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Posts Tagged ‘Pastoral Vocacional’

Jornada Vocacional na Paróquia de São Martinho de Mouros

No passado domingo, segundo do advento, a comunidade do Seminário deslocou-se até à paróquia de S. Martinho de Mouros (Resende), paróquia do nosso colega José Miguel onde foi tema desse dia a Vocação.

A primeira Eucaristia foi às 08:00h da manhã na igreja matriz onde presidiu o pároco, padre Excelso Ferreira. A segunda foi às 10:30h, presidida pelo mesmo, desta vez na capela do Senhor Do Calvário.

Tivemos em ambas as eucaristias o prazer de ouvir o testemunho vocacional do João Patrício e da Irmã Kelly.

De seguida fomos com o padre Excelso distribuir a Sagrada Comunhão ao lar, onde visitámos os idosos de várias localidades. Fomos depois almoçar na residência paroquial onde fomos muitíssimo bem acolhidos pelo padre Excelso e onde almoçámos também na companhia do padre Vasco, pároco de Barrô.

Depois de tudo isto partimos novamente para o seminário de Lamego.

Agradecemos com muita estima a disponibilidade do sr. Padre Excelso em nos ter recebido com amabilidade e também a toda a gente de S. Martinho que nos acolheu de forma muito amiga, sincera e humilde.

 

Celestino Ribeiro, 9.º ano,

in Voz de Lamego, ano 87/54, n.º 4440, 12 de dezembro de 2017

Dia Vocacional na Pereira – Paróquia de Cetos

No passado dia 15 de outubro, a comunidade do Seminário de Lamego foi em ação de promoção vocacional à Pereira (paróquia de Cetos), cujo padroeiro é S. José e de onde é natural o Celestino, seminarista de 9º ano.

Estivemos na presença do Sr. Padre Costa Pinto que nos recebeu muitíssimo bem e que nos convidou a participar na Eucaristia. Durante a celebração tivemos a oportunidade de ouvir os sábios conselhos deste Rev. Pe. No fim, apresentámo-nos.

Depois seguiu-se o almoço onde contámos também com a presença do Sr. Padre Américo (pároco) e dos familiares do nosso colega e amigo Celestino, a quem desde já deixamos o nosso muito obrigado pela forma como nos trataram e acolheram.

No final, regressámos ao Seminário.

Agradecemos aos Rev. Padres Américo e Costa Pinto esta excelente oportunidade e esperamos regressar o mais brevemente possível.

 

José Miguel, seminarista.

9.º ano, in Voz de Lamego, ano 87/46, n.º 4432, 17 de outubro 2017

Pastoral Vocacional: A Igreja tem uma função mediadora e pedagógica

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Para a maior parte dos nossos leitores, falar de “vocação” será sinónimo de percursos de vida enquanto consagrados (religiosos) ou ministros da Igreja (padres e bispos). Durante muitos anos, a pastoral vocacional procurou anunciar tal chamamento e recrutar candidatos que se enquadrassem no perfil aceite.

Mas o assunto é mais vasto e diz respeito a todo o ser humano. Afinal, Deus chama todos: para cada um há o chamamento à vida, à realização e à santificação. Nenhuma vida é um acaso ou um incidente, nem nenhuma vida pode ser considerada uma perda de tempo ou algo de insignificante. Apesar das circunstâncias em que é vivida, do grande ou do pequeno percurso feito, etc, cada vida é algo de único e cada um é responsável pela vida que recebeu como dom.

Neste contexto, de que falamos quando referimos “vocação”? Aqui fica uma definição possível: “A vocação é uma realidade constitutiva do ser humano, fruto do diálogo entre a palavra ‘eficaz’ do Criador, que escolhe-chama-envia-assiste, e a resposta ‘humilde’ do crente, que constrói a sua identidade em relação vital com os demais, em continuidade projetiva e em evolução dinâmica, até se converter em imagem de Cristo, membro ativo da Igreja, sinal vivente do Reino de Deus” (Mario Oscar Llanos, Pastoral vocacional na nova evangelização, p. 24).

Perante este conceito de vocação, facilmente percebemos que Deus espera correspondência, com ações, da parte da pessoa chamada, que deve entender-se como eleito-responder-cumprir a missão-ser fiel. Nesse sentido, “toda a vocação cristã é ‘particular’ porque interpela a liberdade de cada homem e gera uma resposta personalíssima numa história original e irrepetível” (NVNE, 19).

