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Posts Tagged ‘Paróquia de Vila da Ponte’

7.º Verão é Missão | Encontro de Jovens em Vila da Ponte

No passado dia 15 de Julho de 2017, realizou-se o 7.º “Verão é Missão”, mais uma vez organizado pelos Jovens Sem Fronteiras de Vila da Ponte.

Este ano o encontro teve como tema central a passagem bíblica em que Jesus acalma a tempestade (Mc 4, 35-41). Depois de um breve acolhimento e da oração da manhã, era hora de colocar os pés a caminho e ir subindo até ao Santuário de Nossa Senhora das Necessidades. Ao longo do percurso os jovens tiveram a possibilidade de participar em 5 workshops missionários onde, através de várias dinâmicas, foram desafiados a “acordar” e a entrar na barca de Jesus, sem medo das tempestades que podem surgir, porque quem navega com Ele nunca se perderá nas ondas. Ao longo da caminhada os jovens foram encontrando várias peças de um puzzle nas quais estavam escritos alguns tópicos para meditação pessoal servindo de preparação para celebração o Sacramento da Reconciliação. Após o almoço realizou-se o 2º “Quintatlo Missionário” com jogos bastante divertidos e de seguida, à sombra de um castanheiro, celebramos a Eucaristia. Como habitual, depois da digestão feita, o convívio continuou na praia fluvial onde a maior parte não resistiu a dar uns mergulhos. Ler mais…

75 anos depois, Vila da Ponte afirma-se como comunidade sacerdotal

Celebrou-se no dia 2 de julho, na Sé Catedral de Lamego, a ordenação sacerdotal (presbiteral) de três jovens diáconos: Ângelo Santos, Diogo Rodrigues e Luís Rafael.

Felizmente, não é rara a celebração do Sacramento da Ordem na diocese de Lamego – de diáconos, presbíteros e, mesmo, bispos. E este é sempre um acontecimento notável e momento de oferta da graça divina. E, porque desde 26 de julho de 1942 a paróquia de Vila da Ponte, apesar de várias tentativas, não foi coberta eficazmente pelo dom da oferta de um sacerdote à Igreja, este é um dia extremamente festivo para esta comunidade de fé viva e intensa. E, mais do que se interrogar porque só agora isto acontece, apesar do zelo dos pastores (cuja preocupação pela organização paroquial poderá de certo modo ter-se sobreposto ao incremento pastoral da fé, só Deus o sabe!) e dos catequistas e da piedade de tanta gente da paróquia, o dia é de ação de graças pelo dom de Deus. Agora, com efeito, o Padre Luís Rafael é testemunho vivo duma comunidade sacerdotal, povo de Deus, nação santa, plantada à beira do Távora.

Dos quatro sacerdotes que foram ordenados naquele ano de 1942, na igreja paroquial de Vila Ponte – um deles era o excecional Cónego José Cardoso de Almeida, dali natural – e daqueles dois que lá receberam a ordem de diácono, um, e subdiácono, o outro, já nenhum se conta fisicamente entre nós. Mas agora, o dia, sem deixar de ser de memória por todos os que partiram, é sobretudo de festa por quem agora surge como servidor de Deus e dos homens!

Aos presbíteros, pela sagrada Ordenação é conferido um sacramento por força do qual eles são assinalados, “pela unção do Espírito Santo, com um caráter particular e, de tal modo ficam configurados a Cristo sacerdote, que podem agir na pessoa de Cristo Chefe” (Vat. II, PO, n. 2). Por isso, os presbíteros têm parte no sacerdócio e missão do Bispo. Zelosos cooperadores da Ordem episcopal, chamados a servir o povo de Deus, constituem com o seu Bispo um único presbitério com diversas funções. (cf Vat. II, LG, n. 28). É um sacramento que imprime o caráter particular de configuração com Cristo sacerdote.

Pela imposição das mãos do Bispo e a Oração de Ordenação é conferido aos candidatos o dom do Espírito Santo para o múnus de presbíteros – os presbíteros também impõem as mãos aos candidatos juntamente com o Bispo, para significarem a receção no presbitério.

Pelo sacramento da Ordem, os presbíteros, exercem, no que lhes compete, o “múnus de ensinar em nome de Cristo, nosso Mestre”; distribuem “a todos a palavra de Deus” que receberam com alegria; e, “meditando na lei do Senhor”, procuram crer o que leem, ensinar o que creem e viver o que ensinam.

Exercem também o múnus de santificar. Com efeito, pelo seu ministério, “se realiza plenamente o sacrifício espiritual dos fiéis, unido ao sacrifício de Cristo, que, juntamente com eles, é oferecido” pelas suas mãos sobre o altar, de modo sacramental, na celebração dos santos mistérios.

Enfim, unidos e atentos ao Bispo, congregam os fiéis numa só família para os poderem conduzir a Deus Pai, por Cristo, no Espírito Santo; e trazem sempre diante de si o exemplo do Bom Pastor que veio, não para ser servido mas para servir e buscar e salvar o que estava perdido.

Assim, desprovidos de si mesmos, enchem-se de Deus e dedicam-se de corpo e alma ao serviço dos homens através da Igreja.

Louro de Carvalho, in Voz de Lamego, ano 87/34, n.º 4419, 4 de julho 2017

Ordenações Diaconais | Luís Rafael | Testemunho Vocacional

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 VEM E SEGUE-ME

 

Porquê entrar para o Seminário???

Porquê seguir Jesus? Ser Diácono? Padre?

