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Posts Tagged ‘Pe. José Augusto Marques’

Falecimento do Pai dos Padres Francisco e José Augusto Marques

O Senhor, nosso Deus, Pai de Bondade Infinita, chamou à Sua presença, na eternidade, o Sr. António Almeida Marques, Pai dos nossos irmãos no sacerdócio Padre Francisco, pároco de Cinfães, e Padre José Augusto Marques, Pároco de Resende e Felgueiras.

O Senhor Bispo, D. António Couto, em comunhão com o presbitério de Lamego e com a Diocese, une-se nas condolências e na oração aos reverendos Padres José Augusto e Francisco Marques e aos demais familiares e amigos. O sr. Bispo, ao pesar, pelo falecimento, agrafa a oração confiante, agradecendo a Deus o dom da vida do Sr. António Marques, certo que o bem que nele Deus operou continuará a prosperar nos seus descendentes.

A missa Exequial celebrar-se-á a 11 de janeiro de 2018, pelas 15h00, na Igreja Matriz de Pinheiro, concelho e zona pastoral de Castro Daire.

Que o Senhor Deus, Pai de misericórdia, lhe conceda o descanso eterno na companhia dos santos e dos anjos, e a nós conceda o discernimento e a fortaleza para configuramos a nossa vida com a do Seu Filho Jesus Cristo, na docilidade e acolhimento do Espírito Santo.

Curso de formação para catequistas na zona pastoral de Resende

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Dando cumprimento ao previsto no programa da zona pastoral de Resende, decorreu, na manhã do dia 12 de novembro, pelas 9h30, um curso de formação para catequistas, no Seminário Menor de Resende, orientado pelo reverendo Padre Filipe Rosa, responsável na diocese pelo departamento da catequese.

Participaram no curso cerca de uma centena de catequistas da zona pastoral de Resende e ainda dois grupos de catequistas da zona pastoral de Cinfães, das paróquias de Cinfães e Tendais. Os párocos da zona pastoral de Resende também estiveram presentes.

Conscientes de que a catequese constitui uma ação fundamental no movimento de renovação da Igreja, os responsáveis pelo setor da catequese no arciprestado de Cinfães-Resende tinham solicitado junto dos responsáveis na diocese apoio para esta formação. Ler mais…

Zona Pastoral de Resende: formação para agentes pastorais

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Ação de formação sobre o ano da misericórdia

No dia 28 de novembro decorreu no Seminário de Resende uma ação de formação para adultos sobre o Ano da Misericórdia. Esta ação insere-se no plano de atividades do nosso arciprestado de Cinfães-Resende e decorreu nas duas sedes de concelho, em Cinfães pela manhã e, de tarde, em Resende e destinava-se a agentes da pastoral paroquial como forma de dinamizar as comunidades para a vivência do ano da misericórdia que se vai iniciar em breve.

Orientou esta formação de forma muito atrativa e profunda o senhor Pe. Diamantino Alvaíde, pároco de Moimenta da Beira e participaram cerca de seis dezenas de pessoas provindas das paróquias de Resende, S. Martinho de Mouros, S. Cipriano e Felgueiras.

O Pe. Diamantino começou por situar o contexto em que acontece este jubileu extraordinário da misericórdia para depois nos explanar de forma clara o conteúdo da bula papal e a importância da vivência deste ano de graça por todos os cristãos. Apelou à vivência das obras de misericórdia como exercício prático da misericórdia entre os irmãos e expressão do nosso reconhecimento pela misericórdia de Deus para connosco. Terminou a sua apresentação lembrando a carta pastoral do nosso Bispo e as iniciativas concretas que ele nos desafia a viver para sermos melhores cristãos e formarmos uma igreja mais dinâmica.

Foi uma tarde muito enriquecedora para todos os que se disponibilizaram a participar.

Pe. José Augusto Marques,  in Voz de Lamego, ano 85/53, n.º 4340, 1 de dezembro

Peregrinação da Zona Pastoral de Resende a Santa Maria de Cárquere

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Decorreu no dia 24 (4.º domingo de maio) a Peregrinação da Zona Pastoral de Resende a Santa Maria de Cárquere presidida pelo nosso Bispo, D. António Couto. Mais uma vez, cumpriu-se a tradição dos nossos antepassados e fomos em massa ao Santuário da Mãe agradecer as graças que por seu intermédio nos vão sendo concedidas.

