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Posts Tagged ‘Páscoa’

CAMINHADA QUARESMA-PÁSCOA | ASCENSÃO DO SENHOR

O monte é continuamente o lugar do encontro e das revelações. Era lá que Moisés se dirigia para ter os seus mais importantes contactos com Deus e d’Ele receber as mais preciosas indicações para a condução do povo à Terra Prometida.

Jesus Cristo continuamente sobre ao monte para orar, para estar a sós com Pai, para intimamente se encontrar Consigo próprio. É no cimo do monte que também que acontecem as maiores revelações, desde o Tabor ao Calvário.

Agora volta ao monte pela última vez. Pede aos discípulos que vão lá ter. E depois de lhes deixar o maior de todos os mandatos missionários: “Ide e ensinai todas as nações, batizando-as em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo”, elevou-se ao Céu, prometendo continuar com eles, e connosco, até ao fim dos tempos.

Domingo da Ascensão

Preparação:

– Arranjar velas de copo, pequenas e baratas, para serem distribuídas;

Momentos da Eucaristia:

– Antes da missa e

– Após a homilia

Gesto:

Á entrada da igreja distribuir pelas pessoas uma vela pequena,

– Depois da homilia acender as velas e fazer a renovação das promessas batismais. No final colocar na cruz a flor com a palavra: IDE.

Pe. Diamantino Alvaíde, in Voz de Lamego, ano 87/28, n.º 4413, 23 de maio de 2017

CAMINHADA QUARESMA-PÁSCOA | 5.º DOMINGO DA PÁSCOA

À medida que se aproxima o tempo Cristo partir para junto do Pai, a Sua identidade vai-se definindo com maior precisão e clareza. Aliás, é Ele mesmo quem faz questão de deixar isso bem patente.

Se no domingo passado se apresentava como o Pastor e a Porta, neste domingo Ele identifica-se como o caminho, a verdade e a vida; como Aquele que dá a conhecer o rosto do Pai, as palavras do Pai, as obras do Pai.

Por isso, São Pedro, na segunda leitura o define como pedra angular, a mais importante, a escolhida, a preciosa. Aquela que os homens rejeitaram, mas que a peça basilar na construção do templo espiritual da vida dos cristãos.

 5.º DOMINGO DA PÁSCOA

Preparação:

– Arranjar uma pedra, mais ou menos trabalhada

Momentos da Eucaristia:

– Depois da segunda leitura e

– Antes da comunhão

Gesto:

– Logo após a 2ª leitura, antes do Aleluia, colocar diante da Cruz uma pedra, que não seja muito tosca, mas trabalhada, a significar a “pedra angular”;

Antes da distribuição da comunhão, colocar na cruz a flor com a palavra: JESUS, ou então, em vez da palavra, colocar o rosto de Cristo.

Pe. Diamantino Alvaíde, in Voz de Lamego, ano 87/26, n.º 4411, 9 de maio de 2017

Vigília Pascal na Sé de Lamego – 15 de abril de 2017

Juntamente com a Missa do Galo, a Vigília Pascal sempre foi das celebrações que desde pequena mais gosto; claro que não compreendia todo  o seu significado, mas penso que nunca entenderemos o suficiente.

Ano a ano vamos acrescentando uma pequena migalhinha de entendimento, uma palavra mais especial ou diferente que nos tocou, algo em que reparamos de um modo novo, um olhar mais esclarecido sobre algum gesto que no ano anterior não tinha tido o mesmo significado, enfim, a cada ano vamos descobrindo um novo significado mais espiritual e uma forma nova de nos renovarmos interiormente.

Este ano marcou-me muito a LUZ.

A LUZ que irrompeu das TREVAS, a LUZ DE CRISTO que inundou a Catedral, a LUZ que partilhamos entre nós, todos os presentes e também com os que não estavam connosco, mas que lembramos – todos os nossos irmãos perseguidos que não podiam celebrar como nós a Ressurreição; e também aqueles que moram no coração de cada um de nós e de quem só nós sabemos.

