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Ferreiros homenageia Pe. Silvestre: 50 anos de trabalho paroquial

Rev. Padre Silvestre celebrou 50 anos de Sacerdócio em Ferreiros e pediu “Coragem no Caminho para a Santidade”

O dia 15 de Outubro de 2017, ficou marcado na Paróquia da Senhora das Candeias em Ferreiros de Avões. O nosso Rev. Pároco Joaquim Manuel Silvestre foi homenageado pelos seus 50 anos ao serviço das gentes desta Freguesia.

A homenagem teve início com a Missa Dominical, na qual crianças, jovens e adultos quiseram prestar ao seu Pároco uma prova de reconhecimento, pelos seus ensinamentos ao longo deste percurso, marcado no coração de todos. O desdobrável oferecido pelo homenageado aos presentes antes do início da missa, enriquecido pelo seu conteúdo, foi por todos lido e rezado simultaneamente no momento do Pai Nosso. As lembranças levadas pelas crianças ao altar no início da missa, nomeadamente um cestinho com 50 rosas, foram dum simbolismo de gratidão, simplicidade e amizade, que se estabeleceu reciprocamente no decorrer dos tempos. A beleza e o encanto predominavam na nossa Igreja, assim como o Grupo Coral que tão bem entoou, cânticos de alegria e de louvor, foram indicadores de júbilo, para quem caminhou lado a lado e esteve sempre presente nesta comunidade. Seguiram-se alguns testemunhos que fizeram recordar quanto foi importante nas nossas vidas, os valores religiosos, morais, culturais e sociais incutidos pelo nosso Rev. Pároco Joaquim Manuel Silvestre.

Seguiu-se um pequeno convívio, no Salão Paroquial, onde foi apresentado um vídeo retratando os passos dados por este Pároco ao longo de 50 anos. Viveram-se momentos de grandes emoções que evidenciaram o Bom Pastor de sempre e que há-de continuar a ser junto de todos nós.

Um bem-haja, Sr. Padre Silvestre, de todos os seus paroquianos.

Maria do Céu Teixeira, in Voz de Lamego, ano 87/47, n.º 4433, 24 de outubro 2017

À Conversa com o Diácono Valentim Fonseca

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1 – Para os nossos leitores, quem é o Diác. Valentim Fonseca?

Sou natural da freguesia de Almacave – Lamego, residente na Freguesia de Ferreiros, onde dei os primeiros passos, aprendi o saber das gentes entre a serra e o Douro.

Frequentei a escola primária na mesma freguesia. Aprendi nos bancos corridos da Igreja o que é ser cristão.

Dou graças a Deus por ainda estar entre nós a minha professora primária, bem como a minha catequista do primeiro ano da catequese. Com a minha professora aprendi a ser pessoa socializante, com a minha catequista aprendi a ser cristão assíduo.

Sou o mais novo de 10 filhos, nasci no seio de uma família profundamente cristã e participativa na vida da paróquia. Desde muito cedo comecei a ajudar na catequese paroquial e no Movimento da Mensagem de Fátima.

Desde tenra idade senti que a minha vocação era o sacerdócio, talvez pelo facto do meu irmão mais velho ter frequentado durante dois anos os Missionários Combonianos.

Estudei na Escola Profissional, na altura Agrícola, de Lamego onde muito conversei com o Monsenhor Ilídio, que Deus o tenha em sua presença. A minha vocação foi-se manifestando, durante este tempo.

Fiz o ensino secundário e curso de Teologia na cidade de Braga.

De volta a Lamego em 2007 iniciei o Curso Superior de Gestão Turística, Cultural e Patrimonial. Numa das atividades desenvolvidas neste curso foram umas férias Culturais, no Mosteiro de Salzedas, sendo Pároco o saudoso Sr. Pe. António Seixeira, e que muito me ajudou na entrada no Seminário de Lamego.

Trabalhei e cooperei na Obra Kolping de Portugal, como coordenador das famílias Kolping. No contacto com os párocos mais motivação senti em seguir em frente.

