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Posts Tagged ‘Pe. Aniceto Morgado’

Falecimento do Pai do Padre Aniceto Morgado

Deus Pai de Bondade infinita, fez regressar à Casa definitiva, ao Seu Coração eterno, o Sr. Manuel da Costa Morgado, pai do Pe. Aniceto da Costa Morgado, Pároco de Nossa Senhora da Conceição de Arnas, São Facundo de Cunha e Santo António de Tabosa da Cunha; Capelão de Ponte do Abade.

D. António Couto, Bispo de Lamego, conjuntamente com o presbitério diocesano, endereça sentidas condolências ao reverendo Pe. Aniceto e demais familiares e amigos, rezando ao Deus da Vida, que, ressuscitando Jesus, Seu Amado Filho, também nos ressuscitará, assumindo-nos como filhos no Filho. Oração para que os familiares na fé e na Palavra de Deus encontrem o conforto para esta hora de luto, na esperança firme da ressurreição e da vida eterna, da qual passa a fazer parte o Sr. Manuel Morgado.

A Missa Exequial, de corpo presente, será celebrada amanhã, dia 29 de julho, às 18h00, na Igreja Matriz de Pretarouca.

Paróquia das Arnas, Sernancelhe: NATAL É PARA TODOS

presepio-arnasNas Arnas, estava frio, muito frio, como estaria, provavelmente, há mais de 2000 anos quando nascia Jesus, como os pastores, demos graças e adoramos o Menino Deus que nasceu.

Pela manhã, na Santa Missa, distribuímos e convidamos todas as famílias a rezar uma oração pelos que sofrem, que não têm casa, comida, pelos idosos…, proposta pelo Departamento Diocesano da Pastoral Juvenil, nos encontros de preparação para o Natal, em encontros nos diferentes Arciprestados da diocese de Lamego, podemos dizer “A semente caiu em boa terra!”, oxalá dê muitos e bons frutos.

Eram 15h00, fomos, crianças e jovens, catequistas e o nosso Pastor, Pe. Aniceto, (podiam ter escolhido o aconchego e calor das suas casas, passando a tarde a brincar ou jogar, atividades próprias da sua idade mas não, preferiram dar um bocadinho do seu tempo e generosamente), levar o que melhor simboliza o Natal, o Menino Jesus, aos que, pela idade e/ou doença não puderam vir Missa, com o coração cheio do Amor de Jesus, levamos-lhes o Menino que nasceu para que, também, eles O pudessem Louvar e, ao mesmo tempo,Comungar o Pão transformado no seu Corpo.

Em conjunto, com as pessoas, que visitamos rezamos, cantamos, louvamos, Jesus, com o coração cheio de gratidão, diziam os Jovens “Foi tão bom! Tornamos o Natal deles melhor!”, mas não só, o nosso Natal é que foi melhor, com tão “pouco” fizemos muito, certamente que o Dia de Natal destes idosos foi menos solitário e triste.

Resta-nos desejar, a todos, um 2017 pelo de Bênçãos de Jesus!

Teresa Seixas, in Voz de Lamego, ano 87/08, n.º 4393, 3 de janeiro de 2017

Visita pastoral de D. António Couto a Ponte do Abade

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Chovia copiosamente! Mas nem o mau tempo impediu que logo pela manhã, um grupo de pessoas se unisse para enfeitar no largo da Igreja, a grande imagem em pedra de N.Srª do Amparo, nossa padroeira, e a rua que nos conduz  à igreja.

Pelas onze horas chegou  o sr Bispo D. António, acompanhado pelo Pe. João Carlos, Pró-Vigário geral, e foi recebido festivamente à entrada do Templo pelo nosso pároco, Pe. Aniceto, a Comissão do Culto, e alguns fiéis mais responsáveis da Comunidade, com  palmas, flores e  foguetes a estalar no ar.

Dirigiram-se depois à igreja onde os demais fieis, por motivos da chuva, os esperavam.

Iniciou-se a Eucaristia da solenidade da Ascensão do Senhor com uma pequena procissão de entrada desde a sacristia até ao altar na qual se integraram as crianças da catequese, os crismandos e os respectivos padrinhos. A primeira leitura foi proclamada pelo João Tiago e o salmo cantado pela Ana Beatriz, dois jovens que receberam o sacramento da crisma . Na homilia, o sr. Bispo lembrou-lhes a missão que por este sacramento lhes é incumbida de serem testemunhas de Cristo e frisou a alegria que todos devem ter por ser cristãos e essa alegria deve ser partilhada.

