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Ferreiros homenageia Pe. Silvestre: 50 anos de trabalho paroquial

Rev. Padre Silvestre celebrou 50 anos de Sacerdócio em Ferreiros e pediu “Coragem no Caminho para a Santidade”

O dia 15 de Outubro de 2017, ficou marcado na Paróquia da Senhora das Candeias em Ferreiros de Avões. O nosso Rev. Pároco Joaquim Manuel Silvestre foi homenageado pelos seus 50 anos ao serviço das gentes desta Freguesia.

A homenagem teve início com a Missa Dominical, na qual crianças, jovens e adultos quiseram prestar ao seu Pároco uma prova de reconhecimento, pelos seus ensinamentos ao longo deste percurso, marcado no coração de todos. O desdobrável oferecido pelo homenageado aos presentes antes do início da missa, enriquecido pelo seu conteúdo, foi por todos lido e rezado simultaneamente no momento do Pai Nosso. As lembranças levadas pelas crianças ao altar no início da missa, nomeadamente um cestinho com 50 rosas, foram dum simbolismo de gratidão, simplicidade e amizade, que se estabeleceu reciprocamente no decorrer dos tempos. A beleza e o encanto predominavam na nossa Igreja, assim como o Grupo Coral que tão bem entoou, cânticos de alegria e de louvor, foram indicadores de júbilo, para quem caminhou lado a lado e esteve sempre presente nesta comunidade. Seguiram-se alguns testemunhos que fizeram recordar quanto foi importante nas nossas vidas, os valores religiosos, morais, culturais e sociais incutidos pelo nosso Rev. Pároco Joaquim Manuel Silvestre.

Seguiu-se um pequeno convívio, no Salão Paroquial, onde foi apresentado um vídeo retratando os passos dados por este Pároco ao longo de 50 anos. Viveram-se momentos de grandes emoções que evidenciaram o Bom Pastor de sempre e que há-de continuar a ser junto de todos nós.

Um bem-haja, Sr. Padre Silvestre, de todos os seus paroquianos.

Maria do Céu Teixeira, in Voz de Lamego, ano 87/47, n.º 4433, 24 de outubro 2017

Falecimento da Irmã do Pe. Joaquim Silvestre

O Senhor Deus, Pai de Bondade, Pai de Jesus e nosso Pai, chamou à Sua presença, a Irmã Maria dos Anjos Silvestre, irmã do reverendo Pe. Joaquim Silvestre, a quem manifestamos as nossas condolências.

O Sr. Bispo, D. António Couto, e o presbitério de Lamego, unem-se à oração da família e da congregação a que pertence a Irmã Maria dos Anjos, louvando e agradecendo a Sua vida, o seu trabalho apostólico e a o serviço em Igreja.

Que Deus lhe conceda a vida eterna e junto d’Ele apresente as nossas súplicas.

Celebração exequial: 4 de setembro, 15h00, na Igreja das Antas, na Diocese do Porto.

Pe. Silvestre homenageado em Penela da Beira

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No dia 11 de outubro Penela da Beira fez Festa!!!

No dia em que celebrou a festa da sua Padroeira Nossa Senhora do Pranto, a comunidade paroquial de Penela da Beira, homenageou também o Pe. Joaquim Silvestre, pelas suas Bodas de Ouro Sacerdotais. Natural desta Comunidade, nasceu a 23 de Janeiro de 1939, o mais novo de 8 irmãos, filho de João Alegria Silvestre e de Joaquina da Piedade Neto.

Foi ordenado presbítero a 15 de Agosto de 1965, pelo Bispo de Lamego D. João da Silva Campos Neves, mas nunca cortou o cordão umbilical com a terra que o viu nascer, e tornou-se ao longo dos anos mais um motivo de orgulho para as gentes e Penela da Beira, que por isso quiseram neste dia de festa, agradecer à Mãe, pelo dom da vida deste seu tão ilustre conterrâneo.

Bem cedo chegou a Banda dos Bombeiros Voluntários de Penedono, sob a batuta do Sr. Pe. Carlos Carvalho, que após uma pequena arruada pelas ruas da Freguesia, juntamente com o Grupo Coral da Paróquia, tão dignamente abrilhantou a Eucaristia de Acção de Graças, entoando belíssimos cânticos a Nossa Senhora e vocacionais.