As celebrações começaram, pelas 10h15, com as procissões das quinze paróquias do concelho que caminharam para o lugar da celebração entoando a ladainha dos santos e cânticos de louvor a Maria. Chegados ao local, deu-se início à eucaristia da Solenidade do Pentecostes. O Senhor Bispo, nas palavras que nos dirigiu na homilia, convidou-nos a acolher com serenidade os dons do Espírito Santo como Maria e a disponibilizar-nos para deixar que Deus atue nas nossas vidas pela ação do mesmo Espírito. Como no Pentecostes foram vencidas as fronteiras que a separação das línguas tinha estabelecido entre os povos, assim nós, como membros desta Igreja que nasce do Pentecostes, devemos ser construtores desta “família de Deus” que tem por base a relação da nossa filiação divina e da fraternidade universal. Na resposta ao plano de pastoral diocesano, o Senhor Bispo desafia-nos a construir “com mais amor” esta família diocesana à qual pertencemos, tornando-nos mais irmãos e, levados ao colo de Maria, melhores filhos de Deus.

Durante a celebração foram confirmadas seis dezenas de jovens provenientes das comunidades paroquiais do concelho. Como aos apóstolos no dia de Pentecostes, também os jovens foram convidados a deixar que o Espírito Santo os fizesse sentir mais irmãos e membros da família dos filhos de Deus e construtores da fraternidade, quebrando todas as fronteiras que nos dividem ou separam.

De regresso ao seu templo o andor de Santa Maria percorreu o espaço da celebração campal pelo meio da multidão que acenava com lenços brancos despedindo-se da Mãe, entoando cânticos de louvor e dirigindo-lhe preces pelas nossas comunidades, por cada um de nós e pela sua Igreja.

A celebração terminaria pelas 13h e decorreu num espírito de verdadeira homenagem à Mãe de Deus e nossa. O espaço natural com sombra abundante tornou-se acolhedor para que todas as pessoas pudessem sentir-se bem sob o manto azul do céu e acariciados bela brisa suave do Espírito Santo.

Mais uma vez, a Peregrinação da Zona Pastoral de Resende a Santa Maria de Cárquere se tornou num marco importante da vida pastoral do nosso concelho e principalmente da vivência do mês de Maio como o mês mariano por excelência. Que Maria tenha sentido a sinceridade da nossa gratidão e continue a abençoar-nos e a cumular-nos com as suas graças.

Pe. José Augusto Marques,

in Voz de Lamego, n.º 4315, ano 85/28, de 26 de maio de 2015

Homilia de D. António Couto nas Bodas de Prata Sacerdotais do Pe. José Augusto Marques

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MULHER DA GRANDE FÉ!

1. Celebramos hoje, como sempre, o único Senhor da nossa vida, Jesus Cristo, que por nós morreu e está vivo e atuante no meio de nós. É neste intenso feixe de Luz, que nos atravessa, que vivemos e que ousamos também alumiar e celebrar os nossos dias dados. Se fossem apenas nossos, e não dados, não fazia qualquer sentido celebrá-los. É neste cruzamento de Luz e de sentido novo que nos atrevemos também a depor no Altar e a celebrar os 25 anos de vida sacerdotal do nosso irmão, P. José Augusto.

2. O Evangelho deste Domingo XX do Tempo Comum serve-nos uma página absolutamente desarmante, retirada de Mateus 15,21-28. Jesus abandona Genesaré, na costa ocidental do Mar da Galileia, e vai para a região de Tiro e de Sídon, atual Líbano, terra pagã.

3. Uma mulher e mãe «libanesa», carregada com o drama da sua filha doente, situação verdadeira ontem como hoje, e que hoje bem podemos estender à Palestina, à Síria e ao Iraque, vem implorar de Jesus, num grito que lhe sai do fundo das entranhas, que lhe «faça graça» (eléêsón me, kýrie) (Mateus 15,22), isto é, que olhe para ela com bondade e ternura como uma mãe que dirige o seu olhar embevecido para o bebé que embala nos braços.

