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Posts Tagged ‘Páscoa 2017’

CAMINHADA QUARESMA-PÁSCOA | 4.º Domingo da Páscoa

O quarto domingo da Páscoa, o denominado domingo do Bom Pastor, remete-nos cabalmente para a realidade da vida. O verdadeiro pastor é aquele que se desdobra em esforços para assegurar o melhor para as suas ovelhas. Livra-as dos perigos. CondU-las às melhores pastagens. Conhece-as pelo nome. Acompanha-as enquanto estão fora. E, no limite, o Verdadeiro e Bom Pastor dá mesmo a Sua vida pelas ovelhas, depois de lhes ter dado vida.

Este ano acontece o domingo do Bom Pastor, no mês da Mãe e no dias de todas as mães. A figura materna de Nossa Senhora e das nossas mães agudiza ainda mais o significado e valor da vida. São elas quem no-la dá na terra. E é Ela quem nos ensina a ganhá-la no céu.

 4.º DOMINGO DA PÁSCOA

Preparação:

Arranjar copos de plástico pequenos, com terra e uma semente dentro.

Momentos da Eucaristia:

– Depois da leitura do Evangelho

– Ação de graças/final.

Gesto:

– Depois do Evangelho, colocar na cruz a flor com a palavra: VIDA

– No momento pós-comunhão ou no final da Eucaristia distribuir pelas mulheres/mães, que estiverem na igreja, os copos de terra com a semente de flor la dentro, para assinalar o dia da Mãe.

Pe. Diamantino Alvaíde, in Voz de Lamego, ano 87/25, n.º 4410, 2 de maio de 2017

CAMINHADA QUARESMA-PÁSCOA | 3.º Domingo de Páscoa

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As aparições do Ressuscitado continuam a acontecer. Desta vez é aos discípulos que iam a caminho de Emaús, e que entre si discutiam o que tinha acontecido em Jerusalém. A sua viagem e a sua conversa são intercetadas por um estranho, que aparenta desconhecer o que se passou na última festa Páscoa judaica, em Jerusalém.

É ao partir do pão que este ‘estranho’ revela a sua verdadeira identidade. E a partir de tantas revelações do Ressuscitado que os discípulos começam a perder o medo de sair para a rua e anunciar publicamente a sua alegria por Cristo estar de novo vivo, e agora vivo para sempre.

Assim, a proposta para este domingo da Páscoa é que se distribua pão partido, que nos remete para a fração do pão feita por Jesus Cristo e para a Eucaristia.

3.º DOMINGO DA PÁSCOA

Preparação:

– Comprar pão, ou pedir a alguém que coza, para depois ser partido em pequeninos pedaços e embrulhado em película aderente, ou outro material que o conserve algum tempo;

– Colar em cada pedaço de pão uma das seguintes frases:

“Reconheram-n’O ao partir do pão!”

ou

“E tu? Reconhece-l’O ao partir do pão?”

Momentos da Eucaristia:

– Fim da leitura do Evangelho

– Ofertório

Gesto:

– Depois da leitura do Evangelho, colocar na cruz a flor com a palavra: PÃO

– No momento do ofertório, distribuir pelas pessoas o pedaço de pão, embrulhado, com a mensagem colada.

Pe. Diamantino Alvaíde, in Voz de Lamego, ano 87/24, n.º 4409, 25 de abril de 2017

Vigília Pascal na Sé de Lamego – 15 de abril de 2017

Juntamente com a Missa do Galo, a Vigília Pascal sempre foi das celebrações que desde pequena mais gosto; claro que não compreendia todo  o seu significado, mas penso que nunca entenderemos o suficiente.

Ano a ano vamos acrescentando uma pequena migalhinha de entendimento, uma palavra mais especial ou diferente que nos tocou, algo em que reparamos de um modo novo, um olhar mais esclarecido sobre algum gesto que no ano anterior não tinha tido o mesmo significado, enfim, a cada ano vamos descobrindo um novo significado mais espiritual e uma forma nova de nos renovarmos interiormente.

Este ano marcou-me muito a LUZ.

A LUZ que irrompeu das TREVAS, a LUZ DE CRISTO que inundou a Catedral, a LUZ que partilhamos entre nós, todos os presentes e também com os que não estavam connosco, mas que lembramos – todos os nossos irmãos perseguidos que não podiam celebrar como nós a Ressurreição; e também aqueles que moram no coração de cada um de nós e de quem só nós sabemos.

Marcou-me a palavra ” LUZEIRO”.

Palavra que devo ter ouvido tantos anos a fio, mas que foi entendida como se fosse a primeira vez que a ouvia, e que ressoava na minha cabeça enquanto observava com uma imensa ternura as crianças que iam de banco em banco acendendo as velas de todos os presentes com gestos suaves, cuidadosos, meigos, com a alegria a brilhar nos seus rostinhos, como só as crianças sabem brilhar.