Estiveram presentes o Monsenhor José Gomes, também daqui natural, o Pe. João Carlos Morgado que presidiu à celebração em digna representação do Bispo da Diocese D. António Couto, o Sr. Presidente da Câmara Municipal de Penedono, o Sr. Presidente da Junta de Freguesia de Penela da Beira, os responsáveis das diferentes instituições e demais forças vivas da Paróquia, mas a Comunidade Paroquial não faltou, esteve presente em grande número.

O momento era de festa, a igreja foi engalanada a preceito, os altares e andor de Nossa Senhora do Pranto, ornamentados em perfeita harmonia.

A celebração da eucaristia decorreu de uma forma muito solene e com muito respeito e foi já no momento de acção de graças, que os representantes das diferentes Instituições presentearam o P. Silvestre com algumas lembranças e tiveram a oportunidade de o felicitar pelo momento, o que lhe disseram, não sabemos afinal foi na simplicidade de mensagens sussurradas ao ouvido que se manifestaram, mas sabemos que também nesse momento, ele estava feliz, podíamos observá-lo no seu rosto.

Mas este momento era recheado de sentimentos de alegria misturados com emoção, e também aqui a Comunidade numa atitude humilde de respeito e gratidão, ofereceram um Crucifixo ao Sr. P. Luciano, pároco desta Comunidade, recordando e agradecendo assim, pelos nove anos da sua entrada na paróquia de Penela da Beira. Têm sido anos de muito trabalho, dedicação, presença e amizade para com os seus paroquianos, pelo que o momento impunha-se também como de reconhecimento para com o Sr. Pe. Luciano.

O Monsenhor José Gomes, também não foi esquecido também ele um ilustre de Penela da Beira, que nesta fase da sua vida, nos seus 67 anos de sacerdócio, escolheu a terra que o viu nascer para viver, onde continua a exercer o seu ministério e apoiar o Pároco sempre que é necessário.

No final da missa, o sol permitiu que se realizasse a solene procissão em honra de Nossa Senhora do Pranto, percorrendo as ruas da freguesia ao som da Banda de Música e dos foguetes.

Era já a hora bastante avançada, perto das 14h30, quando terminaram todas as cerimónias religiosas e mais uma vez ao som da Banda de Música, a população dirigiu-se para a Casa do Povo de Penela da Beira onde já os esperava uma deliciosa feijoada confeccionada pela Comissão de Festas e oferecida pela Junta de Freguesia.

Eram 280 os comensais, que sempre bem-dispostos e animados ali foram fazer a festa.

No final do almoço e antes da Banda Filarmónica tocar umas marchas no palco do salão, ainda houve tempo para se visionar um pequeno vídeo que conta a vida e a obra do P. Silvestre.

A seguir houve ainda tempo para o bailarico ao som da música, que terminou a sua atuação a tocar o Hino de Penela, aqui, entusiasticamente acompanhada das vozes de todos os presentes, que de pé cantaram o seu hino seguida de uma ovação geral.

Mas antes disso, o Sr. P. Silvestre, acompanhado pelo Sr. Presidente da Junta abriram o enorme bolo, ao som dos parabéns, que foi servido com um fresco e delicioso vinho espumante.

A festa não podia ser mais animada, cheia de sentimento e respeito, foi assim que a Paróquia de Penela da Beira, quis agradecer a Deus o dom do sacerdócio deste seu filho rejubilando com as suas bodas de ouro sacerdotais.

Maria José Neto, in Voz de Lamego, ano 85/46, n.º 4333, 13 de outubro

Paróquia de Avões: Pe. Silvestre, 48 anos de serviço

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No domingo, Avões viveu mais um dia de festa. Muita alegria e muitas lágrimas, depois de 48 anos, a última missa dominical presidida como pároco Sr. Padre Silvestre.

Pelas 10 horas da manhã, a igreja começou a encher- se de paroquianos e, passado meia hora, deu-se início à santa missa. Esta contou com uma munição lida por um leigo, que em geral agradecia a dedicação e empenho do Sr. Padre Silvestre ao longo dos 48 anos que conta nesta paróquia.

