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Posts Tagged ‘Paróquia de Bigorne’

Bodas de Prata Sacerdotais do Pe. Agostinho Ramalho

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Saudação inicial do Pároco, Pe. Hermínio Lopes

Ao iniciarmos esta Eucaristia pertence-me como Pároco de S. Sebastião de Bigorne dizer uma palavra de acolhimento, de homenagem e de reconhecimento.

Congrega-nos um distinto e amigo sacerdote que aqui nasceu em 1964, daqui partiu para o Seminário, lá se formou e aqui celebrou, há 25 anos, a “sua missa nova”, precisamente em junho de 1991. Celebrar as Bodas de Prata Sacerdotais é um privilégio que constitui sempre uma bela e nobre oportunidade de alegria.

Quero interpretar em uníssono os sentimentos de todos, a quem saúdo. Hoje é dia de festa. Aceitamos o convite que o Sr. Padre Agostinho Ramalho nos dirigiu e aqui, com ele, queremos louvar e agradecer ao Senhor da Messe por estes 25 anos de serviço bondoso, nobre e proveitoso. Ser sacerdote é ser servidor de Cristo na pessoa dos mais pobres e humildes. Foi nessa linha de serviço que o P. Agostinho sempre procurou testemunhar e viver na simplicidade, na retidão e na caridade.

Todos nós sacerdotes, aqui presentes, somos convidados a ser Igreja que acolhe as lágrimas dos que choram, que ampara os que vacilam, que levanta os que perdem a coragem, que corrige as injustiças, que ouve os silenciados pela vida e que oferece razões de esperança às crianças, aos jovens e às famílias! Ler mais…

FESTA DA PÁSCOA DA ADSCD – MAGUEIJA

Festa Pascal 2016 034No dia 10 de Abril, tal como vem sendo habitual nesta época,  o Grupo Cénico da Associação para o Desenvolvimento Social, Cultural e Desportivo da União de freguesias de Bigorne, Magueija e Pretarouca,  (ADSCD), levou a cabo mais uma pequena festa, na sede da Junta de Freguesia, que  a podemos dividir em duas partes:

Na primeira, tivemos como objectivo fazer uma reflexão e  interiorização de algumas passagens bíblicas; na segunda, recordamos algum passado da nossa aldeia.

Como estamos a viver o ano  Jubilar da Misericórdia, iniciamos a primeira parte da  nossa actuação, com a encenação da parábola do filho pródigo, onde  se pode verificar a infinita misericórdia de Deus, sempre pronto a receber com amor e ternura os filhos que Dele se afastaram,  mas, arrependidos, reconhecem com humildade os seus erros, e pedem perdão  a Deus.

Concluída esta peça, representou-se a cena bíblica do  encontro de Jesus com a Samaritana, junto do poço de Jacob,  seguida duma a projecção de  imagens da criação do mundo, de acordo com   o livro do Génesis da Bíblia Sagrada.

Este primeiro momento, terminou com a entoação duma canção, sobre a mesma  criação, que, duma forma motivadora e pedagógica, alguns dos presentes aprenderam  nos bancos da catequese em crianças.

Na segunda parte, recordou-se e reviveu-se algum passado da aldeia, com danças e cantares  tradicionais, que fazem parte do património cultural da freguesia.

Apesar do tempo chuvoso e pouco apelativo, o salão da Junta de Freguesia encheu-se de gente, onde a união e boa disposição estava bem patente em todo o auditório e actores.

B. L. O., in Voz de Lamego, ano 86/22, n.º 4360, 26 de abril de 2016

VISITA PASTORAL de D. ANTÓNIO COUTO a Bigorne e a Pretarouca

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Sua Exa Revmª, D. António Couto, Bispo da diocese de Lamego, deu início, nos dias 21 e 22 de fevereiro, à Visita Pastoral pelas 24 paróquias do arciprestado de Lamego, tendo escolhido iniciar a visitação pelas paróquias mais distantes do centro Urbano, Bigorne e Pretarouca.

