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Posts Tagged ‘Paróquia de Penedono’

Paróquia de Penedono com novo Pároco: Pe. José Miguel

 

A tarde estava acinzentada pela densa nuvem de fumo que pairava no horizonte, resultante dos trágicos incêndios que continuam a devastar florestas e vidas humanas. Mas isso não impediu que em Penedono brilhasse uma nova luz. A chegada de um novo pastor reflete sempre a luminosidade de Deus espalhada pela terra.

O povo reuniu-se, com muito entusiasmo e expectativa, á entrada da vila para receber o seu novo pároco. Aí foi acolhido pela população mais adulta, pelas crianças que lhe derram as boas vindas com ramos de flores, e por um significativo número de sacerdotes que se quiseram associar ao Pe José Miguel, nesta nova fase da sua vida sacerdotal.

Após a paramentação dos padres, rumou-se em procissão até à igreja, ao som de cânticos jubilosos. Chegados à igreja inciou-se imediatamente a Eucaristia. Ler mais…

Romaria de Santa Eufémia | Penedono 2016

bispo

Uma romaria que se perpetua no tempo.

Um tempo carregado pela simbologia do lugar.

Um lugar privilegiado por natureza.

O lugar

Situado na encosta de uma deslumbrante colina, o Santuário de Santa Eufémia, abre vista da serra para a denominada região do Douro vinhateiro. Um lugar de singular beleza. Um espaço aberto, calmo, recolhido, acolhedor, convidativo à interioridade, à reflexão, ao encontro com Deus. Ler mais…

Bodas de Prata Sacerdotais | Pe. José António | Penedono

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A 30 de Junho de 1990! A cidade de Lamego, já habituado a dia de ordenações sacerdotais, preparava-se para mais uma cerimónia que marcaria para sempre a vida desses futuros sacerdotes. Entre eles encontrava-se, o então ainda diácono José António Magalhães Rodrigues. Um ano antes da sua ordenação esteve em Itália ao serviço do Movimento dos Focolares e depois de ordenado quis o Bispo de Lamego na altura D. António Castro Xavier Monteiro que Penela da Beira fosse a primeira paróquia que lhe foi confiada no ano de 1990. Manteve-se no concelho de Penedono durante 20 anos, assumindo também sobre sua alçada alguns anos mais tarde a responsabilidade das paróquias da Granja e Penedono, juntamente com as suas anexas, Ferronha e A-do-Bispo. Durante este período, o gosto pelas missões levou-o a África, mais concretamente a Moçambique e ao Brasil.

Foi no ano de 2010 que deixou estas terras frias da Beira para abraçar novos projetos pastorais. Contudo, os laços familiares e amigos faziam com que não fossem raras as vezes em que ele fosse visto em Penedono.

No passado mês de Junho o senhor padre José António comemorou as suas bodas de prata de ordenação sacerdotal e não quis deixar passar esta data importante sem regressar às origens, junto das suas comunidades que lhe foram inicialmente confiadas.

Foi no passado dia 18 que o senhor padre José António percorreu novamente o itinerário, que tantas vezes fez no passado, para celebrar Eucaristia com o seu Povo de 20 anos. Este dia de festa terminou com um almoço com os seus amigos de sempre, tendo sido uma oportunidade para recordar tempos passados, de grandes alegrias e boas recordações.

Pedro Gerardo,  in Voz de Lamego, ano 85/47, n.º 4334, 20 de outubro

Pe. Manuel João | Juventude dada por Deus e oferecida a Deus

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A notícia correu célere na manhã de 23 de Setembro: o Padre Manuel João fora encontrado sem vida na residência paroquial de Vilarouco, S. João da Pesqueira, onde residia há quatro anos, os mesmos que levava de sacerdócio e de pároco daquela terra, a que se juntava ainda a paroquialidade de Valongo dos Azeites, Pereiros e Vale de Figueira.