Consegui, finalmente, imaginar essa Luz estendendo-se por toda a Terra e sentir esse imenso LUZEIRO levando o AMOR e afastando o MAL; pela mão das crianças…

Obrigada Sabrina, Margarida, Duarte, Lucas, André e os dois David, o “grande” e o “pequeno” .

Para mim, vocês representaram todas as crianças do mundo, todas as mãozinhas puras que ainda sabem acender a LUZ DE CRISTO não só nas nossas velas, mas principalmente nos nossos corações.

 

in Voz de Lamego, ano 87/23, n.º 4408, 18 de abril de 2017

RESSURREIÇÃO . GALILEIA | Editorial Voz de Lamego | 18 de abril

Dentro da Oitava de Páscoa, a edição da Voz de Lamego é preenchida de notícias e reflexões à volta do mistério maior da nossa fé cristã. O Pe.  Joaquim Dionísio faz-nos partir com os discípulos, da Galileia para todo o mundo, a anunciar o Evangelho da toda a criatura.

RESSURREIÇÃO . GALILEIA

Diante do túmulo vazio, tal como as madrugadoras e solícitas mulheres do evangelho, também nós escutamos o feliz anúncio da Ressurreição, acompanhado de um convite/mandamento: “Ele ressuscitou dos mortos e vai à vossa frente para a Galileia. Lá o vereis” (Mt 28, 7).

Gostávamos tanto que Ele estivesse aqui, connosco! Poderíamos até arranjar um novo espaço, talvez uma grande sala ou um vistoso mausoléu. Tornarmo-nos, em Seu nome, campeões do acolhimento e fazer o bem aos que nos são próximos.

Mas eis que nos dizem que não está aqui. Que não está encerrado nas nossas igrejas ou reuniões e que, se O quisermos encontrar, teremos que ir até à Galileia. A tal região pobre e politicamente não cobiçada, habitada por indivíduos socialmente irrelevantes, que nunca foi berço de profetas e de onde nunca se esperou nada de singular.

Mas na Galileia não estaremos entre nós! Não teremos a segurança dos habituais meios! Estaremos junto de gente indiferente e diferente! E Jesus insiste: “Não temais. Ide anunciar aos meus irmãos que partam para a Galileia. Lá me verão” (Mt 28, 10).

O convite de Jesus, na manhã de Páscoa, é como se nos dissesse: “Ide, motivai os cristãos a pedir hospitalidade junto de desconhecidos e a sair dos caminhos habituais e batidos! A ousar e a arriscar! Eu precedo-vos no coração de muita gente. A minha vida é mais forte que as vossas visões. Eu ressuscitei. Não tenhais medo uns dos outros”.

Celebrar a Páscoa do Senhor é acolher a boa nova da Ressurreição e dispor-se a encontrar quem anda por aí, nas “Galileias” do mundo – a que Francisco chama “periferias” – “revestidos da caridade”, sem comodismos e com vontade de servir.

Cada domingo celebramos a Páscoa de Cristo e escutamos o seu último mandamento: “Ide pelo mundo!”

in Voz de Lamego, ano 87/23, n.º 4408, 18 de abril de 2017

CRUCIFICADO BELO | Editorial Voz de Lamego | 11 de abril de 2017

Semana Santa, Semana Maior da nossa fé cristã, celebração da Morte e Ressurreição de Jesus Cristo, a edição desta semana da Voz de Lamego dá amplo destaque a este mistério cristão, com textos, notícias e reflexões, sem descurar outras temáticas tais como a Visita Pastoral de D. António em Freigil e São Romão ou o acidente pirotécnico na Penajóia. O Editorial, do Pe. Joaquim Dionísio, Diretor da Voz de Lamego, fixa na beleza da crucifixão, enquanto expressão de entrega, de amor e solidariedade de Jesus pela humanidade. E por aqui começamos a leitura:

CRUCIFICADO BELO

A visão do Senhor crucificado acompanha o cristão na sua peregrinação e contribui, decisivamente, para manter viva a gratidão diante de Deus, ao mesmo tempo que o desinstala e impele a corresponder a tamanho amor.

Porque a cruz, símbolo do sofrimento e da morte, não é, em Jesus Cristo, sinónimo de derrota, de fraqueza ou de abandono do Pai, mas de amor e de solidariedade ímpares pela humanidade. Ao aceitar a cruz, consciente e voluntariamente, Cristo toma-nos consigo, na sua morte e ressurreição, e conduz-nos a ultrapassar os nossos medos e receios para nos abrir à Vida.