No sábado, dia 21, pelas 10 horas, D. António Couto, acompanhado pelo pároco, padre Hermínio Lopes, chegaram à aldeia das Dornas para um contacto com os poucos habitantes desta comunidade.

Seguiu-se Pretarouca com a receção de boas vindas, seguida de uma pequena reflexão e oração no interior da igreja paroquial, bela, palavra sua.

Nesta aldeia visitou ainda as obras em curso na casa paroquial e a casa do povo, onde um pequeno lanche foi servido.

De seguida deslocaram-se para Bigorne, onde terminaria a visita deste primeiro dia.

No domingo, pelas 11 horas, D. António celebrou e presidiu à missa solene do 1º dia da Quaresma, na Igreja paroquial de S. Nicolau, Pretarouca.

Esta eucaristia foi concelebrada pelo Rev. padre Hermínio e liturgicamente animada pelo grupo coral da paróquia.

Perante uma assembleia participativa, feliz e emocionada, D. António, a partir da mensagem do papa Francisco para a Quaresma, sublinhou a importância do estar atento ao outro, do olhar o outro com o olhar com que Deus nos olha, do cuidar uns dos outros, combatendo o mar de indiferença de que o mundo atual tanto sofre.

No final da eucaristia, num gesto de gratidão, duas crianças entregaram a D. António, um ramo de flores e uma pasta com o cântico de entrada, adaptado para este dia de festa.

Foi uma visita muito especial, particular, participada e emotiva que culminou com um almoço de confraternização entre os paroquianos das duas paróquias visitadas, num agradável ambiente familiar, brindados com a presença do senhor Bispo, do pároco, senhor padre Hermínio e ainda do senhor presidente da junta da União de Freguesias de Bigorne, Magueija e Pretarouca, Gilberto Silva.

Adélia Bastos e Fátima Pedrinho

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SAUDAÇÃO DO PÁROCO

Ex.mo e Revmo. Sr. D. António José da Rocha Couto, Digmo. Bispo da nossa Diocese de Lamego, nosso Pastor, seja muito bem vindo a Bigorne e a Pretarouca.

Creia, Senhor Bispo, que está o Pároco e, estão todos os paroquianos muito felizes pela presença e missão do Bispo diocesano entre nós.

Hoje, neste primeiro Domingo da Quaresma em que a liturgia nos garante que Deus está interessado em destruir o velho mundo do egoísmo e do pecado e oferecer aos homens um mundo novo de vida plena e de felicidade sem fim, estamos em Festa.

Queremos com o Sr. Bispo construir a Família de Deus, sem contendas nem divisões. Hoje a nossa alma, engrandece e louva ao Senhor porque temos a Família fisicamente completa. E isso enche-nos de uma profunda felicidade e de uma alegre gratidão a Deus e ao Sr. D. António, por nos vir visitar.

Acolhemos com muita alegria aquele que vem em nome do Senhor. Senhor Bispo, dê-nos a sua Bênção de Pai e Pastor para alcançarmos uma Fé viva, uma Esperança firme e uma Caridade mais diligente.

Com muito carinho e amizade, agradecemos a visita, e prometemos filial obediência. Havemos de aprofundar sempre mais e melhor a unidade e comunhão com o nosso Bispo.

Pedimos ao Senhor, por intercessão de Nossa Senhora de Guadalupe e dos Milagres e dos nossos Padroeiros S. Sebastião e S. Nicolau de Bari esta graça da unidade e lealdade na comunhão da fé e da caridade.

in Voz de Lamego, n.º 4302, ano 85/15, de 24 de fevereiro de 2015

Conferência Quaresmal de D. António Couto, na Sé Catedral

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ATENÇÃO PARA ESCUTAR DEUS E CONHECER OS IRMÃOS

 

Cumprindo o programado no Plano Pastoral Diocesano, D. António Couto esteve na Sé para dirigir aos fiéis diocesanos a sua primeira conferência quaresmal, que também poderia chamar-se catequese quaresmal, no sentido de que alguém nos fala de Deus e nos ensina o caminho para chegar até Ele e aos irmãos.