Sim! Porque na família e na comunidade conheci “um amigo que me ama”…

Sim! Porque o “VEM E SEGUE-ME” gravado na parede da capela do Seminário de Resende me inquietava…

Sim! Porque, pouco a pouco, fui descobrindo o projeto de Deus para a minha vida…

Sim! Porque Ele colocou pessoas únicas no meu caminho para me apoiarem, acompanharem e me formarem…

Sim! Porque o contacto com o Povo de Deus me enche o coração…

Sim! Porque…

Porque… Porque… Porque!?

Não fiquem surpreendidos, mas… há uns anos atrás eu era uma criança muito curiosa!!! Às vezes a minha família já não tinha muita paciência para tantas perguntas e iam respondendo o tradicional: “porque sim!”

Porquê isto? “porque sim!”

Porquê daquela maneira? “porque sim!”

Talvez um dia, na minha ingenuidade infantil tenha perguntado: Porque é que o sol se move no céu? “porque sim!”

Mas toda a gente sabe que: “porque sim! Não é resposta!!!”

É verdade… mas há respostas que por vezes são difíceis de dar…

Podia dar muitas outras razões que justificassem estes passos dados rumo ao serviço de Deus e dos irmãos… mas para os mais curiosos deixo uma resposta universal e que sintetiza o que estou a sentir…

Sim! Porque sim…

Sei que provavelmente devem estar a pensar “porque sim! Não é resposta!!!”

Mas é a melhor maneira que tenho para transmitir tudo aquilo que sinto. Afinal, aos convites que Deus nos faz … a nossa resposta deve ser SIM!

Já pensaste nisso? Porque não dizer-Lhe que sim?

Luís Rafael Azevedo

in Voz de Lamego, ano 87/51, n.º 4387, 15 de novembro de 2016

Uma noite de Música & Missão, com o Pe. Marcos Alvim

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No dia 18 de Junho, decorreu o II DOREMIssão – Concerto Orante organizado pelos Jovens Sem Fronteiras de Vila da Ponte.

Inspirados e criativos, como sempre, os JSF de Vila da Ponte voltaram a criar o cenário ideal para mais uma noite memorável na Igreja Paroquial de Nossa Senhora do Amial. Para que este Concerto Orante fosse possível, foi indispensável a presença do Padre Marcos Alvim, que abrilhantou e animou esta noite com várias músicas da sua autoria que puseram toda a gente a cantar e a rezar. Para além disso, outro factor decisivo para o sucesso desta atividade foi a forte presença da comunidade, de algumas pessoas do concelho e da diocese, bem como de outros JSF que vieram de grupos mais distantes, tais como Godim (Régua) e Santo Ovídio (Vila Nova de Gaia).

É de louvar todo o esforço necessário dos JSF de Vila da Ponte, seja para a criação do cenário, seja para a logística da atividade, principalmente porque os fundos angariados são destinados a uma causa missionária. Desta vez, esta atividade tinha como objetivo apoiar o Projeto de Desenvolvimento de Curta Duração que irá ocorrer em Kalandula (Angola), durante o mês de Agosto. Neste projeto, estarão presentes 11 JSF de todo o país, acompanhados por um Padre Espiritano.

Para guiar os jovens missionários foi escolhido o seguinte lema: “Construir Pontes de Misericórdia”, que pretende relembrar os vários projetos de voluntariado que os JSF/Solsef fizeram em Angola e, nomeadamente, em Kalandula. E Misericórdia, porque estamos de coração aberto para o povo que vamos encontrar.

O nosso muito obrigado a todos os que nos têm ajudado a dar cor a este projeto, de modo especial àqueles que tornaram possível a realização deste evento: à organização, ao Padre Marcos, aos colaboradores, a todos os que estiveram presentes e também aos que adquiriram o bilhete mesmo sabendo que não poderiam participar.

Diogo Azevedo, JSF Santo Ovídio e Pontista 2016

in Voz de Lamego, ano 86/32, n.º 4368, 21 de junho de 2016

VISITA PASTORAL DE D. ANTÓNIO COUTO EM VILA DA PONTE

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“Era uma vez…” uma Paróquia plantada à beira Távora!

Por lá, os pais desejavam que os seus filhos recebessem o Sacramento do Batismo quando ainda eram crianças… e por isso, como tantos outros, também nós começamos a caminhada cristã ainda antes de sabermos dar os primeiros passos!

O tempo passou, em 2010 formamos um grupo de jovens missionários e já lá vão 6 anos repletos de momentos especiais vividos na nossa comunidade cristã. Em algumas dessas ocasiões até tínhamos recebido na nossa terra o nosso Bispo, D. António Couto, mas eis que haviam chegado dias diferentes, dias bem mais intensos, dias de Visita Pastoral.

Ficamos surpreendidos! Era a primeira vez que o nosso grupo fazia tal experiência e finalmente compreendíamos o que nos queriam dizer algumas pessoas quando nos avisavam que não se tratava de uma simples passagem rápida do nosso Pastor Diocesano, mas de uma visita sem pressas, atenta e amiga.

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Esta aventura missionária, começou no dia 2 de Junho! Como não podia deixar de ser, a aldeia vestiu-se de cor e de festa para acolher o Sr. Bispo. No largo da praça, a população e o Sr. Presidente da Junta de Freguesia deram-lhe as boas-vindas e depois de uma caminhada pela aldeia foi tempo de realizar uma oração no Cemitério.

Já ao findar desse dia, foi a vez do nosso grupo JSF Vila da Ponte receber o nosso Bispo. Depois de uma breve acolhimento musical, procedemos à apresentação do nosso grupo paroquial, do nosso movimento, dos nossos âmbitos de ação, das nossas atividades, etc. Posto isto, alguns jovens quiseram interroga-lo. Entre questões engraçadas e dúvidas mais profundas, foi possível criar um momento de intensa ligação que viria a culminar com um tempo de oração à volta da Palavra de Deus. Ler mais…