4. O texto diz que Jesus nem lhe respondeu (Mateus 15,23a). A mulher não desiste, mas insiste, e continua a gritar, de tal modo que agora são os discípulos que pedem a Jesus que a despache, «porque ela vem a gritar atrás de nós» (Mateus 15,23b). Equívoco deles e nosso. A mulher e mãe «libanesa» não grita atrás de nós, para nós; grita atrás de Jesus, para Jesus! E leva a sua insistência mais longe, prostrando-se (verbo proskinéô) agora diante de Jesus (Mateus 15,25). O gesto significa orientar a sua vida toda para Jesus, pôr-se totalmente na dependência de Jesus. A reação de Jesus é de uma dureza extrema: afasta a pobre mulher e mãe duramente, dizendo-lhe: «Não está bem (kalón) que se tome o pão dos filhos, para o lançar aos cachorrinhos» (Mateus 15,26), catalogando assim aquela pobre mulher e mãe «libanesa» na classe dos cachorros [= pagãos] e não dos filhos [= judeus]. Só para estes é que ele veio. Ler mais…

Bodas de Prata Sacerdotais | Pe. JOSÉ AUGUSTO MARQUES

Pe. JOSÉ AUGUSTO DE ALMEIDA MARQUES

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A vida só pode ser compreendida olhando-se para trás; mas só pode ser vivida, olhando-se para a frente”. Soren Kierkergaard

A nossa vida, sendo um dom inestimável de Deus, deve ser vivida permanentemente como resposta agradecida a esse dom. A melhor forma de corresponder ao dom é doando-se e gastar a vida como uma dádiva de amor e serviço. Acordar todas as manhãs e poder contemplar a beleza da criação que Deus coloca nas nossas mãos é uma graça, mas poder sentir-se como parte integrante desta vida e colaborador com o Criador nesta obra é um dom que nunca conseguiremos agradecer plenamente.

Esta realidade coloca diante de nós dois olhares que se cruzam, se interligam e se complementam… é forçoso olhar para trás e reconhecer as marcas do passado que vão fazendo a nossa história… mas é também imperioso olhar para a frente e continuar a projetar o amanhã como um serviço à vida feito de pequenas sementes que irão gerar vida nova. Se nem sempre somos capazes de ter esta atitude de sentir que “presente” é dádiva do ontem para concretização no amanhã, há certamente momentos em que nós sentimos mais de perto a necessidade deste duplo olhar que nos faz sentir vivos, mergulhados numa história que dá sentido ao hoje da nossa existência e nos faz olhar o mais além como espaço de realização para a continuidade da nossa história.

Hoje vivo mais de perto uma dessas oportunidades ao celebrar as Bodas de Prata Sacerdotais. Olhar para trás e agradecer o dom de Deus obriga-me a continuar a olhar para diante e a disponibilizar a minha pequenez para que Deus continue a realizar a Sua missão. Eis o “presente” que conjuga este duplo olhar e nos faz sentir a vida como dom em permanente doação.

  1. Como foram vividos estes 25 anos de missão?

“Fui alcançado por Cristo, por Ele tudo deixei…” (Fil. 3, 12) Foi com este lema que há 25 anos me entreguei ao Senhor para o serviço da Sua Igreja. Olhar para trás e fazer a retrospetiva deste percurso traz-me forçosamente à memória um sentimento – a gratidão.

Agradeço a Deus o chamamento e a aceitação da minha humilde resposta. Hoje tenho a certeza que Deus precisa apenas da nossa disponibilidade, Ele faz o resto… tantas vezes me deixou verdadeiramente confundido ao servir-se da minha pequenez para a realização da Sua missão… tantas vezes experimentei essa verdade de S. Paulo “quando me sinto fraco, então é que sou forte” (2 Cor. 12, 10), porque atua a força de Deus … ou esta, “trazemos, porém esse tesouro em vasos de barro, para que tão excelso poder se reconheça vir de Deus e não de nós.” (2 Cor. 4, 7) Tenho consciência de que o Seu amor e a Sua graça sempre supriram as minhas limitações e, por isso, tudo coloco nas suas mãos, pois tudo Lhe pertence.