Marcou-me a palavra ” LUZEIRO”.

Palavra que devo ter ouvido tantos anos a fio, mas que foi entendida como se fosse a primeira vez que a ouvia, e que ressoava na minha cabeça enquanto observava com uma imensa ternura as crianças que iam de banco em banco acendendo as velas de todos os presentes com gestos suaves, cuidadosos, meigos, com a alegria a brilhar nos seus rostinhos, como só as crianças sabem brilhar.

Consegui, finalmente, imaginar essa Luz estendendo-se por toda a Terra e sentir esse imenso LUZEIRO levando o AMOR e afastando o MAL; pela mão das crianças…

Obrigada Sabrina, Margarida, Duarte, Lucas, André e os dois David, o “grande” e o “pequeno” .

Para mim, vocês representaram todas as crianças do mundo, todas as mãozinhas puras que ainda sabem acender a LUZ DE CRISTO não só nas nossas velas, mas principalmente nos nossos corações.

 

in Voz de Lamego, ano 87/23, n.º 4408, 18 de abril de 2017

RESSURREIÇÃO . GALILEIA | Editorial Voz de Lamego | 18 de abril

Dentro da Oitava de Páscoa, a edição da Voz de Lamego é preenchida de notícias e reflexões à volta do mistério maior da nossa fé cristã. O Pe.  Joaquim Dionísio faz-nos partir com os discípulos, da Galileia para todo o mundo, a anunciar o Evangelho da toda a criatura.

RESSURREIÇÃO . GALILEIA

Diante do túmulo vazio, tal como as madrugadoras e solícitas mulheres do evangelho, também nós escutamos o feliz anúncio da Ressurreição, acompanhado de um convite/mandamento: “Ele ressuscitou dos mortos e vai à vossa frente para a Galileia. Lá o vereis” (Mt 28, 7).

Gostávamos tanto que Ele estivesse aqui, connosco! Poderíamos até arranjar um novo espaço, talvez uma grande sala ou um vistoso mausoléu. Tornarmo-nos, em Seu nome, campeões do acolhimento e fazer o bem aos que nos são próximos.

Mas eis que nos dizem que não está aqui. Que não está encerrado nas nossas igrejas ou reuniões e que, se O quisermos encontrar, teremos que ir até à Galileia. A tal região pobre e politicamente não cobiçada, habitada por indivíduos socialmente irrelevantes, que nunca foi berço de profetas e de onde nunca se esperou nada de singular.

Mas na Galileia não estaremos entre nós! Não teremos a segurança dos habituais meios! Estaremos junto de gente indiferente e diferente! E Jesus insiste: “Não temais. Ide anunciar aos meus irmãos que partam para a Galileia. Lá me verão” (Mt 28, 10).

O convite de Jesus, na manhã de Páscoa, é como se nos dissesse: “Ide, motivai os cristãos a pedir hospitalidade junto de desconhecidos e a sair dos caminhos habituais e batidos! A ousar e a arriscar! Eu precedo-vos no coração de muita gente. A minha vida é mais forte que as vossas visões. Eu ressuscitei. Não tenhais medo uns dos outros”.

Celebrar a Páscoa do Senhor é acolher a boa nova da Ressurreição e dispor-se a encontrar quem anda por aí, nas “Galileias” do mundo – a que Francisco chama “periferias” – “revestidos da caridade”, sem comodismos e com vontade de servir.

