Archive

Posts Tagged ‘Pe. Joaquim Dionísio’

APOSTOLADO DE ORAÇÃO | Editorial Voz de Lamego | 20 de junho

Em destaque nesta edição, entre as várias notícias e reflexões, a Solenidade do Corpo de Deus na cidade de Lamego e a Peregrinação Diocesana ao Santuário de Fátima no Dia da Família Diocesana. O nosso Diretor, Pe. Joaquim Dionísio, faz outro sublinhado, a celebração da solenidade do Sagrado Coração de Jesus:

APOSTOLADO DE ORAÇÃO

O calendário litúrgico convida os católicos a celebrarem, no próximo dia 23, a Solenidade do Sagrado Coração de Jesus como momento singular de um mês totalmente dedicado a esta devoção.

E falar do “coração de Jesus” é mais do que recordar ensinamentos e práticas eclesiais ou as visões de Sta. Margarida Maria Alacoque (1675), em Paray-le-Monial, França. Trata-se de tomar consciência do amor de Deus, realidade divina que todos abraça e centro para onde tudo converge.

A Igreja contempla o coração do Salvador da humanidade e deixa-se guiar até ao mais profundo do mistério de amor, onde se encontram o homem e Deus. E a devoção ao Sagrado Coração convida a fixar a atenção sobre este coração amoroso, compassivo e misericordioso que revela a essência de Deus. E facilmente percebemos a estreita ligação entre o Sagrado Coração e a Eucaristia.

O Evangelho insiste no olhar sobre a compaixão de Deus diante da nossa fragilidade. E não se trata apenas da nossa ligação ao pecado e à confissão. A misericórdia divina ultrapassa a dimensão do pecado e recorda-nos continuamente que o convite “Sede misericordiosos” retoma o grande mandamento: “Amai-vos uns aos outros como eu vos amei”.

Uma palavra também para as Associações do Apostolado da Oração, presentes em tantas das nossas paróquias e que, de forma discreta e eficiente, promovem e alimentam redes de oração e de proximidade entre os seus membros e o mundo.

Num tempo em que a eficiência é enaltecida e continuamente medida pelos resultados visíveis, o Apostolado da Oração convida à confiança e à esperança, valorizando o compromisso pessoal e o acto de semear pelo bem de todos.

Talvez o mundo e a Igreja não vejam o bem diariamente semeado pelos Associados do AO, mas testemunham as graças que continuamente o Coração de Jesus lhes concede.

in Voz de Lamego, ano 87/32, n.º 4417, 20 de junho 2017

PEREGRINAÇÃO DIOCESANA | Editorial Voz de Lamego | 13 de junho

A Diocese de Lamego tem encontro marcado para Fátima, no próximo sábado, 17 de junho, para a 3.ª Edição da Família Diocesana. Depois do Santuário dos Remédios, do Santuário da Lapa, chega agora a vez do Santuário de Fátima, em ano de Centenário das Aparições.

O Pe. Joaquim Dionísio, Diretor da Voz de Lamego, no seu editorial, convida-nos à festa, à vivência da fé, ao estreitar dos laços que nos unem como Igreja, afinando a caminhada comum.

PEREGRINAÇÃO DIOCESANA

No próximo sábado, 17 de junho, milhares de fiéis da nossa diocese estarão a caminho do Santuário de Nossa Senhora de Fátima para viver o Dia da Família Diocesana, no âmbito da celebração do Centenário das Aparições.

As previsões apontam para uma presença de alguns milhares de peregrinos, o que ilustra o carinho dos nossos diocesanos pela Mãe, bem como o sentido de pertença a esta “porção do Povo de Deus”. Embora dispersos pelas 223 paróquias, com ritmos distintos e marcados pelas diferenças de cada zona, partilhamos a mesma fé e alegramo-nos com o encontro fraterno.

A festa da Família Diocesana tem como objectivo congregar, quase no término do ano pastoral, paroquianos de todas as idades, membros de Movimentos e Grupos, responsáveis de serviços, ministros ordenados e instituições para celebrar, com Jesus Cristo e na presença da Mãe de Deus, a comunhão e experimentar a catolicidade.

Nem todos poderão participar (data, afazeres, distância, idade, saúde, transporte), mas os que forem poderão testemunhar depois a alegria vivida e o desejo de avançarmos na mesma direcção. Afinal, a diocese é um “nós” a caminho de Deus que se esforça por viver e anunciar o Evangelho, concretizando, neste chão, a Igreja de Jesus Cristo.

Assim, o Dia da Família Diocesana é uma oportunidade para suplicar e agradecer as bênçãos de Deus, invocar a intercessão de Maria, testemunhar a fé, celebrar uma pertença, louvar a generosidade de tantos baptizados comprometidos e empenhados na missão, bem como para sublinhar o dinamismo das nossas comunidades e dos seus pastores.

Mas é, também, ocasião para aprofundar a unidade e afinar a caminhada comum, tendo sempre como horizonte o serviço ao Evangelho, a edificação da Igreja e a salvação de todos.