Na homilia, o Sr. Padre falou-nos do poder da fé e relembrou os melhores momentos.

Durante a acção de graças, foi entregue ao Sr. Padre uma pequena lembrança dos seus paroquianos. E o grupo do 10º ano de catequese, sempre muito atencioso, também lhe entregou um pequeno texto como forma de recordação. Seguiu-se mais um momento muito emotivo: a entrega de um ramo com 48 rosas ao Sr. Padre, pela mesma senhora que há 48 anos o recebeu com uma bandeja de flores.

Depois do Sr. Padre se despedir, seguimos para o centro paroquial para um almoço convívio muito simples, mas feito com muito carinho.

OBRIGADO SR. PADRE SILVESTRE!

Tina Caetano, in Voz de Lamego, ano 85/42, n.º 4329, 15 de setembro

Bodas de Ouro Sacerdotais | Pe. Joaquim Silvestre

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Avões homenageia o seu pároco

No dia 16 de Agosto celebraram-se as bodas de ouro sacerdotais do Reverendo Padre Joaquim Manuel Silvestre e as três comunidades paroquiais que se encontram ao seu cuidado organizaram-se para celebrar o acontecimento. A preparação para este grande dia iniciou-se em março, em Avões, um concerto de homenagem; em maio e junho realizaram-se três vigílias de oração. Em todas houve participação das comunidades de Avões, Ferreiros e Samodães, trabalhando assim de forma harmoniosa, para dar o seu melhor a quem no serviço pastoral há já 48 anos em Avões e Ferreiros e 7 em Samodães, também sempre deu o seu melhor.

Chegados ao grande dia 16 de agosto, coincidindo com o dia da sua missa nova, as três paróquias de S. João Batista de Avões, Senhora das Candeias de Ferreiros e S. Pedro de Samodães esmeraram-se na organização da celebração eucarística em recinto aberto, através do canto da ornamentação dos espaços. No final da eucaristia cada paróquia deu o seu testemunho sobre a atividade pastoral do Padre Silvestre, a dedicação aos seus paroquianos, que o sentem como mais um membro da família, o seu grande zelo pelos espaços destinados ao culto divino, o seu grande zelo pela catequese e a aprendizagem das crianças da catequese, nos vários Movimentos por onde passou, principalmente no último onde deu mais de trinta anos de serviço intenso, o Movimento da Mensagem de Fátima.

O Senhor Padre Silvestre tornou-se um grande Pastor e Mestre de muitos dos seus paroquianos, imprimiu desenvolvimento nestas terras sobranceiras ao Douro, num ritmo de quem Ama a sua missão de verdadeiro pastor e pai espiritual, destas gentes habituadas à labuta nas terras ora férteis ora áridas, em que o próprio sustento advém de muita luta e garra. D’entre as várias lembranças que lhe foram oferecidas, faço menção às mais simbólicas das três paróquias: da Paróquia de S. João Batista de Avões uma toalha Batismal, forma de tornar presento o seu Padroeiro, de Nossa Senhora das Candeias de Ferreiros, uma candeia e de S. Pedro de Samodães uma Chave.

Depois da celebração da Eucaristia houve um convívio com lanche, aberto a todos e muitos foram os que quiseram felicitar o Senhor Padre Silvestre.

Bem-haja Senhor Padre Silvestre, por estes cinquenta anos de serviço a Deus e ao próximo, pela sua disponibilidade e sentido de abnegação por estes seus paroquianos, que o têm em muito grade estima e considerando-o já parte integrante das suas famílias.