Cada domingo celebramos a Páscoa de Cristo e escutamos o seu último mandamento: “Ide pelo mundo!”

in Voz de Lamego, ano 87/23, n.º 4408, 18 de abril de 2017

CRUCIFICADO BELO | Editorial Voz de Lamego | 11 de abril de 2017

Semana Santa, Semana Maior da nossa fé cristã, celebração da Morte e Ressurreição de Jesus Cristo, a edição desta semana da Voz de Lamego dá amplo destaque a este mistério cristão, com textos, notícias e reflexões, sem descurar outras temáticas tais como a Visita Pastoral de D. António em Freigil e São Romão ou o acidente pirotécnico na Penajóia. O Editorial, do Pe. Joaquim Dionísio, Diretor da Voz de Lamego, fixa na beleza da crucifixão, enquanto expressão de entrega, de amor e solidariedade de Jesus pela humanidade. E por aqui começamos a leitura:

CRUCIFICADO BELO

A visão do Senhor crucificado acompanha o cristão na sua peregrinação e contribui, decisivamente, para manter viva a gratidão diante de Deus, ao mesmo tempo que o desinstala e impele a corresponder a tamanho amor.

Porque a cruz, símbolo do sofrimento e da morte, não é, em Jesus Cristo, sinónimo de derrota, de fraqueza ou de abandono do Pai, mas de amor e de solidariedade ímpares pela humanidade. Ao aceitar a cruz, consciente e voluntariamente, Cristo toma-nos consigo, na sua morte e ressurreição, e conduz-nos a ultrapassar os nossos medos e receios para nos abrir à Vida.

Por isso falamos do “bom Deus”. Mas também do “Deus belo”. Porque no sofrimento da cruz, o Crucificado nos mostra a beleza de Deus.

Se tantas vezes falamos na beleza de um gesto, porque não falar da beleza da Paixão? Uma beleza que brota de um íntimo que é amor e de uma vontade vivificadora, capaz de despertar sentimentos de admiração, de grandeza, de nobreza, de perfeição. Muito diferente daquela beleza que, sendo apenas exterior, se obtém com disfarces artificiais. A nossa mãe, mesmo com rugas, será sempre bela, porque nos deu a vida!

O dom que Cristo faz de si mesmo manifesta a Sua glória e esta glória, a beleza luminosa de Deus, deveria falar-nos ao coração. E porque será que não sublinhamos devidamente esta realidade? Sem dúvida porque, para perceber o que é belo, se exige uma abertura interior à beleza. E esta abertura é um dom do Espírito Santo.

Ser cristão não se explica… vive-se. No fundo, trata-se de fazer a experiência de um encontro, de uma certeza de que toda a beleza do mundo se encontra na cruz e que ela nos preenche de uma graça indizível.

E esta graça torna belo.

in Voz de Lamego, ano 87/22, n.º 4407, 11 de abril de 2017

PERDÃO E ESPERANÇA | Editorial Voz de Lamego | 7 de março de 2017

Mais uma edição da Voz de Lamego com diferentes propostas de reflexão, inclusiva e desafiadora, para melhor viver como cidadãos, como cristãos, como pessoas, notícias da região e da diocese, do mundo e da Igreja. A Quaresma, o Conselho de Presbíteros, Visita Pastoral de D. António Couto a Moura Morta, Centenário das Aparições, Retiro para Agentes Pastorais, Convívio Fraterno, 125 anos das Filhas de São Camilo, são alguns dos temas em destaque, mas muitos outros assuntos podem ser lidos e refletidos.

Iniciamos, como habitualmente, no Editorial, do Pe. Joaquim Dionísio, que nesta semana nos fala do itinerário para a Páscoa, a Quaresma como tempo de conversão, de perdão, de esperança e de compromisso…

PERDÃO E ESPERANÇA

Rumo à Páscoa, numa caminhada quaresmal em que nos esforçamos por conjugar vivências habituais com opções pessoais, familiares ou comunitárias que circunstâncias e sensibilidades proporcionam, somos convidados a seguir Jesus no combate às tentações que afastam do Pai, da vida, dos irmãos…

Neste itinerário de conversão aberto a todos, assume particular destaque o acolhimento do perdão do Senhor, oferecido no sacramento da Reconciliação. Como tantas vezes já ouvimos e com tanto ênfase o recente Jubileu da Misericórdia recordou, este sacramento testemunha, a toda a comunidade e a todos os homens marcados pelo pecado, que o nosso Deus distribui largamente o seu perdão a todo o homem de boa vontade, que não existe derrota definitiva e que o Seu coração misericordioso é infinitamente maior que o nosso.

