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Paróquia do Vilar celebrou o Padroeiro: São Bartolomeu

A freguesia de Vilar, concelho de Moimenta da Beira louvou o seu Patrono durante cerca de uma semana, cujos festejos terminaram no dia 25 de Agosto de 2017.

A Princesa do Távora rejubilou de alegria não só pela grandeza dos festejos do seu Protetor mas também e, sobre tudo, pela satisfação daquelas Ações de Graças comportarem tanta população religiosa.

Dezenas de famílias emigradas na União Europeia, na América, na África, com as famílias imigradas em todo este país à Beira Mar Plantado, com os poucos habitantes encheram as ruas daquela princesa do Távora e o Templo da Igreja Matriz tornando a freguesia mais alegre, mais movimentada e mais rica.

O mais alegre e importante dia foi o dia 24, dia da Missa Solene em louvor de São Bartolomeu, cuja Eucaristia foi presidida pelo Padre Dr. Barroco que teceu elogios ao Padroeiro, aconselhando os presentes a seguiram um modelo de vida semelhante à do Santo.

Importante foi também a extensa procissão, que comportava cerca de 25 figuras bíblicas, que percorreu as principais ruas da freguesia, transportados em tratores, exceção feita a São Bartolomeu que foi transportado por 4 pessoas, como costume. Aquela imponente cerimónia foi abrilhantada pela Banda Musical de Riodades.

Parabéns à Comissão de Festas do Padroeiro pela elevada dedicação nos milhares de passos que tiveram de dar para que os Festejos em honra do Padroeiro atingissem tão solene e tão nobre imponência.

Parabéns ao Senhor Padre Barroco e a todos quantos comparticiparam e projetaram tão eloquente e solene ato religioso e social, cuja concretização constituiu pleno sucesso.

Manuel Fernandes Ribeiro, in Voz de Lamego, ano 87/40, n.º 4425, 29 de agosto 2017

Visita Pastoral de D. António Couto na Paróquia do Vilar

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Há cerca de oito dias que S. Ex.ª o Bispo da Diocese de Lamego, D. António Couto convive quotidianamente com as Gentes da “Princesa do Távora” que o acolheu de forma apoteótica.

Durante todos os dias conversava com os doentes da freguesia, oferecendo-lhes esperança, aconselhando-os a terem coragem, reforçando a Fé em Cristo Redentor. Conversou com as associações, encorajando-os a unirem- se para conseguirem ter mais força entre eles e aproveitá-la para atingir Deus, nosso Pai. Reunira-se com a Junta de freguesia, para os encorajar a praticarem a caridade, perante os doentes, os mais débeis e os que vivem só. Reunira-se algumas vezes com um grupo de cerca de duas dezenas de Jovens como preparação para o Crisma.

As pessoas de todos os escalões etários se mostraram muito contentes por terem conversado de forma tão aberta, tão simples e tão humilde com tão sábio, tão jovem, tão eloquente e tão carinhoso Prelado. Parece que até já pertence à nossa família, contava-nos um paroquiano. O apogeu de alegria, de convivência religiosa e social com aquele Prelado viria a culminar na tarde do dia 3 de Janeiro com a apoteótica receção ao Senhor Bispo, junto ao velho templo, ora majestosamente remodelado. A procissão foi formada no adro, devido ao mau tempo. O Senhor Bispo e o Padre Ricardo, protegidos por todos os elementos das forças vivas da freguesia, fardados a rigor, seguravam o Pálio. Um grupo de cerca de duas dezenas de jovens que iam receber o crisma abria alas perante a forte multidão que, entoando cânticos religiosos, teimava em se aproximar do Pálio.

Honraram aquele brilhante e incomparável ato religioso o Presidente e o Vice-presidente da Câmara Municipal de Moimenta da Beira, o Presidente da Junta de Freguesia de Vilar com toda a sua distinta Vereação.

Por fim apinhavam-se um sem número de pessoas daquela freguesia e de outras vizinhas, bem como emigrantes que vieram de propósito da União Europeia, onde trabalham para verem com os seus próprios olhos a beleza da sua igreja remodelada e a jovialidade do seu representante e conselheiro religioso, D. António Couto. De todo o país também estiveram presentes, nas cerimónias, muitos imigrantes religiosos.

Toda a Assembleia ficou admirada pela forma como o Senhor Bispo, o Padre Ricardo e os acólitos, ungiram o novo Altar construído em granito. Começaram por benzê-lo com água benta e depois aos crismandos e a toda a população. Depois acenderam, uma braseira, sobre o altar, onde colocaram incenso, cujo fumo, subindo, significava as almas a voarem para o Céu e Jesus caminhando em sentido oposto para ir ocupar o seu lugar no Altar, porque o Altar é Cristo.

Depois ungiram a mesa do altar e ali colocaram as toalhas e acenderam os respetivos círios, para ficar pronto e ali poderem celebrar-se todas as cerimónias religiosas com o carinho e a dignidade intrínsecas, simbolizando a luz das velas os caminhos claros que cada um deve seguir com o seu próprio coração para encontrar Cristo Redentor.

Logo depois, D. António Couto procedeu à crismação. O pároco, Padre Ricardo, teceu palavras de nobreza e de louvor ao Senhor Bispo, agradecendo- lhe pelo brilho e pela santidade que por ali semeou. Agradeceu também às autoridades pela disponibilidade e pelo refulgente brilho que emprestaram a tão nobre e inesquecível cerimónia. Agradeceu também ao Presidente da Câmara Municipal e ao seu vice-Presidente, ao Presidente da Junta de Freguesia de Vilar e à Vereação, pelas ilustres presenças, bem como a todos os grupos que tornaram possível tão retumbante evento daquela paróquia. São benefícios que perdurarão no tempo e no coração de cada cidadão daquela freguesia.

O Senhor Bispo D. António Couto começara por aconselhar aos crismandos para não terem vergonha e se tornem apóstolos de Cristo, disseminando o bem sempre, ao longo do curto caminho desta terrena vida, fazendo do planeta terra um lugar de felicidade, de harmonia e de bem-estar. Como outrora a freguesia de Vilar se caraterizava pelos famosos frutos que produzia, pela manufatura da telha de caleiro e pela pecuária pela exploração do linho, as pessoas tiveram a feliz iniciativa de oferecer ao Prelado diocesano algo do que ainda se vai produzindo, embora em menor quantidade mas com superior qualidade. Frutas, hortaliças, castanhas, maçãs, etc. Como ainda existem naquela freguesia dois pastores, um deles teve a ideia de oferecer ao Senhor Bispo um cordeiro ainda vivo!

Parabéns a todos.

Manuel Fernandes Ribeiro, in Voz de Lamego, ano 86/09, n.º 4344, 5 de janeiro de 2016