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CELEBRAR E DEFENDER | Editorial Voz de Lamego | 3 de abril de 2018

Medjugorje, Bosnia and Herzegovina 2016/11/13. Painting of Chris

CELEBRAR E DEFENDER

Os cristãos vivem, todos os anos, a alegria de ouvir o relato, “Jesus, crucificado sob Pôncio Pilatos, está vivo”, e celebram a grande festa da Páscoa, fundamento da nossa fé, das nossas práticas, orações e tomadas de posição sobre as grandes questões da vida.

Cristo levantou-se do túmulo onde fora depositado e saiu para inaugurar um mundo novo. A festa da vida que triunfa da morte, do amor que se oferece, livre e gratuitamente, a todos.

Viver a Páscoa é celebrar um amor mais forte que a morte, que vence o ódio e abre a via do perdão, que aprisiona a mentira e o egoísmo e abre caminhos de vida.

Mais do que uma história bela, pois há nela a condenação injusta e a crueldade da crucifixão, é uma história verdadeira, testemunhada por homens e mulheres que acreditaram em Jesus ao ponto de se tornarem Seus discípulos. Uma história verdadeira com origem em Deus e no seu amor pela humanidade. O amor é o segredo: não pode morrer.

O túmulo vazio e aberto convida a entrar e a confiar, apesar das dúvidas e limites, oferecendo novas razões para esperar. Em Jesus, a morte vencida dá um sentido à vida. Com Deus nenhum medo pode ter a última palavra, mesmo se as circunstâncias mostram o contrário. Deus ultrapassa os nossos medos. Somos discípulos da vida mais forte que a morte.

Acreditamos nesta vida que vem de Deus, nesta vida tantas vezes maltratada, ameaçada e nem sempre defendida e promovida (conflitos, interesses, legislação…).

A Ressurreição oferece-nos a contemplação da vida nova. Uma vida que Deus nos confia e que deve ser assumida, tomada em mãos e cuidada.

Celebrar a Ressurreição é também defender a vida, a própria e a dos outros, em todo o tempo e lugar.

Pe. Joaquim Dionísio, in Voz de Lamego, ano 88/18, n.º 4455, 3 de abril de 2018

Paróquia de Penedono com novo Pároco: Pe. José Miguel

 

A tarde estava acinzentada pela densa nuvem de fumo que pairava no horizonte, resultante dos trágicos incêndios que continuam a devastar florestas e vidas humanas. Mas isso não impediu que em Penedono brilhasse uma nova luz. A chegada de um novo pastor reflete sempre a luminosidade de Deus espalhada pela terra.

O povo reuniu-se, com muito entusiasmo e expectativa, á entrada da vila para receber o seu novo pároco. Aí foi acolhido pela população mais adulta, pelas crianças que lhe derram as boas vindas com ramos de flores, e por um significativo número de sacerdotes que se quiseram associar ao Pe José Miguel, nesta nova fase da sua vida sacerdotal.

Após a paramentação dos padres, rumou-se em procissão até à igreja, ao som de cânticos jubilosos. Chegados à igreja inciou-se imediatamente a Eucaristia. Ler mais…

CAMINHADA QUARESMA-PÁSCOA | PENTECOSTES

Cumprem-se agora as promessas feitas por Jesus Cristo aos seus discípulos. A promessa de que não os deixaria órfãos; a promessa de os acompanhar na sua missão; a promessa de ficar com eles até ao fim dos tempos; a promessa de lhes enviar o Paráclito.

Na chegada ao meio dos discípulos deixo-lhes o que eles mais precisavam, dizendo-lhes A paz esteja convosco! Depois fez descer sobre eles o Espírito Santo.

É de paz que todos nós precisamos, e que o Espírito Santo nunca deixe de atuar em nós como outrora nos discípulos. Por isso, no último dia do tempo pascal e no termo da nossa caminhada da Páscoa, vamos colocar na Cruz florida da ressurreição os frutos do Espírito Santo, que queremos cultivar no nosso coração e fazer frutificar na relação com os nossos irmãos.

Domingo de Pentecostes

Preparação: – Construir pequenas línguas de fogo, escrever nelas os frutos do Espirito Santo, para serem penduradas na cruz.
Momentos da Eucaristia: – Ato penitencial;

– Glória;

– Ofertório;

– Paz;

– Ação de graças.

 Gesto:

Em cada um destes momentos, pessoas diferentes (2 em cada um dos momentos), vão colocar na Cruz, alguns frutos do Espírito Santo (Gal 5, 22), desenhados em cartolina, em forma de línguas de fogo.

Pe. Diamantino Alvaíde, in Voz de Lamego, ano 87/29, n.º 4414, 30 de maio de 2017

CAMINHADA QUARESMA-PÁSCOA | ASCENSÃO DO SENHOR

O monte é continuamente o lugar do encontro e das revelações. Era lá que Moisés se dirigia para ter os seus mais importantes contactos com Deus e d’Ele receber as mais preciosas indicações para a condução do povo à Terra Prometida.

Jesus Cristo continuamente sobre ao monte para orar, para estar a sós com Pai, para intimamente se encontrar Consigo próprio. É no cimo do monte que também que acontecem as maiores revelações, desde o Tabor ao Calvário.

Agora volta ao monte pela última vez. Pede aos discípulos que vão lá ter. E depois de lhes deixar o maior de todos os mandatos missionários: “Ide e ensinai todas as nações, batizando-as em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo”, elevou-se ao Céu, prometendo continuar com eles, e connosco, até ao fim dos tempos.

