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Posts Tagged ‘Paróquia de Almacave’

Saudação do Grupo Almacave Jovem aos novos crismandos

Jovens amigos,
que hoje recebestes o Dom do Espírito Santo

Também nós, grupo Almacave Jovem, ficamos felizes, neste dia em que recebestes o Sacramento da Confirmação. Um dia, recebemos também nós a Força do Espírito que nos faz testemunhas de Jesus ressuscitado. Sexta-feira, à noite, estivemos em vigília convosco, pedindo ao Espírito Santo que a todos nos ilumine com os seus dons. Hoje, mais do que nunca, somos desafiados a ser mais fortes e a não deixar que essa luz que nos habita esmoreça. Vivemos num mundo que gira a alta velocidade, indiferente ao sofrimento de quem passa. Indiferente ao grito desse Amor que chama, que impele, que procura e não encontra. Um Mundo que se vai deixando esmagar pelas trevas. Somos cada vez mais urgentes! Precisamos de despertar desse sono e ir, sem medo, dar tudo – “dar sempre seis”! Que nunca vos passe pela cabeça que o vosso gesto não faz diferença, que as vossas mãos não são necessárias, que a vossa vida não é capaz de marcar outras. “Há diversidade de dons, mas um mesmo é o Espírito. A cada um é dada a manifestação do Espírito em vista do bem comum (…) Como o corpo é um, embora tenha muitos membros, e como todos os membros do corpo, embora sejam muitos, formam um só corpo, assim também acontece com Cristo.”
Hoje, mais do que nunca, deveis sentir a força desse espírito que nos empurra, que nos corta as amarras e nos leva por caminhos que nunca pensámos percorrer; que nos levanta, mesmo quando pensamos já não ser mais capazes de caminhar. Ele vive em nós! Escutai-O no silêncio e sabei que jamais caminhareis sozinhos. E que por maiores que sejam as tempestades, nunca nada será maior que o Amor que Deus tem por cada um de nós. Que este dia fique tatuado nas vossas vidas como um compromisso de Amor que deve guiar-vos para sempre. Carregai bem alta essa luz que rasga as trevas e senti que nada será capaz de vos separar do Amor de Deus. Ler mais…

Profissão de Fé na Paróquia de Almacave

Decorreu no dia 4 de Junho, no Auditório do Centro Paroquial,  a Festa da Profissão de Fé de 42 catequizandos  que assim concluem a sua caminhada na Catequese da Infância.

A Cerimónia iniciou-se na Igreja Paroquial, onde a renovação das promessas baptismais e passagem pela Pia baptismal  e a entrega da vela do Baptismo de pais a filhos  fazem parte do ritual de uma nova fase de vida destes catequizandos que agora assumem pessoalmente a sua Fé.

A procissão até ao Centro Paroquial faz parte de uma caminhada acompanhada dos pais, que leva à integração da Comunidade Paroquial como testemunha viva deste ato  celebrativo a que acorrem muitos familiares.

O hábito é ainda usual nesta festa, o que em tempos passados representava a igualdade do traje, entre os que tinham mais ou menos posses.  O tempo foi passando e as melhorias nos mesmos hábitos vão sendo evidentes mas ainda se apresentam em igualdade de circunstância, aceitando estes pré-adolescentes este dia como um momento memorável nas suas vidas.

Esperamos que todos eles regressem no próximo ano, de espirito e fé renovada para prosseguirem na caminhada para o sacramento da Confirmação, e que seja o Espirito Santo vivido neste Dia de Pentecostes a fazer deles obreiros futuros da Missão .

Isolina Guerra, in Voz de Lamego, ano 87/30, n.º 4415, 6 de junho 2017

Comunidade Paroquial de Almacave: Festas da Catequese

Estando próximo o fim do ano Catequético, com as festas da Profissão de Fé e da Confirmação, a Paróquia de Almacave promove a sua habitual Festa de Fim de Ano, onde Catequizandos e família convivem e fazem tempo de vivência em Comunidade.

Assim,  no dia 27 de Maio, decorreu a festa/convívio, no Parque Isidoro Guedes, onde se concentraram as famílias, catequistas, diácono  e sacerdotes  para assim, agradecerem mais um ano de percurso de Fé, só que em diversão conjunta com os escuteiros do Grupo 140. Foram estes os promotores de alguns Jogos tradicionais, da organização do espaço, dos momentos lúdicos a que se acrescentaram os tão desejados insufláveis, carrinhos, pinturas faciais e balões.