Pe. Valentim, in Voz de Lamego, ano 85/41, n.º 4328, 8 de setembro

Visita Pastoral de D. António Couto à Paróquia de Ferreiros de Avões

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A freguesia conhecida por ser a “varanda do Douro” recebeu durante quatro dias a visita pastoral prevista pela Diocese de Lamego. Esta visita ocorreu nos dias 30 e 31 de Julho e 1 e 2 de Agosto. No primeiro dia o Sr. Bispo de Lamego, D. António Couto, encontrou-se com os colaboradores da paróquia. Este encontro, que se realizou na residência paroquial da freguesia, serviu de apresentação da dinâmica de trabalho referente às atividades que são desenvolvidas durante o ano. Estiveram representados o Conselho Económico, a Catequese, o Grupo Coral, o Movimento de Mensagem de Fátima, o grupo de Ornamentação da Igreja, o Apostolado da Oração, o Grupo de Jovens, a Obra Kolping, a Junta de Freguesia e a Comissão de Festas. Estas são as instituições que, juntas, promovem o desenvolvimento da freguesia de Ferreiros junto das mais diversas faixas etárias. No final deste encontro o Sr. Bispo referiu a importância da catequese para o desenvolvimento dos mais jovens, apelando à sua participação contínua até à realização do Crisma.

O segundo dia foi marcado por outro encontro, desta feita, na sede da Junta de Freguesia de Ferreiros. Neste encontro coube ao Presidente da Junta – Patrício Esteves, apresentar perante o Sr. Bispo, o Pároco da Paróquia, o seu executivo e assembleia e todos os líderes das associações existentes em Ferreiros de Avões, todas as medidas instauradas a nível social, cultural e empresarial na freguesia. Na sua intervenção, em forma de conclusão, o Sr. Bispo afirmou: “sendo Ferreiros uma freguesia da região demarcada, seria bom aproveitar todos os recursos naturais, cultivando toda a sua área. O trabalhador da terra não é menos digno do que o trabalhador dos escritórios”.

No terceiro dia, os contemplados com a visita de D. António Couto foram os doze doentes, assinalados pelo Sr. Padre Silvestre e Junta de Freguesia, como incapacitados de se dirigirem à Santa Igreja para receberem a Santa Unção. No que a este dia diz respeito, o Sr. Bispo de Lamego e o Sr. Padre de Ferreiros concordaram e referiram a fé, o carinho e a devoção com que foram recebidos nas casas dos seus paroquianos.

O culminar desta visita pastoral deu-se no domingo, dia 2 de Agosto, com a celebração da missa por parte do Sr. Bispo. A receção foi feita com muito entusiasmo pelos paroquianos, que esperaram a chegada do seu pastor, na entrada da igreja, com uma faixa e flores para o saudar. Depois de um discurso lido com muita emoção por parte de um conterrâneo da freguesia – Leonel Gonçalves, iniciou-se esta missa especial para os ferreirenses que foi também especial para um senhor, emigrado em França, que viu ser celebrada nesta missa a sua cerimónia da confirmação, o Crisma. Ao longo da celebração da missa, D. António Couto insistiu que a sua visita teve um propósito e este prende-se à transmissão da palavra de Deus. Afirmou também que a sua mensagem deve continuar a ser alimentada ao longo do ano, ou seja, que a união entre todos os ferreirenses deve ser contínua, que deve existir entreajuda entre todos, porque um trabalho feito em união traz resultados mais duradouros: “a alegria, o amor, a confiança e a esperança, a luzinha pequenina de todos estes sentimentos vem de Deus. Devemos partilhar a nossa luzinha com todos”, afirmou. Terminada a cerimónia religiosa foi realizado um almoço-convívio na cantina da freguesia que contou com a presença de cerca de cinquenta pessoas. No final da refeição, em forma de despedida o Sr. Bispo agradeceu a forma como foi recebido pela paróquia de Ferreiros e confidenciou, em entrevista, que o balanço final foi muito positivo: “quer com os nossos jovens, quer com os nossos idosos e doentes da paróquia correu tudo muito bem e foi muito bom”. Também o Sr. Padre Silvestre quis prestar o seu agradecimento a todos quantos ajudaram na organização desta Visita Pastoral e, emocionado, declarou em entrevista: “não há palavras que descrevam a ajuda dada pelos paroquianos, foi uma ajuda alegre, espontânea, forte, total, de gente ligada à Igreja e até menos ligada. É encantador ver como o Bispo congrega todo o povo à volta do pastor”. O Presidente da Junta de Freguesia questionado sobre o balanço final da Visita Pastoral afirmou ter corrido tudo bem: “correu tudo bem, estamos felizes por isso e fica o convite ao Sr. Bispo para voltar em breve”. Também a população concordou com a importância desta visita para a unificação da freguesia: “é muito importante, ficamos mais próximos”, afirmou Cassilda Xavier, responsável pelo almoço-convívio. “Estes convívios dão mais vida à freguesia” concluiu Mariana Moreira, uma jovem da freguesia de Ferreiros.

