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Alunos do ESTGL em Visita de estudo no Museu Diocesano de Lamego

No passado dia 25 de outubro, os estudantes da Licenciatura em Secretariado de Administração da Escola Superior de Tecnologia e Gestão de Lamego (ESTGL) visitaram as instalações do Arquivo Diocesano de Lamego (AMDL). No âmbito da Unidade Curricular de Arquivo e Documentação, a docente da ESTGL, Mestre Carla Mónica de Carvalho Eiriz, organizou e acompanhou a visita que visou visitar áreas de trabalho técnico e a visualização de documentos, destacando matérias abordadas no âmbito da disciplina, ilustrando desta forma a realidade de um Arquivo Privado e estimulando os alunos para a importância e do valor dos arquivos organizados para as instituições/empresas, história e sociedade.

A visita às instalações compreendeu a apresentação do AMDL nas suas diferentes componentes técnicas, e essencialmente na gestão dos documentos à sua guarda, com destaque para a digitalização dos mesmos para divulgação e acesso de forma digital através do portal “archeevo” publicação de conteúdos na nuvem e visualização dos depósitos onde se encontram os documentos originais.

Os estudantes puderam assim compreender a importância da articulação – Arquivos (Gestão da Informação) /Secretariado – e a complexidade técnica envolvente.

A adesão dos estudantes a este tipo de iniciativas, tratando-se de visitas de estudo de carácter técnico com forte reflexo nos trabalhos a desenvolver no âmbito da unidade curricular, potenciam a importância e interesse que este tipo de atividades têm na formação dos futuros profissionais de secretariado, levando-os a entrar em contacto com o mundo real.

Agradecendo ao AMDL, na pessoa do Pe. João Carlos Costa, pela forma aberta como receberam o grupo da ESTGL.

A Docente da Unidade Curricular de Arquivo e Documentação – Licenciatura em Secretariado de Administração da ESTGL – IPV

in Voz de Lamego, ano 87/54, n.º 4440, 12 de dezembro de 2017

Tertúlias de Outono – 3

No sábado 25 de novembro, teve lugar no Museu Diocesano de Lamego a última Tertúlia de Outono com o tema “Fé, Espiritualidade e Religiões nos dias de hoje”. Este evento insere-se no programa cultural que acompanha a Exposição Contas de Rezar – Doações e Ofertas que está em exposição até final do corrente ano. Diferentemente das Tertúlias anteriores, houve um tema comum e foram efetuadas perguntas de resposta intimista aos três oradores. O Diretor do Museu, Pe. Dr. João Carlos Morgado, abriu a sessão com um voto de pesar e lembrança pelos nossos irmão mortos no ataque à mesquita na Península do Sinai, no Egito, após o que fez a habitual apresentação dos oradores, todos com múltipla formação universitária e presença muito ativa nos domínios da espiritualidade e religiões.

O Prof. José Eduardo Reis apresentou as suas incursões no domínio do budismo. Participa desde 1988 em retiros de meditação orientados pelo mestre Zen japonês Hôgen Yamahata, de que se tornou discípulo secular após ter co-traduzido o seu livro “No Caminho Aberto. Procurando integrar e adaptar os ensinamentos essenciais do seu professor num contexto secular da cultura ocidental, tem vindo a articulá-los com ensinamentos dos professores budistas ocidentais. Como praticante zen, prosseguindo uma pesquisa cultural e socialmente comprometida, é membro do centro espiritual Jikô-An, fundado por Hôgen e sediado na Serra Nevada, e da comunidade Wild Flower fundada por Amy Hollowell. Ler mais…

Parada do Bispo celebrou Santa Eufémia

«Eu também acredito em Cristo, eu sou baptizada», disse ela

Eufémia quer dizer que falou bem; e de Santa Eufémia se diz que perante a possibilidade de não ser martirizada, gritou diante dos verdugos: «eu também acredito em Cristo, eu sou baptizada». E acabou por ser mártir, no sentido que esta palavra tem, perante a morte violenta pela fé, não rejeitando a palavra para outros actos iguais nos efeitos, mas diferentes nos motivos.

Santa Eufémia é venerada em Parada do Bispo, freguesia do concelho de Lamego, mas por quem há muita veneração em várias outras paróquias de Portugal, e foi lembrada no dia 1 de novembro corrente na paróquia acima enunciada.