Após uma breve introdução e saudação feitas pelo pároco da Sé, Cón. José Manuel Ferreira, a assembleia entoou um cântico e preparou-se para escutar o Pastor da diocese, recém-chegado da visita pastoral às paróquias de S. Sebastião de Bigorne e de S. Nicolau de Pretarouca, no arciprestado de Lamego.

Da banalidade insensível à beleza divina

A conferência, primeira das cinco programadas, incidiu sobre a necessária atenção para escutar Deus e conhecer os irmãos. Porque sem a atenção devida, Deus e os seus desígnios e convites podem permanecer desconhecidos, assim como a vida do outro, com as suas circunstâncias, pode permanece estranha. E será essa atenção que permitirá, no dizer do conferencista, “passar da banalidade insensível e da indiferença para a beleza divina no rosto de quem vem até nós”. Decorrente da atenção a Deus estará sempre a atenção ao outro, a quem somos convidados a mostrar o caminho, avisando dos perigos e incentivando nas dificuldades, para que a “porta do sentido da vida” não permaneça fechada e se mantenha aberta a porta do amor.

Um esforço que não se esgota num momento, mas que deve ser contínuo e marcar “viagem da nossa vida”, (duração expressa no número quarenta), uma viagem intransitiva nem sempre livre da rigidez que só perturba e que, nas palavras do Papa, contribui para a “globalização da indiferença”. Eis um dos objetivos da Quaresma, “desinstalar vícios e instalar a verdade, o amor e a justiça” que dignifiquem quem os vive e deles beneficia.

Mas a atenção ao outro não se esgota diante do que se diz, mostra ou pede, mas concretiza-se também quando se esforça para intuir e perceber as perguntas e os pedidos que o mesmo não ousa formular. Sem atenção e tempo, tudo pode ficar escondido e a mudança e o auxílio podem não surgir oportunamente.

Esta atenção, devida e vivida perante Deus e o outro, contribui para que a nossa presença no grupo ou na comunidade eclesial seja proveitosa, muito diferente de uma presença para “passar o tempo”, aumentando significativamente a nossa “responsabilidade da prática religiosa”.

Atravessar para convidar

A propósito da visita pastoral às 24 paróquias do arciprestado que está a decorrer, D. António lembrou a missão do profeta Jonas, enviado aos ninivitas para os convidar à conversão. Uma missão cumprida em três dias e com resultados práticos em quarenta. Jonas, cujo nome se pode traduzir por “pomba” é enviado a uma cidade estrangeira para anunciar a novidade de uma vida que desponta quando se estabelece a necessária sintonia e responsabilidade para com Deus e para com os outros.

A visita pastoral às duas paróquias da cidade, Santa Maria de Almacave e Nossa Senhora da Assunção da Sé, levará quinze dias, mais do que os gastos em Nínive, mas com o mesmo desejo: convidar os paroquianos e demais residentes a descobrirem a novidade que Deus a todos oferece. Uma vida nova que se apresenta bela, mas frágil, tal como frágil era a arca que protegeu Noé do dilúvio e Moisés do afogamento no Nilo.

A nossa vida é como um ramo novo, frágil e tenro, de onde é preciso retirar as “folhas amarelecidas”, a tal indiferença que, no dizer do Papa Francisco, está hoje globalizada.

Convite à participação

Referir a profundidade com que habitualmente D. António Couto trata cada tema, bem como a arte poética e musical com que dispõe as palavras, escritas ou ditas, é já um refrão conhecido. Respeitando a vontade do autor, certamente que também estas conferências poderão vir a ser publicadas ou largamente divulgadas, para proveito de todos e única forma de a todos dar a conhecer a singularidade do que na Sé se ouviu no domingo passado, às 17h00.

No próximo domingo terá lugar a segunda conferência, no mesmo horário e local. Fica o convite pelo muito que se pode aprender e crescer em Igreja.

Joaquim Dionísio, a publicar na Voz de Lamego, n.º 4302, ano 85/15, de 24de fevereiro de 2015