Texto: Laura Azevedo | Fotografia: Luís Saavedra

in Voz de Lamego, ano 85/39, n.º 4326, 25 de agosto

Paróquia de Ferreiros | MISSA NOVA | Pe. Valentim Fonseca

 

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No dia 19 de Julho, esta comunidade cristã da Paróquia de Nossa Senhora das Candeias, de Ferreiros, viveu intensamente um dos maiores dias da sua história, a Missa Nova de um dos seus filhos. O Senhor Pe. Valentim Manuel Moreira da Fonseca.

Nunca esta comunidade teve na sua história tal acontecimento, e por isso a sua alegria foi redobrada.

Este acontecimento começou em Novembro de 2014 com a sua ordenação diaconal, reforçou-se no dia 5 de Julho de 2015 com a ordenação presbiteral e atingiu o máximo com a Missa Nova neste dia.

Todos estes passos foram previamente preparados com vigílias de oração em que muita gente participou, mas na Missa Nova foi participação total.

Com antecedência distribuíram-se tarefas, que todos aceitaram com alegria e entusiasmo. É de louvar a colaboração de toda a paróquia na preparação deste evento.

Toda a gente foi convidada e toda a gente participou

Uns colaboraram na preparação e celebração da liturgia, orientados pela D. Inês, outros nas ornamentações, orientados pela D. Delfina, e outros na preparação de um repasto, orientados pela D. Lucília.

Cada qual timbrou por ser o melhor e foi um encanto a maneira como tudo foi feito.

Nas ornamentações destaco a passadeira que conduziu o cortejo da Residência paroquial para a Igreja, projectada e executada pelo jovem Luís Saavedra e a ornamentação da própria igreja, tão bela como nunca ninguém a tinha visto.

Na celebração da Eucaristia, a Igreja foi pequena para conter a multidão, foi necessário instalar aparelhagem de som e imagem no exterior.

No início a D. Margarida Saavedra, saudou a assembleia presente, manifestando o grande contentamento e salientando a acção dos sacerdotes, afirmando: “agarrados à tua estola, à tua casula, às tuas mãos que perdoam animam e santificam, queremos contigo santificar o mundo.”

O grupo Coral animou de forma excelente a mesma celebração

Na acção de graças intervieram o pároco que salientou as dificuldades do neo-sacerdote para chegar a este dia, a mãe dele, que nesse dia fez 80 anos, e incentivou a que surgissem mais vocações.

Intervieram também o Sr. Presidente da Junta, agradecendo a presença de todos, o grupo de Jovens que ofereceu duas lembranças muito significativas, e a Sr. Professora Adelaide Brilhante, que lhe ofereceu um quadro de sua autoria, pintando o lema do novo sacerdote: “vem e segue-me.”

O neo-sacerdote, emocionado, agradeceu a todos, o apoio que sempre teve na paróquia e em especial o do seu Pároco

De salientar também a presença de numerosos sacerdotes, quer onde estagiou, bem como outros que estavam presentes por motivo de amizade.

Da paróquia de Nossa Senhora do Pranto, de Vila Nova de Foz Côa, veio uma grande delegação, que ofereceu a todos os presentes uma recordação artesanal, muito bela.

No final uma multidão cumprimentou o Sr. Pe Valentim, e terminou o dia com um convívio em volta das mesas colocadas no Largo dos Combatentes do Ultramar.

A junta de freguesia preparou previamente o local e um grande grupo de colaboradores, apresentou um autêntico banquete, onde além da abundância, timbrava também pela apresentação e pela qualidade.

Já perto do final foi partido o bolo, que enchia o coreto, pelo novo sacerdote e pelo pároco.

Parabéns e muitos êxitos apostólicos no espaço pastoral que te for confiado.