No momento do ofertório as crianças da catequese levaram ao altar, além do pão e do vinho, matéria do sacrifício,  sete fitas pintadas com os dons do Espírito Santo que foram colocadas numa gaiola que continha uma pomba.

A cerimónia decorreu com grande dignidade. O nosso grupo Coral, com as violas e a concertina do pequeno Simão, entoou lindos cânticos de louvor e amor a Deus dando brilho à celebração. O sorriso puro e natural do nosso Bispo, a sua amabilidade, simplicidade e alegria a todos contagiou .

O nosso Pároco, Pe. Aniceto agradeceu a todas as pessoas que se empenharam na preparação e realização da visita pastoral, particularmente ao prelado a visita efetuada às paróquias a ele confiadas cuja etapa terminava hoje. Convidou depois todos os presentes a acompanharem o prelado à porta da igreja para lançarem a pomba, símbolo da força do Espírito que não pode ficar aprisionado.

Momentos de fé, confiança e partilha, nos quais se abrem novos horizontes na vivência cristã, sem esquecer que esta presença in loco, fortalece os laços de amor, misericórdia e perdão.

Dirigiram-se de seguida ao pavilhão da associação onde foi servido um almoço/convívio. Atuou ainda o grupo de concertinas Abadense, animando assim todos os presentes.

A todos o nosso Bem-haja.

Veríssimo Abel Jesus Maria,

in Voz de Lamego, ano 86/24, n.º 4363, 17 de maio de 2016

Visita Pastoral de D. António Couto a Tabosa da Cunha

 

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Dia 26 de Abril (Terça-Feira)

Nesta tarde solarenga de Abril e em tons de verdadeira primavera, Tabosa da Cunha acolheu a presença do pastor supremo da diocese, D. António Couto. Junto ao Centro Lúdico foi-se  juntando um bom grupo de pessoas que aguardava ansiosa a sua chegada.Quando a viatura que o transportava estacionou e o senhor bispo apareceu, ouviu-se uma efusiva salva de palmas e o estalar dos foguetes. Todas as pessoas presentes foram cumprimentadas pessoalmente com delicadeza e afeto. Seguiu-se depois a visita aos doentes: Srª Alcina, Sr. Agostinho e Srª Maria. Para com todos eles o prelado teve palavras de carinho e de esperança. Por fim, também receberam o sacramento da santa unção. Caminhando em direção à igreja, passamos pela capela de São Silvestre e pelo cemitério, onde se fez uma celebração da Palavra pelos fiéis defuntos. No regresso ao Centro Lúdico, espaço bem adequado para um encontro informal com a população, ainda houve tempo para admiramos a beleza da igreja paroquial e o significado que ela representa para toda a comunidade, e para bebermos na fonte de Santo António, padroeiro da Tabosa.

Já no centro de convívio e lazer, D. António respondeu a diversas questões colocadas pelos presentes relativas à sua vocação religiosa e missão episcopal. Aos jovens que no próximo domingo vão ser confirmados na fé, exortou-os a serem teimosos, desenvergonhados e audazes no anúncio de Cristo. Este primeiro dia de contacto com a população encerrou com um lanche muito saboroso que também ajudou a estreitar os laços da amizade e da comunhão.

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EM TONS DE PRIMAVERA

(domingo, dia 1 de maio):

Tabosa da Cunha vestiu-se de gala e associou-se à natureza florida deste pequeno vale encantado para receber a visita do pastor da diocese, D. António Couto. A receção foi preparada no largo de Santo António com uma linda passadeira de flores que nos indicava o caminho da igreja. À chegada houve flores, palmas e foguetes. No inicio da celebração o pároco saudou todos os presentes e deu as boas-vindas ao antístite e ao seu acompanhante, P.e João Carlos, Pró-Vigário geral. “À imagem de Jesus Cristo, bom e belo pastor, ele vem encher de paz e alegria os nossos corações, vem despertar-nos para a missão de baptizados; vem confirmar-nos na fé e animar-nos na caridade, vem estimular a nossa esperança”, disse. Toda a cerimónia decorreu com muita dignidade. Dez adolescentes e jovens (oito da paróquia de Tabosa da Cunha, um da Cunha e outro da Ponte do Abade) receberam o sacramento da confirmação que os habilita a serem testemunhas de Jesus Cristo como lhes recordou o prelado.

No ofertório solene foram recordados os dons do Espírito Santo nos diversos objetos levados ao altar. O grupo coral, constituído quase só por jovens da Cunha e da Ponte do Abade, entoaram Cânticos muito alegres e ritmados dando mais beleza à celebração.