Música, diversão e muita animação foram depois completados pelo lanche, partilha de todos os participantes, que sempre se dispõem a preparar as iguarias que retemperam as forças a todos os que por ali apareceram. Ler mais…

Primeira Comunhão na Comunidade de Almacave

Decorreu no dia 21 de Maio, no Auditório do Centro Paroquial de Almacave, a celebração da Festa da Eucaristia, de 51 crianças da Paróquia.

No seu percurso catequético contam já com 3 anos de caminhada de descoberta da beleza da Fé Cristã, que desta vez as levou até aos sacramentos da Penitência e da Eucaristia, no que têm sido acompanhadas pelas suas famílias que, como sempre, se fazem presentes em grande número nestes dias.

Tornam-se pequenos os espaços de celebração  nestas ocasiões,  nomeadamente pela participação cada vez mais acentuada de elementos do Coro de Pais e Filhos de Almacave, que cresce a olhos vistos e sempre participam com afeto e muita motivação  na animação litúrgica, pela direção musical do Prof. Paulo Silva e, que vem embelezando cada vez mais os momentos celebrativos.

Foram vários os pais e familiares que se disponibilizaram a apoiar nos preparativos da cerimónia o que faz assim a demonstração do espirito de comunidade que se vive.

Espera-se agora que não haja desistências neste caminhar até ao Crisma,  pois apenas pelo reforçar da Educação Cristã podermos ter crianças e jovens imbuídos de uma fé convicta e esclarecida, no cumprimento da Tradição da Igreja.

A catequese passa assim ao seu período de encerramento que terá o seu ponto de convívio já no próximo sábado, dia 27 de Maio no Parque Isidoro Guedes, onde a animação e a diversão sempre se fazem presentes nestas situações.

Isolina Guerra

in Voz de Lamego, ano 87/28, n.º 4413, 23 de maio de 2017

GRUPO ALMACAVE JOVEM | CONFERÊNCIA “ONDE ESTÁ DEUS”

Decorreu no passado dia 21 de Abril, no Centro Paroquial de Almacave, a apresentação da Conferência “Onde está Deus? Dor e Sofrimento do ponto de vista da Fé e da Esperança Humana” que congregou centenas de pessoas, ansiosas de ouvir a partilha dos conferencistas envolvidos, dada a sua biografia mas, acima de tudo, pela sua vasta experiência de vida.

A organização deste evento esteve a cargo do Grupo Almacave Jovem que não se poupou a esforços para a sua divulgação através dos mais diversos meios de comunicação.

A abertura foi realizada com uma intervenção de D. António Couto, Bispo de Lamego, que nos salientou que“a dor é para dizer”, nas nossas vidas e na vida dos que nos rodeiam, lembrando mesmo a sua ligação com as vitimas dos incidentes recentemente ocorridos no nosso Concelho ,a quem é necessária a ajuda material mas, mais ainda que se ouçam na sua dor. Ler mais…

Dor e Sofrimento. Onde está Deus?

No passado dia 21 de abril o grupo Almacave Jovem promoveu uma conferência subordinada à temática “Dor e Sofrimento”, no Auditório do Centro Paroquial. Foi um momento de partilha de conhecimentos e experiências em torno de questões importantes, como o conceito de dor total e a abordagem do sofrimento na perspetiva da Igreja e dos cuidados de saúde, apontando os cuidados paliativos como uma das respostas. A European Association for Palliative Care (EAPC) define cuidados paliativos como “cuidados ativos e totais do doente cuja doença não responde à terapêutica curativa, sendo primordial o controlo da dor e outros sintomas, problemas sociais, psicológicos e espirituais. São cuidados interdisciplinares que envolvem o doente, família e a comunidade nos seus objetivos e devem ser prestados onde quer que o doente deseje ser cuidado, seja em casa ou no hospital. Afirmam a vida e assumem a morte como um processo natural e, como tal, não antecipam nem adiam a morte. Procuram preservar a melhor qualidade de vida possível, prevenindo e aliviando o sofrimento evitável, ou seja, reconhecendo e melhorando a experiência da pessoa que sofre.