 

O Grupo de Jovens de Ferreiros, in Voz de Lamego, ano 85/26, n.º 4323, 21 de julho

VISITA PASTORAL de D. ANTÓNIO COUTO a SAMODÃES

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Nos dias 7, 8 e 10 de Maio, esta paróquia recebeu a Visita Pastoral do Sr. Bispo, D. António Couto. Foram dias de grande júbilo para todos os samodenses e de grande reflexão.

No dia 7, foi a visita aos doentes, que o receberam com grande alegria, ouvindo a sua palavra de conforto e de amizade. Todos se sentiram mais fortes para suportar os seus sofrimentos.

No dia 8 foi a visita a todas as estruturas e associações, quer religiosas quer cívicas da paróquia, que são muitas, para uma freguesia que nos últimos anos tem sofrido uma desertificação forte, e que hoje se vê com dificuldades em conservar o seu património religioso, devido à sua quantidade e à diminuição da população.

À noite, no Jardim Infantil, foi o encontro com todas as forças vivas da paróquia. Este encontro foi talvez o momento mais útil de todo a visita.

O Sr. Bispo ouviu a todos com atenção narrar o que fazem e as dificuldades sentidas e por fim todos ouvimos também a sua palavra de orientação.

Ficou-nos bem gravada na memória e no coração o apelo a uma igreja em saída, saltando as barreiras das associações ou movimentos, indo ao encontro dos que estão fora e desinteressados.

Enquanto não houver um laicado bem amadurecido a Igreja não está suficientemente implantada.

Que temos para oferecer aos jovens e adultos?

Que laços afetivos se criaram com as crianças e adolescentes durante a catequese?

Todos se comprometeram a uma renovação da paróquia, elaborando um plano de formação e ação.

No final foi servido um lanche a todos os participantes.

No dia 10, o Sr. Bispo foi recebido junto à residência paroquial, por uma numerosa participação de fieis e pela Associação Desportiva e Cultural, que o saudou animadamente com os seus instrumentos musicais.

Durante a madrugada, a população fez uma lindíssima passadeira, numa extensão de 123 metros, até à Igreja paroquial.

À entrada na igreja, beijou a cruz paroquial e uma vez dentro foi saudado por uma representante da comunidade.

Na homilia, inspirando-se em S. Pedro, nosso padroeiro, que ao cantar do galo se deu conta da sua negação, disse que nas torres dos campanários há muitas vezes um galo, mas não é para dar horas. O canto do galo anuncia um dia novo, um tempo novo, uma vida nova. Os primeiros cristão pintavam um galo sobre os túmulos dos mártires.

Incentivou-nos a levar por todo o lado um amor aberto a todos sem círculos nem barreiras. Deus ama também mesmo aqueles que não vêm à igreja.

A nossa terra é sempre a mais bela do mundo e no caso presente Samodães também, porque não tornar o nosso coração o mais belo do mundo.

A nossa vida só terá sentido se todos os nossos irmãos forem envolvidos nesse amor.

O nosso pároco no final agradeceu a todos a colaboração prestada e a paróquia ofereceu frutos dos nossos campos ao Sr. Bispo

Para terminar houve um almoço frugal, servido aos que se quiseram associar.

 

Alzira Coelho,  in Voz de Lamego, n.º 4313, ano 85/26, de 12 de maio de 2015

Pe. Joaquim Silvestre | Bodas de Ouro Sacerdotais

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À conversa com… Pe. Joaquim Silvestre

Há 50 anos, quatro jovens foram ordenados Presbíteros na nossa Diocese, pelo que este ano celebramos o seu jubileu sacerdotal. Para os conhecermos melhor fomos ao encontro de cada um deles. Esta semana o Padre Joaquim Silvestre, pároco de Avões, Ferreiros e Samodães, no Arciprestado de Lamego.

Na minha já longa caminhada de sacerdote, são muitos os factos e as pessoas que me ajudaram, não os podendo referir todos, vou tentar recordar alguns.

Recordo a minha família, cristã, católica e praticante. Para falar com sinceridade, não sei quem mais me ajudou na minha decisão de ser sacerdote, se o meu pai, se a minha mãe se os meus irmãos. Todos contribuíram cada qual a seu modo e segundo as suas possibilidades duma forma extraordinária.