Desde muito cedo começaram a chegar os romeiros, ao que se ouve por ali, com diversos motivos para uma presença que vai desde a «marrã», carne de porco assada no momento e na brasa ao ar livre, aos biscoitos e outros artigos que fazem de uma festa uma feira de utilidades ou simples bugigangas. A pé vão muitos de Lamego e outras terras mais vizinhas; outros vêm de Resende, e do outro lado do rio Douro, de mais longe ou de mais perto se procura o caminho que leva à Capela do lugar, onde há a possibilidade de participar da Eucaristia, receber os sacramentos da Reconciliação e Comunhão, cumprir a promessa feita, mostrar em figuras de cera a dificuldade que foi vencida graças a Santa Eufémia; e ninguém ouse duvidar de uma coisa e/ou da outra. Ler mais…

Museu Diocesano de Lamego: Tertúlia de Outono – 2.ª Edição

No passado sábado, 21 de outubro, ocorreu a 2ª Tertúlia de Outono no Museu Diocesano de Lamego, sob convite da Dra. Celina Parente que muito tem apoiado as atividades culturais associadas à Exposição Doações e Ofertas à Coleção Contas de Rezar. Foram oradores o Prof. Horácio Peixeiro, Frei Arnaldo Araújo e Frei Herculano Alves que dissertaram, respetivamente, sobre “Uma imagem do rosário do século XVI – reflexo do pensamento do Humanismo cristão”, “A Coroa Seráfica Franciscana” e a publicação “A Bíblia em Portugal”. Estiveram em evidência representação de terços em imagens bem como estudos de dois franciscanos como assinalou o Diretor do Museu, Pe. Dr. João Carlos Morgado que fez a apresentação dos oradores, todos com múltipla formação universitária e autores de publicações relevantes.

O Prof. Horácio Peixeiro apresentou, com recurso a tecnologia digital, a imagem humana com um terço na mão que existe na Igreja Matriz da Atalaia. A imagem está esculpida numa edícula lateral, próxima da Capela-mor onde está gravada a data de 1528. O terço está perfeitamente esculpido seguindo as orientações, ao tempo, com a introdução dos cinco mistérios. Outro dado interessante é estar colocado na mão de um ser humano aparentemente anónimo, imaginamos um peregrino. Esta imagem expressa a conciliação entre a linguagem do Renascimento, que utiliza a mitologia clássica, e as ideias do Humanismo cristão, que advoga o regresso à pureza original do Evangelho e a uma igreja pobre, mais próxima da simplicidade primitiva. Outros elementos desta igreja da autoria do escultor e arquiteto João de Ruão foram mencionados e o Prof. Horácio Peixeiro brindou ainda a assistência com uma seleção de iluminuras pertencentes a Bíblias e Livros de Horas com figuras humanas, em geral frades, com terços. Resta-nos assinalar que a interpretação de todas estas imagens devidamente enquadrada cultural, técnica e artisticamente foi extremamente elucidativa da importância da representação do terço. Ler mais…

Contas de Rezar | de um terço do douro para o mundo

EXPOSIÇÃO NO MUSEU DIOCESANO DE LAMEGO

 

A exposição “Contas de Rezar”, da autoria da Engenheira e Professora Universitária Júlia Lourenço, foi inaugurada no dia 1 de Setembro, pelas 18h no Museu Diocesano de Lamego.

Júlia Lourenço sempre teve uma paixão por terços e a sua coleção começou com uma oferta especial em 1993. Após D. Lucília Lobo, então Presidente da Junta do Pinhão, ter oferecido a Júlia Lourenço uma caixa de prata contendo o terço em filigrana de prata que tinha pertencido ao seu pai (tendo sido este o primeiro presidente da Junta de Freguesia do Pinhão), mal sabia Júlia Lourenço que estava a dar início a uma coleção que atualmente contém mais mil e quinhentos terços, rosários e contas de rezar das mais variadas tradições religiosas. “Na altura é óbvio que não queria aceitar este presente, porque era uma jóia de família, e não fazia sentido. Mas a filha dele insistiu e eu senti-me obrigada a aceitar. A partir do momento em que aceitei o que ela me estava a propor, ficar com aquela jóia de família, achei que tinha de fazer alguma coisa com isso”, explicou Júlia Lourenço.

No início, apenas foi comprando terços católicos semelhantes ao primeiro. Depois a sua coleção foi aumentando através de compras e de diversas doações e ofertas de terços não só católicos mas também hindus, budistas e ortodoxos. Ao longo da sua carreira na Universidade do Minho, a colecionadora visitou vários continentes, tendo adquirido diversos exemplares de valor artístico em países tão distantes como o Nepal ou a China. A propósito disto, Júlia Lourenço cita “Viajar muito, por razões profissionais, abriu outras portas. Acho que foi quando visitei o Nepal que me apercebi que também existem belíssimos contas de rezar budistas. E a partir daí, alarguei a coleção a outras religiões como a religião budista, hindu e também ortodoxa. Acabando por ganhar família um pouco por todo o mundo…”

 Sendo assim, a origem destas exposições “Contas de Rezar” tem uma história bastante interessante com mais de 20 anos de diversas vivências da sua vida. A primeira exposição da professora foi uma exposição privada, juntando familiares e amigos, em que puderam observar os mais de 100 terços católicos e cerca de 20 não católicos que foi adquirindo pessoalmente. Após esta exposição privada, em 2012, Júlia Lourenço desejava realizar a sua primeira exposição pública no Pinhão, mas devido a vários condicionalismos a mesma não foi possível. Mas, como se costuma dizer, “Há males que vêm por bem!” e assim aconteceu.

