de erguer um muro, abre uma nova brecha. Pouco a pouco transforma o seu desânimo, inflama o seu coração e abre os seus olhos, anunciando a Palavra e partindo o Pão. Da mesma forma, o cristão não carrega sozinho o encargo da missão, mas experimenta – mesmo nas fadigas e incompreensões – que «Jesus caminha com ele, fala com ele, respira com ele, trabalha com ele. Sente Jesus vivo com ele, no meio da tarefa missionária».

in Voz de Lamego, ano 87/25, n.º 4410, 2 de maio de 2017

Seminário de Nossa Senhora de Lourdes em Festa

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No passado sábado o Seminário Menor de Resende celebrou em Festa a Solenidade da sua Padroeira, Nossa Senhora de Lourdes. Desde que há memória, este dia é sempre vivido pela comunidade do Seminário com grande alegria, porque celebramos a Mãe de Deus que se dignou apareceu em 1958 a Bernardete de Soubirous na gruta de Massabielle perto de Lourdes em França e  por intermédio desta humilde menina, chamou os pecadores à conversão, despertando na Igreja um intenso movimento de oração e de caridade, sobretudo em benefício dos pobres e dos doentes.

Este é também um dia para acolher e chamar ao Seminário os familiares e os párocos dos nossos Seminaristas. Este ano não foi exceção. Pela manhã começaram a chegar os pais, familiares e alguns párocos.

O primeiro momento foi de receção e de boas vindas. No salão do Seminário, as Irmãs da Comunidade Servas de Maria do Coração de Jesus presentearam-nos com alguns cânticos de mensagem sempre acompanhados de gestos que nos trouxeram alegria e boa disposição. Ler mais…

Pré Seminário – 21 e 22 de janeiro – Seminário Menor de Resende

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O Departamento Diocesano da Pastoral Vocacional, vem lembrar a todos os párocos que no próximo fim de semana 21 e 22 de Janeiro, decorrerá no Seminário de Nossa Senhora de Lourdes em Resende, um segundo encontro de pré-seminário para todos os adolescentes e jovens que, os párocos entendam, que podem participar nestes encontros.
Para tal devem fazer as inscrições durante a semana ou para o Seminário de Resende ou para os seus formadores.
Os interessados devem estar presentes até às 10h do dia 21 e partiram depois do almoço do dia 22. Devem levar roupa apropriada desporto e se tiverem que estudar, também podem levar os respectivos manuais para que o tempo de seminário seja também um tempo de estudo.

Pe. José Miguel, in Voz de Lamego, ano 87/10, n.º 4395, 17 de janeiro de 2017

Seminário Menor: abertura solene do ano letivo 2016-2017

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Na passada terça-feira, dia 27 de setembro, o Sr. D. António Couto presidiu no Seminário Menor de Nossa Senhora de Lourdes, em Resende, à Missa solene de abertura do ano letivo. Juntamente com o Sr. Bispo, concelebrou o Sr. Vigário-Geral, o Sr. Reitor do Seminário Maior e alguns sacerdotes da nossa Diocese, entre os quais alguns párocos dos nossos seminaristas.

Na Eucaristia o Senhor Bispo deixou uma mensagem de ânimo e alegria a todos os presentes direcionada principalmente para seminaristas, pedindo que “para além do caminho que cada um escolher, nunca deixem de seguir Jesus”. Partindo da liturgia daquele dia, o Sr. Bispo também nos deixou como exemplo Jesus Cristo que sabendo qual era a Sua missão não se desviou do caminho, mas “tendo o rosto duro como pedra” seguiu até à cruz. Neste sentido, convidou-nos a olhar para Jesus a segui-Lo de modo que cada um de nós descubra a sua missão e leve com entusiasmo e alegria também a sua cruz.

O Senhor Bispo concluiu referindo o lema do ano pastoral da nossa Diocese, “Ide e Anunciai o Evangelho a Toda a Criatura” e que os seminaristas devem ser testemunhas vivas desse evangelho para toda a gente.

No final da Eucaristia seguiu-se um jantar no refeitório do Seminário. Além do mesmo ideal, reinou o convívio e a alegria entre todos os presentes.