Por outro lado, o pedido/compromisso “perdoai-nos, assim como nós perdoamos” recorda-nos que o encontro com a misericórdia divina, propiciador da graça do perdão, deverá ter repercussões na vida comunitária.

Nos relacionamentos humanos, e tal como a vida ensina, o perdão liberta quem o oferece e quem o recebe. Porque, se é verdade que há “remorsos” que privam a consciência da tranquilidade merecida, também é uma evidência que “azedumes e promessas de vingança” sem termo impedem de saborear plenamente a vida. Desta forma, o perdão (recebido ou oferecido) surge como uma oportunidade para que o homem liberte o seu presente da hipoteca do passado e se lance, com esperança, rumo ao futuro.

E tudo se passa neste “hoje” que vivemos e onde se cruzam o perdão e a esperança, em que somos convidados a seguir Jesus, em que não podemos esquecer as marcas do passado que reclamam e esperam pela reconciliação (exercício de pacificação), mas em que se começa, também, a olhar para diante e a querer chegar.

in Voz de Lamego, ano 87/17, n.º 4402, 7 de março de 2017

DIOCESE DE LAMEGO EM CAMINHADA – QUARESMA 2017

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PREPARAÇÃO: Construir uma cruz de madeira. A cruz deve permanecer inclinada (apoiada num dos braços), num local visível da Igreja. Tanto quanto possível deve ser pintada ou revestida de preto de um dos lados e de branco do outro. Deve estar segura e de fácil acesso, por forma a poderem ser coladas algumas palavras ao longo dos domingos. Pode ser colocada logo na Quarta-feira de cinzas, ou então no início da Eucaristia do Primeiro Domingo da Quaresma, com a parte preta virada para a frente.

OBJETIVO DA CAMINHADA:

– Dar realce aos textos litúrgicos que são propostos para cada domingo da Quaresma e da Páscoa, já que cada gesto, símbolo e palavra tem a ver sempre com as leituras do dia;

– Procurar que, durante este tempo, as pessoas levem consigo uma mensagem visual ou um símbolo material que as faça recordar a celebração dominical;

– Acentuar, através dos pequenos gestos da liturgia, a importância destes dois tempos litúrgicos e a sua diferença em relação ao tempo comum;

– Envolver o maior número de pessoas, grupos e estruturas da paróquia na preparação dos gestos, das palavras a colar, dos símbolos a distribuir ao longo dos vários domingos;

– Sem alterar a o fundamental da estrutura da celebração, nem a tornar mais demorada, fazer com que esta se torne mais participativa e envolvente.

RAZÕES PARA A CAMINHADA:

– Realizar as propostas do plano pastoral diocesano, no seguimento do que já vem sendo feito ao longo do ano;

– Dar cumprimento ao lema pastoral deste ano, proposto pelo nosso bispo, relevando a urgência de ir a toda a criatura levar o Evangelho.

 

1.º DOMINGO DA QUARESMA

Momentos da Eucaristia: Admonição inicial e profissão de fé

Gesto: Após a saudação inicial da Eucaristia deve ser lida a admonição.

– No fim da homilia, antes do Credo, colar na cruz a palavra: TENTAÇÕES

Admonição inicial:

Estamos no início de um tempo litúrgico, particularmente importante para a vivência da fé do povo cristão. São quarenta dias de uma caminhada intensa e profunda de significado, que nos conduzirão à Páscoa da Ressurreição.

Para podermos mergulhar mais seriamente neste mistério salvífico da paixão, morte e ressurreição de Jesus, vamos este ano prolongar a nossa caminhada não só pela Quaresma, mas também pelo Tempo Pascal.