O objetivo de Júlia Lourenço é que a sua coleção chegue aos cinco mil exemplares, de modo a chegar a um record mundial pois “Quem sabe, talvez esta coleção se junte ao restante património português pela qual somos conhecidos lá fora (os Fs de Portugal: Fado, Futebol, Família e Fátima!) ” e com certeza que o seu desejo se concretizará no futuro.

O Museu Diocesano de Lamego conta consigo de terça a domingo das 9h às 13h e das 14h às 18h, venha fazer-nos uma visita!

Letícia Mendonça Branco, Museu Diocesano de Lamego

in Voz de Lamego, ano 87/41, n.º 4426, 5 de setembro 2017

À conversa com… Padre João Carlos Costa Morgado

A nossa Diocese assinala, com alegria e gratidão os 25 anos de fidelidade sacerdotal de dois membros do seu presbitério. No sentido de melhor os conhecermos e de, com eles, darmos graças ao Senhor da Messe, fomos ao seu encontro e deixámos-lhes algumas questões. Aqui ficam as suas palavras, que agradecemos.

1 – Como foram vividos estes 25 anos de missão?

Estes 25 anos tem sido vividos ao serviço do Povo de Deus através das diversas funções e nos diferentes lugares, a que os meus bispos me tem enviado.

“Dar-vos-ei Pastores segundo o meu coração” (Jer 3,15) foi o lema escolhido para a minha ordenação sacerdotal, nesse ano de 1992 em que São João Paulo II publicou a exortação apostólica pós sinodal “Pastores dabo vobis”, sobre a formação dos sacerdotes nas circunstâncias atuais. Nessa altura estava longe de imaginar que seria chamado a trabalhar na formação dos futuros sacerdotes das dioceses de Lamego, Guarda, Viseu e Bragança, como professor dos seminaristas no Instituto Superior de Teologia Beiras e Douro de 2000 a 2013 como Prefeito e Vice-reitor do Seminário Maior de Lamego e Diretor Espiritual no Seminário de Nossa Senhora de Lourdes de Resende. Resulta pois que metade do tempo que levo como presbítero foi gasto nesta exigente e gratificante missão da formação dos presbíteros nas circunstâncias atuais. O que me levou a dizer aos três novos sacerdotes, meus antigos alunos, ordenados no passado dia 2, que a sua ordenação constituía para mim, a melhor prenda de Deus neste meu jubileu sacerdotal. Ler mais…

Vigília de Oração pelas Vocações em Nespereira

Realizou-se no sábado passado, dia 6 de Maio, na paróquia de St.ª Marinha de Nespereira, arciprestado de Cinfães, a vigília diocesana de oração pelas vocações. Àquela igreja acorreram o Provigário da nossa diocese, Pe. João Morgado, em representação do Sr. Bispo, seminaristas e equipas formadoras dos dois Seminários da nossa diocese, Menor de Resende e Maior de Lamego, o pároco Pe. Augusto Marques, e alguns sacerdotes do arciprestado que se uniram aos fiéis daquela localidade para louvarem o Senhor da Messe pedindo-Lhe que encoraje mais homens e mulheres a dizer “sim” à questão “Quereis dar-vos a Deus?”. Importa lembrar que a vocação é dom de Deus que chama em vista da felicidade e realização pessoal de cada Homem por Ele amado… cooperando na construção do Seu Reino, nomeadamente pelo caminho do matrimónio, do sacerdócio, da vida religiosa consagrada e do laicado consagrado.

A Vigília iniciou-se pelas 21:00h. Seguiram-se-lhe momentos da oração, entoação de cânticos, leitura de passagens da Sagrada Escritura e reflexão diante de Jesus exposto na sagrada custódia. O seminarista Marcelo Moutinho também tomou da palavra para falar sobre a sua vocação onde definiu vocação como “Um grito de Deus ao ouvido da pessoa chamada”, terminando com uma frase de Rabindranath Tagore “Adormeci e sonhei que a vida era alegria; despertei e vi que a vida era serviço; servi e vi que o serviço era uma alegria.”.

E por fim para terminar a noite, houve um momento de convivo proporcionado pelo Padre Augusto, onde nos deliciou com uma ceia. Agradecemos assim a hospitalidade de todas as pessoas da paróquia e em especial ao Padre Augusto.

Continuem a rezar pelas vocações que nos continuaremos a rezar por todos vós.

 

Marcelo Moutinho (1º ano) et João Pereira (3º ano)

Seminaristas do Seminário Maior de Lamego,

in Voz de Lamego, ano 87/26, n.º 4411, 9 de maio de 2017