O gesto que emocionou a assembleia, por se tratar do dia mãe, foi a oferta de uma flor às mães dos crismados. Também a D. Josefa, mostrou os seus dotes de poetiza e brindou-nos com um poema da sua autoria expressando a gratidão da comunidade pela presença do sr.bispo e também fazendo referência aos confirmados e aos pais. No final mais uma vez o pároco tomou a palavra para dizer que “uma visita pastoral é sempre um momento de graça e uma oportunidade para avaliar a dinâmica pastoral de uma comunidade. Na pessoa do sr. D. António, foi Deus que nos visitou e nos encheu de carícias e de ternura. Todos lhe estamos muito gratos”. Fez também votos que esta visita nos tenha sacudido e acordado para a missão, para uma vivência da fé arejada, comprometida e generosa. Aos que foram ungidos pelos Espírito, deu-lhes os parabéns e disse que eles são motivo de esperança.


Pe. Aniceto Morgado, in Voz de Lamego, ano 86/22, n.º 4361, 3 de maio de 2016

D. António Couto em Visita Pastoral à Paróquia das Arnas

ArnasUma semana intensa, que já “cheira” a saudade!

E foi, assim, começou intensa, com o frenesim da visita pastoral de D. António Couto, Bispo da Diocese de Lamego, à Paróquia de Nossa Senhora da Conceição de Arnas, entre, visitas emocionantes e emocionadas aos idosos e doentes, convívio com os paroquianos na Junta de Freguesia, visita às Capelas mais significativas dos diversos Lugares da paróquia, onde se realizaram orações e celebração eucarística. Também, ao longo de três dias, fomos convidados a reflectir, a graça da visita do “nosso” Pastor na Igreja, o Bispo D. António da Rocha Couto, nessa que era a semana do Bom pastor, através das homilias/sermões proferidas pelo Sr. Pe. Diamantino Alvaíde.

Com os raios de sol a brilhar, como bênçãos Deus, lançadas com a intervenção do Espírito Santo sobre todos, chegou o dia mais esperado, com o qual encerramos a sua Visita Pastoral, a Celebração do Sacramento da Confirmação.

O Sr. Bispo, D. António Couto, acompanhado pelo Sr. Vigário Geral, Pe. Joaquim Rebelo, foram acolhidos pelo nosso “Pastor”, Pe. Aniceto Morgado e todos os paroquianos, fazendo um prenúncio do que se iria viver na Igreja, a descida do Espírito Santo sobres os Jovens que se iam Confirmar na Fé, foram entregues, ao Sr. Bispo, duas pombas brancas, símbolo do Espírito Santo.

Ao som do cântico, improvisado, “Bendito, bendito o que vem em nome do Senhor” iniciou-se a procissão até ao interior da Igreja.

A Cerimónia, propriamente dita, da Celebração do Sacramento da Confirmação, dos Jovens: Alexandra Augusto Silva, Ana Patrícia Marques Meireles Massa, Márcia Maria Nobre dos Santos Silva, Marco Bruno Capelas Santos, Patrícia Maria Nobre dos Santos Silva, iniciou-se com uma procissão solene na igreja, presidida pelo Sr. Bispo, Vigário Geral e Pároco, precedidos dos crismandos, seus pais e respectivos padrinhos, ao som do hino de entrada “ Já se ouvem nossos passos a chegar… Jesus Cristo nos congrega e faz irmãos…”. A que se seguiu o acolhimento e agradecimento ao Sr. Bispo D. António, pela dádiva que nos trouxe com a sua presença pessoal e espiritual, nestes três dias de visita Pastoral, lida por uma das jovens crismandas, em representação de todos.

Após, uma belíssima homilia, proferida pelo Sr. Bispo D. António, que nos convidou a viver o, e, no Amor de Cristo, pois, nesse Amor, está a vida, Seguiu-se o momento alto da celebração, o rito da Confirmação ou Crisma, com a renovação das Promessas do Baptismo. E, como dizia o texto inicial de acolhimento “…Vamos ser Confirmados na Fé e receber o dom do Espírito Santo. Ao vir Crismar-nos, é toda a Paróquia que se sente (Re)Confirmada na verdadeira Fé Cristã…”

Desta Celebração, destacamos, também, o Ofertório Solene, no qual participaram todos os jovens crismados e algumas das crianças da catequese, levando ao altar, simbolicamente os frutos da terra, correspondendo aos frutos do Espírito Santo, que são perfeições que o Espírito Santo forma em nós, como primícias da glória eterna. A Tradição da Igreja, inspirada num excerto da Carta aos Gálatas (Gal.5,22-23) enumera doze: Caridade, alegria, paz, paciência, bondade, longanimidade, benignidade, mansidão, fé ou fidelidade, modéstia, temperança e castidade” (Catecismos da Igreja Católica, 1832).