Por isso falamos do “bom Deus”. Mas também do “Deus belo”. Porque no sofrimento da cruz, o Crucificado nos mostra a beleza de Deus.

Se tantas vezes falamos na beleza de um gesto, porque não falar da beleza da Paixão? Uma beleza que brota de um íntimo que é amor e de uma vontade vivificadora, capaz de despertar sentimentos de admiração, de grandeza, de nobreza, de perfeição. Muito diferente daquela beleza que, sendo apenas exterior, se obtém com disfarces artificiais. A nossa mãe, mesmo com rugas, será sempre bela, porque nos deu a vida!

O dom que Cristo faz de si mesmo manifesta a Sua glória e esta glória, a beleza luminosa de Deus, deveria falar-nos ao coração. E porque será que não sublinhamos devidamente esta realidade? Sem dúvida porque, para perceber o que é belo, se exige uma abertura interior à beleza. E esta abertura é um dom do Espírito Santo.

Ser cristão não se explica… vive-se. No fundo, trata-se de fazer a experiência de um encontro, de uma certeza de que toda a beleza do mundo se encontra na cruz e que ela nos preenche de uma graça indizível.

E esta graça torna belo.

in Voz de Lamego, ano 87/22, n.º 4407, 11 de abril de 2017

DIOCESE DE LAMEGO EM CAMINHADA – QUARESMA 2017

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PREPARAÇÃO: Construir uma cruz de madeira. A cruz deve permanecer inclinada (apoiada num dos braços), num local visível da Igreja. Tanto quanto possível deve ser pintada ou revestida de preto de um dos lados e de branco do outro. Deve estar segura e de fácil acesso, por forma a poderem ser coladas algumas palavras ao longo dos domingos. Pode ser colocada logo na Quarta-feira de cinzas, ou então no início da Eucaristia do Primeiro Domingo da Quaresma, com a parte preta virada para a frente.

OBJETIVO DA CAMINHADA:

– Dar realce aos textos litúrgicos que são propostos para cada domingo da Quaresma e da Páscoa, já que cada gesto, símbolo e palavra tem a ver sempre com as leituras do dia;

– Procurar que, durante este tempo, as pessoas levem consigo uma mensagem visual ou um símbolo material que as faça recordar a celebração dominical;

– Acentuar, através dos pequenos gestos da liturgia, a importância destes dois tempos litúrgicos e a sua diferença em relação ao tempo comum;

– Envolver o maior número de pessoas, grupos e estruturas da paróquia na preparação dos gestos, das palavras a colar, dos símbolos a distribuir ao longo dos vários domingos;

– Sem alterar a o fundamental da estrutura da celebração, nem a tornar mais demorada, fazer com que esta se torne mais participativa e envolvente.

RAZÕES PARA A CAMINHADA:

– Realizar as propostas do plano pastoral diocesano, no seguimento do que já vem sendo feito ao longo do ano;

– Dar cumprimento ao lema pastoral deste ano, proposto pelo nosso bispo, relevando a urgência de ir a toda a criatura levar o Evangelho.

 

1.º DOMINGO DA QUARESMA

Momentos da Eucaristia: Admonição inicial e profissão de fé

Gesto: Após a saudação inicial da Eucaristia deve ser lida a admonição.

– No fim da homilia, antes do Credo, colar na cruz a palavra: TENTAÇÕES

Admonição inicial:

Estamos no início de um tempo litúrgico, particularmente importante para a vivência da fé do povo cristão. São quarenta dias de uma caminhada intensa e profunda de significado, que nos conduzirão à Páscoa da Ressurreição.

Para podermos mergulhar mais seriamente neste mistério salvífico da paixão, morte e ressurreição de Jesus, vamos este ano prolongar a nossa caminhada não só pela Quaresma, mas também pelo Tempo Pascal.

O destaque será dado à Cruz. A cruz que nos fala do sofrimento atroz de Cristo, da sua dolorosa caminhada até ao Clavário e da sua arrepiante morte, entre dois malfeitores. A cruz que nos fala do sofrimento de tantos irmãos e irmãs, nas escaladas íngremes das suas vidas. A cruz que nos fala das nossas próprias angústias e dores. Refletiremos, durante a Quaresma, sobre aquilo que a torna mais pesada e mais penosa.

Mas a cruz não é derrota, é essencialmente vitória! Por isso, ao longo do Tempo da Páscoa, teremos oportunidade de nos deixar envolver pelas consequências gloriosas da Cruz redentora de Cristo. Vamos ornamentá-la, de domingo a domingo, para que se nos afigure uma verdadeira árvore de Vida.

in Voz de Lamego, ano 87/16, n.º 4401, 28 de fevereiro de 2017