A mediação pastoral procurará ajudar cada um a acolher e a discernir a sua identidade, cumprindo a sua vida. Por causa desta mediação, a Igreja é chamada “mãe de vocações” porque “as faz nascer, com a força do Espírito, protege-as, nutre-as e sustenta-as. De modo especial, é mãe porque exerce uma preciosa função mediadora e pedagógica” (NVNE, 19d).

A Igreja cumpre tal missão de mediação quando ajuda e estimula cada crente a tomar consciência do dom recebido (vida) e da responsabilidade que o dom traz consigo. Mas também forma e provê a que cada um tenha a necessária e adequada formação. A oração, a pregação, a catequese, os diferentes grupos e movimentos, a formação permanente… tudo está ao serviço desta mediação e pode ser visto como cumprimento da eclesial missão pedagógica.

Comissão Diocesana Vocações e Ministérios,

in VOZ DE LAMEGO, n.º 4302, ano 85/15, de 24 de fevereiro de 2015

PASTORAL VOCACIONAL: entrar e sair sem compromisso

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Muitos são os textos que tentam caracterizar a nossa sociedade, analisando e descrevendo a atualidade, ao mesmo tempo que fornecem pistas para nos ajudar a perceber como chegámos aqui. Mas, no fim de contas, a nossa época não é melhor ou pior que outras; há características que a singularizam e marcam a geração que lhe dá corpo. Aqui ficam algumas notas repescadas no que se vai vendo e lendo, possível ajuda para ler a realidade e comunicar com os nossos contemporâneos.

Apesar dos grandes avanços e das inúmeras possibilidades, afinal o progresso não é infinito e as ideologias têm pés de barro. Diante de semelhante constatação, o pessimismo pode instalar-se, desalojando perspectivas de futuro. A isso se soma a grave crise económica que a todos afeta e deixa marcas. Por isso, alguém chamou ao nosso tempo a “época das paixões tristes”. Contudo, talvez a presente crise permita enfrentar a irracionalidade do consumismo e a colocar mais razão na tarefa educativa.

Marcados por um quotidiano precário, facilmente se observa o crescimento de uma “geração incrédula” e onde a “visão vocacional da vida” se dilui numa imediatez que é dominada pelo episódico e com carácter provisório. Fazemos parte de uma geração que tem medo de ficar de fora, de não saber as coisas, de não estar atualizada e, por isso, aumenta a dependência da internet, da violência e da falta de respeito pela privacidade.

As relações humanas também são marcadas por uma “visão utilitarista do leasing”, em objecto de uso enquanto serve para mudar logo que possível. O que leva a uma crise das relações baseadas na reciprocidade e no dom de si. Observa-se muita emoção, mas sem interação, passando-se facilmente da proibição à tolerância permissiva, enfrentando com dificuldade o quotidiano e caindo numa fácil tendência para escolher atalhos evasivos do “tudo e rápido” marcado por um narcisismo e dependência.

O individualismo observável, subjectivo e consumista, não permite ou favorece a descoberta dos outros e do Outro. A família deixou de ser uma realidade que exige posturas éticas e impõe comportamentos, passando a ser alguém que escuta e consente, não transmitindo ou ousando valores, ficando bloqueada diante de filhos belos, mas frágeis. Uma infância “passada entre algodões”, hiperestimulada, com poucos reflexos com o Outro, sem guia nem regra, faz aparecer nos mais novos um “sentido de omnipotência”.

Há uma falta de definição pessoal que se visualiza no sentir ético da consciência, onde se vive uma espécie de ecletismo hedonista, sem ideais absolutos. Numa linguagem informática, corre-se o risco de encarar a vida como realidade onde se pode entrar e sair sem compromisso.

 

Comissão Diocesana Vocações e Ministérios,

in VOZ DE LAMEGO, n.º 4301, ano 85/14, de 17 de fevereiro de 2015

A pastoral vocacional é a vocação da pastoral | Igreja que chama

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A evangelização é a razão de ser da Igreja. Eis uma afirmação sempre repetida e uma prática sempre assumida. No nosso contexto, em virtude de fenómenos como o do indiferentismo religioso, do ateísmo e do secularismo sublinha-se, sem cessar, a necessidade de uma nova evangelização capaz de assegurar uma fé límpida e profunda, dando sentido ao nascer, ao viver, ao sofrer e ao morrer.

A partir de textos e documentos publicados, a Comissão Diocesana das Vocações e Ministérios procurará contribuir para a missão evangelizadora comum, nomeadamente através do ângulo da pastoral vocacional. Porque uma evangelização que se reclama de “nova” não pode dispensar uma “pastoral vocacional nova”, atendendo ao contexto onde se insere e desenvolve.