Cuidados às pessoas na fase final da sua vida, nomeadamente aos moribundos, foram sendo disponibilizados e efetuados desde os tempos mais remotos da História por personalidades individuais ou grupos, sobretudo religiosos. Embora não se possa nem deva retirar o mérito e importância a estes cuidados, que eram sobretudo cuidados de âmbito geral e caritativo, é importante não confundir com o Movimento Moderno dos Cuidados Paliativos, que se reporta aos anos 60, pela mão da Dame Cicely Saunders. Na sua perspetiva mais moderna, estes cuidados combinam cuidados clínicos, formação e investigação e são prestados no seio de uma equipa multidisciplinar constituída por médico, enfermeiro, assistente social, psicólogo, assistente operacional, fisioterapeuta, nutricionista, assistente espiritual, voluntário e outros que seja necessário envolver, de acordo com o plano individual e integral de cuidados. No centro da equipa está o doente e família. ”. Por forma a mitigar o sofrimento, os vários elementos da equipa desenham intervenções holísticas e compassivas que promovam a transição a uma nova circunstância de vida, reduzindo formas evitáveis de sofrimento e ansiedade e promovendo o bem-estar. Os cuidados devem refletir a coordenação, competência, acessibilidade,  informação entendível, na quantidade adequada a cada pessoa e um rigoroso controlo sintomático e expressão emocional.

Em Portugal, a história dos cuidados paliativos modernos tem cerca de 25 anos. As primeiras equipas multidisciplinares estavam sediadas no IPO Porto (Professor Ferraz Gonçalves), no Hospital do Fundão (Dr Lourenço Marques) e no Centro de Saúde de Odivelas (Drª Isabel Galriça Neto. Para aceder ao número, localização, contactos e tipologia das equipas (intrahospitalar, comunitária de suporte e internamento) consulte informação em https://www.sns.gov.pt/sns/cuidados-paliativos/unidades-de-cuidados-paliativos/. Existem ainda equipas de cuidados paliativos em hospitais privados. O médico assistente, no hospital ou comunidade, é a pessoa mais bem colocada para facilitar o acesso a cuidados paliativos.

Catarina Simões (enfermeira de cuidados paliativos)

in Voz de Lamego, ano 87/24, n.º 4409, 25 de abril de 2017

Curso Bíblico “Nossa Senhora na Bíblia”

Pelo 10.º ano consecutivo decorreu em Lamego mais um Curso Bíblico, de organização conjunta das Paróquias de Almacave e Sé, contando como orientador pelo 4.º ano o Bispo de Lamego D. António Couto, que mais uma vez partilhou os seus dons de orador e de sabedoria que a todos cativa.

Nos três dias do Curso, de 4 a 6 de Abril, as mais de 150 pessoas presentes no Centro Paroquial de Almacave, de diversas paróquias do Arciprestado de Lamego, puderam ouvir falar de Maria e do seu papel de Mulher e Mãe, descrito na Bíblia, desde a Anunciação do Anjo até à Ressurreição de Jesus.

Estando a decorrer o Centenário das Aparições de Nossa Senhora em Fátima, a escolha do tema foi pertinente pela sua contemporaneidade e pela necessidade de percebermos a docilidade e afabilidade da “Virgem desposada”  que disse o Seu SIM a Deus e se tornou a “Arca do Senhor” carregando no Seu ventre o Salvador Jesus Cristo.

Foram percorridas diversas Orações, desde a Avé-Maria, ao Magnificat a primeira oração de Maria, passando pela primeira oração a Maria, no ano 300, mostrados os textos dos Evangelistas que escreveram sobre Ela e no-La deram a conhecer através da Palavra de Deus, num caminhar constante de descoberta da beleza da Vida de Maria, enquanto presente fisicamente na Terra.

Foi-nos ainda apresentada Nossa Senhora como a “compositora” que guardava no Seu coração tudo o que se passava, como um “vaso que recebe”, numa alusão ao nosso modo de vida que deverá “ser um vaso como Maria com docilidade e disponibilidade para tornar a Palavra de Deus fecunda na nossa vida”. Assim com e como Ela se poderão abrir caminhos novos na nossa vida, para nós e para os outros.

A figura de Maria, apresentada na Bíblia, ora como MULHER, ora como MÃE, a serva do Senhor, é assim “a compositora que compõe tudo com extrema carinho e tece a Sua melodia da Alegria” e que “canta Deus como nós o fazemos no Terço”, foi assim ao longo dos três dias que tivemos a graça de A descobrir na sua beleza, docilidade, oferta e doçura pela palavras proferidas por D. António do Couto

Sendo Maria a Medianeira de todas as graças, é Ela que vai “(re)lembrando” a Deus e ao Seu Filho as nossas necessidades e anseios, no Seu olhar de doçura maternal, ouvindo os nossos gritos e súplicas e depondo-as junto do Pai e do Filho para obtenção  das graças divinas.

Isolina Guerra, in Voz de Lamego, ano 87/22, n.º 4407, 11 de abril de 2017