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Posts Tagged ‘Pe. Adriano Alberto’

Falecimento do Pai do Padre Adriano Pereira

Deus, na Sua infinita Sabedoria, chamou de regresso a Si, o Sr. Alberto Pereira, pai do reverendo Pe. Adriano Alberto Pereira, pároco de Tendais e de Alhões, na Zona Pastoral de Cinfães.

O Senhor Bispo, D. António Couto, em comunhão com o presbitério da Diocese de Lamego, manifesta a sua comunhão com o Pe. Alberto, familiares e amigos, confiando na bondade e na misericórdia de Deus, e na profissão de fé na ressurreição e na vida eterna.

Celebração de Missa Exequial, de corpo presente, na terça-feira, 18 de fevereiro:

  • 10h30: Igreja Matriz de Tendais
  • 15h00: Igreja Matriz de Cinfães

Será sepultado no cemitério de Cinfães.

A Deus agradecemos a sua vida, invocando para os familiares a consolação das palavras de Jesus que nos aguarda junto do Seu e nosso Pai.

6.º Ano do Seminário: Conhecer a realidade pastoral da Diocese

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Tendo em vista uma melhor preparação para o exercício do ministério presbiteral, o nosso sexto ano de teologia está a ser rico em formações práticas que nos proporcionam um maior conhecimento da nossa realidade diocesana, seus movimentos, departamentos, serviços, etc.

Ainda imbuídos na experiência dos Cursilhos de Cristandade realizados no passado mês de abril, recebemos no dia dez de maio, no nosso Seminário Maior de Lamego, o senhor José Luís Morais e a sua esposa, para nos falar do que é no concreto o Cursilho e a sua importância na vida paroquial e eclesial. Ficamos a conhecer melhor a História deste movimento, as suas características fundamentais e a sua evolução ao longo destes anos todos. Pudemos também partilhar experiências e reconhecer que o papel dos leigos é muito importante na Igreja. Cristo conta com todos nós para o anunciarmos, não só na igreja mas também nos ambientes onde estamos inseridos.

No dia treze de maio, juntamente com o nosso Reitor, Padre Joaquim Dionísio, deslocamo-nos até terras de Cinfães, mais concretamente até à Paróquia de Tendais, onde fomos recebidos pelo senhor Padre Adriano Alberto que aceitou falar-nos um pouco sobre a sua experiência como fundador e diretor de uma IPSS. Num diálogo fraterno marcado pela disponibilidade para esclarecer algumas das nossas questões, sentíamos que estávamos a ter uma aula de Doutrina Social da Igreja in loco.

Alertados para as dificuldades burocráticas e sensibilizados para as necessidades do povo de Deus, percebemos que um sacerdote pode desempenhar um papel muito importante nessa área socio-caritativa. Numa diocese do interior, como é a nossa, a existência desse tipo de instituições apresenta-se como um meio importantíssimo para dar resposta a muitos problemas escondidos, para apoiar pessoas esquecidas, para criar emprego.

Foi uma semana rica em testemunhos! Agradecemos ao senhor José Luís e à sua esposa a disponibilidade manifestada desde o primeiro instante, em vir ao seminário, e a alegria em nos poderem ajudar a conhecer este movimento, que tal como outros é tão importante para a vitalidade da Igreja e para a nossa Diocese.

Manifestamos igualmente a nossa gratidão ao Padre Adriano e ao Padre Francisco Marques, que também esteve connosco, por nos terem dado a conhecer a beleza do serviço a Deus e a responsabilidade do compromisso com todos, principalmente com aqueles que mais necessitam.

Diogo Rodrigues e Luís Rafael Azevedo,

in Voz de Lamego, ano 86/24, n.º 4363, 17 de maio de 2016

À conversa com o Arcipreste de Cinfães – Resende: Pe. Adriano Alberto

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(Pe. Adriano, em primeiro plano, a conversar com D. António Couto, e olhar atento o Pe. Francisco Marques)

 

CONHECER MELHOR A NOSSA DIOCESE RONDA PELOS ARCIPRESTADOS

A nossa Diocese, desde há cerca de um ano, remodelou a sua divisão Arciprestal, passando de 14 arciprestados para apenas 6. No nosso Jornal, nos próximos tempos gostaríamos de conhecer melhor cada Arciprestado, divulgando esta realidade eclesial e diocesana. Para isso vamos ao encontro dos respectivos Arciprestes.

1 – A partir da experiência que tem, como descreveria a missão do Arcipreste?

Desde logo, gostaria de deixar uma palavra de desculpa ao Diretor do nosso jornal diocesano, sr. P. Joaquim Dioniso, pela demora no envio deste trabalho, mas circunstâncias várias não me possibilitaram a apresentação antes. Os elementos apresentados são relativos ao ano de 2014, daí não considerar as alterações entretanto surgidas com novas nomeações de párocos. Em relação aos outros elementos constantes das tabelas, terão os desajustes resultantes nomeadamente da desertificação humana que se vem verificando no interior do país. Julgo porém, que continuarão a constituir-se num contributo com interesse para uma melhor compreensão da realidade diocesana num determinado período.