Agradecemos a presença do Sr. Bispo, do Sr. Vigário-Geral, do Sr. Reitor e a de todos os sacerdotes. Também agradecemos a presença dos dois seminaristas externos, que este ano nas suas casas e nas suas famílias, vivem connosco a aventura do seminário e ainda do pré-seminarista que nos visitou. Que a alegria, o testemunho e a oração de todos nos ajudem a viver este ano letivo. Aguardamos a uma próxima visita de todos.

André Nascimento, 12º ano, in Voz de Lamego, ano 86/45, n.º 4381, 4 de outubro de 2016

Tarouca: Vigília Diocesana de Oração pelas Vocações

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Vivemos a 53.ª Semana de Oração pelas Vocações que terminou no passado Domingo, Dia do Bom Pastor. Certamente que ao longo da semana, muitos foram os cristãos que se uniram em torno desta intenção e fizeram chegar até Deus, o dono da Messe, a oração e o louvor por todas as vocações.

Foi precisamente com este espírito de louvor e de oração que nos juntamos no Sábado pelas 21h na Igreja Paroquial de S. Pedro de Tarouca, na companhia do Sr. Bispo, D. António de vários sacerdotes, seminaristas, religiosas e muitos jovens e leigos que a nós se uniram para celebrarmos com fé e gratidão a Vigília de Oração pelas Vocações.

As palavras do Papa Francisco na sua mensagem para esta semana, serviram-nos de caminho para que todos déssemos conta que a Igreja é Mãe de Vocações. Com esta Vigília e “no decurso deste Jubileu Extraordinário da Misericórdia, quisemos experimentar a alegria de pertencer à Igreja, redescobrindo nela a vocação cristã e as formas particulares de a viver que nascem no Povo de Deus e são dons da misericórdia divina”, diz o Papa.

Assim durante cerca de uma hora e meia, permanecemos em oração diante de Jesus no Santíssimo Sacramento da Eucaristia, exposto no altar.

Desde os cânticos, às diversas leituras, às palavras do Sr, Bispo, tudo nos encaminhou para este sentimento do Papa Francisco de percebermos que a “…Igreja é Casa de Misericórdia e também «terra» onde a vocação germina, cresce e dá fruto…”.

Assim, uma das dinâmicas desta Vigília foi a plantação num vaso com terra, previamente preparado, três bolbos de plantas para nos recordar que a vocação é uma semente que é lançada e que precisa de criar raízes e ser amparada para dar fruto ou flor. Neste sentido, o Papa Francisco salientava que  “… a comunidade torna-se a casa e a família onde nasce a vocação”.

Para que tal aconteça é necessário que os candidatos às diversas vocações conheçam melhor a comunidade eclesial sendo oportuno que façam alguma experiência apostólica junto da comunidade a quem pertencem, ao lado de um bom catequista; numa comunidade religiosa, nas mais diversas Congregações; que descubram o valor da contemplação, partilhando a clausura; que conheçam a missão ad gentes por exemplo junto dos missionários; a vida diocesana junto dos sacerdotes e párocos, ou na experiência de um Seminário e ainda no aprofundamento da experiência da pastoral na paróquia ou diocese a quem pertencem.

Estes são os caminhos propostos, o campo, a terra, onde se pode lançar a semente da vocação. Amparada por todos e regada com a água vida da oração, ela dá fruto.

Os dois testemunhos que foram dados na Vigília, bastante eloquentes, tinham este pano de fundo. É preciso seguir sem medo a voz Daquele que chama.

A Vigília de Oração terminou com a Bênção do Santíssimo Sacramento e a Oração do Papa Francisco para esta Semana, acompanhada do convite do Sr. Bispo de irmos e tal como Maria, tal como Paulo e Barnabé, seguirmos o Caminho e o Caminho é Jesus Cristo. Só Ele é o Caminho a que nos propusemos seguir. O cântico final enviava-nos com alegria de falar Dele, a dar a Boa Nova e a dizer a todos que Jesus é Amor.

Um agradecimento final a todos os que ajudaram a preparar este momento de oração e a todos os que participaram.

Pe. José Miguel, Departamento Diocesano das Vocações

in Voz de Lamego, ano 86/22, n.º 4359, 19 de abril de 2016

Paróquia de Alvarenga despede-se do seu pároco

Alvarenga 13 de Set 2015

No passado Domingo, 13 de Setembro, Alvarenga viveu um dia diferente por ocasião da homenagem de despedida ao seu pároco, nos últimos dez anos, Pe. José Miguel Loureiro de Almeida.