Não me poderia esquecer de falar de quem me abriu a porta para o cristianismo, o meu Pároco que me administrou o Santo Sacramento do Batismo, a 8 de dezembro de 1978. Nele vejo um sacerdote dedicado ao rebanho a ele confiado há já 48 anos, como bom pastor. Neste ano em que celebra os seus cinquenta anos de Sacerdócio rezo ao Senhor para que continue a comular com as suas bênçãos. O Senhor Padre Silvestre foi a pedra fundamental para a minha ordenação. Desde já o meu profundo agradecimento ao Sr. Pe Silvestre, pela força que sempre me deu, foi a mão de Deus que operou através deste seu servo.

No meu lema escolhido para a Ordenação Presbiteral “Vem e Segue-Me”, ouço a voz do meu pároco a que siga o Senhor da Messe.

Ajudai-me Senhor Jesus, nesta nova fase da minha vida, vida que espero que continue a ser uma entrega de serviço aos irmãos na Tua Igreja.

2 – Como tem sido o teu estágio pastoral?

O meu serviço desenvolvido no estágio pastoral prendeu-se com o apoio directo à catequese, aos Jovens, à Liturgia, ao Sr. Padre António Ferraz, no seu múnus de Pároco desta paróquia de nossa Senhora do Pranto de Foz-Côa.

Por terras do Douro Superior realizei o meu estágio Pastoral, numa terra distante da minha terra natal, novas gentes, novas realidades, novos costumes. Todas estas realidades no início fizeram com que ficasse muito apreensivo quanto a esta fase muito importante no meu processo de crescimento e de aprendizagem, com quem já tem mais de duas dezenas de anos de experiência de serviço em prol das comunidades confiadas ao Sr. Pe. Ferraz.

No decorrer deste tempo de formação/preparação, tentei manter o contacto com todos, pois só através de um conhecimento das realidades locais se pode desenvolver um trabalho mais assertivo. Neste tempo deu para ouvir as pessoas nos seus anseios e canseiras do dia-a-dia, numa região profundamente marcada pela desertificação e elevada emigração.

Tornou-se um estágio muito produtivo, tanto no conhecimento como na prática. Desde já o meu sincero obrigado ao Sr. Padre António Ferraz pelo acompanhamento e ajuda dada neste ano.

3 – A partir da experiência entretanto conseguida, como vês a formação recebida no Seminário e na Faculdade de Teologia?

A Formação recebida no Seminário torna-se imprescindível, para o serviço. Ao colocar os seminaristas em estágio pastoral a partir do terceiro ano, no contacto com novas realidades, ver formas concretas de actuar no terreno, vai dando aos seminaristas um conhecimento mais aprofundado, o saber ser.

A Faculdade de Teologia ajuda no saber científico, o saber fazer, através do conhecimento das matérias abordadas no curso de Teologia faz com que na realidade se aplique aquilo, que muitas vezes durante o curso, achamos não ser relevante, embora na prática se torne exequível.

Aliando estas duas realidades, Seminário e Faculdade de Teologia os candidatos ao sacerdócio, no fim do seu percurso levam uma experiência, não indo completamente alheios às realidades que os esperam no seu serviço pastoral. Embora realisticamente a realidade ainda pode trazer alguns dissabores, que com a ajuda de Deus e dos irmãos no sacerdócio se consegue superar.

4 – Uma palavra para os nossos seminaristas e aos que estão a pensar entrar no seminário?

Aos nossos seminaristas e a todos os que estão a pensar entrar no seminário, gostaria de deixar uma breve palavra de encorajamento, vivemos numa sociedade que nos oferece mil e uma coisas, mas devemos centrar o nosso querer no Bem maior e Supremo que é a nossa Verdadeira Vida, Jesus Cristo, Aquele que no acto extremo de Amor entregou a sua vida por cada um.

Cristo continua a chamar, “Vem e Segue-Me”, saibamos nós responder ao seu chamamento com grandeza de ânimo confiando no poder da Oração e protecção.

in Voz de Lamego, n.º 4320, ano 85/33, de 30 de junho de 2015