Domingo da Ascensão

Preparação:

– Arranjar velas de copo, pequenas e baratas, para serem distribuídas;

Momentos da Eucaristia:

– Antes da missa e

– Após a homilia

Gesto:

Á entrada da igreja distribuir pelas pessoas uma vela pequena,

– Depois da homilia acender as velas e fazer a renovação das promessas batismais. No final colocar na cruz a flor com a palavra: IDE.

Pe. Diamantino Alvaíde, in Voz de Lamego, ano 87/28, n.º 4413, 23 de maio de 2017

CAMINHADA QUARESMA-PÁSCOA | 5.º DOMINGO DA PÁSCOA

À medida que se aproxima o tempo Cristo partir para junto do Pai, a Sua identidade vai-se definindo com maior precisão e clareza. Aliás, é Ele mesmo quem faz questão de deixar isso bem patente.

Se no domingo passado se apresentava como o Pastor e a Porta, neste domingo Ele identifica-se como o caminho, a verdade e a vida; como Aquele que dá a conhecer o rosto do Pai, as palavras do Pai, as obras do Pai.

Por isso, São Pedro, na segunda leitura o define como pedra angular, a mais importante, a escolhida, a preciosa. Aquela que os homens rejeitaram, mas que a peça basilar na construção do templo espiritual da vida dos cristãos.

 5.º DOMINGO DA PÁSCOA

Preparação:

– Arranjar uma pedra, mais ou menos trabalhada

Momentos da Eucaristia:

– Depois da segunda leitura e

– Antes da comunhão

Gesto:

– Logo após a 2ª leitura, antes do Aleluia, colocar diante da Cruz uma pedra, que não seja muito tosca, mas trabalhada, a significar a “pedra angular”;

Antes da distribuição da comunhão, colocar na cruz a flor com a palavra: JESUS, ou então, em vez da palavra, colocar o rosto de Cristo.

Pe. Diamantino Alvaíde, in Voz de Lamego, ano 87/26, n.º 4411, 9 de maio de 2017

CAMINHADA QUARESMA-PÁSCOA | 4.º Domingo da Páscoa

O quarto domingo da Páscoa, o denominado domingo do Bom Pastor, remete-nos cabalmente para a realidade da vida. O verdadeiro pastor é aquele que se desdobra em esforços para assegurar o melhor para as suas ovelhas. Livra-as dos perigos. CondU-las às melhores pastagens. Conhece-as pelo nome. Acompanha-as enquanto estão fora. E, no limite, o Verdadeiro e Bom Pastor dá mesmo a Sua vida pelas ovelhas, depois de lhes ter dado vida.

Este ano acontece o domingo do Bom Pastor, no mês da Mãe e no dias de todas as mães. A figura materna de Nossa Senhora e das nossas mães agudiza ainda mais o significado e valor da vida. São elas quem no-la dá na terra. E é Ela quem nos ensina a ganhá-la no céu.

 4.º DOMINGO DA PÁSCOA

Preparação:

Arranjar copos de plástico pequenos, com terra e uma semente dentro.

Momentos da Eucaristia:

– Depois da leitura do Evangelho

– Ação de graças/final.

Gesto:

– Depois do Evangelho, colocar na cruz a flor com a palavra: VIDA

– No momento pós-comunhão ou no final da Eucaristia distribuir pelas mulheres/mães, que estiverem na igreja, os copos de terra com a semente de flor la dentro, para assinalar o dia da Mãe.

Pe. Diamantino Alvaíde, in Voz de Lamego, ano 87/25, n.º 4410, 2 de maio de 2017

CAMINHADA QUARESMA-PÁSCOA | 3.º Domingo de Páscoa

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As aparições do Ressuscitado continuam a acontecer. Desta vez é aos discípulos que iam a caminho de Emaús, e que entre si discutiam o que tinha acontecido em Jerusalém. A sua viagem e a sua conversa são intercetadas por um estranho, que aparenta desconhecer o que se passou na última festa Páscoa judaica, em Jerusalém.

É ao partir do pão que este ‘estranho’ revela a sua verdadeira identidade. E a partir de tantas revelações do Ressuscitado que os discípulos começam a perder o medo de sair para a rua e anunciar publicamente a sua alegria por Cristo estar de novo vivo, e agora vivo para sempre.

Assim, a proposta para este domingo da Páscoa é que se distribua pão partido, que nos remete para a fração do pão feita por Jesus Cristo e para a Eucaristia.

3.º DOMINGO DA PÁSCOA

Preparação:

– Comprar pão, ou pedir a alguém que coza, para depois ser partido em pequeninos pedaços e embrulhado em película aderente, ou outro material que o conserve algum tempo;

– Colar em cada pedaço de pão uma das seguintes frases:

“Reconheram-n’O ao partir do pão!”

ou

“E tu? Reconhece-l’O ao partir do pão?”

Momentos da Eucaristia:

– Fim da leitura do Evangelho

– Ofertório

Gesto:

– Depois da leitura do Evangelho, colocar na cruz a flor com a palavra: PÃO

– No momento do ofertório, distribuir pelas pessoas o pedaço de pão, embrulhado, com a mensagem colada.

Pe. Diamantino Alvaíde, in Voz de Lamego, ano 87/24, n.º 4409, 25 de abril de 2017