Resta-nos dizer, um BEM-HAJA, ao Sr. Dom António, por ter vindo, ao nosso encontro, e citando o texto “… Com o Bispo, é a Igreja, que nos acolhe, reconhece e envia em missão”.

 

Teresa Seixas, in Voz de Lamego, ano 86/22, n.º 4360, 26 de abril de 2016

Diário da Visita Pastoral de D. António comunidades de Arnas e Cunha

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Dia 19 de abril

Pelas 15h30, o Pastor da Diocese deu inicio à visita pastoral privilegiando os doentes e idosos da comunidade; neste primeiro dia deslocou-se ao Lugar e ao Soitinho. A curiosidade em conhecer  o senhor bispo era enorme e o contentamento transparecia no rosto de cada pessoa. Alguns receberam a Santa Unção, que é “uma carícia de Deus” para os seus filhos e filhas que vivem em situações de fragilidade. Todos ficavam admirados com a sua simplicidade e o afeto que comunicava. Junto da capela de São João, uma jóia do nosso património religioso,  concentrou-se um bom grupo de paroquianos; fez-se uma oração e apreciou-se o seu recheio artístico. De seguida dirigimo-nos para a sede da junta de freguesia, onde já se encontravam maior número de pessoas para um diálogo aberto com o pastor da diocese. O presidente de junta, Luis Nobre,  abriu a sessão para dar as boas-vindas a D. António e agradecer a sua presença entre nós. Depois o pároco apresentou em resumo a  biografia  do prelado e passou-lhe a palavra para ouvirmos com atenção e interesse a explicação do seu lema episcopal: “Vejo um ramo de amendoeira” (Jr. 1, 11). Teve ainda para com todos sentimentos de gratidão e encorajamento. No final do encontro foi servido um apetitoso lanche animado com o som de duas concertinas.

Dia 20 de abril

Continuou a visita aos doentes e idosos da Quinta dos Pisões e Paulo Lopes. Uma das idosas expressou assim o seu contentamento: “sinto-me tão feliz, parece que tenho uma flor no meu coração!” Seguidamente dirigimo-nos para a capela do Divino Espírito Santo, onde houve um momento de partilha de vida e de oração. Este dia terminou da melhor maneira com a Santa Missa celebrada na pequena e bela capela de Nossa Senhora das Vitórias que não pôde conter todos e obrigou algumas pessoas a ficar de fora.

Dia 22 de abril

Foi a vez da comunidade de São Facundo da Cunha acolher a presença  de D. António Couto. A primeira atividade  começou com a visita aos doentes, mais concretamente pela casa do sr. Horácio que fica mesmo junto à estrada.  Ali se juntou um grupo de familiares e amigos que o acolheram calorosamente. Depois de conversarmos sobre diversos assuntos, foi administrada a santa unção aos dois casais presentes, o casal que nos recebeu, (HORÁCIO e FAUSTINA) e outro casal vizinho (ALBERTO e ESTER). Feitas as despedidas, subimos a estrada que nos leva até à povoação e visitamos mais um casal de idosos (ALEXANDRE e MARIA). Também aqui nos receberam com grande alegria. Depois de alguns momentos de conversa foi dado o sacramento da cura e da ternura de Deus.

Junto da Igreja havia um bom grupo de paroquianos que aguardavam a chegado do pastor diocesano para o saudarem. De seguida fez-se a visita às duas capelas: Santo Antão e Santo Amaro, apreciamos a sua beleza, rezamos, passamos pelo cemitério paroquial, onde recordamos todos os fiéis defuntos, regressando depois à Igreja para uma oração comunitária. Por volta das 18h concentrámo-nos na antiga escola primária, agora centro de convívio, dando oportunidade a um diálogo mais informal e partilha de experiências missionárias. Tudo terminou com um lanche bem preparado pela comunidade. Foi mais um dia para louvar e agradecer ao nosso BOM DEUS.

Durante a semana, pelas 21h, houve um tríduo de pregação em cada uma das comunidade feita pelo Pe. Diamantino Alvaíde, pároco de Moimenta da Beira que, de forma simples, mas profunda, nos falou da missão do pastor  e da nossa corresponsabilidade na Igreja.