Tive a graça de nascer e crescer numa família de fé e de vivência cristã que alimentou e incentivou a minha caminhada vocacional e o meu sacerdócio. A minha gratidão vai também para eles, porque prescindiram de mim para me entregar ao Senhor. Ele lhes dará a recompensa que eu, nem sempre, soube ou pude dar. Do mesmo modo, agradeço ao Senhor os colegas que caminharam comigo e se tornaram meus irmãos no sacerdócio. Foram apoio, incentivo e testemunho de fidelidade que me amparou no discernimento e na decisão.

Ao longo destes 25 anos tive oportunidade de experimentar sempre a importância da comunhão sacerdotal. Nas equipas com quem trabalhei no Seminário de Nossa Senhora de Lurdes, nas paróquias de Resende e Felgueiras, bem como no arciprestado de Resende, encontrei colegas que foram e são verdadeiros irmãos no sacerdócio, sábios mestres de orientação, referências de virtude no testemunho. Não teria percorrido o caminho da mesma forma sem eles. Foram um apoio e são uma âncora em quem continuo a confiar. O meu reconhecimento por me fazerem sentir em fraterna comunhão de irmãos e pelo caminho que me ajudaram a percorrer.

Não esqueço todos aqueles com quem fui fazendo caminho ao longo destes 25 anos – as várias gerações de seminaristas ao longo de 20 anos, os jovens alunos, colegas professores e funcionários do Externato D. Afonso Henriques ao longo de 26 anos, os paroquianos de Resende e Felgueiras ao longo de quase 20 anos. Sempre senti que a minha missão era a de fazer caminho com todos. No Seminário, na Escola ou nas Paróquias, sempre entendi a minha missão como uma presença de Igreja a apontar o único modelo que é Jesus Cristo. Com a consciência da fragilidade do meu testemunho, mas sem perder de vista o sentido da missão.

Lembro a promoção vocacional dos primeiros anos como membro do Secretariado das Vocações e responsável do Pré-Seminário e a riqueza que foi para mim o contacto assíduo com todos os adolescentes, as famílias, os párocos e as comunidades paroquiais dos quatro cantos da Diocese. Hoje dou graças a Deus pelos sacerdotes que são fruto dessa interpelação de Deus. Lembro as centenas de seminaristas e algumas dezenas de sacerdotes que ao longo de 20 anos pude acompanhar na sua decisão vocacional como Diretor Espiritual. Lembro os inúmeros alunos de Educação Moral e Religiosa Católica que pude acompanhar no Externato D. Afonso Henriques com quem procurei ter uma atitude de proximidade procurando envolvê-los na Escola e nas comunidades paroquiais. Lembro as crianças, os jovens, as famílias, os idosos e os doentes das comunidades paroquiais de Resende Felgueiras com quem vou procurando caminhar na direção de Jesus Cristo. Todos fazem parte deste trajeto sacerdotal e a todos agradeço pela colaboração, entreajuda e testemunho.

Lembro muito particularmente os colaboradores mais diretos com quem vou exercendo o meu sacerdócio nas comunidades paroquiais, os diversos grupos e movimentos paroquiais, as forças vivas, aqueles que se empenham de forma mais ativa e os que nos impulsionam todos os dias para a missão com o seu testemunho e vontade de ir mais longe e fazer mais e melhor. Todos me fazem sentir mais sacerdote pelo seu “sacerdócio” de doação.

25 anos têm sido um tempo de graça e um caminho de bênção. Olhar para trás permite-me sentir que fui abençoado por Deus pelo dom do sacerdócio, pelas pessoas que colocou no meu caminho, pelas oportunidades que me concedeu na realização da missão que me confiou, pelos desafios que me proporcionou para realização do Seu projeto. 25 anos não é muito, nem pouco tempo, porque o tempo de Deus não se quantifica, depende da intensidade com que o vivemos ao serviço da missão que Ele nos confia… não me compete avaliá-lo pelo resultado, senão pelo que significou para mim e, isso sim, posso dizer que tem sido uma bênção que nunca saberei agradecer o suficiente.

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