Porque é o Senhor que nos move, nos acompanha e nos espera mais à frente.

in Voz de Lamego, ano 87/31, n.º 4416, 13 de junho 2017

PORTUGAL EM FESTA | Editorial Voz de Lamego | 6 de junho de 2017

A edição desta semana situa-nos nas vésperas do Dia de Portugal e das Comunidades Portuguesas, pelo que o nosso Diretor, Pe. Joaquim Dionísio, optou, no seu editorial por se focar nesta comemoração, como desafio, sob o olhar do Anjo de Portugal, sublinhando que a presença providente de Deus não nos dispensa de cultivar o que herdámos…

PORTUGAL EM FESTA

No próximo sábado, dia 10 de junho, o calendário litúrgico convida a celebrar a memória do Santo Anjo da Guarda de Portugal.

Mas nesta data, feriado nacional, também somos convidados a sentirmo-nos como nação e a festejar esse sentimento de pertença, recordando os milhões de portugueses da diáspora e cultivando a nossa língua, lembrando um dos maiores poetas que a serviu: Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas.

A relativa exiguidade de Portugal não impediu a ousadia de querer chegar mais longe e descobrir caminhos novos, tal como cantado nos Lusíadas. Uma disponibilidade que não se cingiu à epopeia marítima e que continua, assente na certeza de que os portugueses têm pouca terra para nascer e o mundo inteiro para viver (Pe. António Vieira).

E se o passado nos eleva, a actualidade também nos distingue. Não se trata de “estar na moda”, mas de assumir o valor próprio, sem menosprezo de outros povos e culturas. Não deve ser preciso experimentar a perda ou ser confrontado com a privação para que tal aconteça! Como não valorizar esta maneira serena e acolhedora de estar e de viver? Como não apreciar as maravilhas que a natureza nos oferece, o bom que aqui se produz ou a paz que nos cerca?

É verdade que nem sempre nos livramos de um certo fatalismo e pessimismo (velhos do Restelo), que os sucessos do vizinho incomodam mais do que motivam, que teimamos em arranjar desculpas pelos desaires, culpando terceiros… Mas quantos já tiveram a oportunidade de “andar por lá” sabem como é agradável e singular conseguir “viver por cá”.

A celebração do Anjo de Portugal recorda-nos a presença providente de Deus, mas não nos dispensa de cultivar o bom que herdámos nem de concretizar as potencialidades que temos para nos cumprirmos.

in Voz de Lamego, ano 87/30, n.º 4415, 6 de junho 2017

Pentecostes: Fortalecidos pelo Espírito Santo para testemunhar

Os cristãos crêem em um só Deus que é Pai, Filho e Espírito Santo. A Solenidade de Pentecostes, cinquenta dias depois da Páscoa, celebra a vinda do Espírito Santo, enviado pelo Pai e pelo Filho sobre os Apóstolos, e o nascimento da Igreja. O acontecimento não pode ser compreendido senão em ligação à Páscoa e à Ascensão: Jesus morreu pela salvação do mundo (Sexta-feira Santa), ressuscitou (domingo de Páscoa) e partiu ao encontro do Pai (Ascensão). Esta festa encerra as sete semanas do tempo pascal.

O vento e o fogo

Cinquenta dias depois da Páscoa, na altura em que uma multidão está reunida em Jerusalém para comemorar o dom da Lei concedida ao povo por intermédio de Moisés, ao Apóstolos, Maria e outros discípulos ouviram um ruído “comparável ao de forte rajada de vento” que encheu a casa. Foi o primeiro sinal. O segundo sinal não se fez esperar: “viram então aparecer umas línguas, à maneira de fogo, que se iam dividindo, e poisou uma sobre cada um deles”. E eis que testemunham um terceiro sinal: cheios do Espírito Santo, significado pelo vento e pelo fogo, “começaram a falar outras línguas”. A multidão que festejada estava estupefacta “pois cada um os ouvia falar na sua própria língua”. A situação era tão extraordinária que alguns ouvintes afirmavam que os cristãos estavam “cheios de vinho doce” (Act 2, 1-13). Ler mais…

COMUNHÃO E SERVIÇO | Editorial Voz de Lamego | 30 de maio

Pe. Joaquim Dionísio, Diretor da Voz de Lamego, no editorial desta semana convida-nos a olhar para o próximo ano pastoral acolhendo as vivências do ano pastoral ainda em curso mas que se encaminha para o final. O desafio, para lá de todas as iniciativas, é “verdadeiro espírito de comunhão no serviço da missão e do Evangelho”.

COMUNHÃO E SERVIÇO

O ano pastoral caminha para o fim e já se começa a olhar para o próximo, assumindo o desejo de preparar atempadamente uma nova etapa e de agrupar iniciativas e propostas diversas em torno de um tema comum.

Numa altura em que as festas, os convívios, os passeios e as férias marcam o ritmo das famílias, das comunidades paroquiais, dos grupos e movimentos, não será de excluir a oportunidade para se reflectir, a sós e em grupo, sobre o caminho percorrido e as vivências conseguidas. Sempre com vontade de perceber, sem saudosismo ou euforias, a situação em que se está e sem perder de vista o Senhor que convoca e provoca para diante.