As autoridades chamadas ao local e a posterior autópsia confirmaram causas naturais para a sua repentina morte: o Pe. Manuel João terá sido vítima de um ataque de epilepsia que lhe provocou uma morte por asfixia. Também naquela residência, há quatro anos, havia falecido o Padre António Samuel Teixeira da Silva, com 47 anos, vítima de ataque cardíaco. Mas o Pe. Manuel João sentia-se ali bem e era muito acarinhado pelos seus paroquianos, tal como se confirmou nas horas e dias que seguiram ao triste anúncio.

O Pe. Manuel João Nogueira Amaral, nascido a 14 de Julho de 1985, em Penedono, era filho de Luís Duarte Amaral e de Virgínia de Carvalho Nogueira Amaral. Depois de ter frequentado os Seminários diocesanos, foi ordenado Diácono, na Sé de Lamego, a 08 de dezembro de 2010 e presbítero a 17 de julho de 2011, no mesmo local, por D. Jacinto Botelho.

padres novos

No dia 22 de Setembro, o Pe. Manuel João participou em mais um encontro de padres novos, os ordenados nos últimos dez anos, em Vila Nova de Paiva. Um encontro reconfortante para todos, preenchido com momentos de oração e de partilha fraterna. Nessa manhã, aproveitando o bom tempo, fomos até à pista de karting existente naquela vila e divertimo-nos durante meia hora, dando voltas a um circuito que a todos animou. Como sempre, a boa disposição e a simpatia do Pe. Manuel João estiveram presentes e era vê-lo a dominar com destreza a pequena máquina e a ultrapassar concorrentes mais lentos. Seguiu-se o almoço, para o qual convidámos o pároco da terra, Pe. Justino Lopes. A conversa fluiu com normalidade e o Pe. Manuel João, ia dando conta da sua missão pastoral por aquelas terras onde se sentia acarinhado. E depois do café, a partida. O Pe. Manuel João viera à boleia com o Pe. José Filipe e com ele regressou. No dia seguinte a triste notícia. A última refeição do Pe. Manuel João havia sido connosco.

O seu corpo, vindo da medicina legal de Vila Real, chegou a Vilarouco ao início da tarde do dia 24 e ali foi celebrada a Eucaristia em seu sufrágio. O mesmo aconteceu ao fim da tarde, pelas 19h, já na sede da Associação dos Bombeiros Voluntários de Penedono, da qual era membro activo, e onde ficou em câmara ardente até à manhã do dia seguinte, quando dali foi levado aos ombros de bombeiros e sacerdotes para a igreja matriz, onde foi celebrada a Eucaristia exequial. Presidiu D. António Couto, acompanhado por D. Jacinto Botelho, cerca de cem sacerdotes, alguns das dioceses vizinhas de Guarda, Bragança, Vila Real e Viseu, e uma multidão que encheu a igreja e o adro de Penedono.

Na homilia, o nosso bispo falou do tempo que nos é dado para vivermos de forma intensa, celebrando o amor de Deus. Um tempo mais ou menos longo, mas sempre na dependência do Seu autor que cuida de nós, os Seus “filhinhos”. E sublinhou esta separação, que não é definitiva, mas apenas por algum tempo: em Deus encontrar-nos-emos depois. Até lá, o convite para que cada um, à sua maneira, vá preenchendo os vazios de amor, de afecto e de carinho que que se estabelecem entre nós. A exemplo do Padre Manuel João que, com a sua disponibilidade, alegria e generosidade foi preenchendo vazios e estabelecendo pontes por onde passou e entre quantos conheceu, qual “juventude dada por Deus e oferecida a Deus”.

Antes da caminhada até ao cemitério, em nome dos sacerdotes, o Padre Miguel Peixoto leu um texto da autoria do Pe. Manuel João e um quadro com a sua fotografia foi oferecido à mãe, D. Virgínia.

A nossa oração.

JD,  in Voz de Lamego, ano 85/44, n.º 4331, 29 de setembro