Pe. Aniceto Morgado, in Voz de Lamego, ano 86/22, n.º 4360, 26 de abril de 2016

Bodas de Prata Sacerdotais | Pe. ANICETO MORGADO

945785_497722513629534_1884207298_nEm 2014, celebram as Bodas de Prata Sacerdotais: Pe. Aniceto da Costa Morgado; Pe. António de Oliveira Madureira Loureiro; Pe. João António Pinheiro Teixeira; Pe. José Augusto de Almeida Marques. O Jornal da Diocese, Voz de Lamego, teve a oportunidade acolher o testemunho de alguns deles. Neste interregno da Voz de Lamego, aqui fica os testemunhos já recolhidos, ao jeito de entrevista ou ou jeito de testemunho/testamento espiritual.

PADRE ANICETO DA COSTA MORGADO

Como foram vividos estes 25 anos de missão?

A primeira sensação é que estes 25 anos passaram muito depressa, pois ainda tenho bem fresco na memória aquele momento em que estava prostrado diante do altar da Sé catedral e, na presença do bispo ordenante (D.António) , do presbitério e da assembleia celebrante, dava o meu sim generoso a Cristo. Mas fazendo uma retrospectiva deste tempo vivido, sinto que muitas coisas aconteceram; recordo lugares, pessoas, vivências que me marcaram e ajudaram a ser aquilo que hoje sou. Recordo o inicio do meu ministério ao serviço da diocese do Algarve, durante dois anos, como formador no Seminário de Faro e o bom acolhimento que senti por parte do senhor D.Manuel Madureira Dias, natural da nossa diocese (Tarouquela) e de todo o seu presbitério; o trabalho no pré-seminário e a ajuda nas paróquias de Vila Real de Santo António e Olhão. Depois a experiência de um ano com os nossos emigrantes em França, vivendo e partilhando os seus problemas e dificuldades; o regresso ao nosso país e à vida paroquial por terras de Cinfães (Oliveira, Bustelo, Ramires, Ferreiros, Travanca, Fornelos ) traz-me ao pensamento e ao coração, muitas alegrias e também alguns sofrimentos, mas tenho a consciência que dei o melhor de mim e reconheço que por meu intermédio muitas bênçãos e graças foram semeadas. Como pároco de Travanca e Fornelos ainda leccionei EMRC na escola EB 2-3 de Souselo permitindo-me assim um maior contacto com os adolescentes e jovens daquele espaço pastoral. Depois fui chamado para fazer parte da equipa formadora do nosso Seminário Maior e acompanhei os seminaristas que frequentavam o IST-DB (Viseu). Procurei aproveitar este tempo para me valorizar e actualizar frequentando a UCP-Porto onde conclui o mestrado em Ética Social Cristã. Desde 2005 resido no Santuário de Nossa Senhora da Lapa e tenho ao meu cuidado as seguintes comunidades: Arnas, Cunha, Tabosa e Ponte do Abade (Concelho de Sernancelhe). No meu coração sinto uma grande alegria e gratidão ao Senhor porque me deu força e coragem para ultrapassar horas amargas e momentos de solidão. Tantas vezes medito nas palavras de São Paulo que eu escolhi como lema do meu sacerdócio: “Tudo posso n´Aquele que me dá força” (Fil 4,13). Também não posso esquecer que a devoção e o amor que me incutiram a Nossa Senhora, na família e no Seminário, tem sido uma âncora segura no meu ministério sacerdotal. Como Maria, também me apetece cantar “ a minha glorifica o Senhor” (Lc 1, 46).

Olhando para diante, que desafios se colocam hoje ao sacerdote e à Diocese/ Igreja?

Os desafios são muitos e de variada ordem. Desde logo, o ambiente social, cultural e religioso sofreu uma transformação radical que exige de nós uma actualização permanente para respondermos de forma adequada aos problemas que se nos colocam. O número de sacerdotes tem diminuído o que implica mais trabalho, menos tempo para o encontro e a partilha, mais desgaste físico. Por outro lado as nossas comunidades, essencialmente rurais, estão a perder muita população: há poucas crianças, em algumas paróquias já não há crianças em idade de catequese, os jovens emigram, temos sobretudo pessoas idosas; há necessidade de reestruturar a pastoral paroquial, mas corre- -se o risco de não haver compreensão porque das pessoas que estavam habituadas a outras formas de vivência da fé e custa-lhes aceitar a mudança. Julgo que a solução é apostar na formação dos leigos e fazer- -lhes sentir a responsabilidade como igreja que somos. Teremos de invocar o Espírito Santo para que nos inspire as melhores soluções, pois por vezes não sabemos qual o melhor caminho a seguir.

Edição Voz de Lamego, de 27 de maio de 2014, n.º 4266