O destaque será dado à Cruz. A cruz que nos fala do sofrimento atroz de Cristo, da sua dolorosa caminhada até ao Clavário e da sua arrepiante morte, entre dois malfeitores. A cruz que nos fala do sofrimento de tantos irmãos e irmãs, nas escaladas íngremes das suas vidas. A cruz que nos fala das nossas próprias angústias e dores. Refletiremos, durante a Quaresma, sobre aquilo que a torna mais pesada e mais penosa.

Mas a cruz não é derrota, é essencialmente vitória! Por isso, ao longo do Tempo da Páscoa, teremos oportunidade de nos deixar envolver pelas consequências gloriosas da Cruz redentora de Cristo. Vamos ornamentá-la, de domingo a domingo, para que se nos afigure uma verdadeira árvore de Vida.

in Voz de Lamego, ano 87/16, n.º 4401, 28 de fevereiro de 2017

Celebrações da Semana Santa na Sé de Lamego

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Por toda a diocese ressoa ainda a alegre notícia da Ressurreição do Senhor, acontecimento central da nossa fé e solenidade devidamente preparada e vivida nas comunidades cristãs desta porção do Povo de Deus. A exemplo do que se passou por essas igrejas paroquiais fora, também a catedral de Lamego, referência para todos os diocesanos e com a presidência de D. António Couto, acolheu muitos fiéis durante as celebrações da última semana. Aqui ficam algumas palavras e imagens.

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Quinta-feira Santa

A manhã de 5.ª feira é marcada pela Missa Crismal, celebração que junta o presbitério diocesano em redor do bispo, concretizando e alimentando a comunhão e a unidade. É também neste dia que são benzidos os óleos dos catecúmenos e da unção dos doentes, bem como consagrado o do crisma.

A Eucaristia iniciou-se às 10h, com a presença de cerca de 80 sacerdotes, de D. Jacinto e sob a presidência de D. António Couto. Como já é habitual, a estas horas da manhã não são muitos os fiéis leigos que estão presentes. O canto litúrgico esteve a cargo do Coro da Catedral. No final da celebração, e mantendo a tradição, todo o presbitério foi convidado a almoçar no Seminário Maior.

Na monição inicial lembraram-se os sacerdotes falecidos no último ano: Duarte Martins Vaz, Joaquim Manuel Pinto, Manuel João Nogueira Amaral, Filipe Gonçalves da Fonseca, Mário Ferreira Lages, José Gomes do Nascimento e Cândido António Lemos de Azevedo.

Também nesta celebração se homenagearam os sacerdotes que, em 2016, comemoram 25 anos de ordenação sacerdotal (bodas de prata): Agostinho Ramalho e Fernando Albano Cardoso. Este ano ninguém celebra bodas de ouro sacerdotais.

Neste dia, às 17h, e já com todos os bancos da igreja ocupados, celebrou-se a Missa vespertina da Ceia do Senhor, marcada também pelo lava-pés. Presidiu o nosso bispo, sempre acompanhado por D. Jacinto.

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Sexta-feira Santa

Na tarde de 6.ª feira, com a Sé cheia, a celebração iniciou-se às 17h, em silêncio, tal como sugerem as orientações litúrgicas, favorecendo a adoração, a escuta da Palavra e a necessária e oportuna meditação diante de tamanho amor divino.

Após a comunhão, o silêncio voltou a marcar o tempo, sempre com muitos a deterem-se junto do Santíssimo, na capela lateral.

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Vigília Pascal

No sábado santo, às 22h, e com alguns bancos desocupados (havia outras celebrações na cidade), D. António deu início à solene vigília pascal, a “mãe de todas as vigílias”. O vento que se fazia sentir dificultou o acender do círio, mas algum tempo depois as velas de todos iluminaram o templo com o “lume novo”.

Para lá das partes da celebração, que fazem um todo harmonioso e conhecido de todos, destaque ainda para o baptismo de um menino (cerca de 8 anos), nesta que era a noite do baptismo dos catecúmenos.

