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Posts Tagged ‘Paz’

Editorial da Voz de Lamego: Dar a outra face… ou nem tanto!

No início de cada ano, e neste não foi diferente, há uma onda de esperança, com milhentos votos e propósitos de que tudo poderá ser melhor, a nível pessoal, familiar e social, a nível profissional, extensível à economia, à política, às relações internacionais. Mas logo a borrar a pintura o assassinato do general iraniano Soleimani, a 3 de janeiro, com a justificação que comandou diversas ofensivas contra militares americanos. Como vingança, os iranianos lançaram, dias depois, a 7 de janeiro, vários mísseis contra duas bases áreas americanas, situadas no Iraque, sem baixas.

Entretanto chegou a notícia de que um avião ucraniano se tinha despenhado, matando 176 pessoas que iam a bordo, no dia 9 de janeiro. Num primeiro momento, a informação de que se tratava de um acidente, mas logo se veio a saber que tinha sido abatido pelos iranianos. O Irão foi negando mas as informações levaram à admissão da culpa, ainda que tenham sublinhado ter-se tratado de um erro. Erro ou propositado, os protestos saíram à rua contra as autoridades iranianas, pois muitos dos que iam a bordo eram precisamente iranianos. Foram mortas 176 pessoas. É demasiado grave para esconder e se distorcer a informação.

A ameaça da guerra é uma constante; a paz, muitas vezes, não é conseguida pelo diálogo e pela verdade, mas pela força, pela demonstração bélica. Segundo as palavras do Papa Francisco já vivemos a Terceira Guerra mundial não apenas pelos focos de guerrilha, perseguição, mas também pelas políticas castradoras que exploram os mais pobres, pessoas e povos, obrigando-os a mendigar o que lhes pertence; a miséria, o tráfico de pessoas e/ou de órgãos humanos, a exploração sexual; o narcotráfico, as ditaduras que perduram, a corrupção, os guetos e os muros construídos; a ditadura da bolsa de valores e de novas ideologias, de multinacionais da comunicação e das empresas multinacionais que exploram exaustivamente as riquezas naturais, com trabalho escravo, comprando barato, e vendendo caro (aos mesmos que exploram). Como não lembrar, outro caso estranho, a Alemanha que, ao mesmo tempo, emprestava dinheiro, com juros, à Grécia, e vendia-lhe armamento, ganhando duas vezes à custa dos gregos. Os refugiados continuam a ser o rosto da miséria, da insegurança, da violência gratuita e da indiferença dos países mais ricos!

A pobreza de alguns países tem a conivência das autoridades locais. As lideranças políticas têm pouca vontade de resolver as dificuldades das suas gentes, mantendo-se infindamente no poder, controlando os militares, usufruindo, em benefício próprio, do comércio com países industrializados, empobrecendo os seus países!

Pouco a pouco, ainda que lentamente, as populações parecem abrir os olhos. O recente protesto contra as autoridades iranianas é expressivo: primeiro apoiaram a vingança contra os americanos, depois perceberam que as autoridades iranianas não se importam em sacrificar os seus ou de os enganar, mentindo-lhes…

A violência, a ameaça, as injustiças e a corrupção, o controlo da informação e as guerrilhas impedem o almejado desenvolvimento dos povos, destruindo as possibilidades de uma paz duradoura. Ainda estamos longe do desafio de Jesus, mas não chegaremos lá antes da justiça solidária!

Pe. Manuel Gonçalves, in Voz de Lamego, ano 90/07, n.º 4542, 14 de janeiro de 2020

Paróquia de Almacave | Oração pela Paz na Síria

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Vigília de Oração pela paz na Síria

Uma noite calma. Uma cidade segura. Uma igreja, a Igreja de Almacave, a transbordar de uma energia contagiante, a energia que irradia de Jesus Cristo e que a todos irmana no mesmo Amor, o Amor ao Senhor e o Amor a todos aqueles que são nossos irmãos em Deus. Muitos jovens, um numeroso grupo de jovens, o Grupo Almacave Jovem, a que se uniram outros jovens vindos de outras Paróquias. Quiseram estar juntos, unidos na oração, rezando por todos os que sofrem por causa da guerra, em especial na Síria. Na sua segurança, na sua comodidade, unindo-se ao apelo do Papa Francisco, estes jovens não esquecem aqueles que não podem ter noite calmas nem seguras, pela intromissão permanente da guerra e dos horrores que a mesma traz à vida daqueles a quem a mesma é imposta. Sabem que só Deus poderá penetrar no coração dos homens, em especial daqueles que têm responsabilidades na condução das nações e dos povos, para que “olhem para o outro como um irmão e assumam com coragem e decisão o caminho do encontro e da negociação”. Nas preces da comunidade orante, não foram esquecidos os refugiados, em especial as crianças, para que o Senhor faça com que “os governos do mundo saibam olhar com misericórdia este povo torturado”. Os jovens saíram confiantes de que Deus, na sua infinita bondade e misericórdia, atenderá as orações de toda a Igreja e fará descer sobre a Síria a paz, de que tanto precisa. “Dá a paz Deus, dá a paz ò Cristo aos nossos dias”

Esta Vigília de Oração pela paz na Síria seguiu o ritmo da Oração de Taizé. É um tempo de oração, de muito recolhimento, de leitura bíblica, de meditação, de preces, em que os cânticos, repetidos para penetrar profundamente na mente e no coração, assumem o fio condutor na procura de Deus e dos caminhos da nossa vida para Ele. A Oração de Taizé é da responsabilidade do Grupo Almacave Jovem.