Tais momentos proporcionarão a escuta do Espírito, o diálogo e a partilha de ideias e visões assentes em diferentes sensibilidades, bem como a possibilidade para se sublinharem forças e fraquezas da vida comunitária. Porque a Igreja é um corpo com muitos membros, um “nós” que estará sempre acima de um qualquer “eu”, por mais lúcido, culto ou santo que seja.

Ao olharmos para as realidades que dão corpo à nossa diocese, não podemos deixar de sublinhar o dinamismo das suas comunidades, uma riqueza para a Igreja, apesar do envelhecimento dos protagonistas e do esvaziamento dos lugares. A generosidade e a fé que animam o compromisso de tantos baptizados mais empenhados revelam a vontade de servir a missão.

Mas encontramos também desafios. Por exemplo, o individualismo que se tornou norma na sociedade, onde a emergência de expectativas e de reivindicações pessoais originam situações e dificuldades, sobretudo aos párocos.

Ainda dentro desta linha, enquanto diocese, talvez o grande desafio seja o de passar da adição de iniciativas e de expectativas para um verdadeiro espírito de comunhão no serviço da missão e do Evangelho. Como conseguir?

in Voz de Lamego, ano 87/29, n.º 4414, 30 de maio de 2017

Dia Mundial das Comunicações Sociais: Esperança e confiança

“Num sistema comunicador onde vigora a lógica de que uma notícia boa não desperta a atenção, e, por conseguinte, não é uma notícia, onde o drama do sofrimento e o mistério do mal facilmente são elevados a espetáculo, podemos ser tentados a anestesiar a consciência ou cair no desespero”

Na mensagem publicada para este dia, “Comunicar esperança e confiança, no nosso tempo”, o Papa Francisco desafiou os media e os jornalistas de todo o mundo a passar de uma lógica de “notícias más” para uma da “boa notícia”, rejeitando o sensacionalismo e a exploração dos dramas humanos.

“Creio que há necessidade de romper o círculo vicioso da angústia e travar a espiral do medo, resultante do hábito de fixar a atenção nas ‘notícias más’ (guerras, terrorismo, escândalos e todo o tipo de falhanço nas vicissitudes humanas)”, referiu, na mensagem para o 51.º Dia Mundial das Comunicações Sociais.

O Papa sublinha que, graças ao progresso tecnológico, o acesso aos meios de comunicação possibilita a muitas pessoas ter conhecimento “quase instantâneo” das notícias, divulgando-as de várias maneiras. “Estas notícias podem ser boas ou más, verdadeiras ou falsas”, observa.

Francisco pede, por isso, que todos se empenhem na promoção de uma “comunicação construtiva” que rejeite os preconceitos e promova uma “cultura do encontro”.

“Num sistema comunicador onde vigora a lógica de que uma notícia boa não desperta a atenção, e, por conseguinte, não é uma notícia, onde o drama do sofrimento e o mistério do mal facilmente são elevados a espectáculo, podemos ser tentados a anestesiar a consciência ou cair no desespero”, alertou. Ler mais…

COMUNICAR e PARTILHAR | Editorial Voz de Lamego | 23 de maio

COMUNICAR e PARTILHAR

No próximo domingo celebramos a Ascensão do Senhor, data proposta pela Igreja para assinalar mais um Dia Mundial dos Meios de Comunicação Social, para o qual o Papa Francisco escreveu a mensagem “Comunicar esperança e confiança, no nosso tempo”.

Em virtude do progresso tecnológico, a sociedade lança o individuo numa rede de comunicação alargada e exigente que lhe permite relacionar-se, dizer-se e informar-se, determinando a qualidade das relações humanas, já que comunicar é, também, partilhar.

E é sobre a partilha que se faz das notícias que surgem que a mensagem papal trata, alertando para a superficialidade e negatividade que tendem em impor-se quando se deixa de lado a exigência de uma comunicação sadia que, sem cair no optimismo ingénuo, não esconde o mal nem perde a oportunidade de promover o bem.

Daí o apelo papal aos que usam a comunicação social para informar: é preciso quebrar o “círculo vicioso da angústia e deter a espiral do medo” e não ficar apenas no drama e no sofrimento. Numa abordagem “propositiva e responsável” e num estilo comunicador aberto e criativo.

O cristão deve ler a realidade à luz do Evangelho, a Boa Notícia que traz e oferece um sentido à vida, que recorda a cada um o quanto é amado e como todos se podem realizar através do bem que podem fazer na passagem pelo mundo.

A esperança e a confiança, tão arredados de certos ambientes, são realidades que urge assumir e divulgar. Ao seu lado, há protagonistas e factos que não merecem tanta atenção e assuntos tão pouco relevantes e efémeros que não deveriam propagar-se, apesar da curiosidade e atracção que despertam.

A jornada que se anuncia pode ajudar-nos a fixar critérios e opções sobre o que lemos e ouvimos, o que partilhamos e ajudamos a difundir, os meios que utilizamos e os assuntos que tratamos. E, já agora, a maneira como nos expomos.

in Voz de Lamego, ano 87/28, n.º 4413, 23 de maio de 2017