A alegria estava bem presente em todos os participantes, apesar da hora (quase 1h da manhã) a que terminou e diante do relógio que entraria, daí a pouco, em horário de verão.

in Voz de Lamego, ano 86/19, n.º 4356, 29 de março de 2016

Visita Pascal de D. António Couto à Câmara de Lamego

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A tradição cumpriu-se mais uma vez. D. António Couto, Bispo da Diocese de Lamego, e Monsenhor José Guedes, Pároco da freguesia de Almacave, deslocaram-se à Câmara Municipal de Lamego durante a manhã de domingo de Páscoa, no âmbito da tradicional visita pascal a esta instituição, tendo sido recebidos por Francisco Lopes, Presidente da autarquia, e por outros membros do executivo camarário.

“Quaresma é tempo de paz. Quaresma é tempo de pão. Quaresma é tempo de graça, de verdade, de perdão. É tempo de divindade e humanidade. É tempo de entregarmos a Deus o nosso pó, a nossa cinza, para que o alento criador de Deus faça nascer em nós filhos verdadeiros e irmãos perfeitos no amor”, afirma D. António Couto.

Gabinete de Comunicação – Câmara Municipal de Lamego

in Voz de Lamego, n.º 4308, ano 85/21, de 7 de abril de 2015

A CAMINHO DA ETERNIDADE | Editorial Voz de Lamego | 7 de abril

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Dentro da Semana de Páscoa, a Voz de Lamego faz largo eco, nas notícias e nas reflexões, da Páscoa de Jesus, com celebrações, com a Homilia de D. António na Vigília Pascal, outras celebrações da Semana Santa, sem esquecer as habituais notícias da diocese e da região.

O Editorial, da responsabilidade do seu Diretor, Pe. Joaquim Dionísio, projeta-nos, comprometidos com o tempo atual, para eternidade de Deus.

 A CAMINHO DA ETERNIDADE

Houve um tempo em que o homem não podia contar senão com as suas forças, a sua inteligência e o seu trabalho. Depois, devido à necessidade e graças ao engenho e à curiosidade, obteve óculos, aparelhos dentários ou dispositivos auditivos. Hoje há próteses, bibliotecas, máquinas… A investigação aumentará os conhecimentos e continuará a desenvolver meios e possibilidades…

O sonho de uma vida terrena sem fim cresce graças às modernas invenções, alimentando a vontade de afastar os limites. Mas isso não passa de um sonho. Apesar de todo o progresso, dos meios e das possibilidades, a sexta-feira santa existe na vida do homem e chama-o à realidade: a morte faz parte da natureza. Prolongar a vida, indefinidamente, tornaria o homem irresponsável, já que afastaria a visão dos seus limites, dos seus erros, das suas faltas.

A vida é curta e convém dar-lhe um sentido, fazer dela algo de bom. As técnicas podem proporcionar conforto (e isso é bom), mas o homem verdadeiramente grande será aquele cuja existência (por mais breve que seja) tenha um sentido ao qual se entrega.

A felicidade humana passa pelo satisfazer de necessidades básicas (alimento, habitação, trabalho…), mas também pelo cumprir-se nas relações com os outros e pelo saborear de uma certa plenitude. Esta felicidade está intimamente ligada à alegria que nasce no coração de quem se completa num projeto, numa relação e transforma toda a existência. Como disse o cardeal Martini, “é difícil definir a alegria, mas é ela que torna tudo fácil na vida”.

Para nós, cristãos, a alegria não brota simplesmente dos anos que se somam, dos meios disponíveis ou das relações que se estabelecem; para nós, a alegria nasce também das relações com aquele que pode completar-nos plenamente, Aquele que nomeamos Deus e nos abre caminho para a eternidade.

in Voz de Lamego, n.º 4308, ano 85/21, de 7 de abril de 2015