Este Encontro acontece todos os meses, no terceiro sábado, a partir das vinte e trinta horas. A Paróquia de Almacave e o Grupo Almacave Jovem convidam à participação de todos na Oração de Taizé.

M.R., in Voz de Lamego, ano 86/43, n.º 4379, 20 de setembro de 2016

Dia Internacional da Caridade | Francisco: A Paz na Síria é possível!

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O Dia Internacional da Caridade comemora-se a 5 de setembro e foi proclamado pela Assembleia Geral das  Nações Unidas em 2012, através da Resolução 67/105, tendo por base a promoção do diálogo, a solidariedade e entendimento mútuo entre os povos da terra, cuja comemoração se efetuou pela primeira vez em 2013.O dia 5 de Setembro assinala ainda o dia do falecimento de Madre Teresa de Calcutá, religiosa que dedicou toda a sua vida a ajudar quem mais precisava, sobretudo os mais pobres.

Este ano, a Cáritas Diocesana de Lamego, enquanto organização católica, como forma de assinalar a data, em consonância com o  apelo feito pelo Papa Francisco e em articulação com o Grupo de Jovens da Sé, organizou uma Vigília de Oração na Sé Catedral de Lamego  pela Paz na Síria.

A vigília teve o seu início às 18horas, com a recitação do Terço em louvor de Nossa Senhora, rezando pela sua intercessão em diversos problemas gravíssimos que afetam a sociedade atual, de modo particular os que são vítimas da injustiça e da  guerra. Em cada mistério do terço foi lido um texto reflexivo subordinado aos temas: caridade, guerra na Síria, as aflições de todos os refugiados que continuam a atravessar o mar do Mediterrâneo e apelo a todos aqueles que, com responsabilidades políticas, tentem chegar a um acordo de Paz naquela região. A acompanhar os textos apresentados, foram divulgadas imagens da Síria (antes e depois), um vídeo com o testemunho de uma jovem Síria, apresentado nas Jornadas Mundiais da Juventude em Cracóvia e um outro do Papa Francisco a apelar à oração pela Paz na Síria.

Foi um momento alto de Oração/Reflexão e comovente, em que por intercessão de Nossa Senhora se pediu a Deus que,  na sua infinita misericórdia, proteja os refugiados, as crianças órfãs e desaparecidas, bem como sensibilidade na tentativa de resolução dos problemas,  em busca de um mundo sem guerras, mais justo e com mais amor.

Após a recitação do Terço, seguiu-se a   celebração da Eucaristia, presidida pelo Reverendíssimo Senhor Padre Marcos Alvim. Nesta Eucaristia, continuando a nossa oração pela Paz, no momento de Ação de Graças foi  projetado um pequeno vídeo sobre a vida e obra de Madre Teresa de Calcutá, proclamada Santa Teresa de Calcutá, no dia anterior, 4 de Setembro, em Roma, na Praça do Vaticano, por Sua Santidade o Papa Francisco.

 

Cáritas Diocesana de Lamego

Isabel Duarte Mirandela da Costa,

in Voz de Lamego, ano 86/42, n.º 4378, 13 de setembro de 2016

“Só os mais corajosos vêm à Missa» | Terra Santa

GazaA Fundação Ajuda à Igreja que Sofre (AIS) divulgou o testemunho do padre Mário da Silva, da Faixa de Gaza, que alerta para a dificuldade de prestar assistência pastoral devido à guerra, porque as pessoas têm medo sair de casa.

“Apesar da situação, celebramos Missa todos os dias e fazemos adoração Eucarística mas neste momento quase ninguém vem à igreja e ao domingo nunca há mais do que cinco pessoas. Só os mais corajosos vêm, é demasiado perigoso”, explicou o padre Mário da Silva, do Instituto do Verbo Encarnado, em Gaza, Palestina.

Atualmente são 170 católicos que vivem na Faixa de Gaza que tem numa população de 1,8 milhões de pessoas, adianta a AIS.

“As pessoas não se atrevem a sair à rua, por causa dos bombardeamentos, e preferem ficar nas suas casas. Por essa razão, começámos um serviço pastoral por telefone e todos os dias, com o pároco, ligamos para os fiéis e perguntamos pela família, como é que estão, de que precisam e também tentamos dar-lhes coragem espiritual”, desenvolveu o sacerdote, sobre as consequências do conflito entre Israel e a Palestina.

O padre Mário da Silva, que trabalha na paróquia católica da Sagrada Família, disse ainda que cerca de 900 refugiados encontraram abrigo numa escola católica onde recebem assistência.

Nesta paróquia, o sacerdote partilha o trabalho com mais dois padres e seis freiras do instituto religioso fundada pela Beata Madre Teresa de Calcutá, as Missionárias da Caridade que são responsáveis por crianças com deficiência física e mental.

in VOZ DE LAMEGO, 19 de agosto de 2014, n.º 4276, ano 84/38

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ORAÇÃO PELA PAZ NO MUNDO – 8 de junho no Vaticano

ORAÇÃO PELA PAZ NO MUNDO – 8 de junho no Vaticano

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Os momentos de oração serão em hebraico, inglês, italiano e árabe, com pedidos de perdão e de paz.

Após a intervenção do Papa e dos dois presidentes, acompanhados pelo patriarca Bartolomeu, vai ser plantada uma oliveira, como símbolo de paz.

Francisco, Shimon Peres, Mahmoud Abbas e Bartolomeu irão retirar-se depois para um encontro privado.

Peres e Abbas tinham sido convidados publicamente, a 25 de maio, durante a viagem do Papa à Terra.

NOTÍCIA COMPLETA: Agência Ecclesia