Neste particular, facilmente nos apercebemos de que o contexto sócio-cultural em que nos inserimos é diversificado, causando alguma confusão e dificuldades nas opções, já que as solicitações são muitas. Vivemos numa cultura pluralista, ambivalente, “politeísta” e neutra, onde o modelo antropológico parece ser o do “homem sem vocação”.

Por outro lado, a pastoral vocacional é a própria acção pastoral de toda a Igreja (Pastores dabo vobis 34), já que a vocação é o coração da nova evangelização, um objectivo primário da acção eclesial: evidencia o chamamento universal de Deus. Porque o fundamento da pastoral vocacional será ajudar todos a descobrir o significado da existência humana. Daí o título desta contribuição, emprestado do documento final do Congresso sobre as Vocações para o Sacerdócio e a Vida Consagrada, realizado em Roma, em 1997, intitulado “Novas Vocações para uma Nova Europa”, onde afirma que “ a pastoral vocacional é a vocação da pastoral hoje” (n.º 26), convidando a Igreja a “vocacionalizar toda a pastoral”.

No tempo do “homem sem vocação”, importa anunciar a certeza de que não somos um acaso nem seres sem uma meta final a atingir. E desenvolver uma cultura da vocação é oportunidade para concretizar a gratidão, acolher o mistério, assumir a incompletude do homem, abrir-se ao transcendente, disponibilizar-se para se deixar chamar por um outro, confiar em si e no próximo, ser livre diante do dom recebido e ter capacidade para sonhar e desejar (NVNE, 13).

A Igreja é uma comunidade vocacional (chamados), tal como deixa a entender o próprio nome (assembleia convocada) onde, por sua vez, todos são capazes de anunciar e convidar. Todos são chamados e todos chamam.

Por isso, falar de pastoral vocacional é falar da vida de todos os baptizados: chamados que chamam.

Comissão Diocesana Vocações e Ministérios,

in VOZ DE LAMEGO, n.º 4299, ano 85/12, de 3 de fevereiro de 2015

ENCONTRO DO PRÉ-SEMINÁRIO

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No fim de semana de 22 e 23 de Novembro decorreu o primeiro encontro do Pré-Seminário deste ano lectivo, para os jovens do 11º e 12º anos de escolaridade. Este encontro teve lugar no Seminário Maior de Lamego e nele participaram, o Ilídio, natural da paróquia de Pendilhe, Vila Nova de Paiva e o Rui, da Paróquia de Vila Nova Souto d’ El Rei, Lamego, que frequentam o Seminário Menor de Resende. Estavam inscritos mais dois jovens que, por determinadas razões, não puderam estar presentes.

O encontro começou no Sábado dia 22, com um tempo de reflexão, formação, partilha e testemunhos. Uma visita à igreja mais antiga da Diocese e das mais antigas da Península Ibérica, a “Igreja de S. Pedro do Balsemão”, que está muito relacionada com os primórdios da fundação da nossa Diocese. Neste lugar lemos e meditámos alguns textos do Evangelho que descrevem e apresentam o “sepulcro vazio”, a certeza da Ressurreição de Senhor, do anúncio do Evangelho até aos confins do mundo e da propagação da fé cristã. A seguir falou-se, em grupo e individualmente, sobre o questionamento e o discernimento vocacional. À noite houve tempo para o visionamento de um pequeno filme sobre a dignidade e a importância do sacerdócio ministerial desde os tempos dos Apóstolos, tendo como lema o convite de Jesus: “Vem e segue-Me”. Ao longo deste dia também houve oportunidade para o convívio com alguns seminaristas do Seminário Maior.

No Domingo, dia 23, reflectiu-se sobre a missão de cada baptizado (chamado) e dos diferentes ministérios ou serviços no âmbito da acção e missão da Igreja no mundo; a reflexão sobre este tema prolongou-se pela tarde, em que na Sé Catedral se celebrou a Solenidade de Nosso Senhor Jesus Cristo Rei do Universo, o Dia da Igreja Catedral, no decorrer da qual D. António Couto ordenou dois diáconos: o Fabrício e o Valentim. O próximo encontro de Pré-Seminário está marcado para o início do mês de Março. Para esse encontro apelamos, sobretudo, aos párocos que nos indiquem alguns jovens das suas paróquias, que possivelmente e livremente queiram fazer esta experiência de encontro de Pré-Seminário, conhecer o Seminário e possam vir a acolher a vocação ao sacerdócio.

 

Pe. Vasco Oliveira Pedrinho

Diretor do Departamento Diocesano da Pastoral Vocacional

in VOZ DE LAMEGO, n.º 4291, ano 84/53, de 2 de dezembro de 2014