Recordo a minha comunidade paroquial, na altura pastoreada pelo Sr. P.e Januário Baptista. Se a minha família me incentivou, não me incentivou menos a minha comunidade, Penela da Beira, que com as suas imensas atividades religiosas incentivou em mim e noutros jovens o ideal de consagração a Deus.

Por essa altura foram muitas as vocações sacerdotais e religiosas que surgiram nessa paróquia, que era um modelo de vida cristã.

Recordo com imensa saudade o Sr. P.e Horácio Pureza, que me acompanhou durante a maior parte do tempo de Seminário, e os passeios que dávamos pelos arredores de Penela, e muitas vezes de Paredes e de Arcas, na descoberta das antiguidades por lá existentes.

Esses passeios não eram só participados pelos seminaristas, mas por todos os jovens universitários de Penela.

SEMINÁRIOS

Já no Seminário de Resende, a figura mais marcante para mim foi o Sr. D. Rafael, ainda felizmente vivo, com o seu dinamismo, marcou aqueles anos com inúmeras atividades religiosas, culturais e desportivas.

No Seminário de Lamego destaco o Sr. Dr. Joaquim Mendes de Castro, pelo seu grande saber e humanismo e o Sr. D. Alberto Cosme do Amaral, na orientação espiritual, nomeadamente nos retiros de preparação para a recepção das ordens menores e do sacerdócio, o Sr. Dr. Veríssimo Peliz, grande mestre na composição de músicas polifónicas, duma beleza impar, quer religiosas quer profanas, cujo espólio era bom que fosse publicado na íntegra pela nossa diocese.

Não posso esquecer, a enorme esperança que todos nós depositávamos no Concílio Vaticano II. O nosso curso foi verdadeiramente o curso conciliar, pois todo o curso teológico, foi vivido em pleno Concílio, como pela ordenação em 1965, ano do encerramento do referido Concílio.

Recordo com tristeza, que esse nosso entusiasmo, não era acompanhado pelos nossos professores e formadores, antes pelo contrário, e éramos nós que através da comunicação social íamos acompanhando os acontecimentos do Concílio. Ler mais…

Avôes > Capela de Nossa Senhora das Candeias

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Obras de restauro

No dia 1 de Fevereiro do ano corrente, a manhã decidiu sorrir com um sol brilhante para a procissão que dava início à inauguração das obras de restauro da Capela de Nossa Senhora das Candeias.

Nesta primeira ação do dia em curso para a Capela, onde se iria realizar a missa dominical presidida pelo Pró-Vigário Geral Sr. Pe. João Carlos e pelo Sr. Pe. Joaquim Manuel Silvestre, pároco desta paróquia, contou-se com a presença de várias entidades comunitárias, entre elas representavam-se a Câmara Municipal de Lamego, a Junta de Freguesia de Avões, a Associação Desportiva de Avões, a Comissão Organizadora, Agrupamento 781 do CNE e o Núcleo da FNA de Avões. E ainda a comissão de Arte Sacra Diocesana e a empresa responsável pelo restauro Capitellum.

A celebração da missa foi animada pelo grupo coral da paróquia e encheu-se com a participação empenhada da população que tanto acarinha esta capela que agora se revê com uma nova imagem depois de ter sido edificada no século XVII, sofrendo com a degradação do tempo, e um furto ocorrido no ano anterior que subtraiu algumas das imagens mais icónicas da capela. Da parte da tarde realizaram-se atividades que combinavam a religiosidade e o convívio da comunidade.

Agora, com as obras de restauro apoiadas pela população e as de mais entidades, a capela possui uma instalação elétrica e sonora nova, um forro novo no teto da capela-mor, uma pintura do teto da nave da capela, um ambão renovado e, ainda, a desinfestação e o restauro rejuvenescedor do altar-mor, dos laterais e do arco cruzeiro. Uma capela, praticamente, nova para acompanhar a devoção que se tem para com a fé nela depositada.

Resta um especial agradecimento a todos que, com esforços, doações ou apoios, contribuíram para que tal obra tenha ocorrido para o encanto e para a fé da população, um restauro que é de todos e para todos.

 

Tina Caetano, in VOZ DE LAMEGO, n.º 4299, ano 85/12, de 3 de fevereiro de 2015