Respondendo à pergunta colocada, as linhas orientadoras, subjacentes à missão do Arcipreste, encontramo-las no CIC, capítulo VII, do livro II, dedicado ao Povo de Deus, designação escolhida pelo Concílio Vaticano II, na sua Constituição Lumen Gentium, para designar a Igreja. Esta missão por sua vez tem subjacente uma forma de organização descrita no número 217 do Directório para o Ministério Pastoral dos Bispos. Em síntese é uma missão que deverá constituir-se em serviço e visando a comunhão no Arciprestado, considerado célula vital no tecido reticular da Diocese. Na base da ação a desenvolver, na coordenação da atividade pastoral deverá estar a Evangelização e a aplicação do Concílio Vaticano II.

2 – Dois concelhos, duas zonas pastorais, um Arcipreste. Tem sido difícil esta missão?

Tendo como referência o censos de 2011 e na configuração atual, o arciprestado integra Cinfães, o segundo concelho mais populoso da Diocese e Resende o quarto concelho mais populoso.  Os dois concelhos em conjunto têm os níveis mais elevados de população ( ver quadro população censos 2011). As dificuldades sentidas estão também relacionadas: com a extensão da área geográfica; as dificuldades de transporte em termos de serviços públicos; as limitações existentes em termos de oferta de emprego com muitos dos naturais a procurarem uma oportunidade de trabalho na emigração em outros pontos do país e do estrangeiro; a deslocação dos jovens para outras cidades onde podem prosseguir os seus estudos universitários, entre outras.

3 – A nova divisão Arciprestal tem prós e contras. Quer enumerar alguns?

Como vantagens, o maior número de sacerdotes que pode proporcionar um maior enriquecimento em termos de reflexão e partilha de experiências e entreajuda. Como principais dificuldades a vastidão do espaço geográfico e as distâncias a percorrer com a consequente maior dificuldade das pessoas se encontrarem.

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(Pe. Adriano, de frente para a imagem. Em primeiro plano, os Padres Assunção e Carlos Lopes)

 

4 – Na Igreja, as estruturas só existem para servir o Evangelho. A nova divisão auxilia ou dificulta esse serviço?

No sentido de se poderem aproveitar as vantagens descritas no número anterior e minorar as limitações, o arciprestado está organizado em duas zonas pastorais, Cinfães e Resende. Os sacerdotes reúnem-se em conjunto três vezes por ano, de forma alternada, numa das duas zonas pastorais e mensalmente por zona pastoral. O Conselho de Pastoral Arciprestal está organizado de forma a que em cada uma das suas secções estejam leigos e sacerdotes das duas zonas pastorais.,

5 – Quais os principais desafios pastorais que se colocam no Arciprestado?

Como principais desafios à ação pastoral penso continuarem atuais a linhas orientadoras colocadas na nota pastoral da conferência episcopal sobre a promoção da renovação da pastoral da Igreja em Portugal, bem como as apresentadas na Exortação Apostólica Evangelii Gaudium com o enquadramento dado para a diocese através dos planos pastorais que vão sendo propostos.

6 – Que sugestões para dinamizar, mais e melhor, a actividade missionária da Igreja neste Arciprestado e na nossa Diocese?

Considero ser importante um trabalho conjunto, preparado, e envolvente de todos seja ao nível das pessoas, seja das estruturas e organismos dedicando uma atenção particular aos capítulo I e 5 da Exortação Pastoral Evangelii Gaudium dedicados respetivamente à transformação missionária da Igreja e aos evangelizadores com espírito, motivações para um renovado espírito missionário.

7 – Em plena de crise económica, que reflexos da mesma nas nossas paróquias e que respostas estão a ser dadas?

A crise económica, à semelhança do que aconteceu noutras zonas nosso país, levou a que algumas empresas, ainda que de pequena dimensão encerrassem a atividade, com o consequente desemprego. A emigração e o trabalho noutros pontos do país e do estrangeiro continuou a ser o caminho encontrado como resposta à necessidade de se encontrar um futuro melhor. Em colaboração com a Cáritas e através do trabalho dedicado de pessoas, IPSS, Misericórdias e Associações, com a colaboração generosa das comunidades, têm-se procurado respostas criando postos de trabalho e organizando a ação social de modo a minorar situações mais precárias com uma atenção maior aos mais idosos e desfavorecidos.

8 – Quanto à designação do Arciprestado, fica assim ou acha que poderia ter outro nome?

É a designação que surge, aquando da reorganização dos arciprestados, e se aceita na medida em que situa geograficamente o arciprestado e identifica as duas zonas pastorais que o constituem. Novas designações, que entretanto possam surgir, serão naturalmente apreciadas.

in Voz de Lamego, ano 86/09, n.º 4345, 12 de janeiro de 2016