Na Igreja, cheia de paroquianos, o carinho humano misturou-se com a Ação de Graças a Deus, numa Eucaristia bem participada. Todos concorreram, com entusiasmo, nos cânticos escolhidos para a circunstância única que se estava a viver.

Por feliz coincidência, a liturgia dominical calou ainda mais fundo na alma dos fiéis, ao aproximar do Evangelho a Cruz que Cristo pregou como razão de ser da sua vida e centro da sua doutrina.

De facto, esta paróquia ufana-se da titularidade da Santa Cruz, gostando de ser nomeada, em qualquer parte, como freguesia de Santa Cruz de Alvarenga. E o povo colocou sempre este título religioso nas suas associações mais representativas. Assim, Alvarenga teve este ano mais uma razão para começar a celebrar a Santa Cruz na véspera do calendário litúrgico.

A homenagem foi centralizada na Missa de Domingo, que o Sr. Pe. José Miguel, enquanto pároco, transformou na jóia da coroa da sua atividade pastoral. Houve para ele lembranças – representando a mais significativa o motivo da Santa Cruz – e houve palavras de reconhecimento da Catequese e também palavras de estimada consideração do Povo pelo trabalho que realizou, pela maneira como o fez e pela herança que deixa na arte e no património religioso de Alvarenga.

E o homenageado – em voz controladamente firme, a aguentar uma luta interna entre o auto-domínio e as emoções do momento – nas palavras, que dirigiu pela última vez ao povo, referenciou três pessoas bem quistas na terra e de boa memória para todos, ligando-os com simpatia à sua vinda para a paróquia há dez anos:

  • O atual Sr. Bispo do Porto, D. António Francisco dos Santos, nosso vizinho da freguesia limítrofe de Tendais, em Cinfães;
  • Monsenhor Simão Morais Botelho, nosso conterrâneo, falecido nesta terra o ano passado;
  • E o seu irmão Dr. Rui Morais Botelho, também nosso conterrâneo e falecido nesta terra igualmente no ano passado: ambos os irmãos sentiram a sua companhia na vida e a saudade na morte.

Seguiu-se um convívio popular à sombra da Igreja, nos espaços da residência paroquial. Fora intenção dos organizadores que se inscrevesse o maior número de participantes: bastava ser amigo, ter um “obrigado!” para trocar, trazer a própria presença e fazer-se acompanhar de boa disposição.  E a expectativa não foi gorada. Juntaram-se muitas presenças, esgotaram-se os espaços e reinou ótimo ambiente.

À roda das mesas, e mais longe delas, todos se sentiram bem acolhidos pelos muitos voluntários que se esmeraram no serviço, sem indumentária de cerimónia, apenas revestidos de simpatia e sorrisos; não serviam travessas fumegantes e aromáticas de comidas exóticas, só a abundância da terra.

Uma tenda montada de emergência, na véspera, a todos protegeu de alguém que, sem inscrição nem convite, quis infiltrar-se: a D. Chuva do Boletim. Há dias rondava a festa com ameaças; e, ao meio dia, numa momentânea distração de São Pedro, postou-se à porta da tenda com a sua graça de frescura líquida. Não vinha protestar; e logo se deixou contagiar pela simpatia geral. Quem havia de dizer?… A meio da tarde, alegre e contente foi a primeira a sair, a cumprimentar o seu pároco pela última vez, deixando-lhe em segredo, para distribuir por quem ainda ficava mais um bocadinho, uma réstia de tarde amena e tranquila. Também ela colaborou, à sua maneira, com os organizadores. Por isso foi-lhe perdoada a quota de inscrição.

O homenageado aproveitou a circunstância para trocar palavras de gentileza e satisfação com os convivas, tornando assim a tarde ainda mais agradável com momentos, aqui e além, para uma e outra, e mais, fotografias.

Como sempre, nesta selfy coletiva, pároco e paróquia ficámos todos bem.

Bem haja, Sr. Pe. José Miguel! Muito obrigado! E volte sempre.

R.M., in Voz de Lamego, ano 85/43, n.º 4330, 22 de setembro